Então existe a crise dos
sete anos?
Montaegem sobre foto de Pedro Rubens
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| Casal em crise: lar sólido está mais
ligado à rotina do que à aventura |
As pessoas se casam porque estão apaixonadas e,
nesse momento, não pensam que o chamado lar sólido
que desejam está mais associado à rotina do
que à aventura. A rotina desencadeará algumas
crises e, segundo um estudo realizado por pesquisadores
da Wright State University, nos Estados Unidos, uma delas
é a famosa "crise dos sete anos". Ela existe e foi
detectada no grupo de casais acompanhado pela pesquisa.
Pior: anterior a essa crise, haveria uma espécie
de prenúncio dela no quinto aniversário da
união, quando o casal finalmente se daria conta de
que a lua-de-mel acabou.
Veteranos contundidos
Nos últimos dez anos, o número de pessoas
da terceira idade praticando atividades físicas aumentou
75%. Isso é bom, mas muitos andam exagerando nos
exercícios. Resultado: aumentou a clientela de idosos
nas clínicas ortopédicas. Para evitar contusões,
os veteranos devem dar atenção às sessões
de alongamento.
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Seu
filho
Um estudo publicado nos Estados Unidos pelo Journal
of Nonverbal Behavior concluiu que crianças
retraídas e pouco sociáveis desenvolvem
uma virtude compensatória: a sinceridade. Depois
de oferecer suco de fruta a um grupo de meninos e
meninas e perguntar se haviam gostado, os pesquisadores
notaram que os mais tímidos não eram
capazes de disfarçar uma opinião negativa.
Os demais, ao contrário, procuravam e conseguiam
muito bem simular ter apreciado a bebida, mesmo
que não fosse verdade.
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Pergunta da semana
Luciane Garbin
Em
vez de vender caro no Natal e fazer promoções
em janeiro, por que o comércio não faz uma
média de preços entre os dois meses?
A matemática sugere que tanto faz vender um produto
por 3 reais em dezembro e outro por 1 real em janeiro ou
oferecê-los a 2 reais cada um. Mas o comércio
não funciona dessa forma. Vende-se muito no mês
de dezembro, período em que as pessoas não
se importam em pagar um pouco mais. Já em janeiro
as promoções funcionam como chamariz. Em geral,
os consumidores que saem atrás dos produtos com desconto
acabam levando muita coisa sem desconto algum. "O cliente
vai à loja movido pela liquidação e
acaba adquirindo itens cujos preços são os
mesmos de dezembro", diz Eugênio Foganholo, diretor
de uma consultoria especializada em varejo. No mundo dos
negócios, as regras da matemática não
podem ser aplicadas com tanto rigor.
Está no código
Fotomontagem: Cido
Você
já ouviu falar de "direito de arrependimento"? E
de "prazo de reflexão"? As expressões são
um pouco esquisitas, mas deveriam estar na ponta da língua
de qualquer consumidor principalmente porque as compras
pela internet crescem em alta velocidade. O artigo 49 do
código do consumidor, embora bem anterior à
internet, pode ser estendido a essa modalidade de venda.
Ele diz que, se tiver adquirido um produto fora da loja,
o comprador tem sete dias para refletir e se arrepender
da compra. O problema é conseguir, por meios pacíficos,
que a loja virtual devolva o dinheiro. Antes de comprar,
vale a pena uma consulta por e-mail para saber se há
essa disposição.
O prejuízo do cheque especial
Quem costuma deixar o cheque especial descoberto esperando
compensar com outra aplicação deve ter mais
cuidado. Os juros declarados, já bastante altos (variam
de 8% a 11% ao mês, segundo o Procon), em geral não
correspondem à taxa real cobrada pelo banco. Ela
pode crescer até 1 ou 2 pontos porcentuais porque
incidem sobre a dívida tarifas como o imposto sobre
operações financeiras (o IOF, 1,5% ao ano)
e a taxa de abertura de crédito, que chega a custar
100 reais em algumas instituições.
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SAÚDE
Vitamina E
Comprovadamente útil no combate ao envelhecimento,
a vitamina E ganhou destaque, de uns anos para cá,
na prevenção de doenças cardiovasculares.
Um estudo recém-publicado pelo New England
Journal of Medicine questiona a eficácia
da substância nessa área. No período
da pesquisa, os pacientes tratados com a vitamina
tiveram mais crises do que aqueles que não
a ingeriram.
Horário do remédio
Um
ramo da medicina que vem ganhando espaço é
a chamada cronofarmacologia, que não deve ser
confundida com algum tipo de bruxaria. A cronofarmacologia
estuda a melhor hora para as pessoas tomarem os remédios
mais delicados. Para os hipertensos, por exemplo,
é melhor ingerir remédio entre 6 e 7
horas da manhã, quando a incidência de
infartos do miocárdio é maior. Se ingerido
antes de dormir, como é hábito, o remédio
já terá perdido efeito no horário
crítico.
Talco
Não dá para entender por que a indústria
farmacêutica ainda insiste em fabricar talco
infantil. Há consenso, hoje, entre os pediatras
de que o produto é coisa do passado. Em primeiro
lugar, o talco resseca a pele do bebê, o que
é ruim. Cremes e pomadas, além de ser
mais eficazes no tratamento antiassadura, não
expõem o bebê ao risco dos problemas
respiratórios que o talco pode causar.
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CARREIRA
Quem esse garoto pensa que
é?
Wander Mendes
A
cena é cada vez mais freqüente. Recém-saído
dos melhores cursos, um pouco arrogante, o chefe é
o mais novo da equipe. Os subordinados, alguns com
décadas de serviços prestados à
empresa, sentem-se desconfortáveis tendo de
acatar ordens de um sujeito com menos experiência.
Como lidar com a situação? Veja o que
dizem os consultores.
1. Idade não é pré-requisito
para ser competente
O que interessa para a empresa é que você
domine as ferramentas para realizar um bom trabalho.
Esteja atento às novas tecnologias que aliás
o chefe, por ser mais jovem, provavelmente maneja
melhor do que você.
2. O chefe é arrogante? Ele provavelmente
está apavorado...
Com dez ou quinze anos a menos do que você,
seu chefe já carrega grandes responsabilidades.
Ele trabalha sob constante pressão.
3. Não tenha preconceitos do tipo "Os jovens
são todos estúpidos"
Em vez de logo julgá-lo mal, procure saber
das experiências anteriores do chefe e investigar
sua competência.
4. Valorize a própria experiência
Um aprendizado de décadas de empresa é
muito útil a um chefe mais jovem. Tente, com
jeito, aconselhá-lo em algumas coisas. Ele
lhe será grato.
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Editado
por Christian Schwartz.
Colaboraram Monica Gailewitch e Tatiana Chiari