Edição 1 626 -1º/12/1999

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"Tenho buracos inacreditáveis em minha memória."
David Bowie, cantor inglês, falando dos efeitos das drogas, que teriam transformado seu cérebro num queijo suíço

"Ele irrita de tão lindo."
Mariana Ximenez, atriz, sobre o colega Thiago Lacerda, o Matteo, de Terra Nostra

"Eu consegui... Você consegue."
Carla Perez,
apresentadora de TV
e ex-dançarina do É o Tchan!, mostrando como é fácil acessar a internet, num comercial da America Online

"A chamada terceira via é incompetência para praticar o capitalismo e covardia para aplicar o socialismo."
Roberto Campos, economista e ex-deputado

"Vade retro, Satanás! Não! Na Venezuela não há lugar para o neoliberalismo."
Hugo Chávez, presidente da Venezuela

"A única coisa de que me arrependo com o presidente Fernando Henrique foi ter empurrado o carro dele."
Itamar Franco, governador de Minas Gerais, contando que certa vez teve de empurrar o Lada vermelho de FHC, então ministro da Fazenda

"O pai dessa criança é o governador Mário Covas e o PT, que quiseram denegrir minha imagem."
Paulo Maluf,
ex-prefeito de São Paulo, ao fazer o exame de DNA para provar que não é pai da filha de 9 anos de Silvana Rocha de Oliveira

"Jamais vou trazer o Jô. Não gosto dele como pessoa."
Chico Anysio, humorista, dizendo que não convidará o colega para participar como convidado de seu novo programa na Rede Globo


Arc* e os e-mails de leitores

Arc, o marciano, lê alguns e-mails enviados pelos leitores

– "Publique um livro contando suas idéias sobre uma sociedade justa..."; "Procure outro país para investir – mesmo que vocês nos escravizem, uns escravizados pisarão em cima dos outros ..."; "Santa ignorância: eu jogo o Duke Nukem e posso fazer o mesmo (que o assassino fez)? Pôr a culpa de um lelé da cuca em um videogame é o cúmulo...".

– "O problema dos terráqueos é que pensamos e agimos como deuses oniscientes, onipotentes, onipresentes e prepotentes..."; "Você faz perguntas que deixam perplexo qualquer pai de família como eu – são perguntas sobre o que todo mundo queria saber e não tem coragem de perguntar..."; "Ninguém precisa de seus comentários idiotas...".

– "Não venha à Terra, não, bichin: preserve a sua sanidade..."; "Que pena que não existem mais marcianos como você no pé do ouvido de cada político brasileiro..."; "Você precisa continuar falando do que realmente precisa ser mudado: políticos corruptos, pobreza, má distribuição de renda; os jogos de computador não precisam do veto de ninguém..."; "Não dê muita atenção a toda essa bagunça; fique até o Carnaval, aí você entenderá por que até Deus é brasileiro!".

– "Tenho 15 anos, gosto de jogos violentos e não saio por aí atirando em pessoas... Numa idade em que se consideram normais coisas como fazer festas até as 5 da manhã, rir dos professores que tentam ensinar algo em meio à baderna da classe, atropelar alguém em um jogo é considerado normal... mas nem por isso realidade se confunde com fantasia...".

– "Ei, Arc, não rola a galera aqui do Brasil ir morar aí em Marte não?...".

Interessante – comenta o marciano. – Reações de amor e ódio... ódio pode gerar violência... talvez seja bom mesmo vocês brincarem com violência.

*Arc é marciano e invisível e vem de vez em quando à Terra inclusive ao Brasil para ver se vale a pena Marte investir aqui. Por enquanto, ele acha que não dá... Arc@bol.com.br.

Teagá