Edição 1 626 - 1/12/1999

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Hotéis de Las Vegas reproduzem a Europa no deserto
Pacotes para o final de ano encalham nas agências
China entra para o fechado clube
Lua de Júpiter lembra passado da Terra
A importância do pai na formação dos filhos
O mineiro Jefferson, que virou Jéssica
Brasileira entre os dez melhores do surfe mundial
Amapá vira maior pólo de atração de migrantes
O Chuí, marco do extremo sul do país, está sumindo
A preocupação com a velhice começa mais cedo
O papel do capelão na assistência aos doentes

Novos municípios sugam recursos federais
O tratamento que recupera viciados em heroína
Como entrar em forma antes da virada do ano
Peixes avançam sobre menu de restaurantes finos
A dose semanal de álcool que pode evitar o infarto
Os Airbus chegam para substituir os Fokker da TAM
Gisele Bündchen, a top model brasileira
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Mulher nota 10

A brasileira Tita Tavares coloca o país
na lista dos melhores do surfe mundial

Sean Daney

Talento no mar: a revelação
que nasceu numa favela
é a quarta
do ranking

A
temporada internacional de surfe se encerra na próxima semana com uma boa notícia para os 2 milhões de praticantes brasileiros do esporte. A cearense Maria Tavares, 24 anos, e o carioca Victor Ribas, 28, antes do término da etapa final do Havaí, previsto para o dia 8 de dezembro, sustentam o quarto lugar nos rankings feminino e masculino da WCT, a primeira divisão do surfe profissional mundial. É a melhor posição já ocupada por brasileiros no circuito. Outras conquistas confirmaram a boa fase do país nas ondas. A mais prestigiada prova do ano, a de Huntington Beach, na Califórnia, foi vencida pelo catarinense Neco Padaratz. E a segunda divisão mundial da categoria, a WQS, acabou na semana retrasada com seis surfistas nacionais entre as dez primeiras posições. "É uma geração excepcional, que pode desbancar os australianos e americanos", afirma Romulo Fonseca, técnico das principais estrelas brasileiras da prancha.

As maiores esperanças de vitória estão concentradas hoje na cearense Maria Tavares. Tita, como é conhecida, nasceu numa família de pescadores, passou a infância na favela do Titanzinho, em Fortaleza, e aprendeu a pegar ondas equilibrando-se em cima de uma tábua. Mesmo sendo baixinha (1,50 metro) e leve (42 quilos), Tita desenvolveu um estilo de surfe bastante parecido com o masculino, com manobras rápidas e radicais. Hoje, após três anos no circuito profissional, a atleta recebe um salário de 5.000 reais mensais da Maresia, uma marca de surfwear cearense, e faturou 36.000 dólares em prêmios neste ano. Ela realizou a façanha de ser a primeira mulher em vinte anos de disputas do circuito feminino a receber uma nota 10 – ou seja, atingiu a perfeição sobre as ondas.

Os brasileiros têm um estilo de surfe versátil, mas sofrem quando enfrentam ondas maiores, como as do Havaí. "Vamos passar também por esse desafio", conta Victor Ribas, que terminou a temporada de 1998 num modesto 37º lugar no ranking da WCT. Com um novo treinador, ele deu a volta por cima e conquistou a inédita quarta posição. Outra esperança da torcida é Neco Padaratz, considerado um dos mais talentosos surfistas brasileiros no começo da década de 90. Ele esteve afastado dois anos das competições por causa de uma gastrite e retornou em boa forma nesta temporada. Classificou-se em 9º lugar no ranking da segunda divisão, o que lhe dá o direito de disputar a categoria principal no próximo ano. "O título mundial para um brasileiro é só uma questão de tempo", afirma o treinador Romulo Fonseca.

Campeões da temporada

Os atletas nacionais que obtiveram os resultados mais expressivos do ano

Antonio Milena



Popó: campeão mundial de boxe nos superpenas

 

Claudio Rossi


Maurren: a melhor do ano no salto em distância



 

Claudinei Quirino: campeão do Grand Prix de atletismo

Guga: saltou da 23ª para a 3ª posição no ranking do tênis

Fotos: Antonio Milena e Claudio Rossi