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Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
GOVERNO
Disputa de poder
Andam bem ruins as relações entre Dilma Rousseff
e o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa. Recentemente,
Pinguelli reuniu alguns representantes do setor elétrico para uma
conversa. Dias depois, a mesma turma foi ao gabinete da ministra. Dela,
eles ouviram a seguinte advertência: o modelo do setor será
decidido no Ministério de Minas e Energia, e não na Eletrobrás.
Tomou Doril
Em meio ao bombardeio do governo sobre as agências reguladoras,
o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, tomou um chá-de-sumiço.
Alguém aí ouviu alguma declaração pública
de Abdo nos últimos tempos?
Pesquisas
e santos
Parece
inacreditável, mas Antônio Palocci tem em mãos uma
pesquisa dizendo que só 6% das pessoas sabem que os juros aumentaram
no governo Lula. Aliás, Palocci acredita mais em pesquisa do que
em santo. Quando era prefeito de Ribeirão Preto, encomendou diversas
e sempre levou os resultados em consideração antes de tomar
decisões.
Aliados
famintos
O
PMDB quer porque quer a presidência da Transpetro, uma subsidiária
da Petrobras que fatura 516 milhões de dólares por ano.
Em nome da governabilidade, deve levar. Mas José Eduardo Dutra,
presidente da Petrobras, impôs uma condição ao Planalto:
que o apadrinhado seja algum funcionário de carreira da Petrobras.
Quem
não se comunica...
Lula
vai acrescentar mais uma reunião diária a sua rotina. Desta
vez, o objetivo é melhorar a comunicação do governo
com a sociedade, um setor que, segundo avaliação do próprio
Planalto, anda batendo cabeça. Já nesta semana, Lula pretende
começar o expediente num encontro com os ministros José
Dirceu e Luiz Gushiken, além dos jornalistas Ricardo Kotscho, assessor
de imprensa do Planalto, e André Singer, porta-voz da Presidência.
Conforme o roteiro definido, os quatro farão uma exposição
sobre o noticiário do dia, acompanhada de uma análise crítica.
Pretendem, assim, unificar o discurso em todos os escalões do governo.
Será que funciona?
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Um
cargo de estimação
Helio Rodrigues
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| Costa
Neto: afilhado em Cumbica |
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, pode não ter nomeado
todo mundo que gostaria no governo Lula. Mas está feliz.
Conseguiu seu cargo de estimação de volta. Trata-se
da inspetoria da Receita Federal do Aeroporto de Cumbica, o mais
movimentado do país. No governo Itamar, lá estava
um apadrinhado seu. No início da era FHC, tentou emplacar
um afilhado para o posto, mas a Abin vetou. Agora, finalmente, Costa
Neto conseguiu restabelecer seu poder por ali.
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TURISMO
SEXUAL
Farristas, "go home"
Os organizadores de vôos charter que desembarcam aos
montes no Nordeste em busca do turismo sexual devem botar as barbas de
molho. O Ministério da Justiça está montando uma
operação pesada para reprimir a farra. Inclui até
a volta dos aviões aos países de origem antes que a turma
do barulho desembarque.
TELECOMUNICAÇÕES
Mais competição
A Embratel anuncia nos próximos dias uma novidade que
pode balançar o setor. Até julho, entrará no mercado
local residencial de telefonia fixa. A fase inicial será de testes
e apenas no Rio de Janeiro.
ECONOMIA
Vai baixar?
As companhias aéreas reajustaram os preços das
passagens em torno dos 10% no início de março. A justificativa
era de que, dias antes, o querosene de aviação subira 24%.
Pois bem, na terça-feira a Petrobras anuncia uma queda de 15% no
preço do combustível de aviação. Será
que alguma empresa aérea vai baixar o preço do bilhete?
A Argentina respira
A economia argentina já está respirando sem aparelhos.
Um dado eloqüente dessa recuperação: o Brasil aumentou
em 100% suas exportações para lá em março
em comparação com o mesmo período do ano passado.
E a Argentina já reassumiu seu tradicional posto de segundo maior
comprador de produtos brasileiros.
Duda
lá
Benjamin
Steinbruch contratou Duda Mendonça para lustrar a imagem da CSN.
Aliás, Duda vai cuidar também do lançamento do programa
Primeiro Emprego, do Ministério do Trabalho, que será lançado
em 1º de maio.
O
remédio é crescer
Sem
alarde, foi fechado um negócio de peso no setor farmacêutico,
entre dois dos maiores laboratórios do país: o brasileiro
Aché comprou o alemão Asta Medica por uma cifra em torno
dos 150 milhões de reais.
O
gigante se move
O
apetite insaciável do Bradesco parece que não se satisfez
com as últimas aquisições. O bancão está
piscando o olho para o Banco Mercantil do Brasil, dono de 214 agências.
MINERAÇÃO
Exploração suspensa
A Paranapanema está pedindo dinheiro ao BNDES, mas há
uma pedra no meio do caminho e não é preciosa. Desde
1991, uma de suas subsidiárias vinha repassando à União
menos dinheiro do que devia pela exploração de estanho na
mina de Pitinga, no Amazonas. A esperteza foi descoberta pelo Departamento
Nacional de Produção Mineral. A dívida chega a 9
milhões de reais. O caso está em processo de execução
na Justiça. Como se não bastasse, o sigilo fiscal da subsidiária
da Paranapanema foi quebrado pela Justiça Federal por indícios
de fraude.
GENTE
FHC vem aí? 1
Num almoço recente que juntou apenas Aécio Neves
e José Serra, um dos pratos principais foi a possibilidade de FHC
ser candidato em 2006. Ambos concordaram que FHC passará os próximos
anos sem desestimular enfaticamente a idéia...
FHC
vem aí? 2
Esta,
aliás, é uma especulação que vai permanecer
irremovível no noticiário político nos próximos
anos até cansar.
DROGAS
O PCC diversifica
Que
o PCC atua no tráfico de drogas, basicamente cocaína e maconha,
já se sabe. A novidade, que preocupa os setores de segurança
de São Paulo, é que a organização criminosa
entrou também no comércio de heroína aliás,
importada da Colômbia, o terceiro maior produtor do mundo da droga.
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Que
horas são, Dirceu?
Sebastião Moreira/AE
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| Dirceu:
um Rolex de regalo |
Foi animado o jantar que reuniu quase quarenta deputados da bancada
do PTB e quatro ministros na casa do presidente do partido, José
Carlos Martinez, na quarta-feira passada. No auge da confraternização
houve um momento especial, presenciado por poucos. Foi quando o
anfitrião presenteou José Dirceu com um vistoso Rolex,
relógio cujo modelo mais baratinho não sai por menos
de 14 000 reais e o mais caro custa 100 000 reais.
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Colaboraram
Malu Gaspar, Marcelo Carneiro
e Thaís Oyama
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