Edição 1 626 - 1º/12/1999

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"A arrogância e o excesso de confiança demonstrados por esse senador só
podem ter uma explicação: a certeza
da impunidade."

José Ewerton Santos Filho
Salvador, BA


Luiz Estevão

É de deixar qualquer leitor doente. Isso é o que se pode dizer da reportagem sobre o senador. O que diria o pobre, que ganha o salário mínimo, se conhecesse a matéria de VEJA? Ainda bem que a população brasileira não mais depende só da justiça divina ("Tubarão na rede", 24 de novembro).
Tarcisio Teixeira de Araujo
Fortaleza, CE
 
Um tempo atrás, a opinião pública foi solidária com um senador que viveu o drama de ter uma filha seqüestrada. Agora, se o que dizem é verdade, se depender da opinião pública, nós queremos que esse mesmo senador seja cassado e depois julgado com o mesmo rigor da lei que julgou os seqüestradores daquela menina. Estaremos atentos à atuação dos demais senadores na resolução desse caso.
Carlos Alberto Alves Meira
 
Gostaria de agradecer a VEJA pela capa com Luiz Estevão. Já que sabemos que pessoas do calibre do senador jamais irão para a cadeia, independentemente das falcatruas cometidas, temos no mínimo a satisfação de saber que ele passou ao menos pelo constrangimento de ter seu rosto estampado na capa da revista mais importante do país por suspeita de corrupção. Essa talvez seja a única punição a que ele será exposto.
Katalinsk Fernandes
São Paulo, SP
 
Segundo Boécio, "o homem quando abandona a honestidade deixa a razão e passa para a irracionalidade". Talvez por isso as bestas têm-se multiplicado tanto nos três poderes.
Maria do Céu Gomes de Oliveira
Salvador, BA
 
Investigar sim. Linchar não. O senador Luiz Estevão paga caro o preço de ser amigo de Collor e de ter derrotado o PT nas eleições em Brasília.
Vicente Limongi Netto
Brasília, DF
 
Os podres do senhor Luiz Estevão, uma relíquia macabra do desgoverno collorido, onde fez fama e fortuna, em boa hora viram matéria de capa de VEJA, que, com coragem, denunciou mais um esquema sórdido de corrupção envolvendo o Erário. Trata-se de um crime sem perdão. Luiz Estevão merece ser cassado, e já vai tarde.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

 

Livros

Esclareço que os fatos relatados no livro 72 Horas com P.C. Farias implicaram um depoimento prestado por mim à Polícia Federal de Alagoas. Durante doze horas, em dois dias consecutivos, estive diante do promotor Luiz Guimarães, dos delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade, num hotel da Rua Aurora, em São Paulo, em outubro deste ano, fato amplamente divulgado pela imprensa ("A morcegona", 17 de novembro).
Amira Lépore
Rio de Janeiro, RJ

 

Petrobras

Sobre a nota publicada na coluna Radar ("O petróleo é nosso", 3 de novembro), informo que, instaurado o Inquérito Civil Público, serão coletados dados que podem levar à formação do convencimento do Ministério Público Federal sobre se há ou não processo de privatização em andamento na Petrobras, aliás este foi um questionamento feito nos ofícios expedidos para a colheita de informações. Em nenhum momento o MPF se antecipou ao conhecimento dos fatos, nem poderia fazê-lo, tanto assim que, antes de propor qualquer ação judicial, instaurou procedimento investigatório.
Osório Barbosa
Procurador da República
Manaus, AM

 

Jipes

A respeito da reportagem "Teste no Saara" (17 de novembro), queremos informar que a JPX do Brasil produz jipes e picapes há seis anos. Neste ano, produzimos vinte unidades/mês regularmente até abril. A partir de maio, atendemos uma média de dez unidades, devido às nossas novas necessidades de adequação da linha de montagem, que passará, em janeiro/fevereiro de 2000, a fabricar 150 unidades/mês, parte dessa produção destinada às exportações. Outras atividades que estamos desenvolvendo são: lançamento do novo JPX com motor intercooler, no Brasil, para março de 2000; treinamento de mecânicos em geral; ampliação de nossa rede de assistência técnica; desenvolvimento de veículos especiais e de competição.

Hélio Luiz Ronzani
Gerente operacional

Pouso Alegre, MG  

Vestibular

A reportagem "O mais concorrido" (10 de novembro) demonstra certa ironia para com as ciências da terra, ao afirmar que "... não parece, mas é curso universitário". Os cientistas e profissionais das ciências da terra, que incluem entre outras a geologia, a geofísica, a oceanografia e a meteorologia, são de grande importância para a sociedade em que vivemos, pois cuidam da busca e do manejo dos recursos minerais e energéticos, do gerenciamento dos recursos hídricos e da qualidade da água potável, da utilização dos solos aráveis, do estudo e monitoramento dos fenômenos atmosféricos e da mitigação dos desastres naturais.
Adilson Carvalho

Diretor do Instituto de Geociências da USP
São Paulo, SP

Luiz Estevão 2

A reportagem "Tubarão na rede" (24 de novembro) afirma: "O curioso: o DNER, órgão do Ministério dos Transportes, liberou às empresas do senador uma dívida que tinha com a Ikal (...)". O Banco OK de Investimentos não é parte integrante do contrato que existia entre o DNER e a empresa Ikal. Os pagamentos efetuados pelo DNER referem-se a parcelas devidas à Ikal pelos serviços realizados até a suspensão do contrato com a citada empresa. O pagamento dessas parcelas foi efetuado ao Banco OK pelo fato de esta instituição ter-se apresentado como procuradora da Ikal, por intermédio de documento outorgado por instrumento público, devidamente conferido pelo DNER, com base na legislação que regula o assunto.
Marcos B. Guedes
Assessor de comunicação social do DNER
Brasília, DF

Drogas

A reportagem "A volta por cima" (24 de novembro) cita o resultado de uma pesquisa informal realizada em 1989 em que dos 5.000 membros de Narcóticos Anônimos ouvidos 64% eram homens e 36% mulheres. Nenhuma constatação foi feita de que existam mais homens com problemas com drogas, mas sim que a porcentagem de homens que procuram o NA é maior. Podemos notar, entretanto, que cada vez mais mulheres buscam sua recuperação em Narcóticos Anônimos. Afinal, somos uma irmandade de homens e mulheres para os quais as drogas se tornaram um problema maior, em que o único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar. Para outras informações, visite nosso site em www.na.org.br, onde consta o texto da pesquisa Fatos sobre Narcóticos Anônimos na íntegra.
A.F.V.
Narcóticos Anônimos
Rio de Janeiro, RJ

 

Carvoarias

Brilhante a reportagem sobre a vida dos carvoeiros que desde meninos trabalham em condições precárias na fabricação do carvão vegetal para alimentar os fornos das siderúrgicas brasileiras. Esclarecemos que o chamado "bem-sucedido programa Bolsa-Escola" em Ribas do Rio Pardo (MS) é, na realidade, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Peti, financiado pela Secretaria de Estado de Assistência Social do Ministério da Previdência e Assistência Social, que já tirou do trabalho penoso mais de 150.000 crianças em quinze Estados brasileiros. O projeto piloto do programa teve início em 1996 nas carvoarias de Mato Grosso do Sul e conta não só com a parceria da Secretaria Estadual de Ação Social e do Unicef como com diversas outras entidades ("A vida na fornalha", 17 de novembro).
Marcelo Garcia
Secretaria de Estado de Assistência Social
Brasília, DF
 
É fundamental que esta prestigiada revista continue a denunciar essas relações de semi-escravidão e devastação ambiental. Sendo engenheiro metalurgista, não pude deixar de reparar, logo no início da reportagem, a menção de que o ferro-gusa é um metal puro. Ao contrário, o ferro-gusa, o primeiro produto siderúrgico obtido no processamento do minério de ferro, é "sujo", com altos teores de carbono e de impurezas diversas. Não tem maiores utilidades práticas; do seu refino obtêm-se vários tipos de aço e ferros fundidos, que são ligas (ou produtos siderúrgicos) de amplo emprego. A título ilustrativo, o termo inglês para ferro-gusa é pig iron, ou seja, "ferro porco".
Fábio J.C. Moreau
São Paulo, SP

Radar

Na nota "Abuso de poder" (Radar, 24 de novembro) há um erro: o senhor José María Aznar não é presidente da Espanha, como afirmado, ele é primeiro-ministro.
Omar Ribeiro da Costa

Goiânia, GO

 

CORREÇÕES: Na reportagem "Cidade limpa" (3 de novembro), o autor dos estudos que resultaram nos cálculos da economia que se faz reciclando o lixo é o doutor Sabetai Calderoni. A fisioterapeuta que aparece na reportagem "O mais concorrido" (10 de novembro) é a doutora Elaine Jasinkevicius (foto abaixo). O exílio da família real espanhola não foi imposto por Francisco Franco, mas pela Revolução Republicana de 1931 ("A coroa sobrevive", 17 de novembro).


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