Edição 1 626 - 1/12/1999

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Sócio atrasado

China lança foguete capaz de levar homens e
tenta entrar para o clube dos vôos tripulados

Demorou, mas finalmente aconteceu. O clube de países capazes de enviar homens ao espaço está prestes a ganhar seu terceiro sócio, além dos Estados Unidos e da Rússia. Na manhã do último dia 20, a China mostrou suas credenciais com o lançamento, da base de Jiuquan, no noroeste do país, de uma espaçonave batizada com o nome mítico de Shenzhou, ou Nave Divina. Mesmo sem ter tripulantes a bordo, o vôo foi um sucesso. O Shenzhou passou 21 horas no espaço e deu catorze voltas em torno da Terra. A cápsula pousou intacta na Mongólia com o auxílio de pára-quedas especiais. De acordo com técnicos americanos, é bem possível que os primeiros astronautas chineses possam voar dentro de dois anos. O lançamento criou uma onda de euforia na população, similar à que ocorreu nos primeiros vôos tripulados da União Soviética, há 38 anos.

Não é a única semelhança com o antigo programa espacial soviético. A exemplo do que faziam os caciques vermelhos, só se soube do lançamento depois do sucesso assegurado. Os chineses mantêm total segredo em torno do Shenzhou. Ele parece ser uma versão maior e aprimorada do Longa Marcha, o foguete usado para lançamento de satélites. Este, por sua vez, é uma cópia do míssil balístico chinês que carrega ogivas nucleares. Especialistas em astronáutica dos Estados Unidos, contudo, notaram que o projeto é muito semelhante ao do Soyuz russo. Alguns deles sugeriram que os chineses receberam ajuda de empresas russas no desenvolvimento do foguete. A cápsula, com capacidade para três astronautas, é própria para a acoplagem a módulos orbitais ou mesmo a uma estação espacial. Até que o primeiro astronauta voe, o Shenzhou servirá de arma de marketing da China. Pequim espera fortalecer sua posição no mercado mundial de lançadores de satélites. Em três anos, os chineses já mandaram para o espaço mais de vinte satélites com foguetes Longa Marcha. Entre eles estavam o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, CBERS, e o malfadado Saci-1, aquele que não funciona direito, colocados em órbita há pouco mais de um mês.