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Carta
ao leitor
Lya
Luft e Mark Twain
Liane Neves
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| Lya
terá uma coluna quinzenal em
VEJA |
Na
abertura de seu conto "Curando um resfriado", o genial escritor
americano Mark Twain (1835-1910) produziu o que talvez seja a primeira
justificativa feita por um articulista obsequiando seus leitores
por tratar de um tema tido como leve ou pouco sério: "Talvez
seja uma boa coisa escrever para o entretenimento do público,
mas é muito mais elevado e nobre escrever para a sua educação,
o seu proveito, o seu real e tangível benefício".
Uma publicação como VEJA tem o dever de estar sintonizada
com seus leitores e publicar reportagens que respondam a suas expectativas
individuais e possam ajudá-los na vida cotidiana, mesmo que
os assuntos pareçam, a um primeiro exame, menos nobres, densos
ou de interesse público restrito. Uma reportagem especial
desta edição é centrada justamente em um desses
temas que podem resultar em "real e tangível benefício"
para os leitores. A reportagem se baseia na mais longa e profunda
pesquisa a respeito de hábitos alimentares que podem atrasar
o relógio biológico e prolongar a juventude das pessoas.
A
partir desta edição, a escritora gaúcha Lya
Luft passa a integrar o time de colunistas de VEJA. Sua colaboração
será quinzenal, sempre na seção Ponto de vista.
Lya é a primeira mulher a ter uma coluna regular na revista
e já não era sem tempo. Seus artigos não são
dirigidos exclusivamente às mulheres. Os temas de Lya são
universais e, assim, interessam também aos homens. Separação,
perdas, recomeços, envelhecimento, família, amor,
o que há de bom e de mau na essência humana
essa é a matéria-prima de nossa nova colunista. Aos
65 anos, Lya vive seu melhor momento. Seus dois últimos livros,
Perdas & Ganhos e Pensar É Transgredir,
publicados pela editora Record, são um fenômeno de
vendas. Juntos, venderam cerca de meio milhão de exemplares.
Contar com a colaboração de Lya é uma honra
para VEJA e um presente para seus leitores.
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