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Sou leitor assíduo de VEJA e fã incondicional do apresentador
Augusto Liberato desde os tempos de minha adolescência, quando me
divertia com amigos assistindo e dançando a Dança do
Passarinho ("O poderoso Gugu", 25 de abril). Gugu
é a prova de que honestidade, trabalho e luta levam o homem ao
sucesso. É
sempre bom ver pessoas obtendo sucesso por meio de um trabalho digno e
realizado com dedicação. É uma pena, no entanto,
que nesse caso a ascensão esteja diretamente relacionada à
derrocada de nossos valores e à supremacia do mau gosto na TV brasileira. Gostaria
de manifestar a estranheza com que vi a capa da última edição.
Numa semana com tantos assuntos políticos, vir com Gugu Liberato
estampado na capa?
Nem precisava ser o "super-Gugu Liberato" para tirar a audiência
da Globo. Principalmente em relação ao intragável
Fausto Silva, um ser precipitado e grosso que nem sequer deixa seus convidados
se expressarem livremente.
A excelente entrevista desta semana, "Corrupção tem cura"
(Amarelas, 25 de abril), me faz propor aos gatunos de plantão:
pelo bem do país, entrem num acordo para que ninguém roube
nada durante 24 horas. Aí, sim, além de pagarmos a dívida
externa, seremos um dos países mais ricos e poderosos, como sugere
Peter Eigen. O Brasil agradece! Peter
Eigen foi muito claro. A corrupção é um câncer
que drena a energia moral e produtiva de nosso país. E, como todo
câncer, deve ser combatido sem trégua, diariamente, para
que não leve o paciente à morte. A corrupção
só será vencida quando todos nós fizermos nossa parte
e cobrarmos a dos outros.
A imagem do vídeo e da televisão é um poderosíssimo
instrumento de educação (como também de desinformação,
se mal empregado). Já tive ocasião de assistir a uma aula
do Telecurso 2000 e fiquei impressionado com a clareza das informações
e a belíssima apresentação, que tornam as aulas extremamente
atraentes e eficientes. Tem toda razão o economista Claudio de
Moura Castro, também, ao afirmar que a internet não é
a salvadora da educação. Mesmo porque a rede está
entulhada de lixo e o acesso só engorda a conta dos provedores
e das empresas de telefonia (Ponto de vista, 25 de abril). É
incrível a mania que o Brasil tem de querer copiar tudo que é
de fora, mesmo que não sirva à realidade em que vivemos.
O artigo de Claudio de Moura Castro retrata esplendorosamente quão
caudatário é o Brasil ao tentar adequar seu método
de ensino ao de países desenvolvidos, pois, além de não
ter suporte para implantar a internet nas escolas públicas, seus
alunos não possuem a desenvoltura necessária na leitura,
sendo os programas de televisão educativos bem mais eficientes
para o aprendizado desses alunos.
Estou muito orgulhoso de ver meu Espírito Santo estampado nas páginas
de VEJA ("Nova rota do frio", 25 de abril). Enfim, estão descobrindo
as potencialidades turísticas de nosso Estado. Vocês ainda
não viram nada. As serras capixabas são apenas um pedaço
de um lugar mágico.
Muito oportuna a reportagem sobre pais que, ao ensinarem os filhos em
casa, procuram remediar a doutrinação perniciosa que o MEC
impõe à população brasileira. Obviamente,
o MEC não aprova a homeschooling, primeiramente porque a
disseminação da prática do ensino doméstico
colocaria em risco a mais profícua inculcação doutrinária
já levada a efeito desde Admirável Mundo Novo. Segundo
porque evidenciaria que o MEC é desnecessário (para não
dizer extremamente nocivo), como os milhares e milhares de empregos públicos
que gera ("Aula em casa, com os pais", 25 de abril). Ensinar
os filhos em casa, privando-os do convívio com as demais crianças,
é o mesmo que mantê-los dentro de uma redoma de vidro, à
prova da sociedade. Teria sido muito melhor que esses pais tivessem despejado
seus espermatozóides dentro de uma redoma de látex, popularmente
conhecida como camisinha.
Entre maculantes notícias de nosso quadro político, expostas
em vermelhas páginas por VEJA, a que de certa forma mais me marcou
foi outra, intitulada "Farmacinha ruim" (25 de abril), sobre a proibição
da venda de mercurocromo e Merthiolate. A saudade ficará principalmente
do primeiro, pois quem, quando criança, em algum leve tombo, não
se ralou e ouviu a frase, na maioria das vezes materna: "Vamos passar
mercúrio que sara"? Lá se vai um amiguinho das crianças
que hoje, tanto quanto Papai Noel e junto com a política, caiu
no descrédito popular.
Muito oportuna a reportagem "Fui! Mas já voltei" (25 de abril),
sobre histórias de executivos que passaram pela internet e agora
estão de volta a empresas tradicionais. Vi-me retratado nessa excelente
matéria, pois tive uma experiência bastante semelhante no
início do ano passado, quando o eldorado da internet me levou a
trocar a solidez de uma corporação por uma desconhecida
empresa pontocom. Na ocasião, o mercado virtual atraía cada
vez mais pessoas que acreditavam no casamento entre "lucro e competitividade
a curto prazo". Meses depois, pude sentir na pele que o mercado não
vive apenas de entusiasmo e promessas, mas de experiência e solidez
na tomada de decisões. O "efeito bumerangue" serve de alerta para
aqueles que ainda se deixam seduzir pelo canto da sereia digital.
Essa saída que a prefeitura de Nova York encontrou para abrigar
os aidéticos sem-teto é realmente extraordinária.
Melhor ainda para os "hóspedes relâmpagos" desses hotéis
de luxo. Desse jeito, qualquer um gostaria de ser sem-teto na terra do
Tio Sam ("Mendigos de luxo", 25 de abril).
Na reportagem "Um Suplicy para cada lado" (25 de abril), Marta Suplicy
está com o uniforme do Colégio Sion, onde estudou de 1961
a 1963, concluindo o curso clássico.
Sobre a nota "A garota de Campos" (Gente, 25 de abril), quero dizer que
é claro que Campos tem praia. Trata-se de um conjunto de praias
localizadas no Cabo de São Tomé, onde se destaca a Praia
do Farol. E temos agora a Garota de Ipanema, Raquel Maia.
Minha crítica
ao senador Eduardo Suplicy não foi por ele ter-se manifestado favorável
à CPI, mas por não ter esclarecido a opinião pública
acerca do que ele sabia: que nós Lula, eu e outros dirigentes
e a bancada do partido na Câmara Municipal éramos
também favoráveis. E que na segunda-feira haveria uma reunião
com a prefeita para decidir o anúncio de nossa posição
comum. Logo, não é fato que eu ou o PT éramos ou
somos contra a CPI (Sobe & Desce, 25 de abril).
Todos nós,
cidadãos brasileiros, temos a esperança de que tanto o escândalo
da violação do painel no Senado quanto as falcatruas na
Sudam sejam investigados e os responsáveis, punidos ("Semana de
fúria", 25 de abril). Apesar de não haver hora ruim para
que os esquemas ilícitos sejam descobertos, o escândalo no
Senado se deu bem no momento em que o senador Jader Barbalho se enrola
cada vez mais no caso Sudam. E o escândalo do painel coloca seu
maior rival, o senador ACM, diante de acusações diretas
e bastante sérias. Espero que o segundo caso não deixe o
primeiro cair no esquecimento. Regina Célia
Borges é um exemplo raro de transparência que deveria ser
seguido por nossos políticos. O povo está
estarrecido com a podridão moral existente no Congresso. Será
que uma diretora do Prodasen, tão experiente e sabendo da grave
infração que estava cometendo, não se protegeu com
provas? Os senhores
Antonio Carlos Magalhães, José Roberto Arruda e Jader Barbalho
pensam que os eleitores brasileiros são cidadãos de quinta
categoria. Eles fazem o que querem e o povo não entende nem aceita.
Quero dizer para esses senhores que temos memória, sim, que não
queremos mais a corrupção que assola o país. Eles
que não venham mostrar-se como mocinhos injuriados. Perto deles
o juiz Lalau é mocinho de recados. VEJA mostrou
o que nós, paraenses, já sabíamos havia mais de vinte
anos. Esse senhor espolia nosso Estado e tudo fica por isso mesmo. Espero
que esta revista dê o pontapé inicial para a derrocada do
responsável pelo maior atraso do Pará ("Jader cai no caldeirão
da Sudam", 25 de abril).
Quanto à
frase de Ivete Sangalo publicada em VEJA da semana passada "Vocês
não terão o desprazer de me ver pelada" (Veja essa, 25 de
abril) , acho que ela não tem espelho em casa. Ivete, deixe
que nós decidamos, o.k.?
É
de causar espanto o fato de estarmos em pleno século XXI e certos
assuntos serem motivo de censura, como a virgindade de Sandy ("A intocável
global", 25 de abril). Todos os mortais estão sujeitos a ser motivo
de chacota no programa humorístico Casseta & Planeta
até o presidente da República é uma figura presente
nas piadas. Mas, quando o assunto é Sandy, tudo muda. Ao ler a
reportagem concluí algo que qualquer telespectador de novelas deve
ter notado: a pura e doce Sandy, como atriz, é uma excelente cantora.
A cada capítulo da novela ela se mostra mais despreparada e superficial.
Apesar de todas as regalias que a emissora lhe oferece, os resultados
de sua atuação vêm deixando a desejar. Além
disso, o corte feito no programa Casseta & Planeta apenas confirma
a imaturidade da cantora. Se ela resolveu expor sua vida pessoal ao público,
deveria agüentar as conseqüências, como qualquer outra
personalidade parodiada. Essa censura acabou com o único lado bom
da castidade anunciada de Sandy: as boas risadas certamente garantidas
pelo humor irônico e original do Casseta & Planeta.
TV Cultura e Arte No próximo
dia 30, a TV Cultura e Arte, de iniciativa do Ministério da Cultura,
estreará sua programação, que será transmitida,
inicialmente, pela TVA e demais operadoras independentes de TV a cabo.
Por razões de ordem técnica, a retransmissão da programação
da TV Cultura e Arte pela TV Nacional Brasil NBR não
acontecerá a partir da mesma data.
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