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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO
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Apagão nunca
mais
Antonio Milena
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Dilermano Cabral Jr.
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Hugo Chávez: uma
Tucuruí de energia venezuelana
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A amizade com o presidente
venezuelano Hugo Chávez finalmente vai render
alguma coisa para o Brasil. Nos próximos dias,
os dois países assinarão um acordo para
interligar seus sistemas elétricos. A conexão
permitirá que o Brasil tenha acesso a um volume
de energia venezuelana semelhante ao produzido pela
usina de Tucuruí, a segunda maior do país.
A parte brasileira da linha de transmissão custará
900 milhões de dólares e deve ficar pronta
em 2010. A princípio, a energia venezuelana será
usada apenas pelo Norte e Nordeste no tempo da seca.
As avaliações preliminares do governo
brasileiro indicam, no entanto, que a energia do vizinho
pode ajudar a espantar de vez o fantasma do apagão
no país.
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LAVAGEM
Caixa dois no BB
Um pequeno agricultor tem uma conta de 200 milhões
de reais numa agência do Banco do Brasil em Maringá,
no Paraná. Em Tubarão, Santa Catarina, há outra
conta com 150 milhões de reais. Os titulares não fazem
movimentos desde 2002. O BB suspeita que eles sejam laranjas de
partidos políticos. Bloqueou as contas e mandou o caso para
o Coaf, que investiga lavagem de dinheiro.
GOVERNO
Agora, chega
Os boatos de queda da diretoria do Banco Central enfureceram
o ministro Antonio Palocci, da Fazenda. Desta vez, ameaçou
revidar. Os alvos são petistas.
BANCOS
Olho nos tamboretes
O chefe da missão do FMI, Charles Collins, reuniu-se
com João Rabêllo Filho, que representa os bancos médios
e pequenos. Queria detalhes sobre a onda de saques sofrida por algumas
instituições depois da quebra do Santos.
BEBIDAS
Batida francesa
A francesa Pernod Ricard já tem duas marcas de cachaça,
São Francisco e Janeiro. Agora, negocia a compra de uma marca
artesanal de Minas Gerais.
APOSENTADORIA
Seguro para a velhice
Hoje, quem paga previdência privada pode perder tudo
se a seguradora quebrar. O governo prepara uma lei para proteger
quem ainda não se aposentou e negocia com as seguradoras
a criação de um fundo para garantir os benefícios
dos que não estiverem mais na ativa.
FISCO
Cerco aos sonegadores
Os fiscais da Receita aplicaram 79 bilhões de reais
em multas em 2004, quatro vezes mais do que se arrecadou com o imposto
sobre produtos industrializados. O êxito se deve ao cruzamento
dos registros de imóveis com os dados bancários e
dos cartões de crédito dos contribuintes.
POLÍTICA
Banho de loja
O PDT quer se modernizar. Negocia um contrato com o Vox
Populi para avaliar sua imagem entre a população.
O presidente do partido, Carlos Lupi, já se reúne
com marqueteiros para definir uma nova estratégia para a
agremiação.
POLÍCIA
Alô, delegado
Há um mistério na Divisão de Imigração
da Polícia Federal, situada na sede do órgão
em Brasília. Ninguém sabe por que a repartição
mantém em funcionamento, sem conhecimento da Justiça,
um aparelho capaz de grampear mais de cinqüenta telefones ao
mesmo tempo.
TELEFONIA
Liquidação
de verão
As empresas de telefonia fixa deram um ultimato às
de celular. Ou elas aceitam mudar a divisão da receita oriunda
das chamadas de fixos para celulares ou as fixas darão descontos
de até 35% nessas chamadas. Como as fixas só ficam
com 15% das tarifas dessas ligações, as celulares
perderão mais. Ganha o consumidor.
COMBUSTÍVEIS
Caminhão-flex
A Delphi desenvolve um motor para ônibus e caminhões
movido simultaneamente a diesel e gás. Abastecer esses veículos
com a mistura sairá 30% mais barato. Os motores deverão
entrar no mercado em 2006.
CARNAVAL
Olha o tutu aí
Empresas que patrocinam o Carnaval carioca estimam que as
escolas de samba faturarão 40 milhões de reais com
o desfile do grupo especial. É o suficiente para que cada
agremiação saia da Sapucaí com 2 milhões
de reais.
LIVROS
O amor não
tem preço
Lily Marinho gastou 500.000 reais em aluguel de jatinhos
para divulgar seu Roberto & Lily, lançado pela
Record. É quase impossível que a venda dos livros
cubra a despesa. Mas os motivos da viúva de Roberto Marinho
não são mesmo comerciais. São sentimentais.
Colaboraram Camila Antunes
e Malu Gaspar
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É duro fazer
turismo
Heudes Regis
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| Paulus: vítima da burrice diplomática
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O dono da operadora de turismo CVC, Guilherme Paulus,
achou que tinha descoberto um grande negócio.
O tucunaré, um peixe amazônico, faz a alegria
dos amantes da pesca. Como os americanos são
fãs do esporte, Paulus fretou dez aviões
para levá-los até Manaus. A operação
renderia 7 milhões de dólares, mas só
10% dos pacotes foram vendidos. Os americanos desistiam
porque, para obter o visto, tinham de ir até
o consulado brasileiro ou mandar seu passaporte pelo
correio. Os que optaram por essa via ficaram dez dias
sem o documento. Além disso, o visto custa 100
dólares. Os gargalos consulares deram um prejuízo
de 4,7 milhões de dólares à CVC.
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