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Livros
Irresistível
Paixão,
de Elmore Leonard (tradução de Aulyde
Soares Rodrigues; Rocco; 243 páginas; 28
reais) Quando se diz que um romancista americano
tem "qualidades cinematográficas", o melhor
é desconfiar. Normalmente isso significa
que ele não está nem aí para
a literatura e quer apenas fabricar enredos que,
facilmente adaptáveis às telas, lhe
rendam milhões em Hollywood. Elmore Leonard
é uma exceção. Aos 74 anos,
ele já viu um número respeitável
de seus livros virar filme. Ainda assim, trata-se
de um escritor de verdade, um mestre do policial
cheio de humor e argúcia. Veja o caso de
Irresistível
Paixão,
que narra o envolvimento entre uma policial e um
assaltante. O livro também já virou
filme, com George Clooney e Jennifer Lopez nos papéis
centrais. E o fato é que o divertimento é
muito maior no papel do que na tela.
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Viagem
Terrível,
de Roberto Arlt (tradução de Maria
Paula Gurgel Ribeiro; Iluminuras; 125 páginas;
21 reais) Na literatura argentina moderna,
Roberto Arlt ombreia com Jorge Luis Borges. Não
que os dois sejam semelhantes. Enquanto Borges era
sofisticado e sinuoso, Arlt era contundente, às
vezes quase escandaloso, e dono de um texto que
muitos críticos chegaram a considerar "desleixado",
por seu farto uso de expressões populares.
A marca que ele deixou na cultura de seu país,
entretanto, é profunda e as novas gerações
o lêem cada vez mais. Seria bom que o mesmo
ocorresse no Brasil, ainda que tardiamente. Este
pequeno volume é uma ótima introdução:
além do conto O
Traje Fantasma,
ele reúne uma novela, Viagem
Terrível,
e dois relatos menores que serviram de base para
que ela fosse escrita.
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Vídeo
Divulgação
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| American Pop:
um século de música |
American
Pop (American
Pop,
Estados Unidos, 1981, Columbia) Este desenho
animado de longa-metragem fez sucesso nos cinemas
no início da década de 80. Conta a
história de uma família e tem como
pano de fundo a música popular dos Estados
Unidos, desde o início da era do jazz, na
virada do século, até o punk rock.
Um
menino russo emigra para a América e tenta
ganhar a vida no show biz. Outras três gerações
se sucedem até que um descendente seu atinge
esse objetivo. Assinado por Ralph Baskshi, o mesmo
criador do desenho Fritz,
the Cat,
American
Pop
é uma celebração musical, com
muitas cenas emocionantes.
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Discos
Live
in Concert, Natalie
Merchant (WEA) Nos anos 80, a cantora americana
brilhou à frente do ótimo 10 000 Maniacs.
O grupo sempre privilegiou as melodias bem-feitas
e as referências literárias a escritores
da geração beat como Allen Ginsberg
e Jack Kerouac. Este CD gravado ao vivo é
um belo cartão de visita ao trabalho-solo
de Natalie, iniciado em 1995. Tem canções
dos dois álbuns já lançados
por ela e releituras nada óbvias de clássicos
de David Bowie (a arrepiante Space Oddity)
e Neil Young. Natalie pode não exibir a potência
vocal de uma Whitney Houston, mas certamente tem
talento e carisma superiores aos de qualquer Mariah
Carey.
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King Biscuit Flower Hour Presents Iggy Pop,
Iggy Pop
(Abril Music) Um dos programas radiofônicos
mais tradicionais dos Estados Unidos, o King Biscuit
Flower Hour, desde 1973 transmite shows dos principais
nomes do rock. Em 1995, a marca virou também
gravadora, que transforma as apresentações
em CDs. Agora, o selo passa a ser representado no
Brasil pela Abril Music, braço da Editora
Abril na área fonográfica. Entre os
primeiros lançamentos, o melhor é
o disco de Iggy Pop. O cantor é uma lenda
viva do rock. Ex-líder do grupo Stooges e
parceiro de David Bowie, cultiva um estilo rude
e agressivo que influenciou uma infinidade de bandas
desde os anos 70.
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A
Vida É Doce,
Lobão (Independente) Lobão
sobreviveu ao modismo do pop-rock nacional dos anos
80, mas depois disso nunca alcançou o mesmo
sucesso de alguns de seus colegas, como Lulu Santos
ou os Titãs. Em parte, pelo temperamento
explosivo que o fez brigar com literalmente todas
as grandes gravadoras. A
Vida É Doce,
bancado pelo próprio artista e vendido apenas
em bancas de jornais e megastores, é um de
seus melhores discos. Reúne composições
românticas, mas nada melosas. Lobão
fala de amor de uma forma urgente, angustiada, como
se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Tudo isso
em canções mais amparadas na boa MPB
do que na herança pop.
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