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Edição 2054

2 de abril de 2008
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Existem diferentes categorias de pós-graduação em negócios. Os especialistas ajudam a definir as três principais e dão uma boa notícia: em alguns casos, vale a pena, sim, fazer o curso no Brasil

Especialização em áreas como finanças e marketing

Para quem é mais indicado: profissionais com pressa em aprofundar-se num tema específico que lhes faça falta no dia-a-dia. Muita gente no Brasil se refere a esses cursos como MBAs – um equívoco, uma vez que a maioria não oferece a visão mais ampla sobre negócios, fator decisivo para defini-los como tal
Pré-requisito: alguns exigem experiência profissional
Duração: de nove meses a um ano
Preço médio (em reais)*: 20 000 (no Brasil) e 35 000 (no exterior)
Retorno esperado*: valoriza o currículo, mas, em geral, não resulta em aumento imediato de salário nem em promoção
Vale a pena fazer o curso no Brasil? Sim. Há cursos de bom nível aqui, e eles custam quase a metade do valor cobrado no exterior. A outra vantagem é não precisar abandonar o emprego

 

MBA clássico

Para quem é mais indicado: jovens com pouca experiência de trabalho cujo objetivo seja encurtar etapas em carreiras ligadas ao mercado financeiro ou a grandes empresas – e que consigam sobreviver por um tempo sem emprego
Pré-requisitos: ter trabalhado em qualquer área por pelo menos três anos e obter pontuação alta em dois exames internacionais – o Toefl (de inglês) e o Gmat (de matemática)
Duração: de um a três anos, com dedicação parcial ou exclusiva
Preço médio (em reais): 170 000
Retorno esperado: aumento de 125% no salário, tendo feito o curso numa boa escola
Vale a pena fazer o curso no Brasil? Não, por uma razão simples: até agora, o mais próximo desse tipo de curso no país são os mestrados em administração. O primeiro curso do gênero no Brasil será oferecido neste ano, na FIA-USP

 

MBA executivo

Para quem é mais indicado: executivos mais experientes em busca de aprimoramento nas qualidades de chefia – e sem tempo para dedicar-se exclusivamente a isso. Os cursos são em módulos, em geral distribuídos por algumas semanas do ano
Pré-requisitos: já ser chefe ou estar prestes a ocupar um cargo de chefia e ter experiência profissional de pelo menos dez anos
Duração: de um ano e meio a dois anos, com dedicação parcial
Preço médio (em reais): 35 000 (no Brasil) e 135 000 (no exterior)
Retorno esperado: aumento de 25% no salário, com um MBA feito no Brasil, e de 60%, com o curso no exterior
Vale a pena fazer o curso no Brasil? Sim. Já existem escolas de MBA executivo reconhecidas no cenário internacional. Embora o impacto desses cursos no salário seja menor, eles custam um quarto do preço e não pressupõem o abandono do emprego

* Nas melhores escolas

Roberto Setton

Com dois filhos e um emprego no qual pretendia permanecer, a diretora de marketing Maria Isabel Tarsitano, 39 anos, decidiu fazer seu MBA executivo no Brasil: "O curso é de alto nível e estou construindo uma rede de contatos que, no meu caso, será mais útil do que a que faria no exterior"

 

O Brasil nos rankings

Cinco escolas brasileiras de negócios têm algum destaque em rankings produzidos pelo jornal inglês Financial Times

Coppead
(Rio de Janeiro)
Situação nos rankings: é a única da América Latina que já apareceu por três anos consecutivos entre as 100 melhores do mundo. Em 2008, deixou a lista 

Fundação Dom Cabral
(Belo Horizonte)
Situação nos rankings: destaca-se em duas listas – na de educação executiva (sem o status de pós-graduação), em que está na 17ª posição, e na de cursos para empresas, em que aparece em 27º lugar

Fundação Getulio Vargas
(São Paulo)
Situação nos rankings: o curso One MBA Global, oferecido em parceria com quatro escolas de negócios do mundo, é o 32º na lista de MBAs executivos

Fundação Instituto de Administração
(São Paulo)
Situação nos rankings: o MBA executivo internacional é o 55º melhor do mundo nessa modalidade

Lia Lubambo


Ibmec

(São Paulo)
Situação nos rankings: está em 42º lugar na lista dos melhores cursos de educação executiva para empresas

 

 

 

 

Especialistas consultados: Claudio Silveira (da Quorum Brasil consultoria), James Wright (da FIA-USP), Marcelo Ramos e Vivianne Wright (da escola MBA House) e Osvino de Souza (da Fundação Dom Cabral)

Com reportagem de Camila Pereira

 



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