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Cartas
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Se o Lulinha é o "Ronaldinho",
fico só imaginando o restante dessa seleção.
Sérgio Augusto Afonso Chaer
Araxá, MG |
Lulinha
Lula se comparou a Tiradentes
e a Jesus Cristo; compara seu filho Lulinha a Ronaldinho; daqui
a pouco comparará sua mulher à madre Teresa de Calcutá
e as conquistas do seu governo às de Alexandre, o Grande
("Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho", 25 de outubro).
Waldete Cestari
Jaú, SP
Minha indignação
é grande, talvez a mesma de milhões de brasileiros
honestos, trabalhadores e decentes. Perdi a esperança de
viver num país governado por gente decente, mas não
perdi a minha decência. Sei que posso colocar a cabeça
no travesseiro e dormir em paz, sabendo que minhas filhas foram
muito bem educadas e trabalham duro e honestamente pela própria
sobrevivência. Não há dinheiro no mundo que
pague por uma consciência limpa.
Maria Luiza Ramalho Rosito
São Paulo, SP
A reportagem de capa de VEJA,
se não fosse triste e assustadora, seria ótima como
capa da revista Exame ou de Você S/A., com o
título: "Lulinha, um verdadeiro case no mundo dos negócios".
Nosso presidente, que se orgulha da origem humilde e fala mal diariamente
das elites, mas anda de mãos e braços dados com ela,
tem um filho que faz inveja a qualquer membro da cúpula da
Fiesp. A única coisa que me deixou intrigado, já que
não sou presidente e muito menos faço parte de esquemas
e conluios, é como conseguirei explicar aos meus filhos o
"milagre" da multiplicação de 600 reais em 15 milhões
de reais em apenas três anos e meio.
Marcos Pereira
Santos, SP
Tenho 73 anos, trabalhei a minha
vida inteirinha e ganho uma aposentadoria de fome zero, zero mesmo.
Agora me aparece um menino que, de repente, vira milionário
junto com o papai, quando seu salário era 600 reais por mês.
Eu devo ser um asno.
Maria José Sabbagh Marer
São Paulo, SP
Em 2003, a Petrobras distribuiu
o almanaque Memórias dos Trabalhadores Petrobras.
Li até a página 75, em que foi incluído o senhor
Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas, a quem foram dadas
duas páginas completas. Totalmente imerecida presença.
No período em que foi empregado da Petrobras, ele esteve
mais afastado do que presente na área de produção
da empresa. Hoje não me surpreendo com a sociedade de seus
filhos com o filho do senhor presidente. Essa é uma sociedade
antiga, que, mesmo com a saída do ex-prefeito de Campinas
do PT para o PDT, não deve ter terminado. Sua eleição,
na época, foi repentina e com grande repercussão,
pois teve publicação de "dossiê" contra seu
oponente, considerado, até então, o favorito. Tal
pai, tal filho.
Fernando Nunes Monteiro
Curitiba, PR
Fico a pensar quão egoísta
é esse menino que ainda não publicou um livro de "auto-papai-ajuda"
para que nós, tontos contribuintes, também possamos
chegar lá através de seus ensinamentos.
Paulo Boccato
Bauru, SP
Sou da geração
do Lulinha, tenho 27 anos. Comecei a trabalhar aos 15. Estou desempregada.
Até agora, estava me sentindo extremamente frustrada e perdida.
Afinal, fiz tudo conforme o que dizem ser necessário para
ter uma carreira de sucesso. No entanto, venho enfrentando o desemprego
há meses. Nesta semana, graças ao presidente Lula,
descobri o meu problema: não sou Ronaldinho... nem Lulinha.
Carolina Misumi
São Paulo, SP
Garoto prodígio esse filho
de Lula, hein? Ser filho de presidente da República abriu
muitas portas para ele, ou será que ele é que abre
portas para os outros? Que monitor de zoológico que nada.
A verdadeira vocação do Lulinha é para lobista!
Alanor Medeiros Filho
Natal, RN
Garoto de sorte e tino comercial
esse Lulinha. Imagine aonde ele chegará se o pai tiver mais
quatro anos de mandato. Bill Gates que se cuide!
Geraldo Nardi
São Gabriel, ES
Escândalo do dossiê
Se a máxima de que "uma
laranja podre numa cesta de laranjas boas põe todas a perder"
é verdadeira, será que o inverso também é
verdadeiro? Poderia uma laranja boa permanecer ilesa no meio de
todas as outras "companheiras" podres? Parece que é exatamente
isso o que querem nos fazer crer o PT e nosso "bom" presidente Lula,
cuja cesta sabemos há muito tempo em que estado se encontra
("O fracasso da operação abafa", 25 de outubro).
Sandra Wood
Itajubá, MG
Collor foi cassado por uma insignificância,
se comparado às negociatas petistas. Se o Brasil fosse um
país sério, Lula não seria candidato depois
de toda essa maracutaia do dossiê.
Arlindo Ribeiro
Diadema, SP
Eleições 2006
Lula, presidente da República;
Maluf, presidente da Câmara; e Collor, presidente do Senado.
Que bom trio podemos ter para governar a nação ("Salto
na reta final", 25 de outubro).
Fábio da Costa Santos
Palmas, TO
Faço um apelo aos brasileiros.
Esqueçam as estradas esburacadas por todo o país nestes
últimos quatro anos, com todo o prejuízo causado à
produção nacional e às exportações.
Esqueçam o sucateamento da saúde. Esqueçam
o descaso com a educação e a pesquisa, que faz nossa
nata tecnológica ir para fora do país. Esqueçam
a vista grossa para a destruição da Amazônia.
Por fim, esqueçam essa bobagem de mensalão, sanguessugas
e dossiê. É tudo invenção da imprensa.
Vamos reeleger o homem. O importante é manter empregados
nossos eficientes militantes do PT. O que será deles se Lula
perder?
Flávio Orsini Costa Val
Belo Horizonte, MG
Foi bastante grosseira e sem
fundamentação a afirmação do professor
de ética da Unicamp Roberto Romano. Ao dizer que "cabeça
de militante é como cabeça de militar. Repetem o que
aprendem rápido e rasteiro para não pensar nem perder
tempo", o ilustre professor agiu de maneira preconceituosa e infundada.
Tenho orgulho de ser militar e posso garantir que o pensar profundamente
procurando fazer o melhor é uma constante na nossa corporação.
Carlos Rodolfo Tavares de Góis
Aracaju, SE
Coronéis do Nordeste
Em Pernambuco, os principais
caciques se aliaram ao PT para não perder o poder. Essa foi
realmente a mudança que houve, e o poder continuará
nas mãos de Inocêncio Oliveira, o deputado federal
mais votado em 27 municípios, Severino Cavalcanti, que não
conseguiu se reeleger, Pedro Correa, deputado cassado, entre outros.
São esses que estão compondo alianças no interior
para consolidar a vitória de Eduardo Campos e Lula em Pernambuco,
e com certeza em outros estados do Norte e Nordeste ("Os coronéis
de Lula", 25 de outubro).
Inah Barbosa
Recife, PE
Tarso Genro
"Quanto te esperei e quanto sêmen
inútil derramei até o momento": a onanística
poesia revela que o ministro Tarso Genro possui uma imaginação
vigorosa, conquanto repetitiva. Como bem disse VEJA, um poeta de
mão-cheia. Literalmente ("Ministro lírico", 25 de
outubro).
Marcelo Alcoforado
Recife, PE
Superfaturamento em Congonhas
Obrigado, VEJA, por me encorajar
a dizer quanto é vergonhoso ver o Lulla, presidente de uma
nação como o Brasil, elogiar quem nos rouba tão
descaradamente e ainda lhe agradecer, como é o caso da matéria
esclarecedora "Decolaram com milhões" (25 de outubro). É
de fazer corar de inveja a quadrilha que roubou o Banco Central,
porque parte dela está presa e roubou pouco, se compararmos.
Parabéns, VEJA, por continuar nos mostrando todos os tipos
de falcatruas patrocinadas pelo governo Lulla. Que Deus tenha piedade
do Brasil, país de maioria humilde refém do Bolsa
Família.
Manoel Messias Alves Silva
Belém, PA
Os últimos números
de VEJA têm funcionado como fascículos de uma enciclopédia
de auto-ajuda aos brasileiros que tem por título "Como fraudar
um país sem ser punido".
Luiz Eduardo Da Nova
Joinville, SC
Carta ao leitor
Nota 10 pela coragem de dizer
o que é certo: "Privatizar não é queimar o
patrimônio do povo" (25 de outubro). É reduzir o tamanho
e o peso do Estado, livrando-o de responsabilidades que nunca cumpriu
bem, repassando-as ao setor privado, que é mais eficiente.
Ramon Guimarães
Por e-mail
O Geraldo Alckmin em quem votei
não é aquele que aparece na Carta ao leitor vestindo
uma jaqueta da Caixa Econômica com logotipos de outras estatais,
tudo com o intuito de fugir ao cerco de Lula, que o acusa de privatista.
Votei no Alckmin que assim responderia às provocações:
"Não vou privatizar a Caixa, o Banco do Brasil nem outras
estatais. Não porque haja algum erro no ato de privatizar,
mas porque elas são instrumento de ação do
governo.
José Assis Simões Utsch
Curitiba, PR
Conforme divulgação
dos diversos veículos de comunicação, os eleitores
de Lula são majoritariamente caracterizados por realidades
sociais que nos permitem entender o porquê de rejeitarem as
privatizações. Uma sugestão para o futuro presidente:
levar aos estados mais carentes informações relevantes
para que as pessoas se tornem mais críticas e questionadoras
de forma coerente.
Leonardo Estevão de Albuquerque
Volta Redonda, RJ
Contas públicas
"Perdulário, gigantesco
e ineficiente" (25 de outubro). Não está nada oculto
aos olhos de todos os brasileiros. Concordamos: todo mundo faz assim
mesmo! Mas creio que a única forma de o povo aprender sobre
política econômica e social em seu sentido literal
é passando pelas amargas experiências dos resultados.
Por mais quatro anos, certamente ouviremos sobre falcatruas, desperdícios
e temas piores, até que o pão das mesas falte. Aí,
quem sabe, acordaremos.
Eraldo Velasco
Rondonópolis, MT
Com a estabilização
do real, aliada ao estágio de desenvolvimento da engenharia
no Brasil, pode-se dizer que existem metodologias refinadas que
nos possibilitam conseguir, com alto grau de acerto, que o valor
orçado fique até abaixo dos 10% citados na reportagem,
desde que o esforço da engenharia na fase de projeto seja
adequado.
Günter Banda Schulz-Nöthling
Belo Horizonte, MG
James Lovelock
Fiquei assustado ao ler a entrevista
do cientista James Lovelock (Amarelas, 25 de outubro). Lembrei-me
de uma reportagem na TV em que apareciam pessoas rezando em procissão
dentro de um lugar seco, esturricado, chão rachado
ali era um rio morto que antes desaguava no agonizante São
Francisco. O aquecimento da Terra, aliado a outros fatores, já
está fazendo imensos estragos na natureza. A humanidade deve
buscar solução, se não for com energia nuclear,
como Lovelock sugere, que seja com algo urgente e eficaz.
Ildonpedro Batista de Oliveira
Irecê, BA
Percebi a situação
irreversível à qual a humanidade está destinada:
assim como nasceu, morrerá selvagem brigando por um
pedaço de terra ou comida.
Rodrigo Joaquim Busnardo, 13 anos
Curitiba, PR
Lamento não saber se é
maravilhosa ou tétrica a entrevista. O certo é que
tal grau de conscientização me obriga a sugerir às
inúmeras ONGs que invistam em reproduzir a entrevista a fim
de espalhá-la pelas escolas do país, lembrando que
a natureza também pertence àqueles que ainda vão
nascer.
José Antonio Lucchesi
Marilândia do Sul, PR
Extremismos à parte, as
evidências indicam que a natureza acionou seus mecanismos
de controle e defesa e, contra eles, nada poderemos fazer. Urge
repensar como estamos tratando nosso planeta. A educação
ambiental deveria fazer parte da formação dos indivíduos,
desde tenra idade.
Haroldo Kalleder
Bertioga, SP
O cientista James Lovelock ficaria
ainda mais indignado se visse o que ocorre na região de Sertãozinho,
no interior do estado de São Paulo, no período de
safra da cana-de-açúcar, de abril a dezembro de cada
ano: o inferno ao vivo. As queimadas deixam o céu coberto
de fogo e fumaça. É uma tragédia. E nenhum
organismo governamental ou não-governamental, nacional ou
internacional, faz alguma coisa para acabar com esse horror. Até
Dante se assustaria.
Regina Meloni
Sertãozinho, SP
Espaço
As imagens do espaço publicadas
na edição 1 979 realmente me fascinaram ("Show dos
astros", 25 de outubro). Não digo que são de tirar
o fôlego, pois seria mentira, mas dão certo furor interno,
daqueles que são difíceis de explicar.
Roxanne Souza Nascimento
Cachoeiro de Itapemirim, ES
Vôo 1907
Sem ser técnico em comunicação
aeronáutica, parece que as informações trocadas
entre os pilotos e as torres de controle não precisariam
ser tão sintéticas como as mostradas em VEJA ("O último
contato", 25 de outubro). Não estranha que a comunicação
não tenha funcionado, já que parece mais uma conversa
de quem realmente não quer conversar.
Paulo Seródio
São Paulo, SP
Autismo
Cumprimento VEJA pela reportagem
"Resgatados da solidão absoluta" (25 de outubro), pois sou
uma mãe que vive essa luta eterna contra o autismo, o preconceito
e a ignorância da sociedade. Mas, infelizmente, temos de ressaltar
que nem todas as famílias têm condições
financeiras de manter essa "equipe multidisciplinar" e nem todos
os estados dispõem de profissionais qualificados para o diagnóstico
e o tratamento do problema. Portanto, ainda temos muito que fazer
pelas crianças autistas.
Cristina Manzolli
Rio de Janeiro, RJ
Consumo
A reportagem "A maldição
do cadastro" (25 de outubro) retrata fielmente essa praga do cadastro
obrigatório realizado nos pontos-de-venda. Mas não
é tudo, nem o pior. Nossa empresa é especializada
em pesquisa em vídeo em lojas, utilizando a ferramenta mystery
shopper, conhecida no Brasil como "cliente misterioso", voltada
para o treinamento. Nos últimos oito anos, já vimos
de tudo, valendo destacar: utilização de câmara
frigorífica de restaurante como vestiário; atendimento,
durante doze minutos, num departamento de crediário, com
o atendente pondo o dedo no nariz o tempo todo; carro de luxo apresentado
no pátio de concessionária, coberto de cocô
de pombo e de poeira; banheiros sem papel, toalha, sabonete, luz
etc. Realmente, muita coisa precisa mudar no ponto-de-venda e na
difícil arte de vender e cativar o cliente.
Paulo Wolf
www.pesquisadigital.com.br
São Paulo, SP
Especial
Como Construir o Futuro
Leio VEJA desde os 12 anos e
venho percebendo a preocupação da revista em mostrar
assuntos que nos levam, mesmo jovens, a realizar planejamentos para
um futuro melhor e em todos os aspectos mais seguro. Obrigado e
parabéns (especial Como Construir o Futuro, 25 de
outubro)!
Uriel Pinto, 16 anos
Teresina, PI
Realmente, o futuro se constrói
desde cedo. Eu gostaria de cumprimentá-los por abordar esse
tema tão importante a todos os brasileiros; principalmente
aos jovens que estão começando a vida. Reportagens
como essa nos dão a oportunidade de sonhar com um futuro
próspero. Que venham o futuro e as oportunidades de ser feliz!
Alexandre Junqueira Vaz
Pittsburgh, Pensilvânia, EUA
Stephen Kanitz
Parabéns pelo seu Ponto
de vista "A coragem de cobrar caro" (25 de outubro). É uma
visão moderna de uma realidade provinciana sobre o sucesso.
A raiz do problema está na escola, que não tem por
objetivo a competitividade, mas a solidariedade cristã que
exalta o assistencialismo e o paternalismo. No Brasil que temos
hoje, um candidato com tais propostas jamais seria eleito. Precisamos
mudar a educação de nossas crianças e jovens
e preparar uma nação de cidadãos.
José Otávio Bola
Barra Bonita, SP
Até que enfim encontrei
alguém que pensa como eu. Cobrar mais caro por um serviço
não é exploração, como pensam alguns,
mas uma forma de ter controle sobre tempo, vida pessoal e qualidade
do serviço oferecido ao cliente.
Amandio Gehlen Leal
Cirurgião-dentista
Balsas, MA
Doeu-me como um murro no queixo
o artigo de Stephen Kanitz. Na minha profissão, a odontologia,
há cada vez maior prostituição, em que se aceitam
convênios que só pagam materiais de segunda, numa relação
em que profissionais que não se enquadram são pejorativamente
tachados de careiros, mercenários etc.
Marco A.B. Pontual
Vitória, ES
Roberto Pompeu de Toledo
Mais uma vez, com maestria e
simplicidade, Roberto Pompeu de Toledo dissertou de forma clara
e precisa sobre uma realidade que estamos vivendo nos dias atuais:
o sistema de cotas raciais. Considerar que raça está
na frente do indivíduo é repugnante num estado democrático
de direito. Afronta todos os princípios que regem nosso país
e trará com certeza disparidades ainda maiores ("Não
o remédio, mas a doença", 25 de outubro).
Leonardo Soares da Silva
Barbacena, MG
Insisto no tema de que o instituto
da reeleição foi o pior legado de FHC pelas seguintes
razões: 1) É anti-republicano para uma nação
com práticas republicanas tão frágeis; 2) Cria
na sua essência um projeto de poder, e não de governo;
3) Poder de longo prazo demanda dinheiro, e portanto se faz através
de loteamento das estatais, valeriodutos, BMGs e toda forma de corrupção;
4) Pior ainda sem a descompatibilização do cargo,
porque cria de fato a figura ambígua do presidato ou candidente.
Um minotauro ou santíssima duedade?; 5) O presidato usa a
máquina pública e todo o aparato do Estado, libera
verbas, dá licença aos ministros, tudo em benefício
do candidente; 6) O candidente ataca como quiser. O presidato atacado
se ofende; 7) Como o TSE pode separar e controlar o que é
"missão oficial" de "ações de campanha"? E
os gastos, como se separam? O tema reeleição passou
a ser uma praga de difícil extermínio ("Imagens e
figuras do nosso tempo", Ensaio, 18 de outubro)?
Marcos Ambrogi
São Paulo, SP
Refiro-me ao ensaio "Frankenstein
e esfinge ao mesmo tempo" (11 de outubro), do senhor Roberto Pompeu
de Toledo sempre muito lúcido , a respeito do
sistema eleitoral "distrital misto". Como cidadão do Reino
Unido, onde temos o sistema distrital "puro", conheço bem
as vantagens deste, e a principal é que cada cidadão
sabe bem quem é o "seu" membro no Parlamento, que é
submetido à cobrança dos eleitores. Esse sistema tem,
entretanto, a desvantagem de favorecer quase exclusivamente os dois
grandes partidos, deixando os outros com uma representação
bem menor que a votação que alcançam.
John Winstanley
Teresópolis, RJ
André Petry
As propostas de Geraldo Alckmin
para o Brasil são boas e claras. Só não enxerga
isso quem não quer. Se há algum problema, não
é com a campanha, mas com o povo brasileiro, que decidiu
abdicar da própria decência e reeleger um presidente
vilão ("O cheque em branco", 25 de outubro).
Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA
Na atual situação
em que o Brasil se encontra, parece que não temos escolha:
é melhor dar um cheque em branco a Alckmin do que aceitar
novamente um cheque sem fundos vindo de Lula. Precisamos "trocar
a corrupção certa pela duvidosa" ("O cheque em branco",
25 de outubro).
Juliana Pisetta de Oliveira
Foz do Iguaçu, PR
Diogo Mainardi
No artigo "Lula é o PT"
(25 de outubro), li que Lula está praticamente reeleito.
"Os brasileiros o perdoaram." Por favor, não me incluam nesse
universo. Tanto eu quanto a minha esposa e os meus filhos não
compactuamos com toda essa sujeira que nos assola.
Ivo Giordano Roman Jr.
São Paulo, SP
É, meu caro, você
perdeu. Perdemos todos nós, brasileiros honestos e éticos.
Acho melhor você voltar para Veneza. Lá é lindo,
corruptos já estão indo para a cadeia, o pôr-do-sol
é cor-de-rosa. Mas, lembre-se, se precisar de alguém
para cozinhar, cuidar de crianças (sou pedagoga), limpar
a casa, posso ir com vocês. Estou com medo de ficar por aqui
e morrer de vergonha ou de raiva.
Maria Clarice
Salvador, BA
Provavelmente teremos de aturar
por mais quatro anos todos os desmandos de Lula. Mas não
me incluo nem a meus familiares entre os "brasileiros" mencionados
no artigo. Levantar a cabeça será nossa resposta.
Alceu Arndt
Porto Alegre, RS
CORREÇÃO:
O jogador Veselin Topalov não é húngaro,
mas búlgaro ("Trapaças até no xadrez", 25 de
outubro).
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A PETROBRAS RESPONDE
A LEITOR
O
quadro "Lixo na praia", publicado nesta seção
de cartas (18 de outubro), em que o leitor José
Monteiro Campos Neto reclamava da poluição
da praia capixaba de Camburi, em Vitória, com
lacres plásticos da Petrobras, sensibilizou a
direção da estatal, que escreveu à
redação. "A Petrobras esclarece que não
faz descarte de lixo no meio ambiente. A empresa mantém
em suas unidades processo de coleta seletiva de lixo,
com o objetivo de reciclagem", explicou Lucio Mena Pimentel,
gerente de imprensa da companhia, que solicitou à
revista o contato do leitor, com o intuito de analisar
o material por ele encontrado e, "a partir do número
inscrito nos lacres, investigar sua procedência".
José Monteiro colocou-se à disposição
da empresa, mas esclareceu: "Muito antes de encaminhar
a foto dos lacres à revista, enviei e-mail com
as fotos à Petrobras, mas essa conceituada companhia
não tem dado a atenção que o caso
requer, pois, além de não ter recebido
retorno, continuo encontrando lacres na Praia de Camburi".
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O PAI QUE EMBARAÇOU
LULA
Na reportagem "Porque
não pode todo mundo ser o Ronaldinho" (25 de
outubro), VEJA citou um leitor da Folha de S.Paulo
que formulou a seguinte pergunta ao presidente Lula
na sabatina realizada por aquele jornal: "Tenho 61 anos,
sou pai de quatro filhos adultos, todos com curso superior
mas com dificuldade de bons empregos ou de empreender.
Como é que o seu filho conseguiu virar empresário,
sócio da Telemar, com capital vultoso de 5 milhões
de reais?". O presidente Lula respondeu: "Eles (Lulinha
e seus sócios) fizeram um negócio que
deu certo. Deu tão certo que muita gente ficou
com inveja". O leitor citado na matéria é
Alberto José Gonçalves, assinante de VEJA
na cidade mineira de Araxá, que se identificou
na semana passada em e-mail à redação.
"Não achei correta a resposta do pai Lula. Mas
aceito a resposta do presidente Lula, que, como sempre,
saiu pela tangente. Que pena que o povo brasileiro vai
ser outra vez enganado", escreveu Alberto.
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JOVENS EMBAIXADORES
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A leitora Márcia
Carioni de Ávila escreve para informar que sua
filha, Camila Carioni de Ávila, de 17 anos, aluna
da Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, de São
Bernardo do Campo, foi selecionada para integrar a equipe
de Jovens Embaixadores 2007. Trata-se de um grupo de
25 alunos do ensino médio da rede pública
brasileira escolhido no último dia 10 de outubro,
entre 2 000 inscritos em todo o país, para participar
de um intercâmbio cultural promovido pela Embaixada
dos Estados Unidos no Brasil. Camila, que sempre estudou
em escola pública, e seu grupo serão recebidos
na Casa Branca em janeiro próximo pelo presidente
George W. Bush e ficarão quinze dias no país,
com tudo pago pela embaixada. O processo de seleção
teve prova, redações em inglês e
teste oral do idioma aplicado pela Associação
Alumni. O programa visa a dar a jovens que nunca saíram
do país a chance de ir aos EUA aprimorar o inglês
e fortalecer os vínculos de amizade, respeito
e colaboração entre os dois países.
Saiba mais no site da embaixada (www.embaixada-americana.org.br).
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OS JOVENS LEITORES
DE VEJA
Roberto Setton
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| A paulistana Camila Meneghin:
moda, futebol e cinema |
Os editores da seção de cartas de VEJA
notaram a presença crescente nos últimos
meses de leitores jovens que escrevem para a revista
com o objetivo de comentar, elogiar e criticar as reportagens.
Essas manifestações são muito bem-vindas.
Elas servem de estímulo para toda a redação
e desmentem a tese de que jovem não lê.
Leitor jovem de VEJA não apenas lê, mas
escreve e bem, como se vê neste espaço.
A leitora Thaís
Macêdo, do Rio de Janeiro, que teve uma carta
sua publicada nesta seção (25 de outubro),
dizia que completaria 18 anos e que seu melhor presente
seria uma assinatura de VEJA. "Muito obrigada a todos
vocês que fazem a melhor revista do país",
disse Thaís em sua carta. Heloisa Bianquini
Araújo, de 10 anos, paranaense de Umuarama,
já é assinante de VEJA. "Desde que eu
tinha 9 anos já lia as revistas de meus familiares.
Comecei lendo as matérias sobre televisão.
Depois foram os colunistas, o Millôr, até
chegar ao ponto em que lia toda a revista, das matérias
sobre a política no Brasil às páginas
amarelas. VEJA me ajuda nos trabalhos escolares e, o
que é mais importante, me atualiza sobre os assuntos
do Brasil e do mundo." O paulista Arthur Branco Costa,
de 15 anos, está no 1º ano do ensino médio
e prefere "as seções relacionadas a biologia,
espaço, medicina, seres vivos, genética
e outros ramos da ciência". Uriel Pinto,
de 16 anos, 2º ano do ensino médio, gosta
do Guia. "Ali encontro uma dimensão mais ampla
dos temas atuais." A curitibana Fernanda Santos,
de 13 anos, prefere as reportagens de música:
"VEJA valoriza as bandas antigas de rock, que estarão
sempre vivas". Eloise Dalpiaz, de 13 anos, também
de Curitiba, explica por que escreveu para a redação
comentando um artigo de Ethevaldo Siqueira: "Ele informa
aos consumidores a quantas anda a tecnologia no Brasil
e no mundo". Isabela Vassoler da Silva sempre
lê a seção de cartas: "Além
da opinião de VEJA, gosto de saber da opinião
de seus leitores". A paulistana Camila Meneghin,
de 15 anos, estudante do Colégio Visconde de
Porto Seguro, gosta das reportagens de moda, futebol
e cinema: "Mas acabei fazendo um comentário sobre
política, porque tive de desenvolver um trabalho
escolar relacionado ao assunto". O brasiliense Levi
Veríssimo, de 14 anos, é fã
da seção Veja essa e está atento
às eleições deste fim de semana:
"Ao contrário de 48% do eleitorado e do nosso
presidente, eu vi e sei de todos os escândalos
que envolvem o PT e, conseqüentemente, o governo".
Alexandra Bruski, de 15 anos, catarinense de
Joinville, acompanha Levi: "Não sabemos mais
o que é necessário para mostrar quanto
Lula foi leviano com a confiança do povo". Marcelo
Bellini Azevedo, de 11 anos, morador de Belo Horizonte,
escreveu para dizer que viu em VEJA os dois candidatos
que o "ensinaram que política é briga,
mentira, mensalão, sanguessuga, corrupção".
E decidiu: "Não quero ser político. Coitado
do meu país!". Caçula da turma, a brasiliense
Stela Póvoa Aires Rodrigues, de 9 anos,
também tem política nas veias: "Eu acho
uma vergonha esse governo do PT. Vamos acabar com tanta
mentira!".
É uma honra
para todos os que fazem a revista saber que seus jovens
leitores escolhem as páginas de VEJA para se
informar e se entreter e também para se
expressar. Continuem nos escrevendo!
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