Edição 1890 . 2 de fevereiro de 2005

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VEJA Recomenda

CINEMA

Divulgação
Ágata e a Tempestade: romance ditado pelo acaso


Ágata e a Tempestade
(Ágata e la Tempesta,
Itália/Inglaterra/Suíça, 2004. Em cartaz em São Paulo) – Sucesso estrondoso no circuito alternativo brasileiro com Pão e Tulipas, há quatro anos, o diretor italiano Silvio Soldini repete sua fórmula de romance ditado pelo acaso. Ágata (novamente Licia Maglietta), dona de uma livraria, tem o dom de se envolver com os homens errados – e também de, à medida que seu desejo se acumula, descarregar eletricidade. Quando seu irmão Gustavo (Emilio Solfrizzi) descobre ser filho adotivo, os desdobramentos levam ambos a formar um novo círculo familiar, ligado mais pelo afeto e tolerância que pelas afinidades. Agradável e caloroso como seu filme anterior, esse novo trabalho de Soldini se destaca ainda pela excelente participação de Giuseppe Battiston como o irmão biológico de Gustavo.

 

DVDs

Divulgação
Um Sonho de Liberdade: um favorito do público


Um Sonho de Liberdade
(The Shawshank Redemption,
Estados Unidos, 1994. Warner) – Acusado de matar a mulher, o banqueiro Andy Dufresne (Tim Robbins) é condenado à prisão – e lá conhece Red (Morgan Freeman), que será seu melhor amigo durante seu longo encarceramento e com quem ele irá promover uma revolução silenciosa entre os presos. O diretor Frank Darabont dá ao seu filme de estréia tempo para respirar e crescer, num exemplo próximo da perfeição de uma narrativa clássica (e cheia de classe). Não à toa Um Sonho de Liberdade figura, ano após ano, no topo das listas de favoritos do público. Ainda que essa edição dupla venha repleta de bons extras, é mesmo o programa principal, o do disco 1, sua maior atração. Veja cenas.


AP
Kleiber: maestro fora de série


Beethoven/Brahms/Mozart
(Universal) – O regente alemão Carlos Kleiber (1930-2004) foi um personagem extravagante para os padrões do meio erudito. Era pouco afeito a participar de gravações, detestava fazer concertos e não tinha os ataques de estrelismo tão comuns em seus pares. Certa vez, chegou até a recusar o cargo de diretor artístico da prestigiada Filarmônica de Berlim. "Obrigado, mas só rejo quando estou com fome", respondeu. Em compensação, poucos regentes tiveram tanto esmero ao tratar uma partitura. Gravado há nove anos em Munique, esse raro registro traz o maestro à frente da Bayerisches Staatsorchester. Com seu estilo contido, Kleiber conduz execuções impecáveis de obras do repertório clássico e romântico.

 

DISCOS

Push the Button, Chemical Brothers (EMI) – Pioneiros da música eletrônica dançante no começo dos anos 90, os ingleses Tom Rowlands e Ed Simons – os Chemical Brothers – não mostram os mesmos sinais de cansaço que outros artistas surgidos naquela época. A dupla se reinventa a cada disco, combinando sua batida tecno com outras fontes sonoras. Nesse novo CD, há faixas nas quais eles investem em colagens com música indiana, como Galvanize e Come Inside. A dupla aposta ainda nos cruzamentos com o rock. É o caso de The Boxer, que tem participação de Tim Burgess, cantor do grupo Charlatans.

Bubblegum, Mark Lanegan Band (Sum) – Ex-vocalista dos grupos Screaming Trees e Queens of Stone Age, o americano Mark Lanegan representa à perfeição a figura do bluesman moderno. Ele é dono de um vozeirão potente, moldado pelo consumo freqüente de bebidas e drogas. Suas canções tratam de temas como a solidão e a perda, além dos problemas causados pela dependência química. Sexto disco-solo do artista (e o primeiro a sair no Brasil), Bubblegum é uma boa amostra de seu estilo. O álbum traz várias participações especiais. A cantora P.J. Harvey faz dueto com Lanegan no rock Hit the City. Duff McKagan e Izzy Stradlin, ex-integrantes dos Guns N'Roses, colaboram na faixa Strange Religion.

 

LIVROS
Taunay: retrato do século XIX  

Memórias, do visconde de Taunay (Iluminuras; 592 páginas; 62 reais) – Alfredo d'Escragnolle Taunay (1843-1899), o visconde de Taunay, é autor de um clássico do romantismo brasileiro, o romance Inocência, e de um contundente relato sobre um episódio da Guerra do Paraguai, A Retirada de Laguna. Escrito pouco antes da morte do autor, que não teve oportunidade de revisar o texto, Memórias guarda um certo sabor informal, de diário íntimo. Taunay rememora sua infância e juventude, fala de sua intimidade com a família imperial brasileira e conta novamente – de forma mais pessoal que em A Retirada de Laguna – a sua dramática experiência na Guerra do Paraguai. É um retrato singular do século XIX brasileiro. Leia trecho.

A Coleção Particular, de Georges Perec (tradução de Ivo Barroso; Cosac & Naify; 96 páginas; 29,80 reais) – O francês Georges Perec (1936-1982) foi um expoente da literatura experimental, mestre em criar narrativas intricadas, marcadas pelos jogos de palavras. O estranho mote da novela que dá título ao volume mostra como funcionava sua imaginação: A Coleção Particular fala de um colecionador que possui uma pintura que retrata a si mesmo admirando sua coleção de quadros – e essa é composta de obras que retratam outros quadros. A edição se completa com o breve conto A Viagem de Inverno, sobre um literato que se julga diante de uma descoberta que pode mudar a história das letras francesas. Leia trecho.

 

 

São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano, Nobel, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Livraria Porto Alegre, Cultura, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Saraiva, Sodiler, Nobel, Fnac, Siciliano, Submarino, Leitura.
 
 
 
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