Edição 1856 . 2 de junho de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Lya Luft
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"O design de qualidade tem como referência todo o processo industrial, que se inicia com uma profunda pesquisa sobre as necessidades do homem."
Alexandre Morita
Itapeva, SP

Design

Excelente a reportagem "Design – O poder do belo" (26 de maio), mostrando a importância do tema não só para as indústrias, mas também para o comércio, serviços e sociedade. Design é um conceito, uma idéia que extrapola os limites da linha e da forma. Quando procuramos um design, estamos à procura de significados.
Ludson Moulin Zampirolli
Domingos Martins, ES

Um tema aparentemente supérfluo e pouco interessante para o grande público ganhou, na abrangência de VEJA, brilho e estilo, sobressaindo em meio a uma semana quente de novas e enlameadas denúncias vindas do Planalto. Viva o design nosso de cada dia.
Myckon Wérico Freitas Macêdo
Jaboatão dos Guararapes, PE

Excelente a reportagem, que dá uma visão muito clara do que é o design hoje em dia e sua importância na economia mundial. Apesar de o texto mencionar principalmente produtos e experiências internacionais, também é muito importante ressaltar o momento que vive o design no Brasil, onde enfim as indústrias estão percebendo a necessidade de tornar seus produtos mais interessantes e com maior valor agregado por meio do design.
Levi Girardi
São Paulo, SP

Reportagens assim são importantes para conscientizar o público e a indústria sobre o valor do design na economia e para estimular futuros designers e engenheiros. Faltou dizer que o carrinho de supermercado foi projetado e construído pela Ideo (www.ideo.com) em apenas cinco dias, numa reportagem especial para o programa de TV Nightline with Ted Koppel.
José Colucci
Lexington, Massachusetts, EUA

 

Ruth Cardoso

Louvo a feliz iniciativa da excelente entrevista com a antropóloga Ruth Cardoso (Amarelas, 26 de maio). Cérebro privilegiado e símbolo maior da moderna Mulher, com M maiúsculo, dona Ruth caracterizou seu trabalho à frente do Comunidade Solidária pela simplicidade, afabilidade e, acima de tudo, competência, sem fazer alarde nem barulho, dignificando o título de primeira-dama do país. O Brasil ainda hoje sente os eflúvios positivos do trabalho dessa grande mulher.
Vânia Dutra Sousa
Horizonte, CE

Louvável a entrevista com a senhora Ruth Cardoso. Exemplo de mulher, nos brindou com seu caráter, inteligência e preocupação real com os problemas sociais, orgulhando-nos também de tê-la tido como primeira-dama. Aliás, uma dama de primeira!
Vanessa Nascimento Cardoso
Vitória da Conquista, BA

Dona Ruth Cardoso, em oito anos, não se deixou envolver pelas futilidades de que o título de primeira-dama está cercado. Discreta e sensata, a antropóloga deixou uma marca de trabalho, longe dos holofotes e sem precisar de "sala". Adorei a entrevista de Alexandre Oltramari. O repórter conseguiu tirar da ex-primeira-dama críticas ao PT no maior estilo dona Ruth: com elegância.
Izabela Ferreira
Belo Horizonte, MG

Extraordinária lição de civilidade, ética e cidadania foi a entrevista da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Ela demonstrou que a mulher para se destacar não precisa perder suas qualidades femininas, de esposa competente e de simplicidade. A senhora Ruth Cardoso representa o verdadeiro perfil de uma primeira-dama e de uma profissional altamente equilibrada, cujo significativo trabalho à frente do programa Comunidade Solidária lhe garantiu um honroso destaque na história contemporânea brasileira.
Jaime de Moura Ferreira
Lauro de Freitas, BA

 

Governo

Indignação, essa é a palavra que define o sentimento que eu, petista por anos a fio e que sonhei com a chegada do PT ao poder, senti ao ler a reportagem "Quem precisa de inimigos?" (26 de maio), sobre a ONG Ágora, comandada pela "fina flor do partido dos trabalhadores". Sou diretora de escola pública e faz parte de minha realidade prestar contas dos recursos recebidos, e é com imensa lisura e preocupação que conduzo esse processo na nossa escola. Assim, é inadmissível que pessoas desviem dinheiro público destinado à educação para suas contas bancárias. A vontade ao terminar de ler a reportagem foi gritar para que todos pudessem escutar: "Como pude ser tão idiota?".
Vivian Cristina de Menezes
Eugenio Kauling

Indaiatuba, SP

Agora é Ágora? O que mais o partido dos "enganadores" nos reserva nesse tempo nebuloso que ainda lhe resta no poder? É rezar e esperar.
Roberto A.B. Oliveira
São Paulo, SP

Quero manifestar repúdio ao texto "Quem precisa de inimigos?", publicado pela revista VEJA, devido à tentativa de envolver o meu nome com as questões que eu desconhecia e considero graves se confirmadas, ocorridas na Ágora (Associação para Projetos de Combate à Fome). Trata-se de uma ilação da revista dizer que o caso "envolve o principal auxiliar" da Casa Civil. Fui um dos integrantes da Ágora e ocupei uma das sete vagas de conselheiro no período de abril de 2001 a janeiro de 2003. A propósito, uma rápida leitura é suficiente para localizar a verdadeira intenção da matéria, que, dentre tantos outros conselheiros da entidade, cita apenas a minha pessoa, em nítida tentativa de atingir a mim e ao governo federal. Nessa entidade, associei-me a uma luta histórica de personalidades como dom Mauro Morelli, Cristovam Buarque, Mauro Dutra, Sigmaringa Seixas, Maria José Jaime, Flávio Valente, Augusto de Franco, Milton Selligman e Agop Kayayan, entre outros, o que muito me orgulha. Aproveito para reiterar que as questões divulgadas na imprensa no último fim de semana se referem à ordenação de despesas e à contabilidade da ONG Ágora e, portanto, devem ser dirigidas à diretoria executiva da organização.
Swedenberger Barbosa
Brasília, DF

A reportagem citou o nome Publicata no oitavo tópico do quadro "A fábrica de notas frias". Esclarecemos que nossa denominação social é Publicata Comunicações, desde 1998, em São Paulo, capital, legalmente constituída e registrada, inclusive como marca de serviços no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Por sua vez, a desconhecida "empresa" citada na matéria confunde-se com a marca de nossa propriedade, sendo seu uso indevido em todo o território brasileiro. Por essa razão, vimos de público, em respeito a esta conceituada revista e seus leitores, e ao mercado em geral, esclarecer que a Publicata Comunicações nada tem a ver com o episódio-tema de reportagem.
Armando Stelluto Jr. e Cristina
Cassiano Stelluto,
diretores
São Paulo, SP

 

Distrito Federal

A Câmara Legislativa de Brasília é a prova cabal de que no Brasil, infelizmente, ainda temos entidades públicas que não sabem por que existem. A Casa não sabe o que quer, para onde vai e para o que serve. Nunca deveria ter existido, já que só serve para ratificar as sandices do governador de plantão, e vice-versa. Devem-se ressalvar, no entanto, os parlamentares sérios que lá se encontram. Embora poucos, muito poucos, eles mesmos sabem quem são e foram a inspiração do processo de autonomia política do DF, que, embora filosoficamente correto, foi um desastre para Brasília e todo o DF. Vale destacar, no entanto, a incrível coincidência na matéria "A casa do espanto" (26 de maio) de VEJA, não relatada por seu autor: todos os senhores deputados mencionados no artigo são da base de apoio ao governador Joaquim Roriz.
Ary Braga Pacheco Filho
Brasília, DF

É duro e vergonhoso para nós, cidadãos brasileiros, que pagamos muitos e escorchantes impostos, sofremos com baixos salários, desemprego, desigualdades sociais, violência, sistema de saúde precário, fome de parcela significativa de nosso povo, ver pessoas que ocupam cargos importantes, que têm posições privilegiadas e bem remuneradas ser desmascaradas por meio de denúncias tão bem divulgadas por VEJA. Essas pessoas são selecionadas por concurso público, indicadas, escolhidas, eleitas para, "teoricamente", cumprir funções de legítimos representantes do povo brasileiro. Mas o que, perplexos, vemos é o Brasil sendo administrado por empresários, funcionários públicos e políticos inescrupulosos, corruptos, estelionatários, homicidas e ladrões.
Paulo Antonio dos Santos
Anápolis, GO

Infelizmente o brasileiro não sabe votar. A casa do espanto está espalhada pelo país. A eleição e a permanência no poder dessas figuras da reportagem são um prêmio de incitamento ao crime. Parece até que estamos condenados a conviver com esse terror, pois os próprios eleitores justificam seus votos com a máxima: "Ah, todos roubam mesmo!". Quando eleitos, estufam o peito: a vontade do povo deve ser respeitada. Votar em figuras como as da reportagem não é exercer a democracia, e sim incoerência, e também merece repúdio.
Bezaleel Gonçalves Guimarães
Boa Vista, RR

Que realidade sórdida! Tenho a esperança de que, com o amadurecimento da democracia e do voto consciente, a população possa se livrar dessa gente.
Fábio Araújo
Salvador, BA

 

Máfia da saúde

É com imensa tristeza que recebo mais essa notícia envolvendo a máquina administrativa ("Vampiros da saúde", 26 de maio). Tenho a honra de ser funcionária pública há quase vinte anos e nunca vi um quadro tão deplorável como o atual. No que tange ao artigo, temos a informar que o pregão, seja ele presencial ou eletrônico, constitui uma das modalidades de licitação, assim como o convite, a tomada de preço, a concorrência, o concurso e o leilão. O pregão, mormente o eletrônico, tem sido eficaz e eficiente nas compras da Administração. Essa é uma das nossas experiências do dia-a-dia no exercício das nossas atividades. No mais, vocês estão de parabéns pelas reportagens a nós apresentadas.
Maria Cristina Rubinger de Queiroz
Procuradora federal
Belo Horizonte, MG

Sobre a utilização do pregão nas licitações públicas, informo que a administração pública municipal de Blumenau utiliza essa modalidade há cerca de um ano, obtendo ganhos médios de 35% sobre os preços previamente pesquisados, especialmente no modo eletrônico. Sem contar as vantagens como agilidade, transparência e até qualidade nos produtos adquiridos, graças à universalização dos fornecedores. Adquirimos desde equipamentos e suprimentos para informática, equipamentos e veículos, móveis e eletrodomésticos, até serviços simples, como a limpeza e a higienização dos prédios públicos. A lamentar, por enquanto, que nem todas as licitações possam ser feitas por meio do pregão eletrônico.
Edward Duwe
Pregoeiro municipal de Blumenau (SC)
pregao@blumenau.sc.gov.br

 

Tales Alvarenga

Achei muito interessante o artigo "A grande conspiração" (26 de maio). A história da vaia é do barítono, e não do tenor, na ópera Pagliacci, de Leoncavallo. Depois de cantar o prólogo, o barítono Tonio, ao ser vaiado, falou ao público: "Aspetatte il tenore!". O tenor é Canio, o palhaço que canta a famosa ária "Ridi pagliaccio". Mutatis mutandis, o vaiado seria o vice-presidente, mais pior que ele, o Lula.
Professor doutor Jorge Michalany
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

O Ponto de vista de Claudio de Moura Castro ("A maquiagem do monstro", 26 de maio) encantou-me. Disse a verdade. Fui professora por 33 anos nestes meus 77 de vida. Sou do tempo em que estar à frente de uma classe de ensino fundamental era sacerdócio. O ensino fundamental sempre foi o alicerce na construção de uma vida cultural. Sem ele, qualquer obra desmorona.
Maria Helena de Aben-Athár
Curitiba, PR

Em 1971, a Lei nº 5692 extinguiu a vergonha do exame de admissão ao ginásio, estabelecendo o 1º grau, de oito anos, hoje ensino fundamental. Com a chegada dos alunos pobres às escolas públicas, a classe média, que tinha tradição escolar, migrou para as particulares e hoje paga por isso alto preço. A escola pública ficou sem massa crítica que cobrasse qualidade e apodreceu. O estabelecimento de cotas para alunos da escola pública e a perda de qualidade do que há de melhor no ensino universitário brasileiro certamente gerarão fenômeno idêntico. Escolas particulares elitistas aparecerão. Por que não se estabelece um programa de bolsas de estudo para qualquer aluno da escola pública aprovado em pé de igualdade em qualquer escola superior do país, em vez de sacrificar as melhores universidades do Brasil?
Alírio Fernando Barbosa de Souza
Presidente da Academia Baiana de Educação
Salvador, BA

 

Educação

Muito interessante a reportagem "A receita dos bons alunos" (26 de maio), provando que o projeto de cotas que o governo enviou ao Congresso para as universidades federais só vai piorar a qualidade do ensino, que é garantida até hoje não pela prioridade do governo para a educação, mas pela garra de professores e alunos. Que o Victor Manuel seja exemplo para muitos, inclusive para nossos governantes.
Ednilza Machado
Ipatinga, MG

 

Cemitério Père Lachaise

Na reportagem "Quem vai querer?" (26 de maio), está relacionada entre os mortos célebres do cemitério Père Lachaise, em Paris, a cantora lírica Maria Callas, como se ela ainda ali estivesse enterrada. Na verdade, após seu falecimento, ocorrido em 16 de setembro de 1977, lá ficou sepultada até seus restos serem cremados e as cinzas jogadas ao mar.
José Rubens Rezek
Juiz de Fora, MG

 

Distrito Federal 2

Sobre a reportagem "A casa do espanto" (26 de maio), esclareço que minha prisão foi julgada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça, pois decorreu de articulação promovida pelos deputados Wigberto Tartuce ("Vigão") e Eurídes Brito, visando a aniquilar politicamente este deputado. Esclareço ainda que, no processo judicial correspondente, junto ao Tribunal Regional Federal – 1ª Região, ainda não foi acatada a denúncia formulada pelo Ministério Público. Acredito que esse fato se deva à ausência de provas concretas contra este parlamentar, que até o momento nem sequer teve acesso aos autos completos, inclusive às provas.
José Edmar Cordeiro
Deputado distrital
Brasília, DF

O presidente da Soka Gakkai Internacional, Daisaku Ikeda, citado na matéria "A casa do espanto", não é tão desconhecido assim. O título de cidadão honorário de Brasília veio se somar a 53 outros títulos de cidadão honorário que ele já recebeu no Brasil e a outros 157 títulos de doutor honoris causa que a ele foram entregues por universidades do mundo inteiro. E essas homenagens não têm sido por acaso: Daisaku Ikeda é um líder mundial que tem proferido palestras em várias partes do mundo e estabelecido diálogos com inúmeras personalidades políticas pela paz mundial. A Soka Gakkai, organização não governamental, filiada à ONU, que ele preside, é hoje a maior do mundo, estabelecida em 187 países, com 12 milhões de filiados, 200.000 só no Brasil. Fundada no Japão em 1930 e no Brasil em 1960, a Soka Gakkai é também a mais antiga organização de leigos. Nesses 44 anos de existência, exposições, palestras, festivais culturais e convênios com universidades e museus vêm marcando a atuação da SGI no Brasil e no mundo.
Getulino Kiyoshi Nakajima
Vice-presidente da Soka Gakkai Internacional do Brasil
São Paulo, SP

 

Música

A revista VEJA, edição 1 855, em sua página 122, publica matéria intitulada "Silêncio na rede" (26 de maio), atribuindo a mim a seguinte frase: "Todo mundo está aguardando para ver o que acontece". Esclareço que respondi, por e-mail, que o sucesso comercial do I-Tunes e de outros serviços legalizados nos Estados Unidos é relativamente recente (pouco mais de um ano), e que para que aumente no mercado brasileiro o número de serviços semelhantes, que disponibilizem conteúdo musical em quantidade e variedade, com justa remuneração aos titulares de direito, é necessário o incremento do número de usuários de banda larga e parceiros com grande poder de alavancagem promocional dispostos a investir na distribuição legítima de música on-line.
Paulo Rosa
Diretor-geral da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD)
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Senhor presidente Lula, que tal responder às perguntas do senhor Mainardi ("Minha entrevista com Lula", 26 de maio)? Não consulte seus assessores, pois ultimamente seu staff anda pior que seu time de coração, o Corinthians.
Fernando Sugayama Campanella
Florianópolis, SC

Desta vez o Mainardi se superou. Quanto mais leio sua coluna, mais fico seu fã. Lula deveria pedir perdão ao ex-presidente FHC por ter prejudicado seu governo com críticas vazias e eleitoreiras. Também cabe um pedido de desculpas ao povo brasileiro, por ter tido a cara-de-pau de mentir na TV, prometendo que criaria 10 milhões de empregos. Diogo Mainardi para presidente, já!
Luiz Sergio Medrado Munguba
Boca Raton, Flórida, EUA

 

Turismo

Gostaria de cumprimentar VEJA pela reportagem "O chique do sertão" (26 de maio) e fazer algumas correções. A reportagem diz que o Museu do Cangaço fica na cidade de Serra Talhada, mas ele fica mesmo na cidade de Triunfo, na qual também se situa o Pico do Papagaio, o ponto mais alto do Estado de Pernambuco. Triunfo fica a 32 quilômetros de Serra Talhada e é uma cidade de clima serrano e aconchegante. Também não especifica a localização do Vale do Catimbau, este abrangendo uma área que engloba os municípios de Buíque, Tupanatinga, Inajá e Ibimirim, no sertão do Moxotó.
Erilson Regis Gomes de Sá
Serra Talhada, PE

 

Seymour Hersh

Hersh é um esquerdista de longa data, que trabalhou na campanha de Gene McCarthy em 1968, sendo por extensão um "pacifista" de carteirinha e mais um dos milhões de idiotas úteis usados pelo movimento "pacifista" internacional contra o capitalismo e a democracia (basta lembrar que Stálin criou o movimento "pacifista", pedindo a Picasso para desenhar a pomba da "paz"). Não é de admirar que Sy sempre tenha atacado notórios anticomunistas como Kennedy, Nixon e, agora, Bush. Mas quem melhor define Hersh é Hersh mesmo: "Se o padrão para ser demitido (de um emprego) é estar equivocado em uma história, eu deveria ter sido demitido há muito tempo" ("Viagra do jornalismo", 26 de maio).
Moises Dias
Davie, Flórida, EUA

 

Roberto Pompeu de Toledo

No Ensaio "As supostas vidas de Ernesto Guevara" (26 de maio), Pompeu cita o filme Diários de Motocicleta e os possíveis desdobramentos que poderiam ter ocorrido se Guevara não tivesse sido morto de modo tão trágico e prematuro. As hipóteses por ele citadas são infelizmente bastante verossímeis, mas prefiro pensar que nada disso teria acontecido. A ternura e a compaixão que percebi no ser humano que nos é mostrado são comoventes ao extremo, tanto que pode parecer pieguice, mas gostaria que nunca fossem congeladas, nem naquela época nem agora.
Francisca A.G. Dall Oca
Campo Grande, MS

 

Pedro Neschling

A coluna Veja essa (19 de maio) destacou uma declaração minha em que afirmo me considerar mais importante para a Globo do que a Globo para mim. Ao dizer aquela frase, eu estava explicando que quando fui chamado para fazer o teste para a novela Da Cor do Pecado já era sucesso no teatro com a peça Sem-Vergonhas e que fui para a seleção tranqüilo, consciente de que se não passasse não seria o fim do mundo, pois sem falsa modéstia sei que tenho talento. Nunca quis dizer que não preciso ou não quero a Globo. Pelo amor de Deus! Jamais teria tal pretensão. O problema é que, por ingenuidade, escolhi as palavras erradas na hora da conversa e foram justamente essas palavras que foram publicadas. Batalhei muito para entrar na Globo, estou orgulhoso de hoje fazer parte do seu quadro de atores e espero de verdade me estabelecer lá simplesmente pelo meu trabalho.
Pedro Neschling
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: O empresário Mauro Farias Dutra tem 53 anos, e não 43, como informou a reportagem "Quem precisa de inimigos?" (26 de maio). Na edição regional VEJA Viver Melhor Curitiba (16 de maio), na reportagem "Longe de casa é que é legal", foi grafado incorretamente o nome do Acampamento Taba-Poranga, cujo endereço na internet é www.tabaporanga.com.br.

 

 
GOOGLE NÃO É VERBO!

VEJA fez uma reportagem falando do sucesso do portal de pesquisa na internet Google ("Os bilhões do Google", 5 de maio). Como indicador desse sucesso, a revista citou o fato de que expressões como "fazer um Google" ou "googar" como sinônimos de pesquisar se tornaram comuns. Representante legal do Google no Brasil, o escritório Montaury Pimenta, Machado e Lioce advertiu que dizer que aquelas expressões são usadas como sinônimo de pesquisa é uma afirmação "perigosa e incorreta, uma vez que contribui para o enfraquecimento e a diluição do poder atrativo da marca registrada Google". VEJA apenas registrou um fenômeno. Reportagens anteriores da revista já contaram histórias de marcas cujo sucesso estrondoso em todo o mundo as transformou em sinônimo de um gênero de produtos. Nenhuma das empresas responsáveis por essas marcas reclamou, pois se tratava de fatos. É o lado careta do Google. Difícil será convencer os milhões de internautas em todo o mundo a não usar mais as expressões no seu cotidiano.

 

O DESIGN DO LEITOR

Leitor e assinante de VEJA, Marcos de Paula Albino, designer de produtos em São Paulo, leu a reportagem de capa da semana passada ("O poder da forma") e gostou: "Cabe ao profissional da área mostrar quanto beleza, criatividade e funcionalidade podem mudar e melhorar o mundo", escreveu. Albino formou-se em design industrial na Faap e enviou para a redação o projeto de carro (acima) que fez parte do seu trabalho de conclusão de curso. "Com ousadia e eficácia podemos fazer com que as pessoas tenham acesso e usufruam produtos que lhes facilitem a vida", diz Albino.

 

A MOÇA DA CAPA

Pedro Rubens

"Lindíssima!", "Belíssima!", "Capa de Playboy!", "Miss Brasil!"... Não faltaram elogios para a modelo que ilustrou a capa da edição 1 855 de VEJA. As formas de Roberta Melv – este é o nome dela – despertaram interesse em dezenas de leitores que comentaram a reportagem "Design – O poder do belo" (26 de maio). Alguns queriam apenas saber seu nome, caso do leitor Edvaldo Filho, de Salvador. Outros queriam mais: "A modelo da capa é linda, dá até para se candidatar a miss Brasil", disse Herick S. Faro, de Aracaju. "Com todo o respeito, sugiram à redação da Playboy que faça um ensaio com ela. Ela merece", escreveu o leitor Marcelo Braz. Roberta tem 20 anos de idade, nasceu no Estado do Tocantins e integra os quadros da agência Success Model.

 

 
 
 
 
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