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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO Espírito público
Os ministros de Lula, sem exceção, passaram
os últimos dias articulando para ficar onde estão por mais quatro
anos. BRASIL A
ponte que encolheu O Tribunal de Contas da União
(TCU) julgou um caso emblemático na semana passada: o incrível episódio
da ponte que encolheu. A licitação, promovida pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes e vencida pela Queiroz Galvão,
contratava a construção de uma ponte de 160 metros sobre o Rio Arraia,
na fronteira entre o Brasil e a Guiana. Beleza. Quando os técnicos do TCU
foram auditar a obra, porém, verificaram que a ponte tinha 120 metros.
Ou seja, licitaram-se (e pagaram-se) 40 metros a mais de ponte.
BRASÍLIA O
mapa do tesouro Está cercado de mistérios
o roubo ocorrido recentemente na fazenda do ex-governador do Distrito Federal
Joaquim Roriz, em Luziânia (Goiás). As informações
sobre as perdas são quase inexistentes.
ECONOMIA Mangabeira, o consultor Há
duas semanas, o polêmico dublê de cientista político e consultor
Mangabeira Unger (que já quis até ser candidato a presidente, lembram-se?)
esteve ao lado de Lula num palanque. Sem alarde, o mesmo Mangabeira acaba de ser
contratado como consultor da Santos Brasil, a empresa que opera o terminal de
contêineres no Porto de Santos. Um dos controladores da empresa é
nada menos que Daniel Dantas. Quem soube da contratação já
especula: Dantas quer aproximar-se do governo Lula. Sucessão
na Febraban Fabio Barbosa, presidente do ABN Real,
é a escolha de consenso entre os bancos para substituir em dezembro Márcio
Cypriano, do Bradesco, no comando da Febraban. Uma escolha adequada para o momento
um tanto radicalizado: Barbosa é habilidoso e bom negociador. Mercado
nervoso Dois presidentes mundiais de grandes bancos
estrangeiros fizeram visitas-relâmpago ao Brasil na semana retrasada. Tudo
na maior discrição. Como o mercado financeiro está tomado
de rumores de novas aquisições, a especulação correu
solta.
Perto de Aécio, longe de Serra
Eduardo
Nicolau/AE
 | | Alckmin:
reflexões de fim de campanha |
Nos
últimos dias, enquanto tentava nadar sob a tempestade, Geraldo Alckmin
permitiu-se aqui e ali alguns desabafos. Coisas de fim de campanha. Numa dessas
conversas, Alckmin revelou que a campanha o aproximou de algumas pessoas e o distanciou
de outras no PSDB. No primeiro grupo, citou Aécio Neves e Tasso Jereissati.
Não se tornou amigo de ambos (até porque Alckmin é homem
de poucas amizades), mas é agradecido a Aécio pelo empenho para
transferir-lhe votos em Minas Gerais. E a Tasso por não ter tentado interferir
nos rumos da campanha. Alckmin, entretanto, quer distância de FHC e de José
Serra. Acusa ambos de serem personalistas e de tocarem agendas próprias
independentemente dos interesses de sua campanha. | |
EDUCAÇÃO O
ranking dos cursos Apenas seis dos 84 cursos de
nível superior do país concentram hoje 52% de todas as matrículas.
O campeão é o de administração, com 621.000 alunos.
Sozinho, reúne mais estudantes que todos os cursos da área de saúde.
A informação faz parte de um levantamento feito pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que será lançado até
o fim do ano. Direito, pedagogia, engenharia, letras e comunicação
social completam a lista das carreiras mais procuradas. No lado oposto do ranking
estão os cursos da área de ciências, como física e
química. CERVEJA Tudo
de novo Uma das marcas da AmBev tentou contratar
a atriz Karina Bacchi, hoje garota-propaganda da Kaiser. Exatamente como aconteceu
com Zeca Pagodinho na guerra das cervejas de dois anos atrás.
LIVROS Sucessão
editorial Os filhos do editor Fernando Gasparian,
morto no início do mês, suspenderam as negociações
para a venda da Paz e Terra. Eles pretendem investir na editora, estão
escolhendo novos integrantes para o conselho editorial e planejam comemorar, em
2007, o aniversário de 40 anos da empresa com uma reedição
de clássicos da área de ciências sociais.
CINEMA Mais salas Praticamente
todos os principais grupos administradores de salas de cinema no Brasil procuraram
o BNDES interessados em parte dos 175 milhões de reais em investimentos
para o setor audiovisual, que serão anunciados na segunda-feira. Existem
hoje no Brasil 2.050 salas, e um estudo do próprio BNDES indica que o país
tem mercado para pelo menos 3.000.
FUTEBOL Produto de exportação Na
semana passada, o embaixador Frederico Duque Estrada Meyer apresentou suas credenciais
ao governo do Cazaquistão. E agora trata da instalação da
primeira embaixada brasileira em Astana, a capital do país. Terá
muito trabalho pela frente exceto com a comunidade brasileira no país,
que é mínima. Além do embaixador, são apenas dez morando
por lá. Todos jogadores de futebol.
SHOW BUSINESS A maior das bocas-livres O
show que o astro pop britânico Robbie Williams deu no Rio de Janeiro duas
semanas atrás foi uma das maiores bocas-livres da história. Na platéia
havia 22.000 pessoas. Pagantes, no entanto, apenas 9.000. O resto dos ingressos
foi distribuído gratuitamente quando os organizadores perceberam que encalhariam.
Chapéu galáctico Marcelo
Del Pozo/Reuters
 | | Ronaldo:
cano milionário |
A recém-anunciada
falência da BenQ Mobile, antiga divisão de celulares da Siemens,
fez duas vítimas indiretas: o Real Madrid e uma de suas estrelas, Ronaldo.
Ambos tinham contratos com a empresa de Taiwan. Estima-se que o Fenômeno,
que estava negociando a renovação do patrocínio, tenha levado
um prejuízo em torno de 1 milhão de euros. O clube espanhol perdeu
ainda mais: seu contrato era de 24 milhões de euros anuais. A BenQ havia
adquirido a divisão de celulares da Siemens apenas um ano atrás.
A falência provocou 2 000 demissões na Alemanha, onde ficava a fábrica
de aparelhos. Sindicalistas estão pleiteando que a Siemens ajude os demitidos,
e esta deve processar a BenQ, com quem ainda tinha vínculo como prestadora
de serviços. | | Com
Jan Theophilo. Colaboraram André Fontenelle e Felipe Patury
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