Edição 1 626 - 1/12/1999

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Cadê o manche?

Novo avião da ponte aérea é pilotado com a

ajuda de um joystick, igual ao do viodegame

O joystick, destacado à direita : sinais eletrônicos
são enviados
a sete computadores de bordo

Um detalhe na cabine de comando do Airbus A-319, o mais novo jato incorporado à ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro, indica que ele é muito diferente dos outros jatos em operação no país. O avião não tem manche, aquele instrumento de comando no formato da letra U por meio do qual o piloto controla a direção e os movimentos de decolagem e pouso do aparelho. Em seu lugar, há um joystick igual ao dos videogames. Parece um detalhe sem importância, mas, na verdade, é a ponta aparente de um dos mais significativos avanços já introduzidos nos jatos de passageiros. Nos aviões mais antigos, o manche é ligado a um sistema de cabos de aço conectados diretamente às partes que orientam os movimentos. No A-319, o comando do joystick é transmitido por sinais eletrônicos a sete computadores de bordo. Cada um deles é responsável por uma das partes do avião.

Se um desses computadores falhar, outro assume sua função. Caso todos os computadores entrem em pane – o que até hoje só aconteceu em simulações – , o piloto toma para si o controle do avião por um sistema de cabos de aço igual ao dos aviões convencionais. Conhecido como fly-by-wire, esse sistema é o mesmo utilizado pelos ônibus espaciais americanos. "Se o piloto der alguma ordem errada, os computadores impedirão que o avião lhe obedeça", diz o empresário Rolim Adolfo Amaro, presidente da TAM, a empresa brasileira que opera o A-319.

Esse avião, que já está incorporado às frotas da alemã Lufthansa, da inglesa British Airways, da americana Northwest e de dezenas de outras companhias, é um dos responsáveis pelo sucesso que a Airbus vem obtendo nos últimos anos em sua competição contra a Boeing. Com capacidade para 122 passageiros, os cinco A-319 que já estão voando no Brasil fazem parte de um total de 38 encomendados pela TAM. (Entre eles, há cinco modelos A330-200 que serão destinados às rotas internacionais da companhia.) A intenção da companhia é utilizar esse avião em suas rotas domésticas mais movimentadas (e rentáveis) no lugar dos atuais Fokker 100. Dos 25 vôos de ida e volta que a companhia realiza todos os dias na ponte aérea entre São Paulo e o Rio de Janeiro, 24 já são feitos com as novas aeronaves.

Alguns anos atrás, a TAM era considerada a melhor alternativa ao grupo formado pela Varig, Vasp e Transbrasil para exploração conjunta da ponte. Com o fim dessa associação, em junho do ano passado, as concorrentes se tornaram muito mais agressivas do que no tempo em que agiam em conjunto. Além disso, o Boeing 737-500, utilizado pela Varig e por sua subsidiária, a Rio-Sul, nessa e em outras rotas movimentadas, passou a ser visto pelos passageiros como um avião muito mais seguro e confortável do que o Fokker 100. Com o Airbus, a TAM tenta recuperar o terreno perdido.