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Saúde
O fim da picada
Aparelhos
e outras invenções ajudam os
diabéticos
a conviver melhor com a doença
Antonio Milena
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Paula
Cristina: seringa
de vidro substituída pela
caneta de insulina,
mais prática e indolor
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Uma
nova geração de equipamentos promete facilitar,
e muito, a vida dos diabéticos, um grupo que reúne
quase 8% da população brasileira com mais
de 30 anos. São aparelhos que medem com precisão
a taxa de glicose no sangue e injetam insulina no organismo
de maneira rápida e indolor (veja
fichário).
A insulina é o hormônio responsável
pelo controle da taxa de açúcar no sangue
e, em última instância, pelo transporte da
glicose que as células transformarão em energia.
O organismo de alguns diabéticos não produz
a substância. Em outros pacientes, ela até
existe, mas é incapaz de cumprir sua função.
O grande incômodo de quem padece desse problema sempre
foi monitorar a quantidade de insulina necessária
e saber os horários exatos da aplicação.
"Os equipamentos e a variedade de alimentos dietéticos
hoje existentes melhoraram sensivelmente a qualidade de
vida do diabético", constata Fadlo Fraige Filho,
chefe do departamento de endocrinologia do Hospital Beneficência
Portuguesa, em São Paulo, e presidente da Associação
Nacional de Assistência ao Diabético. Para
não falar dos medicamentos que chegarão em
breve ao mercado brasileiro. "São remédios
inteligentes", diz Fraige. Eles são assim considerados
porque levam o organismo do diabético a trabalhar
como o de uma pessoa saudável. Ou seja, reduzem a
necessidade da aplicação de doses de insulina.
Alimentos
com açúcar As
novidades fazem com que o diabético tenha uma vida
praticamente igual à das pessoas que não têm
a doença. "Com orientação médica,
o paciente pode até comer alimentos que levam açúcar",
diz o endocrinologista Jorge Luiz Gross, presidente da Sociedade
Brasileira de Diabetes. A nutricionista Paula Cristina da
Costa, de São Paulo, tinha 9 anos quando teve seu
diabetes diagnosticado. Na infância e na adolescência,
diluía pó de refresco em água mineral
gasosa para imitar refrigerante. Além disso, carregava
sempre na bolsa uma seringa de vidro, que tinha de ferver
toda vez que precisava da insulina. Hoje, ela carrega na
bolsa uma seringa em formato de caneta, que logo deverá
ser substituída pelo novo modelo, sem agulha. "Não
só a variedade dos alimentos diet aumentou, como
esses produtos estão bem mais confiáveis",
diz Paula, que hoje tem 26 anos. Os avanços são
grandes, mas eles permanecem fora do alcance dos diabéticos
menos abastados. A bomba de infusão do quadro abaixo
custa mais de 7 000 reais e o refil do glucowatch, outro
dos equipamentos citados, custa 4 dólares. Como são
necessários dois refis por dia, o controle mensal
sai por 240 dólares.
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