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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
 | | Ágata
e a Tempestade: romance ditado pelo acaso |
Ágata
e a Tempestade (Ágata e la Tempesta, Itália/Inglaterra/Suíça,
2004. Em cartaz em São Paulo) Sucesso estrondoso no circuito alternativo
brasileiro com Pão e Tulipas, há quatro anos, o diretor italiano
Silvio Soldini repete sua fórmula de romance ditado pelo acaso. Ágata
(novamente Licia Maglietta), dona de uma livraria, tem o dom de se envolver com
os homens errados e também de, à medida que seu desejo se
acumula, descarregar eletricidade. Quando seu irmão Gustavo (Emilio Solfrizzi)
descobre ser filho adotivo, os desdobramentos levam ambos a formar um novo círculo
familiar, ligado mais pelo afeto e tolerância que pelas afinidades. Agradável
e caloroso como seu filme anterior, esse novo trabalho de Soldini se destaca ainda
pela excelente participação de Giuseppe Battiston como o irmão
biológico de Gustavo.
DVDs
Divulgação
 | | Um
Sonho de Liberdade: um favorito do público |
Um
Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, Estados Unidos, 1994. Warner)
Acusado de matar a mulher, o banqueiro Andy Dufresne (Tim Robbins) é
condenado à prisão e lá conhece Red (Morgan Freeman),
que será seu melhor amigo durante seu longo encarceramento e com quem ele
irá promover uma revolução silenciosa entre os presos. O
diretor Frank Darabont dá ao seu filme de estréia tempo para respirar
e crescer, num exemplo próximo da perfeição de uma narrativa
clássica (e cheia de classe). Não à toa Um Sonho de Liberdade
figura, ano após ano, no topo das listas de favoritos do público.
Ainda que essa edição dupla venha repleta de bons extras, é
mesmo o programa principal, o do disco 1, sua maior atração. Veja
cenas.
AP
 | | Kleiber:
maestro fora de série |
Beethoven/Brahms/Mozart
(Universal) O regente alemão Carlos Kleiber (1930-2004)
foi um personagem extravagante para os padrões do meio erudito. Era pouco
afeito a participar de gravações, detestava fazer concertos e não
tinha os ataques de estrelismo tão comuns em seus pares. Certa vez, chegou
até a recusar o cargo de diretor artístico da prestigiada Filarmônica
de Berlim. "Obrigado, mas só rejo quando estou com fome", respondeu. Em
compensação, poucos regentes tiveram tanto esmero ao tratar uma
partitura. Gravado há nove anos em Munique, esse raro registro traz o maestro
à frente da Bayerisches Staatsorchester. Com seu estilo contido, Kleiber
conduz execuções impecáveis de obras do repertório
clássico e romântico.
DISCOS
Push
the Button, Chemical Brothers (EMI) Pioneiros da música
eletrônica dançante no começo dos anos 90, os ingleses Tom
Rowlands e Ed Simons os Chemical Brothers não mostram os
mesmos sinais de cansaço que outros artistas surgidos naquela época.
A dupla se reinventa a cada disco, combinando sua batida tecno com outras fontes
sonoras. Nesse novo CD, há faixas nas quais eles investem em colagens
com música indiana, como Galvanize e Come Inside. A dupla
aposta ainda nos cruzamentos com o rock. É o caso de The Boxer, que
tem participação de Tim Burgess, cantor do grupo Charlatans. Bubblegum,
Mark Lanegan Band (Sum) Ex-vocalista dos grupos Screaming Trees
e Queens of Stone Age, o americano Mark Lanegan representa à perfeição
a figura do bluesman moderno. Ele é dono de um vozeirão potente,
moldado pelo consumo freqüente de bebidas e drogas. Suas canções
tratam de temas como a solidão e a perda, além dos problemas causados
pela dependência química. Sexto disco-solo do artista (e o primeiro
a sair no Brasil), Bubblegum é uma boa amostra de seu estilo. O
álbum traz várias participações especiais. A cantora
P.J. Harvey faz dueto com Lanegan no rock Hit the City. Duff McKagan e
Izzy Stradlin, ex-integrantes dos Guns N'Roses, colaboram na faixa Strange
Religion. LIVROS  |  | | Taunay:
retrato do século XIX | |
Memórias,
do visconde de Taunay (Iluminuras; 592 páginas; 62 reais) Alfredo
d'Escragnolle Taunay (1843-1899), o visconde de Taunay, é autor de um clássico
do romantismo brasileiro, o romance Inocência, e de um contundente
relato sobre um episódio da Guerra do Paraguai, A Retirada de Laguna.
Escrito pouco antes da morte do autor, que não teve oportunidade de
revisar o texto, Memórias guarda um certo sabor informal, de diário
íntimo. Taunay rememora sua infância e juventude, fala de sua intimidade
com a família imperial brasileira e conta novamente de forma mais
pessoal que em A Retirada de Laguna a sua dramática experiência
na Guerra do Paraguai. É um retrato singular do século XIX brasileiro.
Leia
trecho. A
Coleção Particular, de Georges Perec (tradução
de Ivo Barroso; Cosac & Naify; 96 páginas; 29,80 reais) O francês
Georges Perec (1936-1982) foi um expoente da literatura experimental, mestre em
criar narrativas intricadas, marcadas pelos jogos de palavras. O estranho mote
da novela que dá título ao volume mostra como funcionava sua imaginação:
A Coleção Particular fala de um colecionador que possui uma
pintura que retrata a si mesmo admirando sua coleção de quadros
e essa é composta de obras que retratam outros quadros. A edição
se completa com o breve conto A Viagem de Inverno, sobre um literato que
se julga diante de uma descoberta que pode mudar a história das letras
francesas. Leia
trecho.
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