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Edição 1 698 - 2 de maio de 2001
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"Quem faz o que gosta, tem o dom, é humilde e fala a língua do povo só chega a um resultado: o sucesso."
Nilson Figueiredo
São Paulo, SP

 

Gugu

Sou leitor assíduo de VEJA e fã incondicional do apresentador Augusto Liberato desde os tempos de minha adolescência, quando me divertia com amigos assistindo e dançando a Dança do Passarinho ("O poderoso Gugu", 25 de abril).
Antônio Vieira Barreto
Macaé, RJ

Gugu é a prova de que honestidade, trabalho e luta levam o homem ao sucesso.
Mauricio Tamborim
rtamborim@ig.com.br

É sempre bom ver pessoas obtendo sucesso por meio de um trabalho digno e realizado com dedicação. É uma pena, no entanto, que nesse caso a ascensão esteja diretamente relacionada à derrocada de nossos valores e à supremacia do mau gosto na TV brasileira.
Fernanda Ramos
São Paulo, SP

Gostaria de manifestar a estranheza com que vi a capa da última edição. Numa semana com tantos assuntos políticos, vir com Gugu Liberato estampado na capa?
Márcia Dresch
dresch@unijui.tche.br

Nem precisava ser o "super-Gugu Liberato" para tirar a audiência da Globo. Principalmente em relação ao intragável Fausto Silva, um ser precipitado e grosso que nem sequer deixa seus convidados se expressarem livremente.
Mauro Braz Casthi
maurocasthi@bol.com.br

 

Peter Eigen

A excelente entrevista desta semana, "Corrupção tem cura" (Amarelas, 25 de abril), me faz propor aos gatunos de plantão: pelo bem do país, entrem num acordo para que ninguém roube nada durante 24 horas. Aí, sim, além de pagarmos a dívida externa, seremos um dos países mais ricos e poderosos, como sugere Peter Eigen. O Brasil agradece!
Curt Nees
Joinville, SC

Peter Eigen foi muito claro. A corrupção é um câncer que drena a energia moral e produtiva de nosso país. E, como todo câncer, deve ser combatido sem trégua, diariamente, para que não leve o paciente à morte. A corrupção só será vencida quando todos nós fizermos nossa parte e cobrarmos a dos outros.
Jorge Alberto Rodrigues de Araújo
j.alberto@bol.com.br

 

Claudio de Moura Castro

A imagem do vídeo e da televisão é um poderosíssimo instrumento de educação (como também de desinformação, se mal empregado). Já tive ocasião de assistir a uma aula do Telecurso 2000 e fiquei impressionado com a clareza das informações e a belíssima apresentação, que tornam as aulas extremamente atraentes e eficientes. Tem toda razão o economista Claudio de Moura Castro, também, ao afirmar que a internet não é a salvadora da educação. Mesmo porque a rede está entulhada de lixo e o acesso só engorda a conta dos provedores e das empresas de telefonia (Ponto de vista, 25 de abril).
Pedro Paulo Rocha
Curitiba, PR

É incrível a mania que o Brasil tem de querer copiar tudo que é de fora, mesmo que não sirva à realidade em que vivemos. O artigo de Claudio de Moura Castro retrata esplendorosamente quão caudatário é o Brasil ao tentar adequar seu método de ensino ao de países desenvolvidos, pois, além de não ter suporte para implantar a internet nas escolas públicas, seus alunos não possuem a desenvoltura necessária na leitura, sendo os programas de televisão educativos bem mais eficientes para o aprendizado desses alunos.
Michelle Nascimento de Lima, 17 anos
Recife, PE

 

Turismo

Estou muito orgulhoso de ver meu Espírito Santo estampado nas páginas de VEJA ("Nova rota do frio", 25 de abril). Enfim, estão descobrindo as potencialidades turísticas de nosso Estado. Vocês ainda não viram nada. As serras capixabas são apenas um pedaço de um lugar mágico.
Bruno Taufner Vilaça
Vitória, ES

 

Educação em casa

Muito oportuna a reportagem sobre pais que, ao ensinarem os filhos em casa, procuram remediar a doutrinação perniciosa que o MEC impõe à população brasileira. Obviamente, o MEC não aprova a homeschooling, primeiramente porque a disseminação da prática do ensino doméstico colocaria em risco a mais profícua inculcação doutrinária já levada a efeito desde Admirável Mundo Novo. Segundo porque evidenciaria que o MEC é desnecessário (para não dizer extremamente nocivo), como os milhares e milhares de empregos públicos que gera ("Aula em casa, com os pais", 25 de abril).
Marta C. Peters
São Paulo, SP

Ensinar os filhos em casa, privando-os do convívio com as demais crianças, é o mesmo que mantê-los dentro de uma redoma de vidro, à prova da sociedade. Teria sido muito melhor que esses pais tivessem despejado seus espermatozóides dentro de uma redoma de látex, popularmente conhecida como camisinha.
Pedro Carlos da Silva
Recife, PE

 

Mercurocromo

Entre maculantes notícias de nosso quadro político, expostas em vermelhas páginas por VEJA, a que de certa forma mais me marcou foi outra, intitulada "Farmacinha ruim" (25 de abril), sobre a proibição da venda de mercurocromo e Merthiolate. A saudade ficará principalmente do primeiro, pois quem, quando criança, em algum leve tombo, não se ralou e ouviu a frase, na maioria das vezes materna: "Vamos passar mercúrio que sara"? Lá se vai um amiguinho das crianças que hoje, tanto quanto Papai Noel e junto com a política, caiu no descrédito popular.
Sandro Rafael Bandeira
Ponta Grossa, PR

 

Carreira

Muito oportuna a reportagem "Fui! Mas já voltei" (25 de abril), sobre histórias de executivos que passaram pela internet e agora estão de volta a empresas tradicionais. Vi-me retratado nessa excelente matéria, pois tive uma experiência bastante semelhante no início do ano passado, quando o eldorado da internet me levou a trocar a solidez de uma corporação por uma desconhecida empresa pontocom. Na ocasião, o mercado virtual atraía cada vez mais pessoas que acreditavam no casamento entre "lucro e competitividade a curto prazo". Meses depois, pude sentir na pele que o mercado não vive apenas de entusiasmo e promessas, mas de experiência e solidez na tomada de decisões. O "efeito bumerangue" serve de alerta para aqueles que ainda se deixam seduzir pelo canto da sereia digital.
Fabrício Augusto Souza Gomes
fabricioaugusto@terra.com.br

 

Nova York

Essa saída que a prefeitura de Nova York encontrou para abrigar os aidéticos sem-teto é realmente extraordinária. Melhor ainda para os "hóspedes relâmpagos" desses hotéis de luxo. Desse jeito, qualquer um gostaria de ser sem-teto na terra do Tio Sam ("Mendigos de luxo", 25 de abril).
Letícia Batista de Faria
Ribeirão Preto, SP

 

Marta Suplicy

Na reportagem "Um Suplicy para cada lado" (25 de abril), Marta Suplicy está com o uniforme do Colégio Sion, onde estudou de 1961 a 1963, concluindo o curso clássico.
Luiza Lisboa Spessoto
Coordenadora de comunicação e marketing
marketing@colegiosion.com.br

 

Beleza campista

Sobre a nota "A garota de Campos" (Gente, 25 de abril), quero dizer que é claro que Campos tem praia. Trata-se de um conjunto de praias localizadas no Cabo de São Tomé, onde se destaca a Praia do Farol. E temos agora a Garota de Ipanema, Raquel Maia.
Paulo Ferreira da Cruz
Campos dos Goitacases, RJ

 

CPI do Lixo

Minha crítica ao senador Eduardo Suplicy não foi por ele ter-se manifestado favorável à CPI, mas por não ter esclarecido a opinião pública acerca do que ele sabia: que nós – Lula, eu e outros dirigentes e a bancada do partido na Câmara Municipal – éramos também favoráveis. E que na segunda-feira haveria uma reunião com a prefeita para decidir o anúncio de nossa posição comum. Logo, não é fato que eu ou o PT éramos ou somos contra a CPI (Sobe & Desce, 25 de abril).
José Dirceu
Presidente nacional do PT
São Paulo, SP

 

A crise no Senado

Todos nós, cidadãos brasileiros, temos a esperança de que tanto o escândalo da violação do painel no Senado quanto as falcatruas na Sudam sejam investigados e os responsáveis, punidos ("Semana de fúria", 25 de abril). Apesar de não haver hora ruim para que os esquemas ilícitos sejam descobertos, o escândalo no Senado se deu bem no momento em que o senador Jader Barbalho se enrola cada vez mais no caso Sudam. E o escândalo do painel coloca seu maior rival, o senador ACM, diante de acusações diretas e bastante sérias. Espero que o segundo caso não deixe o primeiro cair no esquecimento.
Tarcísio Manzan de Mello
Ribeirão Preto, SP

Regina Célia Borges é um exemplo raro de transparência que deveria ser seguido por nossos políticos.
Akio Miyagi
akio@riobrilhante.com.br

O povo está estarrecido com a podridão moral existente no Congresso. Será que uma diretora do Prodasen, tão experiente e sabendo da grave infração que estava cometendo, não se protegeu com provas?
Irandi Medeiros
Recife, PE

Os senhores Antonio Carlos Magalhães, José Roberto Arruda e Jader Barbalho pensam que os eleitores brasileiros são cidadãos de quinta categoria. Eles fazem o que querem e o povo não entende nem aceita. Quero dizer para esses senhores que temos memória, sim, que não queremos mais a corrupção que assola o país. Eles que não venham mostrar-se como mocinhos injuriados. Perto deles o juiz Lalau é mocinho de recados.
Solange Moraes
Campinas, SP

VEJA mostrou o que nós, paraenses, já sabíamos havia mais de vinte anos. Esse senhor espolia nosso Estado e tudo fica por isso mesmo. Espero que esta revista dê o pontapé inicial para a derrocada do responsável pelo maior atraso do Pará ("Jader cai no caldeirão da Sudam", 25 de abril).
Otavio Oliveira
Belém, PA

 

Ivete Sangalo

Quanto à frase de Ivete Sangalo publicada em VEJA da semana passada – "Vocês não terão o desprazer de me ver pelada" (Veja essa, 25 de abril) –, acho que ela não tem espelho em casa. Ivete, deixe que nós decidamos, o.k.?
Élzio do Espírito Santo Oliveira
Florianópolis, SC

 

Sandy e Casseta & Planeta

É de causar espanto o fato de estarmos em pleno século XXI e certos assuntos serem motivo de censura, como a virgindade de Sandy ("A intocável global", 25 de abril). Todos os mortais estão sujeitos a ser motivo de chacota no programa humorístico Casseta & Planeta – até o presidente da República é uma figura presente nas piadas. Mas, quando o assunto é Sandy, tudo muda.
Bruna Rezende Rossin, 17 anos
brrossin@bol.com.br

Ao ler a reportagem concluí algo que qualquer telespectador de novelas deve ter notado: a pura e doce Sandy, como atriz, é uma excelente cantora. A cada capítulo da novela ela se mostra mais despreparada e superficial. Apesar de todas as regalias que a emissora lhe oferece, os resultados de sua atuação vêm deixando a desejar. Além disso, o corte feito no programa Casseta & Planeta apenas confirma a imaturidade da cantora. Se ela resolveu expor sua vida pessoal ao público, deveria agüentar as conseqüências, como qualquer outra personalidade parodiada. Essa censura acabou com o único lado bom da castidade anunciada de Sandy: as boas risadas certamente garantidas pelo humor irônico e original do Casseta & Planeta.
Bárbara de Oliveira
Ribeirão Preto, SP

 

TV Cultura e Arte

No próximo dia 30, a TV Cultura e Arte, de iniciativa do Ministério da Cultura, estreará sua programação, que será transmitida, inicialmente, pela TVA e demais operadoras independentes de TV a cabo. Por razões de ordem técnica, a retransmissão da programação da TV Cultura e Arte pela TV Nacional Brasil – NBR – não acontecerá a partir da mesma data.
Maria Emília Rocha Mello de Azevedo
Secretária executiva do Ministério da Cultura
Brasília, DF

 

 

 

BELEZA É FUNDAMENTAL?

Os leitores saem em defesa de Cleópatra. A reportagem "A bela era feia" (18 de abril) falou das dez estatuetas de Cleópatra expostas no Museu Britânico, em Londres, que contrariam a imagem que se tinha da rainha do Egito. As peças mostram-na uma mulher roliça, baixinha e nariguda. Na edição passada de VEJA, a leitora Maria Helena Moreira Henrique, de Aracaju, Sergipe, já perguntava: "Por que uma mulher feiosa não poderia fazer com que dois homens se apaixonassem perdidamente por ela?". Maria Helena se referia aos romanos Marco Antônio e Júlio César, que com Cleópatra viveram ardorosas paixões. Pablo Lisboa da Cunha, que mora no Distrito Federal, levanta duas questões relevantes: "Quem pode afirmar que o padrão de beleza daquela época era o mesmo de hoje? Quem sabe eles não se deixaram levar por uma mulher inteligente, simpática, de voz suave, independente, forte e decidida?". Carla Mariana da Costa, de Ribeirão Preto, São Paulo, aponta uma pista no poder de sedução de Cleópatra: "Apesar disso, ela seduziu os generais romanos. Seria por causa dos nove idiomas que dominava ou pelo poder incontestável com que governava o Egito?".

 

VEJA E AS CRIANÇAS

Arc, o marcianinho, tem um grande fã-clube entre as crianças. Belisa Brião Figueiró, de Porto Alegre, por exemplo, intitula-se a fã número 1. Para provar, deu seu nome ao gatinho, que ganhou na Páscoa. Mas não é só por causa do homenzinho verde que os pequenos lêem VEJA. E não é apenas na escola, durante as aulas ou na elaboração de trabalhos indicados pelos professores, que os pequenos recorrem à revista. Um rol de leitores de pouca idade tem em VEJA uma leitura cotidiana. É o caso de Bruno L. Meier (bruno.meier@bol.com.br), de 13 anos, que já teve um comentário seu publicado na revista. Entusiasmado, ele está decidido: "Quero muito ser jornalista. Adoro falar, escrever, ler, entrevistar e me comunicar", escreveu recentemente numa carta em que pedia informações sobre a profissão. Em Belo Horizonte, Letícia Bicalho Silveira, de 13 anos, preocupa-se com o meio ambiente: "Por que será que o homem não fez nada em relação à água, a tempo de evitar a escassez?", pergunta a mineirinha, que acompanha o assunto pelas páginas de VEJA. Tailise Manzano, de Bauru, São Paulo, tem 14 anos e coleciona a publicação há nove. "VEJA me ajudou a crescer e a ter opinião própria", diz ela. Tailise guarda os exemplares da revista em nove caixas – uma para cada ano – desde 1993.

 

A VELOCIDADE DO HOMEM

A nota "Velocidade espantosa" (Contexto, 25 de abril) comparou o desempenho do avião X-43 com diversos outros meios de locomoção e afirmou que um homem percorre 100 quilômetros em duas horas, 46 minutos e 36 segundos. Renato Aliandro Barros, de Araçatuba, São Paulo, observou que os 42 quilômetros da maratona são percorridos em pouco mais de duas horas. É verdade. O recorde da prova, estabelecido pelo marroquino Khalid Khannouchi, é de duas horas, cinco minutos e 42 segundos. A nota tomou por base a velocidade alcançada por um atleta nos 100 metros rasos (cerca de 35 quilômetros por hora). Essa é a prova mais rápida do atletismo e nenhum atleta conseguiria manter essa média num percurso mais longo.

 

 

 
 
   
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