"Congratulações,
VEJA. Vocês foram além do que eu poderia imaginar sobre esses
senhores magistrados corruptos." André
Serafim Almeida Embu das Artes, SP
Operação
Hurricane
Muito feliz a reportagem
especial "Furacão da limpeza" (25 de abril). Parabéns pela maneira
como expôs os atos corruptos e por reconhecer a integridade da grande maioria
dos que fazem a Justiça no país. Impossível não parabenizar,
também, a Polícia Federal pela forma cada vez mais inteligente e
eficaz de agir. Espero que essa operação gere os frutos necessários
na caminhada de tornarmos nossa sociedade verdadeiramente moderna e civilizada. Elias Madruga de Oliveira Lima
Por e-mail
É impressionante
a rapidez com que o STF, na persona do ministro Peluso, determina a soltura de
suspeitos de crimes tão graves, mais ainda quando se trata de magistrados.
A república não mais suporta, e a sociedade não aceita, que
sejam abafados os desmandos de seus dirigentes, sejam eles do Executivo, do Legislativo
ou do Judiciário. O STF deve decidir com todo o rigor da lei, não
pode tergiversar. Não lhe é dado errar por último. Celso Eduardo T. Rego
Rio de Janeiro, RJ
O que mais
revolta o cidadão, principalmente o funcionário público,
é que os magistrados podem cometer qualquer tipo de crime e não
perdem o cargo, continuando a receber da "viúva", graças a uma absurda
lei deste país dos absurdos: o cargo deles é vitalício! Braz Ferraz Carlomanho
Piracicaba, SP
Meu nome foi
indevidamente citado na reportagem como suspeito de vender decisões judiciais.
Em respeito à verdade e em resguardo da minha honra, esclareço que,
nos dois casos citados por VEJA, fui vítima de trama urdida por lobistas
que usaram criminosamente meu nome para empreender suas ignominiosas ações.
A prova de minha inocência foi demonstrada no processo administrativo instaurado
pelo Superior Tribunal de Justiça, arquivado em 2004. Nunca fui denunciado
perante o Supremo Tribunal Federal por nenhum crime. Ademais, aposentei-me voluntariamente
por tempo de serviço em 25 de março de 2004. Não posso ser
injustamente acusado porque lobistas inescrupulosos, a quem não conheço,
usaram de forma criminosa meu nome para satisfação de pérfidos
desígnios. Nunca, em trinta anos de juiz, mercadejei no sagrado ofício
judicial e nunca respondi a nenhuma ação penal. Vicente
Leal de Araújo Ministro aposentado
do Superior Tribunal de Justiça
Brasília, DF
Com a medida
do STF de libertar os juízes presos, acho que os deputados devem rever
as leis que regem o Poder Judiciário. Não é possível
tamanho corporativismo. Rockefeller
Gonçalves de Castro Belo Horizonte,
MG
Carta
ao leitor
A Carta ao leitor
"O Brasil tem jeito" (25 de abril), além de ser muito precisa, teve o dom
de reforçar o nosso otimismo em relação ao país em
que nascemos. Muitos anos atrás houve um período em que não
acreditávamos que a inflação fosse debelada. Hoje ela é
coisa do passado. Se instituições como a Polícia Federal
e a imprensa livre, da qual VEJA é expoente, continuarem funcionando como
estão, quem sabe daqui a alguns anos possamos dizer que a corrupção
se tornou também coisa do passado? José
Elias Aiex Neto Foz do Iguaçu,
PR
Robert
Hughes
A entrevista com o
crítico Robert Hughes (Amarelas, 25 de abril) foi pedagógica. Hughes
foi além do mundo da arte. Suas respostas podem parecer ácidas,
mas tocam em pontos sensíveis do comportamento da sociedade: a construção
de mitos (no caso, pseudo-artistas plásticos) como forma de cobrir a ausência
de valores verdadeiros. Ele foi muito feliz ao repetir que "o objetivo da arte
é dar prazer" e assinalar que ela não precisa de bula para que se
entenda o que o artista quer dizer. Hugo
Bernardi Junior Niterói, RJ
O senhor Robert Hughes foi
feliz ao mostrar claramente aquilo que a maioria de nós, leigos, observa
apenas utilizando o senso comum: existe mais comércio do que arte. Silvio R.R. Reis
Vila Velha, ES
O princípio da vida
Parabéns pela reportagem "Quando começa a vida?" (25 de abril).
O modo como foi feita não passa desconforto nem estranheza ao leitor, mas,
sim, a idéia de que o aborto existe e precisamos ter uma posição
a respeito dele. Vocês mostraram as diferentes interpretações
sobre o assunto. Agora nos resta refletir sobre o que é pior: um embrião
morto ou uma criança viva morando nas ruas e exposta a todo tipo de violência. Yasmin Gomes, 16 anos
São Paulo, SP
Ao afirmar
que a definição de pessoa se restringe à presença
de consciência e de noção de futuro, o filósofo Peter
Singer, da Universidade Princeton, um dos maiores estudiosos das implicações
éticas da pesquisa com células-tronco embrionárias, declara
solenemente que, além do feto e do embrião, também não
são pessoas aqueles em coma ou em estado vegetativo. O que seriam eles
então? E o que dizer dos que se recuperam do coma ou do estado vegetativo?
Seriam "despersonalizados" que se "repersonalizaram"? Roberta
Garcia Niterói, RJ
Tragédia em universidade
americana
Esse é mais
um episódio trágico que tem como causa o bullying ("A mente
de um assassino", 25 de abril). Infelizmente não se dá a atenção
necessária a jovens que sofrem exclusão e demonstram, como muito
bem mostrou a matéria, comportamentos que sugerem uma "precariedade emocional".
Tenho estudado esse fenômeno há muitos anos e redigi uma monografia
de especialização sobre o tema. Crianças e jovens ameaçados,
excluídos e agredidos por serem diferentes sempre houve, mas as conseqüências
disso têm tomado uma proporção cada vez maior. Autoridades,
pais e educadores evitam agir, por comodidade ou ignorância, usando argumentos
do tipo "Quem nunca recebeu um apelido quando criança?" ou "Quem nunca
virou valentão para fazer parte de um grupo?". Esse jovem deu sinais de
instabilidade, seus pais tiveram um diagnóstico, professores e colegas
constataram comportamentos não aceitos. Por que ninguém fez nada?
Sem demagogia, é mister trabalhar diferenças, tolerância,
aceitação e inúmeros outros valores irrenunciáveis.
Valores não se ensinam, vivenciam-se. Sem essa mentalidade fatalmente vamos
presenciar inúmeras outras tragédias como essa. Karen
Kaufmann Sacchetto Pedagoga com especialização
em distúrbios de aprendizagem Diretora
da Escola São Gabriel São
Paulo, SP
Ana Júlia Carepa
Morando
em Pernambuco, não pude deixar de me indignar com os descalabros da governadora
do Pará ("Governadora muito família", 25 de abril). Parece que os
sectários do PT insistem em farrear com o dinheiro público, não
obstante o festival de escândalos já vivido pelo partido. É
hora de os deputados da oposição, se houver, de o Ministério
Público e de o tribunal de contas do Pará investigarem se a governadora
não está incorrendo em grave improbidade administrativa. Adeilton
Sabino das Chagas Olinda, PE
A governadora não
precisa dos conselhos de uma dermatologista. Qualquer mercadinho
vende óleo de peroba. Maria Eloisa do Nascimento
Jacareí, SP
Nosso pai, Arthur
Carepa, é um cidadão de 84 anos, respeitado,
íntegro e honrado. A reportagem utiliza informações
obtidas em processo administrativo parcial, tendencioso e
covarde, no qual nem sequer lhe foi dado direito de defesa,
instrumentalizado em 1964 pelos militares que tomaram de assalto
não apenas nosso estado do Pará, mas todo o
país, subjugando o Brasil por mais de vinte anos sob
as trevas da ditadura militar. Esclarecemos que nós,
irmãos, seus filhos, não "convivemos com a juventude
dourada local", e um exemplo disso é que todos estudamos
em estabelecimentos públicos, indo, não raras
vezes, a pé para a escola. Emílio Sérgio V. Carepa Arthur de V. Carepa José Otávio V. Carepa
Belém, PA
Em relação
à reportagem, que cita o secretário de Avaliação
e Gestão da Informação do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo
Paes de Sousa, o ministério informa que o secretário
foi convidado pelo próprio ministro Patrus Ananias
para compor a equipe, logo no início da criação
da pasta, em janeiro de 2004. Paes de Sousa, que é
especialista em avaliação de políticas
públicas, reside há 22 anos em Belo Horizonte,
onde é professor na pós-graduação
em ciências sociais da PUC-MG. É médico
com especialidade em medicina social pela UFMG e Ph.D. em
epidemiologia pela Universidade de Londres. Trabalhou no Brasil,
no Reino Unido e no Egito como professor, pesquisador e consultor.
No Brasil, foi professor da UFMG e da Fundação
João Pinheiro, consultor da Organização
Pan-Americana, da Unesco e do Ministério da Saúde. Ângela Carrato
Coordenadora de comunicação do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Brasília, DF
Diogo Mainardi
Vivemos um momento
delicado no Brasil. O populismo lulista está tentando
amordaçar os defensores da democracia, os indispensáveis
"bocas-do-inferno", os que ousam falar ou escrever críticas
ao "mundo perfeito" em que os ideólogos do governo
federal tentam transformar o nosso país. Diogo Mainardi
é um desses escritores que, corajosamente, abrem as
janelas que os donos do poder querem ver fechadas, porque
a paisagem dali é muito feia para eles. Espero que
o Mainardi não abandone a trincheira. Aliás,
sempre que leio sua coluna em VEJA, lembro-me de que, por
sua causa, me tornei assinante da revista. Joel Samways Neto
Curitiba, PR
Abelhas
Lendo a reportagem
"Um mistério à solta no ar" (25 de abril), constatamos
que esse problema já chegou à nossa região.
Fomos procurados pela Associação de Apicultores
do Triângulo Mineiro, que nos relatou os mesmos problemas
mencionados pela revista e que isso vem acontecendo desde
1998. Esse fenômeno também ocorre com colméias
no norte de Minas e sul da Bahia. Segundo um dos membros da
associação, muitos apicultores profissionais
(que têm a atividade como única fonte de renda)
estão abandonando-a, já que os prejuízos
são enormes. A nossa preocupação não
é somente com o desemprego causado pelo fim da atividade,
mas com o desaparecimento de um bioindicador fundamental para
a sobrevivência de várias espécies de
plantas. Faz-se necessária uma discussão maior. Isaura Maria Ferreira, Médica veterinária
Uberlândia, MG
CORREÇÕES: O empresário
Woods Staton é colombiano, e não argentino,
como informou a nota "É o Brasil e mais 27" (Radar,
25 de abril). Ao contrário do que foi
publicado na edição especial VEJA Brasília
O Melhor da Cidade (abril de 2007), o telefone correto
do restaurante Corrientes 348 é (61) 3345-1348.
PRAÇA VICTOR CIVITA NO
MUNDO VIRTUAL
Uma
homenagem ao fundador da Editora Abril
O
leitor Jorge Henrique Singh, de Guarulhos, São Paulo, acha que a reportagem
"A vida como ela não é" (18 de abril), sobre o mundo virtual chamado
Second Life (secondlife.com), "trará mais brasileiros para colonizar"
esse novo espaço da internet. Singh, proprietário das ilhas SP Jardins
e SP Alphavile no Second Life, aproveita para destacar uma informação
de sua unidade territorial nesse mundo virtual: "Nossa praça central se
chama Victor Civita, homenagem que nasceu de uma escolha coletiva dos administradores
e colaboradores, em uma lista de mais de dez nomes. Foi nossa modesta maneira
de levar para uma nova fronteira aquele que tão decididamente disseminou
a informação em nosso país", escreveu.
A
PAULISTA ÍRIS
Nascida em Tupã,
no interior de São Paulo, Irislene Stefanelli (a Íris do Big
Brother Brasil 7) foi identificada como mineira em uma nota da seção
Gente ("Mineira boa de tática", 25 de abril). Carlos Henrique Ribeiro dos
Santos, um dos leitores que observaram o erro, mora em Uberlândia (MG),
cidade na qual a bela caipira residiu até o fim do BBB7. Agora,
com o namorado milionário (Alemão), Íris parece que vai adotar
um endereço carioca.
AS ENGRENAGENS
DE DEBRET
Intrigados com a
gravura que representa o primeiro engenho no Brasil,
que ilustrou a reportagem "O real cada vez mais forte"
(18 de abril), os leitores Rui Coelho, de Florianópolis,
Santa Catarina, e Fabrício J. Sutili, de Viena,
na Áustria, escreveram à redação.
"Será que o pintor não atentou aos detalhes
mecânicos do que estava representando, ou o sistema
desses engenhos funcionava de maneira diferente do que
se pode presumir pela gravura?", indagou Sutili. A obra
Machine à Exprimer le Jus de Canne à
Sucre, do pintor Jean-Baptiste Debret (1768-1848),
de fato retrata o sistema de engenho funcionando invertido.