Edição 1 626 - 1º/12/1999

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Hotéis de Las Vegas reproduzem a Europa no deserto
Pacotes para o final de ano encalham nas agências
China entra para o fechado clube
Lua de Júpiter lembra passado da Terra
A importância do pai na formação dos filhos
O mineiro Jefferson, que virou Jéssica
Brasileira entre os dez melhores do surfe mundial
Amapá vira maior pólo de atração de migrantes
O Chuí, marco do extremo sul do país, está sumindo
A preocupação com a velhice começa mais cedo
O papel do capelão na assistência aos doentes

Novos municípios sugam recursos federais
O tratamento que recupera viciados em heroína
Como entrar em forma antes da virada do ano
Peixes avançam sobre menu de restaurantes finos
A dose semanal de álcool que pode evitar o infarto
Os Airbus chegam para substituir os Fokker da TAM
Gisele Bündchen, a top model brasileira
Livro fala sobre a imprensa no governo Collor
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Álbum de recordações

As gêmeas Gisele e Patrícia com 1 mês: ao todo, seis irmãs na família Bündchen
 

Pegando no pesado
em Nova York:
Gisele cuida da casa e, quando dá tempo, cozinha
Com Patrícia, aos 17: já famosa e livre do complexo de ser chamada de Olívia Palito

 

Brilho fugaz

Victor Sokolowicz/Caras
Dalma: os tempo
eram outros
André Schiliro/M.Officer
Isabeli: na fila do sucesso

Várias garotas nacionais já haviam caído nas graças dos estilistas, fotógrafos e editores de moda do exterior. Nenhuma virou supermodel. Quem chegou mais perto foi Shirley Mallmann. Aonde Gisele Bündchen chegou nenhuma brasileira jamais esteve. "A gente só era conhecida no meio", explica a ex-modelo Dalma Calado. "Não era como hoje em dia, quando todo mundo sabe com quem uma modelo casou, como e onde." Para a época, final da década de 70, Dalma foi uma top model. Ultra-requisitada, desfilou no circuito Milão– Paris– Nova York, esteve nas maiores revistas e abriu caminho para outras colegas como Beth Prado, Beth Lago e Gisele Zelauy. Vieram os anos 80, modelo virou estrela, a competição virou guerra e o sucesso ficou muito mais difícil de alcançar e medir. A gaúcha Shirley Mallmann, 22 anos, chegou a desfilar para os grandes e ser capa de revistas, mas, de repente, o ar ficou rarefeito e seu balão parou de subir. Hoje, estão na fila as brasileirinhas Isabeli Fontana, 16 anos, e Mariana Weickert, 17, as mais promissoras da nova geração. "A profissão brilha forte e apaga rápido", ensina a crítica de moda Regina Guerreiro.

 

Denúncia no ar

Um documentário exibido na Inglaterra na semana passada caiu como uma bomba no mundo da moda: ele acusa os chefões do braço europeu da agência de modelos Elite de oferecer, além de sucesso nas passarelas, drogas e sexo às novatas da casa. Na reportagem da BBC realizada durante meses nos bastidores dos desfiles de moda, Gerald Marie, presidente da agência na Europa e ex-marido da modelo Linda Evangelista, aparece propondo à repórter, disfarçada de aspirante a modelo, cerca de 500 dólares por uma noite juntos. Em outro momento, Marie mais três funcionários da agência revelam seu plano de seduzir finalistas do Look of the Year, no qual a média de idade é de 16 anos. O presidente John Casablancas anunciou que os quatro executivos foram afastados dos cargos e pediu desculpas "às modelos, seus pais e outros funcionários". "Temos o trabalho de cuidar de todas as modelos com extrema seriedade", afirmou. "Principalmente das mais novas."