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Edição 1980 . de novembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
VEJA.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
Se o Lulinha é o "Ronaldinho", fico só imaginando o restante dessa seleção.
Sérgio Augusto Afonso Chaer
Araxá, MG

 

Lulinha

Lula se comparou a Tiradentes e a Jesus Cristo; compara seu filho Lulinha a Ronaldinho; daqui a pouco comparará sua mulher à madre Teresa de Calcutá e as conquistas do seu governo às de Alexandre, o Grande ("Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho", 25 de outubro).
Waldete Cestari
Jaú, SP  

Minha indignação é grande, talvez a mesma de milhões de brasileiros honestos, trabalhadores e decentes. Perdi a esperança de viver num país governado por gente decente, mas não perdi a minha decência. Sei que posso colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, sabendo que minhas filhas foram muito bem educadas e trabalham duro e honestamente pela própria sobrevivência. Não há dinheiro no mundo que pague por uma consciência limpa.
Maria Luiza Ramalho Rosito
São Paulo, SP  

A reportagem de capa de VEJA, se não fosse triste e assustadora, seria ótima como capa da revista Exame ou de Você S/A., com o título: "Lulinha, um verdadeiro case no mundo dos negócios". Nosso presidente, que se orgulha da origem humilde e fala mal diariamente das elites, mas anda de mãos e braços dados com ela, tem um filho que faz inveja a qualquer membro da cúpula da Fiesp. A única coisa que me deixou intrigado, já que não sou presidente e muito menos faço parte de esquemas e conluios, é como conseguirei explicar aos meus filhos o "milagre" da multiplicação de 600 reais em 15 milhões de reais em apenas três anos e meio.
Marcos Pereira
Santos, SP  

Tenho 73 anos, trabalhei a minha vida inteirinha e ganho uma aposentadoria de fome zero, zero mesmo. Agora me aparece um menino que, de repente, vira milionário junto com o papai, quando seu salário era 600 reais por mês. Eu devo ser um asno.
Maria José Sabbagh Marer
São Paulo, SP  

Em 2003, a Petrobras distribuiu o almanaque Memórias dos Trabalhadores Petrobras. Li até a página 75, em que foi incluído o senhor Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas, a quem foram dadas duas páginas completas. Totalmente imerecida presença. No período em que foi empregado da Petrobras, ele esteve mais afastado do que presente na área de produção da empresa. Hoje não me surpreendo com a sociedade de seus filhos com o filho do senhor presidente. Essa é uma sociedade antiga, que, mesmo com a saída do ex-prefeito de Campinas do PT para o PDT, não deve ter terminado. Sua eleição, na época, foi repentina e com grande repercussão, pois teve publicação de "dossiê" contra seu oponente, considerado, até então, o favorito. Tal pai, tal filho.
Fernando Nunes Monteiro
Curitiba, PR  

Fico a pensar quão egoísta é esse menino que ainda não publicou um livro de "auto-papai-ajuda" para que nós, tontos contribuintes, também possamos chegar lá através de seus ensinamentos.
Paulo Boccato
Bauru, SP  

Sou da geração do Lulinha, tenho 27 anos. Comecei a trabalhar aos 15. Estou desempregada. Até agora, estava me sentindo extremamente frustrada e perdida. Afinal, fiz tudo conforme o que dizem ser necessário para ter uma carreira de sucesso. No entanto, venho enfrentando o desemprego há meses. Nesta semana, graças ao presidente Lula, descobri o meu problema: não sou Ronaldinho... nem Lulinha.
Carolina Misumi
São Paulo, SP  

Garoto prodígio esse filho de Lula, hein? Ser filho de presidente da República abriu muitas portas para ele, ou será que ele é que abre portas para os outros? Que monitor de zoológico que nada. A verdadeira vocação do Lulinha é para lobista!
Alanor Medeiros Filho
Natal, RN  

Garoto de sorte e tino comercial esse Lulinha. Imagine aonde ele chegará se o pai tiver mais quatro anos de mandato. Bill Gates que se cuide!
Geraldo Nardi
São Gabriel, ES

 

Escândalo do dossiê

Se a máxima de que "uma laranja podre numa cesta de laranjas boas põe todas a perder" é verdadeira, será que o inverso também é verdadeiro? Poderia uma laranja boa permanecer ilesa no meio de todas as outras "companheiras" podres? Parece que é exatamente isso o que querem nos fazer crer o PT e nosso "bom" presidente Lula, cuja cesta sabemos há muito tempo em que estado se encontra ("O fracasso da operação abafa", 25 de outubro).
Sandra Wood
Itajubá, MG

Collor foi cassado por uma insignificância, se comparado às negociatas petistas. Se o Brasil fosse um país sério, Lula não seria candidato depois de toda essa maracutaia do dossiê.
Arlindo Ribeiro
Diadema, SP

 

Eleições 2006

Lula, presidente da República; Maluf, presidente da Câmara; e Collor, presidente do Senado. Que bom trio podemos ter para governar a nação ("Salto na reta final", 25 de outubro).
Fábio da Costa Santos
Palmas, TO

Faço um apelo aos brasileiros. Esqueçam as estradas esburacadas por todo o país nestes últimos quatro anos, com todo o prejuízo causado à produção nacional e às exportações. Esqueçam o sucateamento da saúde. Esqueçam o descaso com a educação e a pesquisa, que faz nossa nata tecnológica ir para fora do país. Esqueçam a vista grossa para a destruição da Amazônia. Por fim, esqueçam essa bobagem de mensalão, sanguessugas e dossiê. É tudo invenção da imprensa. Vamos reeleger o homem. O importante é manter empregados nossos eficientes militantes do PT. O que será deles se Lula perder?
Flávio Orsini Costa Val
Belo Horizonte, MG

Foi bastante grosseira e sem fundamentação a afirmação do professor de ética da Unicamp Roberto Romano. Ao dizer que "cabeça de militante é como cabeça de militar. Repetem o que aprendem rápido e rasteiro para não pensar nem perder tempo", o ilustre professor agiu de maneira preconceituosa e infundada. Tenho orgulho de ser militar e posso garantir que o pensar profundamente procurando fazer o melhor é uma constante na nossa corporação.
Carlos Rodolfo Tavares de Góis
Aracaju, SE

 

Coronéis do Nordeste

Em Pernambuco, os principais caciques se aliaram ao PT para não perder o poder. Essa foi realmente a mudança que houve, e o poder continuará nas mãos de Inocêncio Oliveira, o deputado federal mais votado em 27 municípios, Severino Cavalcanti, que não conseguiu se reeleger, Pedro Correa, deputado cassado, entre outros. São esses que estão compondo alianças no interior para consolidar a vitória de Eduardo Campos e Lula em Pernambuco, e com certeza em outros estados do Norte e Nordeste ("Os coronéis de Lula", 25 de outubro).
Inah Barbosa
Recife, PE

 

Tarso Genro

"Quanto te esperei e quanto sêmen inútil derramei até o momento": a onanística poesia revela que o ministro Tarso Genro possui uma imaginação vigorosa, conquanto repetitiva. Como bem disse VEJA, um poeta de mão-cheia. Literalmente ("Ministro lírico", 25 de outubro).
Marcelo Alcoforado
Recife, PE

 

Superfaturamento em Congonhas

Obrigado, VEJA, por me encorajar a dizer quanto é vergonhoso ver o Lulla, presidente de uma nação como o Brasil, elogiar quem nos rouba tão descaradamente e ainda lhe agradecer, como é o caso da matéria esclarecedora "Decolaram com milhões" (25 de outubro). É de fazer corar de inveja a quadrilha que roubou o Banco Central, porque parte dela está presa e roubou pouco, se compararmos. Parabéns, VEJA, por continuar nos mostrando todos os tipos de falcatruas patrocinadas pelo governo Lulla. Que Deus tenha piedade do Brasil, país de maioria humilde refém do Bolsa Família.
Manoel Messias Alves Silva
Belém, PA

Os últimos números de VEJA têm funcionado como fascículos de uma enciclopédia de auto-ajuda aos brasileiros que tem por título "Como fraudar um país sem ser punido".
Luiz Eduardo Da Nova
Joinville, SC

 

Carta ao leitor

Nota 10 pela coragem de dizer o que é certo: "Privatizar não é queimar o patrimônio do povo" (25 de outubro). É reduzir o tamanho e o peso do Estado, livrando-o de responsabilidades que nunca cumpriu bem, repassando-as ao setor privado, que é mais eficiente.
Ramon Guimarães
Por e-mail

O Geraldo Alckmin em quem votei não é aquele que aparece na Carta ao leitor vestindo uma jaqueta da Caixa Econômica com logotipos de outras estatais, tudo com o intuito de fugir ao cerco de Lula, que o acusa de privatista. Votei no Alckmin que assim responderia às provocações: "Não vou privatizar a Caixa, o Banco do Brasil nem outras estatais. Não porque haja algum erro no ato de privatizar, mas porque elas são instrumento de ação do governo.
José Assis Simões Utsch
Curitiba, PR

Conforme divulgação dos diversos veículos de comunicação, os eleitores de Lula são majoritariamente caracterizados por realidades sociais que nos permitem entender o porquê de rejeitarem as privatizações. Uma sugestão para o futuro presidente: levar aos estados mais carentes informações relevantes para que as pessoas se tornem mais críticas e questionadoras de forma coerente.
Leonardo Estevão de Albuquerque
Volta Redonda, RJ

 

Contas públicas

"Perdulário, gigantesco e ineficiente" (25 de outubro). Não está nada oculto aos olhos de todos os brasileiros. Concordamos: todo mundo faz assim mesmo! Mas creio que a única forma de o povo aprender sobre política econômica e social em seu sentido literal é passando pelas amargas experiências dos resultados. Por mais quatro anos, certamente ouviremos sobre falcatruas, desperdícios e temas piores, até que o pão das mesas falte. Aí, quem sabe, acordaremos.
Eraldo Velasco
Rondonópolis, MT

Com a estabilização do real, aliada ao estágio de desenvolvimento da engenharia no Brasil, pode-se dizer que existem metodologias refinadas que nos possibilitam conseguir, com alto grau de acerto, que o valor orçado fique até abaixo dos 10% citados na reportagem, desde que o esforço da engenharia na fase de projeto seja adequado.
Günter Banda Schulz-Nöthling
Belo Horizonte, MG

 

James Lovelock

Fiquei assustado ao ler a entrevista do cientista James Lovelock (Amarelas, 25 de outubro). Lembrei-me de uma reportagem na TV em que apareciam pessoas rezando em procissão dentro de um lugar seco, esturricado, chão rachado – ali era um rio morto que antes desaguava no agonizante São Francisco. O aquecimento da Terra, aliado a outros fatores, já está fazendo imensos estragos na natureza. A humanidade deve buscar solução, se não for com energia nuclear, como Lovelock sugere, que seja com algo urgente e eficaz.
Ildonpedro Batista de Oliveira
Irecê, BA

Percebi a situação irreversível à qual a humanidade está destinada: assim como nasceu, morrerá selvagem – brigando por um pedaço de terra ou comida.
Rodrigo Joaquim Busnardo, 13 anos
Curitiba, PR

Lamento não saber se é maravilhosa ou tétrica a entrevista. O certo é que tal grau de conscientização me obriga a sugerir às inúmeras ONGs que invistam em reproduzir a entrevista a fim de espalhá-la pelas escolas do país, lembrando que a natureza também pertence àqueles que ainda vão nascer.
José Antonio Lucchesi
Marilândia do Sul, PR

Extremismos à parte, as evidências indicam que a natureza acionou seus mecanismos de controle e defesa e, contra eles, nada poderemos fazer. Urge repensar como estamos tratando nosso planeta. A educação ambiental deveria fazer parte da formação dos indivíduos, desde tenra idade.
Haroldo Kalleder
Bertioga, SP

O cientista James Lovelock ficaria ainda mais indignado se visse o que ocorre na região de Sertãozinho, no interior do estado de São Paulo, no período de safra da cana-de-açúcar, de abril a dezembro de cada ano: o inferno ao vivo. As queimadas deixam o céu coberto de fogo e fumaça. É uma tragédia. E nenhum organismo governamental ou não-governamental, nacional ou internacional, faz alguma coisa para acabar com esse horror. Até Dante se assustaria.
Regina Meloni
Sertãozinho, SP

 

Espaço

As imagens do espaço publicadas na edição 1 979 realmente me fascinaram ("Show dos astros", 25 de outubro). Não digo que são de tirar o fôlego, pois seria mentira, mas dão certo furor interno, daqueles que são difíceis de explicar.
Roxanne Souza Nascimento
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Vôo 1907

Sem ser técnico em comunicação aeronáutica, parece que as informações trocadas entre os pilotos e as torres de controle não precisariam ser tão sintéticas como as mostradas em VEJA ("O último contato", 25 de outubro). Não estranha que a comunicação não tenha funcionado, já que parece mais uma conversa de quem realmente não quer conversar.
Paulo Seródio
São Paulo, SP

 

Autismo

Cumprimento VEJA pela reportagem "Resgatados da solidão absoluta" (25 de outubro), pois sou uma mãe que vive essa luta eterna contra o autismo, o preconceito e a ignorância da sociedade. Mas, infelizmente, temos de ressaltar que nem todas as famílias têm condições financeiras de manter essa "equipe multidisciplinar" e nem todos os estados dispõem de profissionais qualificados para o diagnóstico e o tratamento do problema. Portanto, ainda temos muito que fazer pelas crianças autistas.
Cristina Manzolli
Rio de Janeiro, RJ

 

Consumo

A reportagem "A maldição do cadastro" (25 de outubro) retrata fielmente essa praga do cadastro obrigatório realizado nos pontos-de-venda. Mas não é tudo, nem o pior. Nossa empresa é especializada em pesquisa em vídeo em lojas, utilizando a ferramenta mystery shopper, conhecida no Brasil como "cliente misterioso", voltada para o treinamento. Nos últimos oito anos, já vimos de tudo, valendo destacar: utilização de câmara frigorífica de restaurante como vestiário; atendimento, durante doze minutos, num departamento de crediário, com o atendente pondo o dedo no nariz o tempo todo; carro de luxo apresentado no pátio de concessionária, coberto de cocô de pombo e de poeira; banheiros sem papel, toalha, sabonete, luz etc. Realmente, muita coisa precisa mudar no ponto-de-venda e na difícil arte de vender e cativar o cliente.
Paulo Wolf
www.pesquisadigital.com.br
São Paulo, SP

 

Especial Como Construir o Futuro

Leio VEJA desde os 12 anos e venho percebendo a preocupação da revista em mostrar assuntos que nos levam, mesmo jovens, a realizar planejamentos para um futuro melhor e em todos os aspectos mais seguro. Obrigado e parabéns (especial Como Construir o Futuro, 25 de outubro)!
Uriel Pinto, 16 anos
Teresina, PI

Realmente, o futuro se constrói desde cedo. Eu gostaria de cumprimentá-los por abordar esse tema tão importante a todos os brasileiros; principalmente aos jovens que estão começando a vida. Reportagens como essa nos dão a oportunidade de sonhar com um futuro próspero. Que venham o futuro e as oportunidades de ser feliz!
Alexandre Junqueira Vaz
Pittsburgh, Pensilvânia, EUA

 

Stephen Kanitz

Parabéns pelo seu Ponto de vista "A coragem de cobrar caro" (25 de outubro). É uma visão moderna de uma realidade provinciana sobre o sucesso. A raiz do problema está na escola, que não tem por objetivo a competitividade, mas a solidariedade cristã que exalta o assistencialismo e o paternalismo. No Brasil que temos hoje, um candidato com tais propostas jamais seria eleito. Precisamos mudar a educação de nossas crianças e jovens e preparar uma nação de cidadãos.
José Otávio Bola
Barra Bonita, SP

Até que enfim encontrei alguém que pensa como eu. Cobrar mais caro por um serviço não é exploração, como pensam alguns, mas uma forma de ter controle sobre tempo, vida pessoal e qualidade do serviço oferecido ao cliente.
Amandio Gehlen Leal
Cirurgião-dentista
Balsas, MA

Doeu-me como um murro no queixo o artigo de Stephen Kanitz. Na minha profissão, a odontologia, há cada vez maior prostituição, em que se aceitam convênios que só pagam materiais de segunda, numa relação em que profissionais que não se enquadram são pejorativamente tachados de careiros, mercenários etc.
Marco A.B. Pontual
Vitória, ES

 

Roberto Pompeu de Toledo

Mais uma vez, com maestria e simplicidade, Roberto Pompeu de Toledo dissertou de forma clara e precisa sobre uma realidade que estamos vivendo nos dias atuais: o sistema de cotas raciais. Considerar que raça está na frente do indivíduo é repugnante num estado democrático de direito. Afronta todos os princípios que regem nosso país e trará com certeza disparidades ainda maiores ("Não o remédio, mas a doença", 25 de outubro).
Leonardo Soares da Silva
Barbacena, MG

Insisto no tema de que o instituto da reeleição foi o pior legado de FHC pelas seguintes razões: 1) É anti-republicano para uma nação com práticas republicanas tão frágeis; 2) Cria na sua essência um projeto de poder, e não de governo; 3) Poder de longo prazo demanda dinheiro, e portanto se faz através de loteamento das estatais, valeriodutos, BMGs e toda forma de corrupção; 4) Pior ainda sem a descompatibilização do cargo, porque cria de fato a figura ambígua do presidato ou candidente. Um minotauro ou santíssima duedade?; 5) O presidato usa a máquina pública e todo o aparato do Estado, libera verbas, dá licença aos ministros, tudo em benefício do candidente; 6) O candidente ataca como quiser. O presidato atacado se ofende; 7) Como o TSE pode separar e controlar o que é "missão oficial" de "ações de campanha"? E os gastos, como se separam? O tema reeleição passou a ser uma praga de difícil extermínio ("Imagens e figuras do nosso tempo", Ensaio, 18 de outubro)?
Marcos Ambrogi

São Paulo, SP

Refiro-me ao ensaio "Frankenstein e esfinge ao mesmo tempo" (11 de outubro), do senhor Roberto Pompeu de Toledo – sempre muito lúcido –, a respeito do sistema eleitoral "distrital misto". Como cidadão do Reino Unido, onde temos o sistema distrital "puro", conheço bem as vantagens deste, e a principal é que cada cidadão sabe bem quem é o "seu" membro no Parlamento, que é submetido à cobrança dos eleitores. Esse sistema tem, entretanto, a desvantagem de favorecer quase exclusivamente os dois grandes partidos, deixando os outros com uma representação bem menor que a votação que alcançam.
John Winstanley
Teresópolis, RJ

 

André Petry

As propostas de Geraldo Alckmin para o Brasil são boas e claras. Só não enxerga isso quem não quer. Se há algum problema, não é com a campanha, mas com o povo brasileiro, que decidiu abdicar da própria decência e reeleger um presidente vilão ("O cheque em branco", 25 de outubro).
Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA

Na atual situação em que o Brasil se encontra, parece que não temos escolha: é melhor dar um cheque em branco a Alckmin do que aceitar novamente um cheque sem fundos vindo de Lula. Precisamos "trocar a corrupção certa pela duvidosa" ("O cheque em branco", 25 de outubro).
Juliana Pisetta de Oliveira
Foz do Iguaçu, PR

 

Diogo Mainardi

No artigo "Lula é o PT" (25 de outubro), li que Lula está praticamente reeleito. "Os brasileiros o perdoaram." Por favor, não me incluam nesse universo. Tanto eu quanto a minha esposa e os meus filhos não compactuamos com toda essa sujeira que nos assola.
Ivo Giordano Roman Jr.
São Paulo, SP

É, meu caro, você perdeu. Perdemos todos nós, brasileiros honestos e éticos. Acho melhor você voltar para Veneza. Lá é lindo, corruptos já estão indo para a cadeia, o pôr-do-sol é cor-de-rosa. Mas, lembre-se, se precisar de alguém para cozinhar, cuidar de crianças (sou pedagoga), limpar a casa, posso ir com vocês. Estou com medo de ficar por aqui e morrer de vergonha ou de raiva.
Maria Clarice
Salvador, BA

Provavelmente teremos de aturar por mais quatro anos todos os desmandos de Lula. Mas não me incluo nem a meus familiares entre os "brasileiros" mencionados no artigo. Levantar a cabeça será nossa resposta.
Alceu Arndt
Porto Alegre, RS

 

CORREÇÃO: O jogador Veselin Topalov não é húngaro, mas búlgaro ("Trapaças até no xadrez", 25 de outubro).

 

A PETROBRAS RESPONDE A LEITOR

O quadro "Lixo na praia", publicado nesta seção de cartas (18 de outubro), em que o leitor José Monteiro Campos Neto reclamava da poluição da praia capixaba de Camburi, em Vitória, com lacres plásticos da Petrobras, sensibilizou a direção da estatal, que escreveu à redação. "A Petrobras esclarece que não faz descarte de lixo no meio ambiente. A empresa mantém em suas unidades processo de coleta seletiva de lixo, com o objetivo de reciclagem", explicou Lucio Mena Pimentel, gerente de imprensa da companhia, que solicitou à revista o contato do leitor, com o intuito de analisar o material por ele encontrado e, "a partir do número inscrito nos lacres, investigar sua procedência". José Monteiro colocou-se à disposição da empresa, mas esclareceu: "Muito antes de encaminhar a foto dos lacres à revista, enviei e-mail com as fotos à Petrobras, mas essa conceituada companhia não tem dado a atenção que o caso requer, pois, além de não ter recebido retorno, continuo encontrando lacres na Praia de Camburi".

 

O PAI QUE EMBARAÇOU LULA


Na reportagem "Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho" (25 de outubro), VEJA citou um leitor da Folha de S.Paulo que formulou a seguinte pergunta ao presidente Lula na sabatina realizada por aquele jornal: "Tenho 61 anos, sou pai de quatro filhos adultos, todos com curso superior mas com dificuldade de bons empregos ou de empreender. Como é que o seu filho conseguiu virar empresário, sócio da Telemar, com capital vultoso de 5 milhões de reais?". O presidente Lula respondeu: "Eles (Lulinha e seus sócios) fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que muita gente ficou com inveja". O leitor citado na matéria é Alberto José Gonçalves, assinante de VEJA na cidade mineira de Araxá, que se identificou na semana passada em e-mail à redação. "Não achei correta a resposta do pai Lula. Mas aceito a resposta do presidente Lula, que, como sempre, saiu pela tangente. Que pena que o povo brasileiro vai ser outra vez enganado", escreveu Alberto.

 

JOVENS EMBAIXADORES


A leitora Márcia Carioni de Ávila escreve para informar que sua filha, Camila Carioni de Ávila, de 17 anos, aluna da Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, de São Bernardo do Campo, foi selecionada para integrar a equipe de Jovens Embaixadores 2007. Trata-se de um grupo de 25 alunos do ensino médio da rede pública brasileira escolhido no último dia 10 de outubro, entre 2 000 inscritos em todo o país, para participar de um intercâmbio cultural promovido pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Camila, que sempre estudou em escola pública, e seu grupo serão recebidos na Casa Branca em janeiro próximo pelo presidente George W. Bush e ficarão quinze dias no país, com tudo pago pela embaixada. O processo de seleção teve prova, redações em inglês e teste oral do idioma aplicado pela Associação Alumni. O programa visa a dar a jovens que nunca saíram do país a chance de ir aos EUA aprimorar o inglês e fortalecer os vínculos de amizade, respeito e colaboração entre os dois países. Saiba mais no site da embaixada (www.embaixada-americana.org.br).

 

OS JOVENS LEITORES DE VEJA

Roberto Setton
A paulistana Camila Meneghin: moda, futebol e cinema


Os editores da seção de cartas de VEJA notaram a presença crescente nos últimos meses de leitores jovens que escrevem para a revista com o objetivo de comentar, elogiar e criticar as reportagens. Essas manifestações são muito bem-vindas. Elas servem de estímulo para toda a redação e desmentem a tese de que jovem não lê. Leitor jovem de VEJA não apenas lê, mas escreve – e bem, como se vê neste espaço.

A leitora Thaís Macêdo, do Rio de Janeiro, que teve uma carta sua publicada nesta seção (25 de outubro), dizia que completaria 18 anos e que seu melhor presente seria uma assinatura de VEJA. "Muito obrigada a todos vocês que fazem a melhor revista do país", disse Thaís em sua carta. Heloisa Bianquini Araújo, de 10 anos, paranaense de Umuarama, já é assinante de VEJA. "Desde que eu tinha 9 anos já lia as revistas de meus familiares. Comecei lendo as matérias sobre televisão. Depois foram os colunistas, o Millôr, até chegar ao ponto em que lia toda a revista, das matérias sobre a política no Brasil às páginas amarelas. VEJA me ajuda nos trabalhos escolares e, o que é mais importante, me atualiza sobre os assuntos do Brasil e do mundo." O paulista Arthur Branco Costa, de 15 anos, está no 1º ano do ensino médio e prefere "as seções relacionadas a biologia, espaço, medicina, seres vivos, genética e outros ramos da ciência". Uriel Pinto, de 16 anos, 2º ano do ensino médio, gosta do Guia. "Ali encontro uma dimensão mais ampla dos temas atuais." A curitibana Fernanda Santos, de 13 anos, prefere as reportagens de música: "VEJA valoriza as bandas antigas de rock, que estarão sempre vivas". Eloise Dalpiaz, de 13 anos, também de Curitiba, explica por que escreveu para a redação comentando um artigo de Ethevaldo Siqueira: "Ele informa aos consumidores a quantas anda a tecnologia no Brasil e no mundo". Isabela Vassoler da Silva sempre lê a seção de cartas: "Além da opinião de VEJA, gosto de saber da opinião de seus leitores". A paulistana Camila Meneghin, de 15 anos, estudante do Colégio Visconde de Porto Seguro, gosta das reportagens de moda, futebol e cinema: "Mas acabei fazendo um comentário sobre política, porque tive de desenvolver um trabalho escolar relacionado ao assunto". O brasiliense Levi Veríssimo, de 14 anos, é fã da seção Veja essa e está atento às eleições deste fim de semana: "Ao contrário de 48% do eleitorado e do nosso presidente, eu vi e sei de todos os escândalos que envolvem o PT e, conseqüentemente, o governo". Alexandra Bruski, de 15 anos, catarinense de Joinville, acompanha Levi: "Não sabemos mais o que é necessário para mostrar quanto Lula foi leviano com a confiança do povo". Marcelo Bellini Azevedo, de 11 anos, morador de Belo Horizonte, escreveu para dizer que viu em VEJA os dois candidatos que o "ensinaram que política é briga, mentira, mensalão, sanguessuga, corrupção". E decidiu: "Não quero ser político. Coitado do meu país!". Caçula da turma, a brasiliense Stela Póvoa Aires Rodrigues, de 9 anos, também tem política nas veias: "Eu acho uma vergonha esse governo do PT. Vamos acabar com tanta mentira!".

É uma honra para todos os que fazem a revista saber que seus jovens leitores escolhem as páginas de VEJA para se informar e se entreter – e também para se expressar. Continuem nos escrevendo!

 
 
 
 
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