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Edição 1 796 - 2 de abril de 2003
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A gentil invasão holandesa

 
Ricardo Stuckert
Helvio Romero/AE

Beatrix e família no Brasil: choque de saias em Brasília, flores em leilão e na estampa em São Paulo


AFP
Billy Joe e Máxima: simpatia em espanhol


Foi uma série de estréias: em sua primeira visita ao Brasil, a rainha Beatrix, da Holanda, pela primeira vez viajando com Máxima, a mulher argentina do príncipe herdeiro Willem-Alexander, inaugurou a agenda de recepções formais do governo Lula a um chefe de Estado. A quem estranhou o contraste entre a roupa de sua alteza e o vestido curto da primeira-dama, um esclarecimento: pode ter havido uma declaração petista de princípios contra roupas muito elaboradas, mas Marisa estava adequada (meio simples demais, mas adequada) ao traje solicitado. "O passeio completo pede um look refinado, mas a saia pode ser até acima do joelho", explica a consultora de estilo Christiana Francini. Na visita a uma instituição de menores do Rio de Janeiro, um menino de nome criativo – Billy Joe Silva, 10 anos – furou o protocolo e tascou um abraço na rainha e outro na loira de chapelão que lhe falou em espanhol. "Ela foi muito simpática", elogiou. Em São Paulo, os nobres visitantes participaram de um leilão de flores – rainha, príncipe e princesa, vestindo um conjunto ornamentado com tulipas, deram um lance de 6 200 reais cada um em arranjos de antúrios batizados com o nome de Máxima.

 

Agora, só trabalho

Nana Moraes
Wanessa emplumada: vida dura depois da farra


Assim, toda exuberante, com um corpete de plumas emoldurando a silhueta enxuta, a cantora Wanessa Camargo aparecerá na revista Nova Beleza do próximo mês. O segredo da manutenção do corpinho é a disciplina. Depois de se acabar no Carnaval e em outras festas e trocar beijos com o galã Erik Marmo (foi coisa de "uma noite só"), tem malhado pelo menos uma hora, três vezes por semana. Mais cinco horas diárias de ensaio para o novo show. Como ninguém é de ferro, a dieta tem sofrido: "Estou comendo um pouco mais de frutas. E de outras coisas também". Nem parece.

 

Os caprichos do dono da bola

Marcio Fernandes/AE
Kaká e Kadafi: sorrisos, só em campo


Será que, numa hora dessas, ele veio ao Brasil só para bater uma bolinha? Dono de time, capitão da seleção e presidente da Federação Líbia de Futebol, Al-Saadi Kadafi, 29 anos, filho do ditador líbio Muamar Kadafi, ligou em dezembro para Marco Aurélio Cunha, gerente do São Paulo Futebol Clube, a quem havia conhecido na Europa. "Ele avisou que estava trazendo o time para um treino no Morumbi", conta o surpreso Cunha. Dito e feito. Cercado de seguranças, com cara de poucos amigos, passou rapidamente pelo Rio de Janeiro, mal ficou num animadíssimo jantar oferecido por outro conhecido da Europa, o playboy Mário Bernardo Garnero, e só se abriu em sorrisos em dois momentos: no treino, com reservas do São Paulo (empate de 1 a 1), e ao conhecer o craque Kaká.

 

Na trilha de Jacqueline

 
John Kennedy Museum
Reuters
Jackie, em 1967, e Jennifer: ajustes

Por causa da guerra, e para tristeza de muitos, as estrelas de Hollywood deixaram neste ano os excessos no armário. Resultado: até Jennifer Lopez, que sempre erra em alguma coisa, acertou no Oscar 2003, usando um Valentino vintage de passado glorioso. Jennifer viu o modelo nos arquivos do costureiro italiano e caiu de paixão. Mas não podia comprá-lo: o vestido de crepe de seda verde-água havia sido usado por Jacqueline Kennedy, já viúva, que o tomara emprestado para uma recepção no Camboja, em 1967. "Disseram que não estava à venda. Aí, também pedi emprestado", contou. Pedido feito, pedido aceito – com significativos ajustes para acomodar sua mais portentosa figura.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Anna Paula Buchalla,
Bel Moherdaui e Silvia Rogar

 

 
 
   
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