BUSCA

Revistas
Notícias
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2054

2 de abril de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Diogo Mainardi
J.R. Guzzo
Lya Luft
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
Reinaldo Azevedo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
Ordem de grandeza
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Cartas

"Enquanto não acabar a certeza da
impunidade, qualquer coisa que se faça
em defesa de nossa floresta será em vão."

Hélio R. Araújo
Imperatriz, MA

Amazônia

Ao publicar a reportagem "Amazônia – A verdade sobre a saúde da floresta" (26 de março), VEJA abre os olhos dos leitores para a realidade da floresta. Em um mundo onde a maior preocupação é amenizar os impactos ambientais, preservar a maior floresta tropical do mundo é mais que necessário. Incompreensível a ação daqueles que desmatam a Amazônia ilegalmente. Será que não compreendem que, ao fazer isso, estão prejudicando a si mesmos?
Rayssa Balieiro Ribeiro
Montes Claros, MG

Reportagem ampla e esclarecedora. A Amazônia é a "bola da vez". Muitos dando palpites. Alguns com boas intenções, outros com objetivos inconfessáveis. Depois que os países europeus, asiáticos e americanos praticamente acabaram com suas matas, voltam-se todos para a nossa Amazônia, como se fosse possível salvar o mundo somente por meio dela. Daí, através de ONGs suspeitas, de políticos radicais ideologicamente e até de ingênuos bem-intencionados, querem torná-la um "santuário" intocável. Só quem não conhece as técnicas de manejo florestal auto-sustentáveis participa dessa gritaria histérica, contra o desenvolvimento agrossilvopastoril da nossa grande Amazônia.
Albino Mantelli
Chapecó, SC

A Amazônia há muito tempo merecia a análise séria e ponderada que VEJA fez. Pela primeira vez uma revista desse porte reconhece que a população que vive no norte do país tem o direito de trabalhar, produzir renda e bem-estar social.
Assuero Doca Veronez
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre
Rio Branco, AC

Uma reportagem verdadeira sobre o que acontece com nossas florestas. Madeireiros sem escrúpulos que destroem as matas sem o mínimo critério, tudo pela ganância do dinheiro fácil. MST e outras facções criminosas invadindo terra produtiva com total apoio dos órgãos governamentais ambientais e do Incra. Venda de guias de desmatamento irregular para enriquecer carvoeiro. Estamos chegando ao limite, pois quem produz alimento e mantém mata de reserva tem sua propriedade invadida, porque dizem que é improdutiva devido àquela reserva.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

Finalmente vejo uma reportagem equilibrada sobre a Amazônia, em que os dois lados foram ouvidos. Contudo, escapou à matéria a questão específica de Rondônia. O estado fez durante mais de dez anos um levantamento socioeconômico-ecológico, financiado pelo Banco Mundial e acompanhado por ONGs, com custos elevadíssimos. Nele se fez um verdadeiro mapeamento do estado e da situação fundiária, florestal e de qualidade do solo de cada microrregião. Partindo desse amplo raio X do estado foi elaborada e aprovada uma lei estadual em 2000, chamada Lei do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico, que classificou as áreas do estado em quatro grandes grupos e seus subgrupos, onde o desmatamento ia de 80% (zona de produção) a 0% (berçários, nascentes, solos frágeis), de forma que, no âmbito global do estado, se desmatadas todas as áreas permitidas (e isso provavelmente não iria acontecer), o estado teria um desflorestamento máximo em seu território de 31,31%, preservando-se no final quase 70% do total das florestas. Apesar disso, da grandiosidade e da vanguarda desse projeto pioneiro e único no Brasil, digno de aplausos pelo mais xiita dos ambientalistas, ele foi rejeitado pelo Ministério do Meio Ambiente, que vem adotando uma nítida política de sufocamento da região amazônica e do povo honesto que aqui vive, para evitar seu desenvolvimento, acreditando que assim vai preservar a floresta. Ledo engano, mais uma vez.
Leo Antonio Fachin
Porto Velho, RO

As reportagens publicadas por VEJA mencionam por diversas vezes fraudes envolvendo documentos emitidos pelo Ibama. O Ibama esclarece que autorizações para desmatamento, aprovação de planos de manejo e documentos de origem florestal são hoje emitidos pelos órgãos ambientais estaduais. É preciso ainda esclarecer que as ações de fiscalização de desmatamento na Amazônia envolvem fiscais de todo o país. Participam da fiscalização da Floresta Amazônica os 644 fiscais residentes na Amazônia Legal e os outros 1 491 residentes nas outras regiões (em sistema de rodízio), além de homens do Exército e da Força Nacional de Segurança, de agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das polícias militares estaduais e de agentes de órgãos ambientais estaduais. No ano passado, 3 167 fiscais do Ibama e agentes dos órgãos parceiros fiscalizaram a Amazônia Legal. Nesse mesmo ano, o Ibama emitiu 5 745 autos de infração, aplicou 1,46 bilhão de reais em multas e apreendeu 250 00 metros cúbicos de madeira em 134 grandes operações de combate ao desmatamento na Amazônia.
Bazileu Margarido
Presidente do Ibama
www.ibama.gov.br

 

Gustavo Ioschpe

Sou professora de direito ambiental e de ética ambiental. Confesso que ensinar esta última disciplina é um desafio constante. Por isso, a reportagem me chamou tanto a atenção, principalmente o artigo do economista Gustavo Ioschpe ("E se plantássemos cérebros?"), porque realmente precisamos "formar" cérebros, necessitamos de crianças, adolescentes e jovens capazes de "mudar o mundo". Precisamos intensificar e valorizar a educação ambiental em todos os níveis de ensino, como determina a lei, e, principalmente, devemos acreditar (eu acredito) que podemos educar e formar melhor as presentes e futuras gerações com o ensino da ética ambiental.
Adriana Paula Quixabeira R. e Silva O. Santos
Maceió, AL

Gustavo Ioschpe foi de uma precisão cirúrgica ao discorrer equilibradamente sobre as forças alienígenas, porém quase ocultas, que pretendem nos impor o velho ditado "Façam o que digo, mas não o que faço", relativamente à conservação ambiental que em seus países nunca fizeram. O cinismo é tanto que eles idealizaram o Protocolo de Kioto, mas não o estão cumprindo. Nós podemos expulsar o homem do campo em direção à indústria da criminalidade urbana, matéria-prima de uma bomba-relógio; eles subsidiam regiamente seus produtores rurais de modo a manter a harmonia coletiva.
Roberto Gava
Curitiba, PR

A preocupação da sociedade brasileira deve ser, sim, com a educação, a saúde, o desenvolvimento e, também, com a preservação do meio ambiente. Uma coisa não interfere na outra, todas são prioridades. Não se preocupar com o meio ambiente não levará à melhoria das condições de vida do brasileiro.
Silvia Moretti
São Paulo, SP

O título do artigo foi muito feliz: temos, sim, de plantar muitos cérebros – especialmente aqueles capazes de reconhecer e compreender a nossa espetacular e única biodiversidade, para que ela possa ser utilizada de forma responsável e em prol do desenvolvimento do país e do bem-estar dos seus milhões de habitantes.
Luís Fábio Silveira
Departamento de Zoologia, Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

 

Dossiê dos gastos corporativos

Muito interessante a reportagem "Um dossiê feito para chantagear" (26 de março). Conclui-se da leitura dessa matéria que o PT tem como regra lançar mão de dossiês para tentar fazer cortina de fumaça com a clara finalidade de esconder os pecados dos seus aliados. Foi assim com o dossiê dos aloprados, capitaneado à época por Ricardo Berzoini, então presidente do partido, e está sendo agora com o dossiê montado para tentar livrar o pessoal da cúpula do governo na CPI dos Cartões.
Alcemy do Bom Jesus Simões
Vila Velha, ES

Com referência à reportagem "Um dossiê feito para chantagear", informo que entre 1995 e 2002 exerci atividades oficiais e protocolares próprias da Presidência. Essas funções envolviam compromissos externos, com eventuais gastos de locomoção, hospedagem e outros itens de representação. Exceto nesses casos, jamais utilizei recursos do governo. Nunca usei dinheiro público para fins privados.
Ruth Cardoso
São Paulo, SP

As contas do governo FHC estão com o governo há mais de cinco anos. Se somente agora descobrirem algo, ou é muita incompetência, conluio criminoso, prevaricação ou má-fé. Faça sua opção, ministra!
Nélio Santana
Santa Maria, RS

É deplorável essa mania petista de querer minimizar seus erros recorrendo aos maus comportamentos de governos passados, em vez de assumir seus desvios e tentar mudar o que é possível. Abusam, como sempre, da nossa paciência e da nossa inteligência.
Helaine Povoa
Brasília, DF

O PT tem como marca característica não aprender com os erros. Fez mais um dossiê para tentar chantagear o PSDB, tal e qual o dossiê Cayman e o dossiê contra José Serra, pago pelos "aloprados". O PT mais uma vez demonstra seu DNA fascista. Acha que com isso vai fazer a oposição se calar. Não percebe que logo se tornará a vidraça e esquentará a CPI dos Cartões Corporativos, que andava meio morna. Em resumo: os petistas são tão estúpidos que não aprendem nem na terceira vez.
Geraldo C. Carvalho Jr.
São Luís, MA

 

Tortura

É quase impossível ler até o fim a reportagem "Como alguém é capaz de fazer isso?" (26 de março). Mais parece a descrição do roteiro de uma conhecida série de filmes de terror e comportamentos desviantes. Espantam tanto a ação da Rainha da Tortura quanto a omissão de sua corte. Muito apropriadamente a delegada responsável pelo caso em Goiânia pretende encerrar o inquérito policial com o indiciamento de quatro pessoas. Um horror, um horror!
Maria Terezinha Santellano
Porto Alegre, RS

Não consigo parar de pensar na menina que foi friamente torturada em Goiânia, tampouco compreender como alguém pode sentir prazer em causar tanto sofrimento físico a crianças indefesas e inocentes. É preciso que as escolas comecem imediatamente a orientar e ensinar os menores a se proteger e denunciar qualquer forma de violência, crueldade e opressão.
Marilia Lago Rodante
José Bonifácio, SP

Quando pensamos que já vimos tudo diante de tantos monstros, aparece Sílvia Calabresi e prova o contrário. Torturas, castigos imoderados, tudo isso é absurdo, especialmente se a vítima é uma criança de 12 anos. Que se faça justiça.
Raniére Fernandes
Mossoró, RN

É impressionante como em pleno ano de 2008, no século XXI, essa "empresária" consegue nos surpreender com tamanha crueldade. Acredito não existir na linguagem humana um adjetivo que qualifique essa "senhora".
Elza de Oliveira
Uberaba, MG

 

Stephen Kanitz

Cumprimento o senhor Stephen Kanitz pelo excelente texto sobre a lealdade e o amor ("Amor e lealdade", Ponto de vista, 26 de março). Os filhos, através do amor, dão a oportunidade para o desenvolvimento da coerência entre o que se fala e o que se faz. Sustentá-los é apenas uma das muitas facetas do papel de pais. Amá-los na prática e educá-los através de exemplos são outras importantíssimas. As empresas passam, a família fica, sempre que se sabe cultivá-la com amor, valores e princípios.
Marcos Souza Aranha
São Paulo, SP

 

Amazônia 2

Nós, do Greenpeace, gostaríamos de cumprimentar a revista VEJA pela excelente reportagem sobre a Amazônia. Vocês conseguiram traduzir em linguagem simples um assunto tão complexo. A importância de preservar a Amazônia vai muito além de proteger a biodiversidade e os povos locais – é uma questão de sobrevivência das futuras gerações.
Frank Guggenheim
Diretor executivo do Greenpeace Brasil
São Paulo, SP

 

Crédito consignado

A propósito da reportagem "É guerra" (26 de março), o BMG esclarece: 1) o banco tem satisfação e orgulho em ser o precursor do consignado, com atuação desde 1997, e em ter, como informa a reportagem, contribuído para o crescimento do crédito no país. O BMG sempre acreditou e investiu maciçamente em pessoal, tecnologia e marketing nesse segmento; 2) o BMG iniciou suas operações com aposentados e pensionistas do INSS quatro meses depois da Caixa Econômica Federal, em setembro de 2004. Todos os bancos pagadores de benefícios do INSS já estavam autorizados a fazê-lo desde outubro de 2003; 3) também na área de cartões de crédito, o BMG sempre operou em concorrência com outros bancos. Quando o produto foi regulamentado pelo INSS, em julho de 2006, a lista de nove bancos autorizados a lançá-lo incluía o Banco do Brasil e o Citibank, por exemplo; 4) em relação ao que se convencionou chamar de "mensalão", o banco já comprovou a todas as autoridades responsáveis que os empréstimos foram concedidos em observância às normas aplicáveis, inspecionados pelo Bacen e estão sendo cobrados na Justiça, sendo que parte deles já foi recuperada.
Flávio Castro
Assessoria de imprensa
Belo Horizonte, MG

 

Livros

A Livraria Nobel é a maior rede de livrarias do país. Operamos em um esquema de franquias, com 172 lojas em território nacional e onze no exterior, totalizando 183 unidades. Com 65 anos de tradição, estamos presentes em 105 cidades, 21 estados e, além do Brasil, na Espanha, no México, em Portugal e em Angola ("Nasce um gigante", 12 de março).
Sérgio Milano Benclowicz
Diretor da Nobel Franquias S.A.
São Paulo, SP

 

Correções: Ao contrário do que foi publicado na reportagem "Um dossiê feito para chantagear" (26 de março), em 2006 o candidato tucano à Presidência da República foi Geraldo Alckmin. José Serra foi o candidato do PSDB ao governo do estado de São Paulo.A foto do fazendeiro John Carter, publicada na página 104 da edição 2053 ("Amazônia – A verdade sobre a saúde da floresta", 26 de março), é da fotógrafa Fernanda Preto, e não de Alberto César Araújo. No quadro da mesma reportagem, é errada a informação de que o Ibama conta com 2 000 fiscais em São Paulo. Na verdade, são 2 200 policiais ambientais da Polícia Militar do estado.

 

 

A roda dos enjeitados

No artigo "Crime e hipocrisia" (12 de março), André Petry relatou o caso de um bebê de 6 meses abandonado na sede do corpo de bombeiros de Nova York. O episódio, em vez de provocar a execração pública dos pais, ocasionou um debate sobre as circunstâncias em que os pais podem abandonar um bebê. "Parece coisa de gente insensível, mas é um drible na hipocrisia e um gol de generosidade", dizia Petry. O leitor Bruno Yamaoka Poppi, de São Paulo, leu o artigo e enviou à redação informações sobre o "anteprojeto de lei do parto anônimo", que "trata de um fenômeno social existente há séculos". O leitor lembra que a primeira roda dos enjeitados data de 1188, na cidade de Marselha, na França. Diz Poppi: "O anteprojeto brasileiro visa a proteger a mãe, garantindo a prestação de toda a assistência à criança e excluindo qualquer responsabilidade penal, agindo ainda, por via indireta, na garantia da vida da criança nas seguintes hipóteses: 1) a criança é depositada nas ‘rodas’ localizadas em nosocômios, excluindo-se qualquer responsabilidade civil ou penal da mãe; 2) a mãe declara que não deseja a criança, mas quer realizar todos os procedimentos de pré-natal e o parto para que posteriormente ao nascimento a criança seja adotada". O tema é polêmico, e muita gente acredita que tal projeto estimularia a maternidade irresponsável. Mas a discussão é relevante e os interessados em saber mais sobre o assunto podem visitar o site do Instituto Brasileiro de Direito de Família (www.ibdfam.org.br), que está empenhado em fazer vingar o projeto.


Publicidade

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |