Edição 1894 . 2 de março de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Auto-retrato
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Reunião de peso
Os governadores Jorge Viana e Lúcio Alcântara estão articulando um encontro que junte Lula e todos os governadores. O petista e o tucano querem costurar uma agenda mínima com José Dirceu e Antonio Palocci para que a reunião não seja um mero convescote sem conseqüências.

 

• CÂMARA

Dupla dinâmica
É forte, fortíssima, a influência dos deputados Pedro Corrêa e José Janene, respectivamente presidente e líder do PP, sobre o companheiro de partido Severino Cavalcanti. A dupla representa como ninguém a prática do fisiologismo político.

 

• PT

O que é isso, companheiros?
José Dirceu e Delúbio Soares andam se estranhando.

 

• ELEIÇÕES 2006

Dias versus Dias
Alvaro e Osmar Dias, senadores e irmãos, andam em tempos conflituosos. Mal se falam. O que os separa é o desejo, de ambos, de ser candidatos ao governo do Paraná em 2006.

 

• ITAMARATY

The book is on the table
O Itamaraty, que tanto amor tem demonstrado pela língua inglesa, acaba de contratar o Conselho Cultural Thomas Jefferson, de Brasília, para ensinar inglês aos funcionários do Ministério das Relações Exteriores. Pagará 375.000 reais por ano à escola, que não precisou de licitação por ser considerada entidade sem fins lucrativos.

 

O governo aperta o cerco contra Maluf

 
Marcio Fernandes/AE
Maluf: 100 milhões de dólares

Talvez Paulo Maluf não saiba, mas seu futuro está sendo definido nestes dias que correm. Na sexta-feira, em sigilo, Cláudia Chagas, secretária nacional de Justiça, Claudio Fonteles, procurador-geral da República, e alguns técnicos do Ministério da Justiça viajaram para o paraíso fiscal europeu da Ilha de Jersey. Foram pedir o bloqueamento definitivo das contas do ex-prefeito de São Paulo, sob a alegação de que o dinheiro é proveniente de crimes de corrupção e peculato. Por "bloqueamento definitivo", traduza-se: ter nas mãos do governo brasileiro os estimados 100 milhões de dólares das contas. Hoje, a dinheirama está bloqueada, mas em Jersey.

 

• ECONOMIA

Às compras
A Camargo Corrêa está com dinheiro em caixa e já decidiu ir às compras neste ano.

Rumo à América Central
Três das maiores indústrias têxteis do Brasil (entre elas a Santista e a Coteminas) negociam abrir fábricas na América Central. Os brasileiros estão seduzidos pela política tributária da região, pelo câmbio mais favorável e pela facilidade de acesso ao mercado dos EUA.  

O retrato da pindaíba
É na hora de encher o tanque, mais do que na hora de encher a boca, que aparece a vontade de gastar mais do que se tem. Pelo menos é essa conclusão que se tira do inédito "perfil do inadimplente" produzido pela empresa TeleCheque. O estudo, feito a partir dos cheques devolvidos, revela que os sem-fundos foram usados sobretudo em postos de gasolina (18% do total) e em supermercados (14%).  

De mal a pior
O relacionamento entre o presidente do grupo Telefônica, Fernando Xavier, e o diretor-geral, Manoel Amorim, que nunca foi bom, chegou ao fundo do poço. A contenda preocupa até a matriz da empresa, na Espanha.

 

• GENTE

Trocou de bicho
Duda Mendonça comprou uma fazenda no sul do Pará. Está criando gado.

 

• ENTRETENIMENTO

O rei do Rio
O empresário Alexandre Accioly, hoje o maior investidor em entretenimento do Rio de Janeiro, está montando na Barra da Tijuca a mais moderna e equipada casa de espetáculos da cidade.

 

• CONSUMO

A vitória do porta-a-porta

As vendas diretas ao consumidor, no estilo porta-a-porta, cujos maiores símbolos são a Avon e a Natura, bateram os 10,4 bilhões de reais em 2004 – um crescimento de 28% em relação ao ano anterior. Para efeito de comparação: o varejo tradicional cresceu 19,7% no mesmo período. A hegemonia do porta-a-porta em alguns nichos é acachapante. Hoje, 70% dos batons e cremes de tratamento para o rosto são vendidos dessa maneira no Brasil.

 

• AVIAÇÃO

À venda
A BRA, especializada em vôos charters e que acaba de pedir ao Departamento de Aviação Civil autorização para virar uma companhia aérea de transporte regular de passageiros, pode ser vendida. Seus controladores procuraram recentemente a Gol e a TAM tentando passar o negócio adiante.

 

• MUSEU

Pompidou carioca
Cesar Maia, depois de tentar erguer uma filial carioca do Museu Guggenheim, iniciou negociações para montar uma sucursal do parisiense Centro Georges Pompidou no Rio de Janeiro.

 

• TELEVISÃO

Só dá reality
Silvio Santos decidiu botar no ar nada menos que cinco reality shows neste ano.

 

Brasileiros dão as cartas na InBev

Alan Marques/Folha Imagem
Telles: o cabeça da cultura da AmBev

Menos de um ano depois de sacramentada a união entre AmBev e Interbrew, que resultou na criação da InBev, os brasileiros dão o tom na maior cervejaria do mundo: 32 executivos da AmBev ocupam cargos no primeiro e no segundo escalão na sede da empresa, na Bélgica. Um número muito maior que o de qualquer outra nacionalidade. O que torna o fato mais impressionante é que a cervejaria brasileira era menor que a belga. No entanto, o que passou a imperar foi a cultura administrativa da AmBev. Darwiniana até o último fio de cabelo, essa cultura foi cevada por Marcel Telles, hoje no conselho de administração da InBev, desde os tempos em que comandava a Brahma.

Colaborou Otávio Cabral

 

 

Foto Eduardo Albarello

 

 
 
 
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