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Edição 1 698 - 2 de maio de 2001
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Sabe aquela "print" que você queria?
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Divulgação/IBM


Muita gente acreditou que o papel estava condenado à extinção com o advento dos computadores. Na verdade, cresceu o consumo, enormemente, devido às impressoras de escritório e domésticas, como mostra reportagem do New York Times. Veja o que você pode fazer para economizar:

Evite tirar cópias de tudo que encontra de interessante na internet.

Não imprima todos os e-mails que você recebe só para lê-los mais confortavelmente.

Aprenda a lidar com os comandos do computador, para evitar desperdício.

Use ambos os lados do papel quando estiver imprimindo rascunhos.

 

Foto Antonio Milena

 

 

A cama elástica dos individualistas

O repertório de modismos das academias de ginástica ganhou mais um equipamento, na semana passada, com o lançamento de uma espécie de cama elástica individual. Ao ritmo de música acelerada, o usuário fica pulando em cima de uma plataforma de 1 metro de diâmetro, a uma distância de 18 centímetros do chão. É a jumpfit, uma modalidade que promete fortalecimento dos músculos, dos ossos e da capacidade cardiovascular. Além, é claro, da diversão. A novidade está sendo trazida ao Brasil pela professora de educação física Cida Conti, da Fitness Brasil, empresa especializada na área. "É um exercício de baixo impacto e com riscos mínimos de lesões", ela define. Cida viu uma aula nesses moldes há cerca de três anos nos EUA. Ficou interessada no assunto e chegou a ir à Universidade de Colônia, na Alemanha, para obter estudos sobre os efeitos do pula-pula em camas elásticas no corpo dos praticantes. A aula é dividida em nove blocos, e, além do desenvolvimento cardiovascular, dos músculos dos membros inferiores e dos glúteos, a ginástica pode melhorar a circulação sanguínea e ajudar a afastar o fantasma da celulite.

 

Muito sexo e água fresca

João Ávila


Pesquisadores britânicos constataram recentemente que enquanto quase todos os ingleses (96%) declararam beber água após os exercícios físicos menos da metade deles se preocupam com a reidratação depois de fazer sexo. Manter-se hidratado, entretanto, é fundamental para garantir a energia, a saúde e o vigor sexual, diz Marcelo Regazzini, cardiologista especialista em medicina esportiva. Afinal, uma boa transa pode equivaler a meia hora de corrida. A perda de água diminui a pressão arterial, causa aumento da freqüência cardíaca, deixa a pessoa mais cansada e pode até mesmo comprometer a ereção.

 

Respire melhor, sem bactéria

Mais um lançamento para barrar bactérias que causam males como sinusite, bronquite e pneumonia. É o antibiótico Trifamox IBL, do laboratório Merck Bagó, que combina as substâncias amoxicilina e sulbactam. "Isso inibe mecanismos de resistência de certas bactérias, especialmente as causadoras de infecções respiratórias", explica o infectologista Hélio Sader, de São Paulo.

 

Proteção da boca para dentro

André Fortes


Quem costuma evitar dentista tem mais um motivo para mudar de comportamento. Tumores na boca são uma ameaça séria para cinco em cada 100 brasileiros, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Os primeiros sintomas costumam ser confundidos com afta, lesões sem importância e até mesmo com dor de dente. Feridas que demoram a cicatrizar, inchaço, surgimento de caroços e dentes frágeis e quebradiços podem evidenciar algo mais grave. O médico Gilberto Marcucci, da Universidade de São Paulo, recomenda atenção para pequenas lesões, alterações na mucosa, sangramentos, dificuldade de fala ou mastigação e emagrecimento. "O diagnóstico precoce ajuda muito", diz ele.

 

BOA NOTÍCIA

Fruta poderosa

Mauro Holanda


Equipe multidisciplinar da Universidade do Brasil/UFRJ, no Rio de Janeiro, comprovou que o açaí, fruta do norte do país, tem outras qualidades além de servir como fonte de energia. Segundo o estudo, orientado pelo farmacêutico Fábio de Sousa Menezes, o alimento apresenta também propriedade antioxidante, útil para evitar o envelhecimento precoce. O ideal é que se consuma diretamente a fruta ou sua polpa natural, já que a industrializada não contém a mesma característica.

 

MÁ NOTÍCIA

Cigarro baixo-astral

O elevado consumo de cigarro na adolescência pode indicar a ocorrência de problemas psicológicos sérios. Estudo da Universidade do Alabama, em Birmingham, Estados Unidos, feito com adolescentes de, em média, 15 anos, mostrou que a turma que fumava pelo menos um maço por dia (vinte ou mais cigarros) teve maior probabilidade de apresentar sintomas depressivos durante um ano e meio de acompanhamento – uma interferência química no organismo capaz de provocar alterações negativas no humor.

 

Para contar no bar: amnésia de elefante

Os elefantes realmente merecem a fama que têm. Um grupo de cinco pesquisadores ingleses e africanos acaba de comprovar que esses animais carregam uma incrível memória de elefante, com capacidade para armazenar muita informação. Eles fizeram a experiência com animais que vivem no Quênia, gravando os sons que cada um emite e reproduzindo-os aos demais. Embora os elefantes passem a maior parte do tempo exclusivamente com a família, a maioria deles soube reconhecer o chamado de mais da metade dos 175 vizinhos que encontraram no decorrer do ano anterior – uma espécie de te-conheço-de-algum-lugar em dialeto paquidérmico. Ao contrário do que ocorre com a raça humana, o desempenho foi melhorando com a idade.

 

Tu me ensinas a namorar


Fernando Martinho


A TV pode ser uma boa professora de paquera e de namoro para os adolescentes, especialmente o seriado Malhação, da Rede Globo. É o que se conclui da pesquisa da Universidade Estadual de Campinas feita pela pedagoga Maria Inez Masaro Alves com mais de 400 moradores de três cidades do interior paulista de idade entre 13 e 19 anos. Todos eram telespectadores desse seriado, voltado para o público jovem. Na ausência da escola e diante de pais sem tempo, os adolescentes, como têm medo de se exporem ao ridículo, acabavam sempre seguindo os modelos de comportamento mostrados como positivos na trama da novela global. Isso acontecia, particularmente, quanto ao jeito de conquistar o parceiro no namoro, além, é claro, da maneira de se vestir e de falar dos atores. A pedagoga vê a fase atual de Malhação, que vem abordando assuntos como Aids e homossexualismo, como muito estimulante à educação dos jovens. "Quando a ficção está mais próxima da realidade, ela fica mais passível de ser imitada", diz ela.

 

Coordenado por Fabio Oliveira.
Colaboraram Mauricio Oliveira,
Fernanda Colavitti e Angela Nunes
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 
   
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