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Edição 1980 . de novembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Espírito público
Os ministros de Lula, sem exceção, passaram os últimos dias articulando para ficar onde estão por mais quatro anos.

 

• BRASIL

A ponte que encolheu
O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou um caso emblemático na semana passada: o incrível episódio da ponte que encolheu. A licitação, promovida pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes e vencida pela Queiroz Galvão, contratava a construção de uma ponte de 160 metros sobre o Rio Arraia, na fronteira entre o Brasil e a Guiana. Beleza. Quando os técnicos do TCU foram auditar a obra, porém, verificaram que a ponte tinha 120 metros. Ou seja, licitaram-se (e pagaram-se) 40 metros a mais de ponte.

 

• BRASÍLIA

O mapa do tesouro
Está cercado de mistérios o roubo ocorrido recentemente na fazenda do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, em Luziânia (Goiás). As informações sobre as perdas são quase inexistentes.

 

• ECONOMIA

Mangabeira, o consultor
Há duas semanas, o polêmico dublê de cientista político e consultor Mangabeira Unger (que já quis até ser candidato a presidente, lembram-se?) esteve ao lado de Lula num palanque. Sem alarde, o mesmo Mangabeira acaba de ser contratado como consultor da Santos Brasil, a empresa que opera o terminal de contêineres no Porto de Santos. Um dos controladores da empresa é nada menos que Daniel Dantas. Quem soube da contratação já especula: Dantas quer aproximar-se do governo Lula.

Sucessão na Febraban
Fabio Barbosa, presidente do ABN Real, é a escolha de consenso entre os bancos para substituir em dezembro Márcio Cypriano, do Bradesco, no comando da Febraban. Uma escolha adequada para o momento um tanto radicalizado: Barbosa é habilidoso e bom negociador.

Mercado nervoso
Dois presidentes mundiais de grandes bancos estrangeiros fizeram visitas-relâmpago ao Brasil na semana retrasada. Tudo na maior discrição. Como o mercado financeiro está tomado de rumores de novas aquisições, a especulação correu solta.

 

Perto de Aécio, longe de Serra

Eduardo Nicolau/AE
Alckmin: reflexões de fim de campanha

Nos últimos dias, enquanto tentava nadar sob a tempestade, Geraldo Alckmin permitiu-se aqui e ali alguns desabafos. Coisas de fim de campanha. Numa dessas conversas, Alckmin revelou que a campanha o aproximou de algumas pessoas e o distanciou de outras no PSDB. No primeiro grupo, citou Aécio Neves e Tasso Jereissati. Não se tornou amigo de ambos (até porque Alckmin é homem de poucas amizades), mas é agradecido a Aécio pelo empenho para transferir-lhe votos em Minas Gerais. E a Tasso por não ter tentado interferir nos rumos da campanha. Alckmin, entretanto, quer distância de FHC e de José Serra. Acusa ambos de serem personalistas e de tocarem agendas próprias – independentemente dos interesses de sua campanha.

• EDUCAÇÃO

O ranking dos cursos
Apenas seis dos 84 cursos de nível superior do país concentram hoje 52% de todas as matrículas. O campeão é o de administração, com 621.000 alunos. Sozinho, reúne mais estudantes que todos os cursos da área de saúde. A informação faz parte de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que será lançado até o fim do ano. Direito, pedagogia, engenharia, letras e comunicação social completam a lista das carreiras mais procuradas. No lado oposto do ranking estão os cursos da área de ciências, como física e química.

 

• CERVEJA

Tudo de novo
Uma das marcas da AmBev tentou contratar a atriz Karina Bacchi, hoje garota-propaganda da Kaiser. Exatamente como aconteceu com Zeca Pagodinho na guerra das cervejas de dois anos atrás.

 

• LIVROS

Sucessão editorial
Os filhos do editor Fernando Gasparian, morto no início do mês, suspenderam as negociações para a venda da Paz e Terra. Eles pretendem investir na editora, estão escolhendo novos integrantes para o conselho editorial e planejam comemorar, em 2007, o aniversário de 40 anos da empresa com uma reedição de clássicos da área de ciências sociais.

 

• CINEMA

Mais salas
Praticamente todos os principais grupos administradores de salas de cinema no Brasil procuraram o BNDES interessados em parte dos 175 milhões de reais em investimentos para o setor audiovisual, que serão anunciados na segunda-feira. Existem hoje no Brasil 2.050 salas, e um estudo do próprio BNDES indica que o país tem mercado para pelo menos 3.000.

 

• FUTEBOL

Produto de exportação
Na semana passada, o embaixador Frederico Duque Estrada Meyer apresentou suas credenciais ao governo do Cazaquistão. E agora trata da instalação da primeira embaixada brasileira em Astana, a capital do país. Terá muito trabalho pela frente – exceto com a comunidade brasileira no país, que é mínima. Além do embaixador, são apenas dez morando por lá. Todos jogadores de futebol.

 

• SHOW BUSINESS

A maior das bocas-livres
O show que o astro pop britânico Robbie Williams deu no Rio de Janeiro duas semanas atrás foi uma das maiores bocas-livres da história. Na platéia havia 22.000 pessoas. Pagantes, no entanto, apenas 9.000. O resto dos ingressos foi distribuído gratuitamente quando os organizadores perceberam que encalhariam.

 

Chapéu galáctico

Marcelo Del Pozo/Reuters
Ronaldo: cano milionário


A recém-anunciada falência da BenQ Mobile, antiga divisão de celulares da Siemens, fez duas vítimas indiretas: o Real Madrid e uma de suas estrelas, Ronaldo. Ambos tinham contratos com a empresa de Taiwan. Estima-se que o Fenômeno, que estava negociando a renovação do patrocínio, tenha levado um prejuízo em torno de 1 milhão de euros. O clube espanhol perdeu ainda mais: seu contrato era de 24 milhões de euros anuais. A BenQ havia adquirido a divisão de celulares da Siemens apenas um ano atrás. A falência provocou 2 000 demissões na Alemanha, onde ficava a fábrica de aparelhos. Sindicalistas estão pleiteando que a Siemens ajude os demitidos, e esta deve processar a BenQ, com quem ainda tinha vínculo como prestadora de serviços.

Com Jan Theophilo. Colaboraram André Fontenelle e Felipe Patury

 

 

Foto Carlos Bozelli/Folha de Londrina/AE

 

 
 
 
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