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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
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(à esq.), em O Vôo da Fênix: machão, mas
com senso de humor |
O Vôo
da Fênix (Flight of the Phoenix,
Estados Unidos, 2004. Estréia nesta sexta-feira) Um avião
cai no meio do Deserto de Gobi, na Mongólia. Um dos passageiros
que ninguém parece conhecer diz ser projetista de aeronaves, e afirma
que fará um novo avião a partir dos destroços. Eis a dúvida:
é melhor esperar por resgate sem fazer nada, para poupar água, ou
partir para a ação e, caso ela dê errado, abreviar
a própria sobrevivência? Refilmagem de um pequeno clássico
de 1965, O Vôo da Fênix se apóia menos nesse dilema
moral e mais na aventura pura e simples, com os personagens indispensáveis
no gênero o místico, o estranho, a mocinha valente e, claro,
o machão, papel que Dennis Quaid desempenha com gosto e senso de humor.
Um filme B competente, que vale quanto pesa. Veja
cenas. DVDs Without
a Trace Desaparecidos (Without a Trace, Estados Unidos, 2002/2003.
Warner) Na onda do sucesso das séries policiais, o produtor Jerry
Bruckheimer o mesmo de C.S.I. criou esse que é um
dos programas mais bem roteirizados da televisão americana. Uma equipe
do FBI resolve, a cada episódio, um novo caso de desaparecimento, sempre
trabalhando contra o relógio: a cada hora que passa diminuem as chances
de que se encontre com vida uma pessoa desaparecida. O trunfo dos 23 episódios
desta primeira temporada é invariavelmente o elenco, em que se destacam
os australianos Anthony LaPaglia e Poppy Montgomery, além da inglesa Marianne
Jean-Baptiste, conhecida do público por sua grande atuação
no filme Segredos e Mentiras. Feios,
Sujos e Malvados (Brutti, Sporchi e Cattivi, Itália, 1976. Versátil)
Quatro gerações de uma família miserável, ignorante
e sem nenhuma moral amontoam-se num barraco na periferia de Roma, à espera
de que o seu repulsivo patriarca (Nino Manfredi) passe desta para melhor e deixe
para eles a indenização que recebeu ao perder o olho esquerdo. Como
o patriarca parece ir muito bem de saúde e gasta sua suposta fortuna
com bebedeiras e prostitutas de quinta categoria, que põe para morar na
sua casa , a família decide tomar uma atitude para apressar seu funeral,
numa cena antológica do cinema italiano. É o filme mais famoso do
prolífero Ettore Scola, e não sem razão: é difícil
encontrar exemplo mais cauterizante do que esse de humor aplicado à sátira
social. O Preço de uma Verdade (Shattered
Glass, Estados Unidos/Canadá, 2003. Columbia) Estrela em ascensão
da revista The New Republic, um dos esteios da intelectualidade americana,
o jovem Stephen Glass tinha o dom de encontrar e destrinchar pautas instigantes.
Uma delas, aliás, causou tanto furor na imprensa que, naturalmente, vários
outros veículos tentaram continuar a investigação. Em vão:
o que se descobriu é que Glass era um falsificador contumaz e forjou quase
tudo o que escreveu para a New Republic. Soberbamente roteirizada e dirigida,
essa recriação de um escândalo verídico da imprensa
americana ganha pontos extras pela atuação magistral do jovem Peter
Sarsgaard como o editor que, em 1998, trouxe à luz as mentiras de seu repórter.
Veja
cenas. DISCO I
Can't Be New, Susan Werner (Sum) A trajetória musical de
Susan Werner é inusitada. Ela começou com apenas 5 anos, tocando
violão na igreja, estudou ópera na universidade e consagrou-se como
cantora de música folk. Em I Can't Be New seu primeiro disco
lançado no Brasil , ela se afasta do folk para reviver o espírito
de grandes artistas do cancioneiro americano, como Cole Porter e Ella Fitzgerald.
Com treze canções de composição própria, Susan
mostra que pode ser uma cantora à moda antiga. A voz é agradável
e cativante, e as letras casam-se perfeitamente ao som nostálgico do disco.
São belas músicas de amor e desilusão, como Late for the
Dance e Seeing You Again. LIVROS
Erros
Clericais, de Alan Isler (tradução de Fausto Wolff; Record;
368 páginas; 43,90 reais) O inglês Isler buscou as tradições
do melhor humor judaico para compor essa sátira religiosa cujo principal
alvo é a Igreja Católica. Seu herói é Edmond Music,
um judeu converso ao catolicismo que, apesar de se tornar padre, não acredita
em Deus. Atleta sexual na juventude, Music ainda conserva uma amante, a sua governanta,
e leva uma vida cínica e despreocupada como diretor de uma preciosa biblioteca
de raridades. Sua rotina dissoluta será perturbada pelo padre Fred Twombly,
um velho inimigo que investiga o desaparecimento de um suposto manuscrito de Shakespeare
que estava sob os cuidados de Music. Isler talvez irrite os mais ortodoxos, mas
seu humor é impagável. Leia
trecho. Canções
da Inocência e da Experiência, de William Blake (tradução
de Mário Alves Coutinho e Leonardo Gonçalves; Crisálida;
152 páginas; 23 reais) A obra de Blake (1757-1827) é uma
das mais belas da poesia inglesa. E também uma das mais estranhas: Blake,
que dizia ter enxergado Deus com 4 anos de idade, criava versos cheios de imagens
visionárias e referências religiosas. Traduzidos integralmente pela
primeira vez no Brasil, Canções da Inocência e da Experiência
incluem alguns dos poemas mais conhecidos do autor, como O Tygre e
O Limpador de Chaminés. Uma pena que a tradução, embora
correta, nem sempre se aproxime do brilho e da fluência dos versos originais.
A edição, pelo menos, é bilíngüe. Leia
trecho.
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