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Edição 2006

2 de maio de 2007
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Cartas

 

"Congratulações, VEJA. Vocês foram
além do que eu poderia imaginar sobre
esses senhores magistrados corruptos."

André Serafim Almeida
Embu das Artes, SP


Operação Hurricane

Muito feliz a reportagem especial "Furacão da limpeza" (25 de abril). Parabéns pela maneira como expôs os atos corruptos e por reconhecer a integridade da grande maioria dos que fazem a Justiça no país. Impossível não parabenizar, também, a Polícia Federal pela forma cada vez mais inteligente e eficaz de agir. Espero que essa operação gere os frutos necessários na caminhada de tornarmos nossa sociedade verdadeiramente moderna e civilizada.
Elias Madruga de Oliveira Lima
Por e-mail

É impressionante a rapidez com que o STF, na persona do ministro Peluso, determina a soltura de suspeitos de crimes tão graves, mais ainda quando se trata de magistrados. A república não mais suporta, e a sociedade não aceita, que sejam abafados os desmandos de seus dirigentes, sejam eles do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. O STF deve decidir com todo o rigor da lei, não pode tergiversar. Não lhe é dado errar por último.
Celso Eduardo T. Rego
Rio de Janeiro, RJ

O que mais revolta o cidadão, principalmente o funcionário público, é que os magistrados podem cometer qualquer tipo de crime e não perdem o cargo, continuando a receber da "viúva", graças a uma absurda lei deste país dos absurdos: o cargo deles é vitalício!
Braz Ferraz Carlomanho
Piracicaba, SP

Meu nome foi indevidamente citado na reportagem como suspeito de vender decisões judiciais. Em respeito à verdade e em resguardo da minha honra, esclareço que, nos dois casos citados por VEJA, fui vítima de trama urdida por lobistas que usaram criminosamente meu nome para empreender suas ignominiosas ações. A prova de minha inocência foi demonstrada no processo administrativo instaurado pelo Superior Tribunal de Justiça, arquivado em 2004. Nunca fui denunciado perante o Supremo Tribunal Federal por nenhum crime. Ademais, aposentei-me voluntariamente por tempo de serviço em 25 de março de 2004. Não posso ser injustamente acusado porque lobistas inescrupulosos, a quem não conheço, usaram de forma criminosa meu nome para satisfação de pérfidos desígnios. Nunca, em trinta anos de juiz, mercadejei no sagrado ofício judicial e nunca respondi a nenhuma ação penal.
Vicente Leal de Araújo
Ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça
Brasília, DF

Com a medida do STF de libertar os juízes presos, acho que os deputados devem rever as leis que regem o Poder Judiciário. Não é possível tamanho corporativismo.
Rockefeller Gonçalves de Castro
Belo Horizonte, MG

 

Carta ao leitor

A Carta ao leitor "O Brasil tem jeito" (25 de abril), além de ser muito precisa, teve o dom de reforçar o nosso otimismo em relação ao país em que nascemos. Muitos anos atrás houve um período em que não acreditávamos que a inflação fosse debelada. Hoje ela é coisa do passado. Se instituições como a Polícia Federal e a imprensa livre, da qual VEJA é expoente, continuarem funcionando como estão, quem sabe daqui a alguns anos possamos dizer que a corrupção se tornou também coisa do passado?
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

 

Robert Hughes

A entrevista com o crítico Robert Hughes (Amarelas, 25 de abril) foi pedagógica. Hughes foi além do mundo da arte. Suas respostas podem parecer ácidas, mas tocam em pontos sensíveis do comportamento da sociedade: a construção de mitos (no caso, pseudo-artistas plásticos) como forma de cobrir a ausência de valores verdadeiros. Ele foi muito feliz ao repetir que "o objetivo da arte é dar prazer" e assinalar que ela não precisa de bula para que se entenda o que o artista quer dizer.
Hugo Bernardi Junior
Niterói, RJ

O senhor Robert Hughes foi feliz ao mostrar claramente aquilo que a maioria de nós, leigos, observa apenas utilizando o senso comum: existe mais comércio do que arte.
Silvio R.R. Reis
Vila Velha, ES

 

O princípio da vida

Parabéns pela reportagem "Quando começa a vida?" (25 de abril). O modo como foi feita não passa desconforto nem estranheza ao leitor, mas, sim, a idéia de que o aborto existe e precisamos ter uma posição a respeito dele. Vocês mostraram as diferentes interpretações sobre o assunto. Agora nos resta refletir sobre o que é pior: um embrião morto ou uma criança viva morando nas ruas e exposta a todo tipo de violência.
Yasmin Gomes, 16 anos
São Paulo, SP

Ao afirmar que a definição de pessoa se restringe à presença de consciência e de noção de futuro, o filósofo Peter Singer, da Universidade Princeton, um dos maiores estudiosos das implicações éticas da pesquisa com células-tronco embrionárias, declara solenemente que, além do feto e do embrião, também não são pessoas aqueles em coma ou em estado vegetativo. O que seriam eles então? E o que dizer dos que se recuperam do coma ou do estado vegetativo? Seriam "despersonalizados" que se "repersonalizaram"?
Roberta Garcia
Niterói, RJ

 

Tragédia em universidade americana

Esse é mais um episódio trágico que tem como causa o bullying ("A mente de um assassino", 25 de abril). Infelizmente não se dá a atenção necessária a jovens que sofrem exclusão e demonstram, como muito bem mostrou a matéria, comportamentos que sugerem uma "precariedade emocional". Tenho estudado esse fenômeno há muitos anos e redigi uma monografia de especialização sobre o tema. Crianças e jovens ameaçados, excluídos e agredidos por serem diferentes sempre houve, mas as conseqüências disso têm tomado uma proporção cada vez maior. Autoridades, pais e educadores evitam agir, por comodidade ou ignorância, usando argumentos do tipo "Quem nunca recebeu um apelido quando criança?" ou "Quem nunca virou valentão para fazer parte de um grupo?". Esse jovem deu sinais de instabilidade, seus pais tiveram um diagnóstico, professores e colegas constataram comportamentos não aceitos. Por que ninguém fez nada? Sem demagogia, é mister trabalhar diferenças, tolerância, aceitação e inúmeros outros valores irrenunciáveis. Valores não se ensinam, vivenciam-se. Sem essa mentalidade fatalmente vamos presenciar inúmeras outras tragédias como essa.
Karen Kaufmann Sacchetto
Pedagoga com especialização em distúrbios de aprendizagem
Diretora da Escola São Gabriel
São Paulo, SP

 

Ana Júlia Carepa

Morando em Pernambuco, não pude deixar de me indignar com os descalabros da governadora do Pará ("Governadora muito família", 25 de abril). Parece que os sectários do PT insistem em farrear com o dinheiro público, não obstante o festival de escândalos já vivido pelo partido. É hora de os deputados da oposição, se houver, de o Ministério Público e de o tribunal de contas do Pará investigarem se a governadora não está incorrendo em grave improbidade administrativa.
Adeilton Sabino das Chagas
Olinda, PE

A governadora não precisa dos conselhos de uma dermatologista. Qualquer mercadinho vende óleo de peroba.
Maria Eloisa do Nascimento
Jacareí, SP

Nosso pai, Arthur Carepa, é um cidadão de 84 anos, respeitado, íntegro e honrado. A reportagem utiliza informações obtidas em processo administrativo parcial, tendencioso e covarde, no qual nem sequer lhe foi dado direito de defesa, instrumentalizado em 1964 pelos militares que tomaram de assalto não apenas nosso estado do Pará, mas todo o país, subjugando o Brasil por mais de vinte anos sob as trevas da ditadura militar. Esclarecemos que nós, irmãos, seus filhos, não "convivemos com a juventude dourada local", e um exemplo disso é que todos estudamos em estabelecimentos públicos, indo, não raras vezes, a pé para a escola.
Emílio Sérgio V. Carepa
Arthur de V. Carepa
José Otávio V. Carepa
Belém, PA

Em relação à reportagem, que cita o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, o ministério informa que o secretário foi convidado pelo próprio ministro Patrus Ananias para compor a equipe, logo no início da criação da pasta, em janeiro de 2004. Paes de Sousa, que é especialista em avaliação de políticas públicas, reside há 22 anos em Belo Horizonte, onde é professor na pós-graduação em ciências sociais da PUC-MG. É médico com especialidade em medicina social pela UFMG e Ph.D. em epidemiologia pela Universidade de Londres. Trabalhou no Brasil, no Reino Unido e no Egito como professor, pesquisador e consultor. No Brasil, foi professor da UFMG e da Fundação João Pinheiro, consultor da Organização Pan-Americana, da Unesco e do Ministério da Saúde.
Ângela Carrato
Coordenadora de comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Vivemos um momento delicado no Brasil. O populismo lulista está tentando amordaçar os defensores da democracia, os indispensáveis "bocas-do-inferno", os que ousam falar ou escrever críticas ao "mundo perfeito" em que os ideólogos do governo federal tentam transformar o nosso país. Diogo Mainardi é um desses escritores que, corajosamente, abrem as janelas que os donos do poder querem ver fechadas, porque a paisagem dali é muito feia para eles. Espero que o Mainardi não abandone a trincheira. Aliás, sempre que leio sua coluna em VEJA, lembro-me de que, por sua causa, me tornei assinante da revista.
Joel Samways Neto
Curitiba, PR

 

Abelhas

Lendo a reportagem "Um mistério à solta no ar" (25 de abril), constatamos que esse problema já chegou à nossa região. Fomos procurados pela Associação de Apicultores do Triângulo Mineiro, que nos relatou os mesmos problemas mencionados pela revista e que isso vem acontecendo desde 1998. Esse fenômeno também ocorre com colméias no norte de Minas e sul da Bahia. Segundo um dos membros da associação, muitos apicultores profissionais (que têm a atividade como única fonte de renda) estão abandonando-a, já que os prejuízos são enormes. A nossa preocupação não é somente com o desemprego causado pelo fim da atividade, mas com o desaparecimento de um bioindicador fundamental para a sobrevivência de várias espécies de plantas. Faz-se necessária uma discussão maior.
Isaura Maria Ferreira,
Médica veterinária
Uberlândia, MG

CORREÇÕES: O empresário Woods Staton é colombiano, e não argentino, como informou a nota "É o Brasil e mais 27" (Radar, 25 de abril). • Ao contrário do que foi publicado na edição especial VEJA Brasília – O Melhor da Cidade (abril de 2007), o telefone correto do restaurante Corrientes 348 é (61) 3345-1348.

 

 

PRAÇA VICTOR CIVITA NO MUNDO VIRTUAL

 
Uma homenagem ao fundador da Editora Abril

O leitor Jorge Henrique Singh, de Guarulhos, São Paulo, acha que a reportagem "A vida como ela não é" (18 de abril), sobre o mundo virtual chamado Second Life (secondlife.com), "trará mais brasileiros para colonizar" esse novo espaço da internet. Singh, proprietário das ilhas SP Jardins e SP Alphavile no Second Life, aproveita para destacar uma informação de sua unidade territorial nesse mundo virtual: "Nossa praça central se chama Victor Civita, homenagem que nasceu de uma escolha coletiva dos administradores e colaboradores, em uma lista de mais de dez nomes. Foi nossa modesta maneira de levar para uma nova fronteira aquele que tão decididamente disseminou a informação em nosso país", escreveu.



A PAULISTA ÍRIS

Nascida em Tupã, no interior de São Paulo, Irislene Stefanelli (a Íris do Big Brother Brasil 7) foi identificada como mineira em uma nota da seção Gente ("Mineira boa de tática", 25 de abril). Carlos Henrique Ribeiro dos Santos, um dos leitores que observaram o erro, mora em Uberlândia (MG), cidade na qual a bela caipira residiu até o fim do BBB7. Agora, com o namorado milionário (Alemão), Íris parece que vai adotar um endereço carioca.

 

AS ENGRENAGENS DE DEBRET

Intrigados com a gravura que representa o primeiro engenho no Brasil, que ilustrou a reportagem "O real cada vez mais forte" (18 de abril), os leitores Rui Coelho, de Florianópolis, Santa Catarina, e Fabrício J. Sutili, de Viena, na Áustria, escreveram à redação. "Será que o pintor não atentou aos detalhes mecânicos do que estava representando, ou o sistema desses engenhos funcionava de maneira diferente do que se pode presumir pela gravura?", indagou Sutili. A obra Machine à Exprimer le Jus de Canne à Sucre, do pintor Jean-Baptiste Debret (1768-1848), de fato retrata o sistema de engenho funcionando invertido.

 

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