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Cartas
Amazônia Ao
publicar a reportagem "Amazônia A verdade sobre a saúde
da floresta" (26 de março), VEJA abre os olhos dos leitores para a
realidade da floresta. Em um mundo onde a maior preocupação é
amenizar os impactos ambientais, preservar a maior floresta tropical do mundo
é mais que necessário. Incompreensível a ação
daqueles que desmatam a Amazônia ilegalmente. Será que não
compreendem que, ao fazer isso, estão prejudicando a si mesmos? Reportagem
ampla e esclarecedora. A Amazônia é a "bola da vez". Muitos
dando palpites. Alguns com boas intenções, outros com objetivos
inconfessáveis. Depois que os países europeus, asiáticos
e americanos praticamente acabaram com suas matas, voltam-se todos para a nossa
Amazônia, como se fosse possível salvar o mundo somente por meio
dela. Daí, através de ONGs suspeitas, de políticos radicais
ideologicamente e até de ingênuos bem-intencionados, querem torná-la
um "santuário" intocável. Só quem não conhece
as técnicas de manejo florestal auto-sustentáveis participa dessa
gritaria histérica, contra o desenvolvimento agrossilvopastoril da nossa
grande Amazônia. A
Amazônia há muito tempo merecia a análise séria e ponderada
que VEJA fez. Pela primeira vez uma revista desse porte reconhece que a população
que vive no norte do país tem o direito de trabalhar, produzir renda e
bem-estar social. Uma
reportagem verdadeira sobre o que acontece com nossas florestas. Madeireiros sem
escrúpulos que destroem as matas sem o mínimo critério, tudo
pela ganância do dinheiro fácil. MST e outras facções
criminosas invadindo terra produtiva com total apoio dos órgãos
governamentais ambientais e do Incra. Venda de guias de desmatamento irregular
para enriquecer carvoeiro. Estamos chegando ao limite, pois quem produz alimento
e mantém mata de reserva tem sua propriedade invadida, porque dizem que
é improdutiva devido àquela reserva. Finalmente
vejo uma reportagem equilibrada sobre a Amazônia, em que os dois lados foram
ouvidos. Contudo, escapou à matéria a questão específica
de Rondônia. O estado fez durante mais de dez anos um levantamento socioeconômico-ecológico,
financiado pelo Banco Mundial e acompanhado por ONGs, com custos elevadíssimos.
Nele se fez um verdadeiro mapeamento do estado e da situação fundiária,
florestal e de qualidade do solo de cada microrregião. Partindo desse amplo
raio X do estado foi elaborada e aprovada uma lei estadual em 2000, chamada Lei
do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico, que classificou as áreas
do estado em quatro grandes grupos e seus subgrupos, onde o desmatamento ia de
80% (zona de produção) a 0% (berçários, nascentes,
solos frágeis), de forma que, no âmbito global do estado, se desmatadas
todas as áreas permitidas (e isso provavelmente não iria acontecer),
o estado teria um desflorestamento máximo em seu território de 31,31%,
preservando-se no final quase 70% do total das florestas. Apesar disso, da grandiosidade
e da vanguarda desse projeto pioneiro e único no Brasil, digno de aplausos
pelo mais xiita dos ambientalistas, ele foi rejeitado pelo Ministério do
Meio Ambiente, que vem adotando uma nítida política de sufocamento
da região amazônica e do povo honesto que aqui vive, para evitar
seu desenvolvimento, acreditando que assim vai preservar a floresta. Ledo engano,
mais uma vez. As
reportagens publicadas por VEJA mencionam por diversas vezes fraudes envolvendo
documentos emitidos pelo Ibama. O Ibama esclarece que autorizações
para desmatamento, aprovação de planos de manejo e documentos de
origem florestal são hoje emitidos pelos órgãos ambientais
estaduais. É preciso ainda esclarecer que as ações de fiscalização
de desmatamento na Amazônia envolvem fiscais de todo o país. Participam
da fiscalização da Floresta Amazônica os 644 fiscais residentes
na Amazônia Legal e os outros 1 491 residentes nas outras regiões
(em sistema de rodízio), além de homens do Exército e da
Força Nacional de Segurança, de agentes da Polícia Federal,
da Polícia Rodoviária Federal, das polícias militares estaduais
e de agentes de órgãos ambientais estaduais. No ano passado, 3 167
fiscais do Ibama e agentes dos órgãos parceiros fiscalizaram a Amazônia
Legal. Nesse mesmo ano, o Ibama emitiu 5 745 autos de infração,
aplicou 1,46 bilhão de reais em multas e apreendeu 250 00 metros cúbicos
de madeira em 134 grandes operações de combate ao desmatamento na
Amazônia.
Gustavo Ioschpe Sou professora de
direito ambiental e de ética ambiental. Confesso que ensinar esta última
disciplina é um desafio constante. Por isso, a reportagem me chamou tanto
a atenção, principalmente o artigo do economista Gustavo Ioschpe
("E se plantássemos cérebros?"), porque realmente precisamos
"formar" cérebros, necessitamos de crianças, adolescentes
e jovens capazes de "mudar o mundo". Precisamos intensificar e
valorizar a educação ambiental em todos os níveis de ensino,
como determina a lei, e, principalmente, devemos acreditar (eu acredito) que podemos
educar e formar melhor as presentes e futuras gerações com o ensino
da ética ambiental. Gustavo
Ioschpe foi de uma precisão cirúrgica ao discorrer equilibradamente
sobre as forças alienígenas, porém quase ocultas, que pretendem
nos impor o velho ditado "Façam o que digo, mas não o que faço",
relativamente à conservação ambiental que em seus países
nunca fizeram. O cinismo é tanto que eles idealizaram o Protocolo de Kioto,
mas não o estão cumprindo. Nós podemos expulsar o homem do
campo em direção à indústria da criminalidade urbana,
matéria-prima de uma bomba-relógio; eles subsidiam regiamente seus
produtores rurais de modo a manter a harmonia coletiva. A
preocupação da sociedade brasileira deve ser, sim, com a educação,
a saúde, o desenvolvimento e, também, com a preservação
do meio ambiente. Uma coisa não interfere na outra, todas são prioridades.
Não se preocupar com o meio ambiente não levará à
melhoria das condições de vida do brasileiro. O
título do artigo foi muito feliz: temos, sim, de plantar muitos cérebros
especialmente aqueles capazes de reconhecer e compreender a nossa espetacular
e única biodiversidade, para que ela possa ser utilizada de forma responsável
e em prol do desenvolvimento do país e do bem-estar dos seus milhões
de habitantes.
Dossiê dos gastos corporativos Muito
interessante a reportagem "Um dossiê feito para chantagear" (26
de março). Conclui-se da leitura dessa matéria que o PT tem como
regra lançar mão de dossiês para tentar fazer cortina de fumaça
com a clara finalidade de esconder os pecados dos seus aliados. Foi assim
com o dossiê dos aloprados, capitaneado à época por
Ricardo Berzoini, então presidente do partido, e está sendo
agora com o dossiê montado para tentar livrar o pessoal da cúpula
do governo na CPI dos Cartões. Com
referência à reportagem "Um dossiê feito para chantagear",
informo que entre 1995 e 2002 exerci atividades oficiais e protocolares
próprias da Presidência. Essas funções envolviam compromissos
externos, com eventuais gastos de locomoção, hospedagem e outros
itens de representação. Exceto nesses casos, jamais utilizei recursos
do governo. Nunca usei dinheiro público para fins privados. As
contas do governo FHC estão com o governo há mais de cinco anos.
Se somente agora descobrirem algo, ou é muita incompetência, conluio
criminoso, prevaricação ou má-fé. Faça sua
opção, ministra! É
deplorável essa mania petista de querer minimizar seus erros recorrendo
aos maus comportamentos de governos passados, em vez de assumir seus desvios e
tentar mudar o que é possível. Abusam, como sempre, da nossa paciência
e da nossa inteligência. O
PT tem como marca característica não aprender com os erros. Fez
mais um dossiê para tentar chantagear o PSDB, tal e qual o dossiê
Cayman e o dossiê contra José Serra, pago pelos "aloprados".
O PT mais uma vez demonstra seu DNA fascista. Acha que com isso vai fazer a oposição
se calar. Não percebe que logo se tornará a vidraça e esquentará
a CPI dos Cartões Corporativos, que andava meio morna. Em resumo: os petistas
são tão estúpidos que não aprendem nem na terceira
vez.
Tortura É
quase impossível ler até o fim a reportagem "Como alguém
é capaz de fazer isso?" (26 de março). Mais parece a descrição
do roteiro de uma conhecida série de filmes de terror e comportamentos
desviantes. Espantam tanto a ação da Rainha da Tortura quanto a
omissão de sua corte. Muito apropriadamente a delegada responsável
pelo caso em Goiânia pretende encerrar o inquérito policial com o
indiciamento de quatro pessoas. Um horror, um horror! Não
consigo parar de pensar na menina que foi friamente torturada em Goiânia,
tampouco compreender como alguém pode sentir prazer em causar tanto sofrimento
físico a crianças indefesas e inocentes. É preciso que as
escolas comecem imediatamente a orientar e ensinar os menores a se proteger e
denunciar qualquer forma de violência, crueldade e opressão. Quando
pensamos que já vimos tudo diante de tantos monstros, aparece Sílvia
Calabresi e prova o contrário. Torturas, castigos imoderados, tudo isso
é absurdo, especialmente se a vítima é uma criança
de 12 anos. Que se faça justiça. É
impressionante como em pleno ano de 2008, no século XXI, essa "empresária"
consegue nos surpreender com tamanha crueldade. Acredito não existir na
linguagem humana um adjetivo que qualifique essa "senhora".
Stephen Kanitz Cumprimento o senhor
Stephen Kanitz pelo excelente texto sobre a lealdade e o amor ("Amor e lealdade",
Ponto de vista, 26 de março). Os filhos, através do amor, dão
a oportunidade para o desenvolvimento da coerência entre o que se fala e
o que se faz. Sustentá-los é apenas uma das muitas facetas do papel
de pais. Amá-los na prática e educá-los através de
exemplos são outras importantíssimas. As empresas passam, a família
fica, sempre que se sabe cultivá-la com amor, valores e princípios.
Amazônia 2 Nós, do Greenpeace,
gostaríamos de cumprimentar a revista VEJA pela excelente reportagem sobre
a Amazônia. Vocês conseguiram traduzir em linguagem simples um assunto
tão complexo. A importância de preservar a Amazônia vai muito
além de proteger a biodiversidade e os povos locais é uma
questão de sobrevivência das futuras gerações.
Crédito consignado A propósito
da reportagem "É guerra" (26 de março), o BMG esclarece:
1) o banco tem satisfação e orgulho em ser o precursor do consignado,
com atuação desde 1997, e em ter, como informa a reportagem, contribuído
para o crescimento do crédito no país. O BMG sempre acreditou e
investiu maciçamente em pessoal, tecnologia e marketing nesse segmento;
2) o BMG iniciou suas operações com aposentados e pensionistas do
INSS quatro meses depois da Caixa Econômica Federal, em setembro de 2004.
Todos os bancos pagadores de benefícios do INSS já estavam autorizados
a fazê-lo desde outubro de 2003; 3) também na área de cartões
de crédito, o BMG sempre operou em concorrência com outros bancos.
Quando o produto foi regulamentado pelo INSS, em julho de 2006, a lista de nove
bancos autorizados a lançá-lo incluía o Banco do Brasil e
o Citibank, por exemplo; 4) em relação ao que se convencionou chamar
de "mensalão", o banco já comprovou a todas as autoridades
responsáveis que os empréstimos foram concedidos em observância
às normas aplicáveis, inspecionados pelo Bacen e estão sendo
cobrados na Justiça, sendo que parte deles já foi recuperada.
Livros A
Livraria Nobel é a maior rede de livrarias do país. Operamos em
um esquema de franquias, com 172 lojas em território nacional e onze no
exterior, totalizando 183 unidades. Com 65 anos de tradição, estamos
presentes em 105 cidades, 21 estados e, além do Brasil, na Espanha, no
México, em Portugal e em Angola ("Nasce um gigante", 12 de março).
Correções: Ao contrário do que foi publicado na reportagem "Um dossiê feito para chantagear" (26 de março), em 2006 o candidato tucano à Presidência da República foi Geraldo Alckmin. José Serra foi o candidato do PSDB ao governo do estado de São Paulo. A foto do fazendeiro John Carter, publicada na página 104 da edição 2053 ("Amazônia A verdade sobre a saúde da floresta", 26 de março), é da fotógrafa Fernanda Preto, e não de Alberto César Araújo. No quadro da mesma reportagem, é errada a informação de que o Ibama conta com 2 000 fiscais em São Paulo. Na verdade, são 2 200 policiais ambientais da Polícia Militar do estado.
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