Edição 1890 . 2 de fevereiro de 2005

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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

 

Apagão nunca mais


Antonio Milena
Dilermano Cabral Jr.

Hugo Chávez: uma Tucuruí de energia venezuelana

A amizade com o presidente venezuelano Hugo Chávez finalmente vai render alguma coisa para o Brasil. Nos próximos dias, os dois países assinarão um acordo para interligar seus sistemas elétricos. A conexão permitirá que o Brasil tenha acesso a um volume de energia venezuelana semelhante ao produzido pela usina de Tucuruí, a segunda maior do país. A parte brasileira da linha de transmissão custará 900 milhões de dólares e deve ficar pronta em 2010. A princípio, a energia venezuelana será usada apenas pelo Norte e Nordeste no tempo da seca. As avaliações preliminares do governo brasileiro indicam, no entanto, que a energia do vizinho pode ajudar a espantar de vez o fantasma do apagão no país.

 

LAVAGEM

Caixa dois no BB
Um pequeno agricultor tem uma conta de 200 milhões de reais numa agência do Banco do Brasil em Maringá, no Paraná. Em Tubarão, Santa Catarina, há outra conta com 150 milhões de reais. Os titulares não fazem movimentos desde 2002. O BB suspeita que eles sejam laranjas de partidos políticos. Bloqueou as contas e mandou o caso para o Coaf, que investiga lavagem de dinheiro.

 

GOVERNO

Agora, chega
Os boatos de queda da diretoria do Banco Central enfureceram o ministro Antonio Palocci, da Fazenda. Desta vez, ameaçou revidar. Os alvos são petistas.

 

BANCOS

Olho nos tamboretes
O chefe da missão do FMI, Charles Collins, reuniu-se com João Rabêllo Filho, que representa os bancos médios e pequenos. Queria detalhes sobre a onda de saques sofrida por algumas instituições depois da quebra do Santos.

 

BEBIDAS

Batida francesa
A francesa Pernod Ricard já tem duas marcas de cachaça, São Francisco e Janeiro. Agora, negocia a compra de uma marca artesanal de Minas Gerais.

 

APOSENTADORIA

Seguro para a velhice
Hoje, quem paga previdência privada pode perder tudo se a seguradora quebrar. O governo prepara uma lei para proteger quem ainda não se aposentou e negocia com as seguradoras a criação de um fundo para garantir os benefícios dos que não estiverem mais na ativa.

 

FISCO

Cerco aos sonegadores
Os fiscais da Receita aplicaram 79 bilhões de reais em multas em 2004, quatro vezes mais do que se arrecadou com o imposto sobre produtos industrializados. O êxito se deve ao cruzamento dos registros de imóveis com os dados bancários e dos cartões de crédito dos contribuintes.

 

POLÍTICA

Banho de loja
O PDT quer se modernizar. Negocia um contrato com o Vox Populi para avaliar sua imagem entre a população. O presidente do partido, Carlos Lupi, já se reúne com marqueteiros para definir uma nova estratégia para a agremiação.

 

POLÍCIA

Alô, delegado
Há um mistério na Divisão de Imigração da Polícia Federal, situada na sede do órgão em Brasília. Ninguém sabe por que a repartição mantém em funcionamento, sem conhecimento da Justiça, um aparelho capaz de grampear mais de cinqüenta telefones ao mesmo tempo.

 

TELEFONIA

Liquidação de verão
As empresas de telefonia fixa deram um ultimato às de celular. Ou elas aceitam mudar a divisão da receita oriunda das chamadas de fixos para celulares ou as fixas darão descontos de até 35% nessas chamadas. Como as fixas só ficam com 15% das tarifas dessas ligações, as celulares perderão mais. Ganha o consumidor.

 

COMBUSTÍVEIS

Caminhão-flex
A Delphi desenvolve um motor para ônibus e caminhões movido simultaneamente a diesel e gás. Abastecer esses veículos com a mistura sairá 30% mais barato. Os motores deverão entrar no mercado em 2006.

 

CARNAVAL

Olha o tutu aí
Empresas que patrocinam o Carnaval carioca estimam que as escolas de samba faturarão 40 milhões de reais com o desfile do grupo especial. É o suficiente para que cada agremiação saia da Sapucaí com 2 milhões de reais.

 

LIVROS

O amor não tem preço
Lily Marinho gastou 500.000 reais em aluguel de jatinhos para divulgar seu Roberto & Lily, lançado pela Record. É quase impossível que a venda dos livros cubra a despesa. Mas os motivos da viúva de Roberto Marinho não são mesmo comerciais. São sentimentais.

Colaboraram Camila Antunes e Malu Gaspar

 

É duro fazer turismo

Heudes Regis
Paulus: vítima da burrice diplomática


O dono da operadora de turismo CVC, Guilherme Paulus, achou que tinha descoberto um grande negócio. O tucunaré, um peixe amazônico, faz a alegria dos amantes da pesca. Como os americanos são fãs do esporte, Paulus fretou dez aviões para levá-los até Manaus. A operação renderia 7 milhões de dólares, mas só 10% dos pacotes foram vendidos. Os americanos desistiam porque, para obter o visto, tinham de ir até o consulado brasileiro ou mandar seu passaporte pelo correio. Os que optaram por essa via ficaram dez dias sem o documento. Além disso, o visto custa 100 dólares. Os gargalos consulares deram um prejuízo de 4,7 milhões de dólares à CVC.

 

 




 
 
 
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