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| Fábrica
de automóveis no Paraná: modernidade |
Um retrato
comparativo do Brasil divulgado na semana passada pelo Instituto Internacional
de Administração (IMD), da Suíça, registra
um esforço hercúleo da sociedade brasileira. O Brasil aparece
em 31º lugar no campeonato internacional de 49 participantes. É
a mesma posição que o país ocupava no ranking no
ano passado. À primeira vista, o estudo, que mede o desempenho
da economia, do governo e da sociedade, mostra um país que nada
avançou. Essa é uma apreciação correta mas
que dá conta de apenas parte da realidade. Manter-se relevante,
em comparação com os demais países, no mundo atual
é um desafio cuja complexidade o estudo dos suíços
mostra com clareza. Em uma década, o poderoso Japão, vanguarda
da modernidade na segunda metade do século passado, caiu de sétimo
colocado para 26º. Na globalização, bobeou, o cachimbo
cai.
Foi um feito
para o Brasil manter sua posição no ranking. É quase
um paradoxo que tenha conseguido isso num mundo que cobra desempenho financeiro
impecável dos governos das nações emergentes, ao
mesmo tempo que exige delas investimentos gigantescos em educação,
saúde e infra-estrutura. O IMD mostra que o Estado brasileiro é
um dos mais vorazes cobradores de impostos entre os países pesquisados.
Ao mesmo tempo, o Brasil só perdeu em números absolutos
para os Estados Unidos na produção de superávit,
ou seja, o que sobra da arrecadação antes do pagamento dos
juros da dívida. Os dois dados acima são a prova de que
o esforço foi de todos os brasileiros. Para se sair bem naqueles
quesitos, o governo teve de tirar dinheiro da sociedade para, reconheça-se,
em alguns casos fazer muito com pouco. O caso da educação
é exemplar. Em 45º lugar, o Brasil é um dos últimos
colocados, em gastos com educação, em proporção
ao PIB. Apesar disso, essa é uma área em que registrou-se
um salto de qualidade nos últimos anos. Veja
reportagem.
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