Edição 1 634 -2/2/2000

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É DIFÍCIL PARAR DE FUMAR

Fumante há vinte anos, a deputada federal capixaba Rita Camata conseguiu parar com o vício quando engravidou da primeira filha, em 1987. Agora, grávida de dois meses, está sentindo mais dificuldade em parar. Ela não compra mais cigarros e conseguiu reduzir drasticamente o consumo de um maço por dia para apenas quatro unidades. Os amigos e o marido, senador Gérson Camata, estão fazendo pressão para ela largar de vez o vício. Mas, quando está distante de seus olhares, Rita continua filando cigarros de seus colegas deputados.


EDEMAR PASSA O PIRES

O presidente do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, não quer que a exposição de arte brasileira que celebrará os 500 anos de descobrimento fique restrita ao Brasil. Coordenador da mostra, ele conseguiu articular uma turnê por doze capitais brasileiras e dezessete museus no exterior. O maior trunfo do roteiro é o Museu Guggenheim, em Nova York, onde a mostra vai ocupar três pavimentos. É um destaque só conseguido pelos chineses. Para realizar a empreitada, Edemar passou o chapéu e conseguiu juntar 40 milhões de reais doados por quarenta empresários.

 

SEGUNDO TEMPO DOS ATAQUES

O governador da Bahia, César Borges, está abrindo o segundo tempo no ataque às empresas gaúchas. Depois de atrair a fábrica da Ford, vinte fábricas de calçados, uma indústria de móveis e uma agroindústria gaúchas, Borges enviou ao Estado emissários para assediar as vinícolas e uma fábrica da Souza Cruz. Ao público, Borges diz que está buscando empresas sem olhar a geografia, mas a prática é outra. Ele orientou sua equipe a dizer que, diferentemente do governo Olívio Dutra, na Bahia o capital é bem-vindo.

 

VIDA DE CAIXEIRO-VIAJANTE

O ex-governador Cristovam Buarque tem passado mais tempo no ar do que em terra firme para divulgar seu projeto de bolsa-escola. Nos próximos dois meses dará palestras na Tailândia, Vietnã, Estados Unidos, Guatemala e México. Nesse ritmo vai superar a marca do ano passado. O ex-governador rodou 23 países em quatro continentes, fez 33 viagens no Brasil, voou 250.000 quilômetros e passou 140 dias fora de casa. Cristovam é prevenido. Mantém uma mala sempre pronta e um discurso sobre o programa de bolsas às crianças redigido em inglês, francês e espanhol.


Fotos: Sergio Dutti, Agecom, Nelio Rodrigues, Mauricio Nahas