Edição 1890 . 2 de fevereiro de 2005

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Holofote

Felipe Patury

• SEGURE SUA CADEIRA

Rafael Neddermeyer/AE


O presidente do Banco Popular, Ivan Guimarães, rebola há três meses para não ser atingido pelo tiroteio de seus colegas do PT, que disputam seu cargo. Manteve-se no posto por bom desempenho. O Banco Popular, que pertence ao Banco do Brasil, ultrapassou as metas de captação de clientes, o número de operações e o volume de empréstimos. Guimarães também contou com o socorro da cúpula do PT. Em especial, do tesoureiro Delúbio Soares.

 

• AGORA, ELE É PENETRA

Rafael Jacinto/Valor


O presidente do conselho da Câmara Americana de Comércio, Sérgio Haberfeld, vendeu em dezembro a Dixie-Toga, do setor de embalagens, por 250 milhões de dólares. Desde então, recebe olhares atravessados de seus colegas. Alguns querem até proibi-lo de participar das reuniões do comitê de negócios da câmara. Dizem que o grupo é reservado a executivos e Haberfeld, agora, é um "sem-empresa". O gelo é um lance da disputa pela chefia da instituição.

 

• UMA FOLGA NO ARROCHA

Os assessores do governo da Bahia ganharam alforria do paletó e da gravata até o fim de fevereiro. A decisão foi tomada pelo governador Paulo Souto, que apareceu um dia à paisana no gabinete e mandou avisar que a turma estava liberada até março. A flexibilização tem limite. A moda Paulo Souto não admite mangas curtas, jeans nem tênis. O modelito é calça de sarja com camisa de mangas compridas.

 

• BEM LONGE DA ESPLANADA

Dida Sampaio/AE


O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) contratou a socióloga Ana Fonseca para implantar programas de transferências de renda ao redor do mundo. Ana foi secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Social até novembro. Implantou o Bolsa-Família, mas acabou demitida por se desentender com o ministro Patrus Ananias. Uruguai, Paraguai e Haiti já requisitaram seus serviços.

 

Com reportagem de Camila Antunes, Heloisa Joly e Juliana Linhares

 
 
 
 
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