Edição 1 634 -2/2/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Veja recomenda

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

O olhar feminino na política

 
Fotos: Ana Araújo, Ricardo Stuckert e Oscar Cabral

Roseana Sarney, Marta Suplicy e Benedita da Silva: os eleitores vêem nas mulheres firmeza e competência

A pouco menos de três anos da eleição do novo presidente, um grupo de mulheres políticas está antecipando o debate da sucessão. Nas eleições deste ano, candidatas disputam as prefeituras de oito capitais – incluindo-se aí as duas maiores, São Paulo e Rio de Janeiro, onde Marta Suplicy e Benedita da Silva são nomes fortes. Pelo humor do eleitorado, as mulheres podem ir bem mais longe. Numa pesquisa divulgada na semana passada pelo instituto Vox Populi, três de cada quatro entrevistados afirmam que votariam numa candidata a presidente da República. No mesmo levantamento, perguntou-se qual a diferença entre governantes homens e mulheres. Elas foram consideradas mais confiáveis, mais honestas, competentes, firmes, capazes e responsáveis. É um avanço incontestável para um país no qual as mulheres conquistaram tarde o direito de voto e sempre foram minoria no parlamento e em postos executivos.

Para traçar o perfil da personagem mais visível deste processo, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, VEJA destacou o editor Thomas Traumann. Ele passou três semanas viajando entre São Luís e Brasília para conversar com políticos, sociólogos, amigos e adversários políticos da família Sarney. Acompanhou a rotina da governadora por três dias, recolhendo material para escrever as seis páginas da reportagem que se inicia na página 38. Roseana tem hoje índices que variam entre 8% e 9% das intenções de voto para presidente – um patamar acima dos candidatos tucanos. Eleições presidenciais se decidem bem mais tarde no calendário eleitoral, mas o fenômeno da valorização feminina na disputa já merece registro. É a primeira vez na história republicana que uma mulher surge com chances de disputar para valer uma eleição ao mais alto cargo do país.