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OS ARQUIVOS DE DENISE
As
autoridades brasileiras gostam de iniciar
investigações, mas o trabalho muitas vezes é
desperdiçado. A CPI do Narcotráfico poderia andar
a passos mais largos se visitasse os arquivos da ex-juíza
Denise Frossard.
Seis anos atrás, Denise comprovou a ligação
do tráfico com o jogo do bicho carioca, decretou prisões
e atingiu o alto comando do banditismo no Rio de Janeiro. O seu
trabalho produziu dezenas de volumes mostrando como o crime organizado
agia no Estado. Mas esse material está mofando nas prateleiras
da Justiça carioca.

1 MILHÃO POR
MÊS? SÓ?
Quando virou mania
nacional no começo do ano, a modelo Suzana Alves, a Tiazinha,
ouviu de seus empresários uma estimativa fabulosa. Segundo
eles, apenas com a venda dos 150 produtos que levam seu nome ela
embolsaria mais de 2 milhões de reais por mês. Agora,
feitas as contas, seu lucro com a venda de bonecas e lingeries não
chega à metade disso. Esse pequeno erro de cálculo
teria sido conseqüência do período em que a modelo
ficou afastada da televisão. Neste tempo, ela preparava seu
novo programa As Aventuras de Tiazinha.
FORA
DO RELATÓRIO
O ex-secretário-geral
da Presidência Eduardo
Jorge Caldas Pereira anda
respirando mais aliviado desde que a CPI do Judiciário
divulgou seu relatório, há duas semanas. Eduardo
Jorge estava na mira da CPI quando se descobriu que ele mantinha
um canal de ligação com o juiz Nicolau dos Santos
Neto, acusado de ter desviado 169 milhões de reais durante
a construção do prédio do Tribunal Regional
do Trabalho, TRT, em São Paulo. No relatório da
CPI, um calhamaço de 359 páginas que não
poupa o juiz Nicolau-lau-lau, o ex-braço direito de FHC
não é sequer citado.
ALVO
ERRADO
O ministro da Justiça,
José
Carlos Dias,
sentiu na pele
a dificuldade de combater o contrabando de armas no Brasil. No mês
passado, ele anunciou que estaria proibindo a exportação
de revólveres para o Paraguai, certo de que as armas voltavam
ao país por intermédio de contrabandistas e caíam
nas mãos de bandidos. O raciocínio do ministro seria
perfeito, não fosse a dimensão do negócio.
Antecipando-se à medida, a Taurus, uma das maiores fabricantes
do país, anunciou que vai cancelar todas as suas vendas para
o Paraguai. Todas as 470 armas que o vizinho compra anualmente.
Fotos: Roberto Jayme, Antonio Milena,
Ana Araujo
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