Edição 1882 . 1° de dezembro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Parabéns pelas duas capas. Que os leitores repensem suas atitudes para com os animais e que seus filhos e netos vivam em um mundo mais carinhoso com os mesmos."
Christiany Geraldi
São José dos Campos

Animais de estimação

Finalmente os animais estão recebendo da mídia a atenção que merecem. Sou vegetariana e ávida defensora de animais. A reportagem "Dez mil anos de amizade" (24 de novembro) reforça o que estou tentando dizer há anos: os animais devem ser tratados com maior respeito, eles não foram feitos para nos servir.
Rafaella Chuahy
Alexandria, Virginia, EUA

A reportagem de Thereza Venturoli transmite aos leitores a necessidade da convivência com animais domésticos e elimina dúvidas e desinformações no trato com eles. Quanto ao vegetarianismo, acredito que a soja (o Brasil é o maior produtor do mundo) será o alimento do futuro e poderá a médio prazo ajudar no programa Fome Zero do governo federal. Matar animais para comer será impensável proximamente.
Deiner Barbosa
Rio de Janeiro, RJ

Como presidente de uma entidade de proteção e defesa animal e ambiental, gostaria de cumprimentar toda a equipe de VEJA pela reportagem. Além de muito informativa, ela está imparcial e faz com que cada pessoa, ao ler o texto, reveja seus conceitos em relação ao tema abordado.
Andréa Temerário
www.orionsg.org

Quando uma importante revista como VEJA dedica sua principal matéria ao relacionamento entre os animais domésticos e os humanos, mostra que finalmente os seres racionais estão se empenhando para fazer deste planeta um lugar mais justo, acima do sofrimento alheio. Estou morando em Kentucky, Estados Unidos, e aqui a caça a cervos é legal. Foi aberta a temporada de caça há dez dias. Seis caçadores foram mortos por um outro caçador, em decorrência de uma discórdia. Quem consegue matar um animal tão lindo e livre, por prazer da caça esportiva, não tem alma, não tem coração.
Marcia dos Santos
La Grange, Kentucky, EUA

Continuem com essa linha editorial, sempre ouvindo os dois lados da questão, notadamente nesta área ainda mal explorada. Sim, mal explorada, pois muitos são os benefícios que a companhia dos animais trará aos humanos, assim que forem compreendidos. A USP já reconheceu e introduziu a cadeira de zooterapia. Os animais agradecerão por mais matérias semelhantes.
Fowler T. Braga Filho
Santo André, SP

Penso que a relação homem-animais obedece necessariamente a um apelo evolutivo natural de nossa espécie, na medida em que a socialização e o sentido de dominação sempre foram uma constante na história da humanidade. Os exageros seguem um paralelo comum a qualquer outro aspecto da vida do homem, e não podem tornar os animais de estimação foco de generalizações a respeito de desvios sociocomportamentais da humanidade.
Daniel Giberne Ferro
Médico veterinário
São Paulo, SP  

Por que o homem diz que "ama" os animais enquanto saboreia uma picanha ou come uma feijoada? Porque o homem é hipócrita e precisa acreditar na "lenda" de que o humano necessita da carne animal para sobreviver. Ter um animal de estimação em casa enquanto devora um hambúrguer de carne bovina é hipocrisia. Qual a diferença entre o seu cachorro querido e a vaca que foi morta para o seu prazer culinário?
Heloísa Paula Cristina
Marcondes Albuquerque Amar
São Paulo, SP  

É muito bonita a amizade com os animais, mas não se podem esquecer os danos que eles têm causado aos humanos. Trazem doenças, matam e mutilam seus donos.
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

 

Governo Aécio Neves

Cumprimento esta renomada revista e seus jornalistas José Edward e Cynara Menezes pela reportagem "Uma empresa chamada Minas" (24 de novembro). A matéria retrata com informações precisas e dados consistentes o que nós, mineiros, vivenciamos atualmente. À frente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, reconheço que o governador de Minas, com projetos consistentes, tem apresentado à sociedade um novo modelo de administração. As ações desenvolvidas por seu governo demonstram competência e geram credibilidade para Minas Gerais, com resultados já visíveis. Bem assessorado por sua equipe de secretários, o governador mostra que é possível fazer um bom governo por meio de uma gestão moderna e atuante.
Roberto Alfeu
Belo Horizonte, MG

É motivo de orgulho e alegria saber o que está acontecendo em Minas Gerais, sob a batuta competente do governador Aécio Neves. Austeridade fiscal, saneamento da máquina administrativa, estabilidade macroeconômica e equilíbrio orçamentário são medidas que, quando implementadas com rigor, resultam num estado próspero e estável. Bravo, Minas, o Brasil te aplaude de pé, esperando que outros estados sigam teu exemplo de boa governança!
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA

 

Governo Lula

O governador Jorge Viana faz questão de deixar claro que não houve nenhum convite por parte do presidente Lula para que ele assuma o posto ocupado hoje pelo ministro José Dirceu na possível reforma ministerial. O objetivo do governador, que é amigo e aliado incondicional do presidente, é continuar seu trabalho no governo do Acre e ajudar, no que estiver ao seu alcance, para o sucesso administrativo do PT e partidos aliados no plano nacional ("A reforma decola", 24 de novembro).
Aníbal Diniz
Secretário de Comunicação do estado do Acre
Rio Branco, AC

 

Tomás Eloy Martínez

Fascinante a entrevista com o escritor argentino Tomás Eloy Martínez (Amarelas, 24 de novembro), principalmente quando ele observa quanto a América Latina é desunida.
Paulo César Figueiredo
Fortaleza, CE

Uma união da América Latina seria um desastre para todos os países. O Mercosul nunca será uma União Européia. Como confiar na Argentina, que briga com o principal parceiro no Mercosul por orgulho? Não seria uma boa hora de acabar com o Mercosul, deixar a Argentina para lá e voltar a pensar na Alca?
Leandro Vieira Santana
Goiânia, GO

 

Stephen Kanitz

Já conheci várias pessoas adultas que ainda pensam em fazer o que gostam. Creio que jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia seja um modo muito simplista e pessoal de designar as atividades que as pessoas gostam de fazer. O "ócio criativo" é aliar o trabalho ao jogo e ao estudo, uma atividade que congrega o esforço e o prazer ("Fazer o que se gosta", Ponto de vista, 24 de novembro).
Carolina Furtado
João Pessoa, PB

Sabemos que fazer o que se gosta, atualmente, é privilégio de poucos e, por falta de alternativa, aprender a gostar do que se faz é parte da dissonância cognitiva. Mas afirmar que os funcionários gostam é de jogar bola, ler livro e tomar chope na praia é, no mínimo, descabido. Nós gostamos e muito do que fazemos no nosso trabalho. Assistir a um bom filme, ir à praia e freqüentar festas é muito bom, mas jamais desejaríamos fazer só isso e o tempo todo. Não nos consideramos egoístas por fazer o que gostamos, e sim pessoas felizes que fazem o que gostam, fazem muito bem e por incrível que pareça até são pagas.
Denise Sztokman Rangel e Rosane Mannarino Barbosa
Diretoras da Self Consulting – Gestão de Pessoas
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

A cada texto Mainardi se supera. Com tanta capacidade, não seria hora de o presidente lhe dar um cargo? Sei que no Planalto estão procurando gente com competência, pois o período de empregar perdedores já se foi. Tenho certeza de que Mainardi iria nos representar bem em qualquer pasta que ocupasse ("Ovo neles! Tomate neles!", 24 de novembro).
Izabel Avallone
São Paulo, SP

Caro Diogo Mainardi, você não leu o projeto do ministro da Educação, Tarso Genro, e a reforma que ele propõe. Não é um projeto que resolve todos os problemas, mas tenta resgatar a dívida que o país tem com largos segmentos da sociedade. O caminho é fortalecer a universidade pública, centro da excelência na pesquisa e na formação acadêmica, e forçar as particulares a dar bolsas de 100%. O resto é conversa mole, para boi dormir.
Leosés Machado
Cascais, Portugal

 

Bebê prematuro

O serviço de neonatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre é público, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e atende a recém-nascidos de alto risco, a maioria nascida em nosso próprio hospital. A nossa sobrevida tem aumentado anualmente. Em 2003, nossa estatística mostrou os seguintes dados: sobrevida de recém-nascidos entre 500 e 749 gramas: 45%; entre 750 e 999 gramas: 85%. Ainda não dispomos da estatística de 2004, visto que o ano ainda não se encerrou, mas esperamos resultados ainda melhores. Portanto, é importante salientar aos leitores que existem centros públicos de tratamento intensivo neonatal de excelência nacional e internacional atendendo à população de forma geral, gratuitamente, pelo sistema único de saúde (SUS) ("A vitória de chegar ao berço", 24 de novembro).
Professor doutor Renato S. Procianoy
Professor titular de pediatria da UFRGS
Chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Clínicas
Porto Alegre, RS

Foi grande a minha emoção ao ler a reportagem sobre os prematuros. Seis meses depois de Isabella deixar a UTI neonatal do Hospital Albert Einstein, nasceu meu filho mais novo, João Paulo, pesando 970 gramas. Lembro perfeitamente que na época todos os médicos, enfermeiras e auxiliares comentavam muito sobre o caso da Isabella. Para nós, mães, que vivemos a situação, é muito reconfortante saber de um caso bem-sucedido de prematuridade.
Keila Bacili Mazzer
Cerquilho, SP

 

Chefs de cozinha

"O sabor de ser chef" (24 de novembro). Trabalhando para o Senac de São Paulo nos anos 1990, fui o responsável pela criação e implantação do primeiro curso de formação de chefs no Brasil, em parceria com o The Culinary Institute of America, de longe a melhor instituição de educação profissional nessa área no mundo. Não foi uma tarefa fácil vencer o preconceito da cultura que permeia a sociedade brasileira quando se fala em educação profissional. Esse preconceito começou a diminuir no fim dos anos 1980 e acho que devemos registrar o crédito para os estrangeiros que vieram fazer sucesso no Brasil, mostrando a importância do bom profissional de cozinha para o mercado e para a sociedade. Laurent Suaudeau me ajudou bastante à época, presidindo um conselho consultivo que criamos para o curso. Ele compreendeu a necessidade de forjar um profissional que entendesse também da decoração, das questões sanitárias, da música de fundo, de história e que tivesse, enfim, uma visão holística do mundo.
Professor José Ruy Veloso Campos
Presidente da Associação Brasileira dos Dirigentes das Escolas de Turismo e de Hotelaria
Por e-mail

 

Ivan Aguilar

Gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente reportagem com o estilista Ivan Aguilar ("Estilo presidencial", 24 de novembro). Ele é um bom exemplo de que a moda capixaba e os produtos que têm origem no Espírito Santo são da mais alta qualidade. Além de usar os ternos de Ivan Aguilar, sou também admirador de suas criações. Jovens talentosos como ele, sem dúvida, são merecedores de um lugar ao sol nesse difícil e competitivo mercado. A revista presta um enorme serviço à sociedade, mostrando que com determinação é possível alcançar aquilo que se sonha.
Magno Malta
Líder do PL no Senado
Brasília, DF

A presença desse jovem talento do Espírito Santo no cenário da alta-costura brasileira demonstra a rica diversidade de criadores de nosso país e consagra a trajetória de um homem talentoso e esforçado que se dedica plenamente ao que faz.
Gustavo Cerqueira
Estrasburgo, França

 

CORREÇÕES: A foto mais antiga de um negro foi feita em 1845, e não em 1838, como informou a reportagem "O negro como nunca se viu" (24 de novembro). Na edição especial Natal Digital (novembro de 2004), o preço do periférico Pen Size, para conexão sem fio de aparelhos eletrônicos, é de 300 reais, e não 850. O computador de mão Oqo custa 1 900 dólares nos Estados Unidos, e não 500 dólares.

 

 

CENTRO DE CONVENÇÕES DE CURITIBA

 
Zig Koch
Divulgação

O Espaço Estação antes e a foto atual: shopping, museus e centro de convenções

O quadro "O Brasil nos rankings mundiais" (24 de novembro) foi ilustrado com uma foto de Curitiba, um exemplo de qualidade de vida no país, com destaque para o novo centro de convenções que estava sendo erguido na cidade. Gustavo Jarussi, diretor de operações do Grand Hotel Rayon & Roochelle Park Hotel, escreveu para dizer que "a foto está completamente desatualizada, o empreendimento em questão hoje abriga um shopping center, dois museus e o mais moderno centro de convenções do país". Por sugestão de Jarussi, Vanda Ramos, da assessoria de imprensa do Espaço Estação, nos enviou uma foto do lugar, com uma visão atualizada do Embratel Convention Center.

 

AS DEZ MELHORES PRAIAS


"Uma listagem com as dez mais belas praias do país que não inclua nenhuma do estado do Rio de Janeiro é, na melhor das avaliações, mal informada", escreveu o secretário de estado de Turismo do Rio de Janeiro, Sérgio Ricardo de Almeida. "As praias do Rio estão entre as mais famosas do mundo. Na capital, temos Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra, Prainha, Macumba e, na Costa do Sol, Geribá, João Fernandinho, Azeda, Ferradurinha, Peró e Itaúna", diz Almeida, citando praias de Búzios e Cabo Frio. Tadeu Pinto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Seção Paraíba, e assinante de VEJA, elogia a reportagem, "importante para a divulgação dos destinos turísticos do nosso país", mas lamenta a ausência das praias da Paraíba entre as recomendadas. "São tão maravilhosas quanto as citadas na reportagem, de acordo com publicações constantes nos arquivos desta revista." Almeida e Pinto têm razão em exaltar a beleza das praias fluminenses e paraibanas. Lamentavelmente, numa relação de apenas dez praias, com avaliação de dez itens, que consideraram da facilidade de acesso ao preço da estada, muitas tiveram de ficar de fora.

 

 
 
 
 
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