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Edição 2054

2 de abril de 2008
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Carlos Barria/Reuters
O baixista Cachao López: criador do mambo

Morreram: Jean-Marie Balestre, presidente da Federação Internacional de Automobilismo de 1986 a 1993. Balestre chegou à presidência da entidade depois de ter vencido uma longa disputa com os construtores de carros pelo controle da Fórmula 1. No Brasil, é mais lembrado por ter desclassificado Ayrton Senna na última prova da temporada de 1989. Por causa de sua decisão, Senna perdeu o campeonato para o francês Alain Prost. Dia 28, aos 86 anos, de causas não reveladas, na França.


• o músico cubano Israel Cachao López, que inventou o mambo com seu irmão Orestes López. Em 1938, a dupla passou a tocar melodias cubanas, um estilo chamado danzón, em ritmo acelerado. O nome do novo estilo foi uma homenagem à sacerdotisa vodu Mambo. Na década seguinte, o mambo se tornaria uma febre mundial. Nos anos 60, Cachao emigrou para os Estados Unidos a fim de fugir da ditadura de Fidel Castro. Viciado em jogo, caiu no ostracismo até os anos 90, quando foi resgatado pelo ator Andy Garcia. Garcia, que é cubano de nascimento, deu suporte à carreira de Cachao. Dia 22, aos 89 anos, de falência renal, em Miami.

Albari Rosa/AE
CR Almeida: fortuna e truculência


• o empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, dono da CR Almeida e um dos empresários mais controvertidos do país. Paraense, Rego Almeida começou a vida fazendo bicos no Paraná. Em 1958, criou na garagem do seu pai a construtora que, hoje, controla trinta empresas e tem um patrimônio de 9,4 bilhões de reais. Começou a erguer esse império tapando buracos. Poucos anos depois, já acumulava obras de estradas federais. Ficou conhecido por usar métodos truculentos. Rego Almeida tornou-se um dos maiores latifundiários do país grilando terras, foi acusado de grampear ilegalmente adversários e, nos anos 90, chegou a manter em cárcere privado e ameaçar dois repórteres de VEJA. Dia 22, aos 78 anos, de infarto, em Curitiba.

Condenado: pelo Tribunal de Contas da União o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a devolver 4,4 milhões de reais ao Erário. Esse dinheiro foi repassado ao MST, em 2004, para ser aplicado em educação. O tribunal considerou que os dirigentes do MST não comprovaram que os recursos foram gastos nessa finalidade e ainda usaram parte do dinheiro para pagar suas despesas pessoais. Dia 27, em Brasília.

Fotos Antônio Cruz/ABR, Marcelo Casal JRZ/ABR e Alcione Ferreira/AE
Geddel, Hélio Costa e o jato oficial: os passageiros pensaram que iriam morrer no pouso forçado

Executou: um pouso de emergência um Learjet oficial no qual estavam o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e o das Comunicações, Hélio Costa. Eles iam do Recife a Brasília, mas o trem de pouso enguiçou logo depois da decolagem. O jato foi obrigado a retornar ao Recife. Quando tocou na pista, o trem de pouso entrou na asa e forçou o piloto a aterrissar de barriga. Houve pânico a bordo, mas ninguém se feriu. Dia 26.

Retornou: às quadras depois de 76 dias o pivô brasileiro Nenê Hilário. Ele jogou por pouco mais de um minuto na vitória de sua equipe, o Denver Nuggets, sobre o Dallas Mavericks. Em janeiro, Nenê retirou um câncer do testículo. Dia 27, em Denver.



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