Edição 1894 . 2 de março de 2005

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Holofote

Felipe Patury

• O SANTO DE RENAN É MAIS FORTE

Celso Junior/AE


Quando substituiu Antonio Carlos Magalhães na presidência do Senado, há dois anos, José Sarney mandou fazer uma varredura no gabinete para descobrir se ele estava grampeado. Os investigadores encontraram patuás de candomblé escondidos sob o forro das poltronas. Supersticioso, Sarney jamais ocupou a sala. Mudou-se para uma menor, contígua ao gabinete usado por ACM. Seu sucessor, Renan Calheiros, voltou ao gabinete antigo. "Não acredito nessas coisas, e a vista, aqui, é melhor", diz.

 

• NAMORANDO O PIJAMA

O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, concluirá seu mandato de senador em 2006 e não deve disputar a reeleição. Ele disse aos pefelistas de Santa Catarina que, se concorresse, poderia atrapalhar a campanha a governador do prefeito de Lages, Raimundo Colombo. A idéia é que Colombo ofereça a vaga de senador em sua chapa a um aliado do PFL. Bornhausen, que tem 66 anos, também quer abrir espaço para a renovação do partido.

 

• FICOU MELHOR PARA A VALE

Divulgação


A Vale do Rio Doce e a CSN travam uma disputa em torno das ferrovias que levarão a safra de grãos do cerrado para os portos do Nordeste. Cada uma defende um caminho diferente para os trens. A briga foi parar na Associação Nacional de Transportes Ferroviários (ANTF). Na semana passada, Guilherme Laager, que presidia a instituição, liderou um movimento para evitar que Jayme Nicolato, da CSN, lhe sucedesse. O posto acabou com Elias Nigri, da Brasil Ferrovias, apoiado pela Vale.

 

• A PROMESSA DE DIRCEU

Dida Sampaio /AE


O ministro da Casa Civil, José Dirceu, anda muito focado. Dentro de duas semanas, ele apresentará os novos diretores das agências reguladoras. Na lista, diz o ministro, não haverá políticos, só técnicos. Dirceu também resolveu dar uma guinada em relação aos Estados Unidos. Acha que está na hora de abrir um canal de interlocução com os republicanos. Tanto que, em março, quer encontrar-se com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e Richard Lugar, do Comitê de Relações Exteriores do Senado. O objetivo do ministro é atrair mais investimentos para o Brasil.

 

Com reportagem de Camila Antunes e Heloisa Joly

 
 
 
 
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