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Edição 1 796 - 2 de abril de 2003
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]

GOVERNO

Disputa de poder
Andam bem ruins as relações entre Dilma Rousseff e o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa. Recentemente, Pinguelli reuniu alguns representantes do setor elétrico para uma conversa. Dias depois, a mesma turma foi ao gabinete da ministra. Dela, eles ouviram a seguinte advertência: o modelo do setor será decidido no Ministério de Minas e Energia, e não na Eletrobrás.

Tomou Doril
Em meio ao bombardeio do governo sobre as agências reguladoras, o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, tomou um chá-de-sumiço. Alguém aí ouviu alguma declaração pública de Abdo nos últimos tempos?

Pesquisas e santos
Parece inacreditável, mas Antônio Palocci tem em mãos uma pesquisa dizendo que só 6% das pessoas sabem que os juros aumentaram no governo Lula. Aliás, Palocci acredita mais em pesquisa do que em santo. Quando era prefeito de Ribeirão Preto, encomendou diversas e sempre levou os resultados em consideração antes de tomar decisões.

Aliados famintos
O PMDB quer porque quer a presidência da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras que fatura 516 milhões de dólares por ano. Em nome da governabilidade, deve levar. Mas José Eduardo Dutra, presidente da Petrobras, impôs uma condição ao Planalto: que o apadrinhado seja algum funcionário de carreira da Petrobras.

Quem não se comunica...
Lula vai acrescentar mais uma reunião diária a sua rotina. Desta vez, o objetivo é melhorar a comunicação do governo com a sociedade, um setor que, segundo avaliação do próprio Planalto, anda batendo cabeça. Já nesta semana, Lula pretende começar o expediente num encontro com os ministros José Dirceu e Luiz Gushiken, além dos jornalistas Ricardo Kotscho, assessor de imprensa do Planalto, e André Singer, porta-voz da Presidência. Conforme o roteiro definido, os quatro farão uma exposição sobre o noticiário do dia, acompanhada de uma análise crítica. Pretendem, assim, unificar o discurso em todos os escalões do governo. Será que funciona?

 

Um cargo de estimação

Helio Rodrigues
Costa Neto: afilhado em Cumbica


Valdemar Costa Neto, presidente do PL, pode não ter nomeado todo mundo que gostaria no governo Lula. Mas está feliz. Conseguiu seu cargo de estimação de volta. Trata-se da inspetoria da Receita Federal do Aeroporto de Cumbica, o mais movimentado do país. No governo Itamar, lá estava um apadrinhado seu. No início da era FHC, tentou emplacar um afilhado para o posto, mas a Abin vetou. Agora, finalmente, Costa Neto conseguiu restabelecer seu poder por ali.

 

TURISMO SEXUAL

Farristas, "go home"
Os organizadores de vôos charter que desembarcam aos montes no Nordeste em busca do turismo sexual devem botar as barbas de molho. O Ministério da Justiça está montando uma operação pesada para reprimir a farra. Inclui até a volta dos aviões aos países de origem antes que a turma do barulho desembarque.

 

TELECOMUNICAÇÕES

Mais competição
A Embratel anuncia nos próximos dias uma novidade que pode balançar o setor. Até julho, entrará no mercado local residencial de telefonia fixa. A fase inicial será de testes e apenas no Rio de Janeiro.

 

ECONOMIA

Vai baixar?
As companhias aéreas reajustaram os preços das passagens em torno dos 10% no início de março. A justificativa era de que, dias antes, o querosene de aviação subira 24%. Pois bem, na terça-feira a Petrobras anuncia uma queda de 15% no preço do combustível de aviação. Será que alguma empresa aérea vai baixar o preço do bilhete?

A Argentina respira
A economia argentina já está respirando sem aparelhos. Um dado eloqüente dessa recuperação: o Brasil aumentou em 100% suas exportações para lá em março em comparação com o mesmo período do ano passado. E a Argentina já reassumiu seu tradicional posto de segundo maior comprador de produtos brasileiros.

Duda lá
Benjamin Steinbruch contratou Duda Mendonça para lustrar a imagem da CSN. Aliás, Duda vai cuidar também do lançamento do programa Primeiro Emprego, do Ministério do Trabalho, que será lançado em 1º de maio.

O remédio é crescer
Sem alarde, foi fechado um negócio de peso no setor farmacêutico, entre dois dos maiores laboratórios do país: o brasileiro Aché comprou o alemão Asta Medica por uma cifra em torno dos 150 milhões de reais.

O gigante se move
O apetite insaciável do Bradesco parece que não se satisfez com as últimas aquisições. O bancão está piscando o olho para o Banco Mercantil do Brasil, dono de 214 agências.

 

MINERAÇÃO

Exploração suspensa
A Paranapanema está pedindo dinheiro ao BNDES, mas há uma pedra no meio do caminho – e não é preciosa. Desde 1991, uma de suas subsidiárias vinha repassando à União menos dinheiro do que devia pela exploração de estanho na mina de Pitinga, no Amazonas. A esperteza foi descoberta pelo Departamento Nacional de Produção Mineral. A dívida chega a 9 milhões de reais. O caso está em processo de execução na Justiça. Como se não bastasse, o sigilo fiscal da subsidiária da Paranapanema foi quebrado pela Justiça Federal por indícios de fraude.

 

GENTE

FHC vem aí? 1
Num almoço recente que juntou apenas Aécio Neves e José Serra, um dos pratos principais foi a possibilidade de FHC ser candidato em 2006. Ambos concordaram que FHC passará os próximos anos sem desestimular enfaticamente a idéia...

FHC vem aí? 2
Esta, aliás, é uma especulação que vai permanecer irremovível no noticiário político nos próximos anos – até cansar.

 

DROGAS

O PCC diversifica
Que o PCC atua no tráfico de drogas, basicamente cocaína e maconha, já se sabe. A novidade, que preocupa os setores de segurança de São Paulo, é que a organização criminosa entrou também no comércio de heroína – aliás, importada da Colômbia, o terceiro maior produtor do mundo da droga.

 

Que horas são, Dirceu?

Sebastião Moreira/AE
Dirceu: um Rolex de regalo


Foi animado o jantar que reuniu quase quarenta deputados da bancada do PTB e quatro ministros na casa do presidente do partido, José Carlos Martinez, na quarta-feira passada. No auge da confraternização houve um momento especial, presenciado por poucos. Foi quando o anfitrião presenteou José Dirceu com um vistoso Rolex, relógio cujo modelo mais baratinho não sai por menos de 14 000 reais e o mais caro custa 100 000 reais.

Colaboraram Malu Gaspar, Marcelo Carneiro
e Thaís Oyama


 
 




 

   
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