BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2006

2 de maio de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Millôr
Claudio de Moura Castro
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato: Renée Zellweger
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Auto-retrato
Renée Zellweger

Depois de enfurecer os ingleses mais bairristas com dois filmes como a avoada londrina Bridget Jones, a texana Renée Zellweger volta ao ataque em Miss Potter, desde sexta-feira em cartaz no país, no qual ela interpreta Beatrix Potter (1866-1943) – solteirona vitoriana, criadora de personagens como o coelho Peter Rabbit e a patinha Jemima e a mais popular autora de livros infantis das ilhas britânicas. Renée falou à editora Isabela Boscov sobre os desafios de ser mulher em Hollywood e sobre a importância de ir ao dentista.

DOIS FILMES COMO BRIDGET JONES E AGORA MISS POTTER – VOCÊ ESTÁ VIRANDO UMA INGLESA HONORÁRIA, NÃO? Se alguém disser isso, me deixará incrivelmente lisonjeada, e não vou recusar o elogio. Já perdi a conta de todas as caras feias que enfrentei por interpretar dois ícones britânicos como Bridget e, agora, Beatrix Potter.

FOI POR CAUSA DE BRIDGET QUE VOCÊ FOI CONVIDADA A FAZER A ESCRITORA BEATRIX POTTER? Na verdade, a história é bem menos glamourosa. Richard Maltby Jr., que escreveu o roteiro de Miss Potter, freqüenta o mesmo dentista que eu, e contou a ele que tinha pensado em mim para o papel de Beatrix. Meu dentista ficou meio sem jeito, mas topou passar o script adiante. Acho que deve ter sido a primeira vez na história de Hollywood que uma negociação para um filme foi intermediada num consultório dentário, mas fica a dica: se estiver precisando de emprego, não deixe de marcar uma hora com seu dentista!

VOCÊ LEU AS HISTÓRIAS DE PETER RABBIT QUANDO ERA CRIANÇA? Li, e tinha uma lembrança vaga delas. Mas só quando comecei a me preparar para o filme me dei conta do monumento que Peter Rabbit representa para a cultura britânica. Eu também não sabia que Beatrix Potter, além de ter escrito histórias que são leitura obrigatória para as crianças inglesas, foi uma das primeiras ambientalistas de que se tem notícia. Até o fim da vida, ela conseguiu comprar, e demarcar como zona de preservação, uma área de 1 600 hectares no Lake District inglês – e isso no início do século XX.

BEATRIX POTTER CRIAVA SUAS HISTÓRIAS À MEDIDA QUE AS DESENHAVA, UM PROCESSO QUE É RECRIADO EM VÁRIAS CENAS DE MISS POTTER. VOCÊ DESENHA? Nada que possa ser mostrado para os outros! As ilustrações de Beatrix Potter parecem simples e suaves, mas, quando você tenta imitar a técnica dela, é que se dá conta de quão complicados são os desenhos de Peter Rabbit.

AS ATRIZES AMERICANAS SE QUEIXAM DE QUE A OFERTA DE PAPÉIS INTERESSANTES PARA ELAS É MUITO PEQUENA, ESPECIALMENTE QUANDO ELAS COMEÇAM A SE APROXIMAR DOS 40 ANOS. VOCÊ ACABA DE FAZER 38. ALGUM COMENTÁRIO A ESSE RESPEITO? Na verdade, tenho tido tanta sorte que acabei ficando mal-acostumada, e acho que vou cair do cavalo se começar a enfrentar esse tipo de dificuldade para encontrar trabalho. Mas o fato é que todas as minhas atrizes favoritas estão por aí, trabalhando o tempo todo. O cinema independente mudou esse cenário para melhor. Além disso, nos últimos cinco anos, filmes como Alguém Tem que Ceder, O Diabo Veste Prada e A Rainha têm demonstrado que existe um bom mercado para títulos encabeçados por mulheres. Então estou otimista.

SERÁ QUE, AO SE CONCENTRAREM TANTO NA APARÊNCIA E EM PAPÉIS SIMPÁTICOS À SUA IMAGEM, AS ATRIZES AMERICANAS NÃO SE COLOCAM ELAS PRÓPRIAS NESSA SITUAÇÃO, DE TER MENOS PAPÉIS À MEDIDA QUE FICAM MAIS VELHAS? Sim e não. No cinema americano, existe mesmo uma "janela" de oportunidade para que uma atriz estabeleça uma carreira – e ela é breve. E a juventude é, sim, ultravalorizada. Sucessos como o de As Pontes de Madison, que trata de um romance entre um homem e uma mulher maduros, infelizmente são uma exceção.

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |