Para usar

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Fertilidade em baixa

Luis Crispino


Estudo inédito sobre a ovulação feminina, com base em dados colhidos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, comprovou que até 20% dos casos de infertilidade podem estar associados ao stress crônico vivido pelas pacientes em decorrência de atividades profissionais ou físicas. De acordo com um dos integrantes da equipe de pesquisa, o médico Marcos Moura, professor de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina do município, o trabalho começou há cinco anos e analisou, entre outros fatores, a relação entre os níveis do hormônio prolactina e o stress. "Os efeitos do stress são reversíveis com a mudança dos hábitos de vida", explica.

 

De pilequinho e sem camisinha

Liane Neves


Quando bebe, o jovem esquece a camisinha. Sob a orientação de dois professores, um aluno do sexto ano de medicina da Universidade Federal de São Paulo, Danilo Ivankovich, entrevistou 1.175 adolescentes entre 14 e 19 anos. Descobriu que 13% dos que mantêm relações sexuais após o consumo de bebidas alcoólicas relaxam no uso do preservativo. Cerca de 42% disseram ter com freqüência ou já ter tido relações depois de beber. Quando sóbrios, 74% dos meninos e apenas 57% das meninas afirmaram fazer sempre uso da camisinha. O prazer dos jovens também é afetado pela bebedeira: 65% dos garotos afirmaram ter menos prazer, enquanto com 68% das meninas o efeito é contrário. Segundo a enquete, 83% dos adolescentes já tiveram algum contato com o álcool. "As campanhas promovidas pelo governo têm de lembrar que tudo começa em clima de festa e descontração", indica Danilo.

 

Clube do Bolinha pode render mais

 
Roberto Loffel

Os garotos têm um melhor aproveitamento nos estudos quando não há garotas por perto. Essa foi a conclusão de uma pesquisa de três psicólogos alemães. Foram avaliados 140 meninos e 111 meninas de escolas mistas e 140 alunos de uma escola exclusivamente masculina, na Alemanha. Os resultados indicaram ainda que os garotos têm preferência por matemática, tecnologia e ciências naturais, com um correspondente desinteresse das meninas por essas matérias. Em outra pesquisa, os alunos alemães (83%) se disseram céticos quanto aos ganhos de adotar turmas exclusivas para algumas disciplinas.

 

O profissional horizontal

Um aviso de Mario Fleck, presidente da Andersen Consulting no Brasil. Estão em alta no mercado aqueles profissionais preparados para uma das mais importantes tendências da atualidade: a horizontalização dos cargos. Para enfrentar a concorrência, as empresas vivem agora mudanças organizacionais e ampliam sua integração. "Ninguém funciona fechado em silos", diz Fleck. "A organização por setores está sendo substituída pela organização por processos." Assim, por exemplo, o novo profissional de atendimento ao cliente passa a desempenhar funções que, tradicionalmente, dependiam de várias áreas.

 

 

Perigo na síndrome do caminhoneiro

Fabio Mangabeira


Muitos jovens vestibulandos e mulheres gordinhas costumam consumir remédios à base de anfetaminas para esticar o horário de estudo ou perder uns quilinhos. A experiência dos motoristas de caminhão mostra que essa é uma rota perigosa. Delírios, alucinações e dependência são alguns dos efeitos do consumo regular e descontrolado de drogas similares, usadas pelos profissionais do volante para enfrentar longos períodos nas estradas, segundo estudos da bióloga Cláudia Moreno, da Universidade de São Paulo. Ela constatou que 83,3% dos pesquisados em uma empresa, que eram obrigados a trabalhar em horários irregulares, utilizavam anfetaminas para cumprir a jornada. O consumo individual chegava a cinqüenta comprimidos por mês. O tratamento indicado é o mesmo de outras dependências: abstinência e grupos de apoio do tipo Alcoólicos Anônimos.

BOA NOTÍCIA

Cirurgia de resultados

Um método desenvolvido no Brasil para tratamento do câncer de mama obteve o aval dos resultados numéricos. O procedimento associa a retirada normal do tumor com a análise dos tecidos das mamas durante a operação por um patologista, que verifica a possível presença de novos focos cancerígenos. Criado pelo médico José Aristodemo Pinotti, diretor do departamento de obstetrícia e ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o método diminuiu nove vezes a possibilidade de reincidência da doença, ao mesmo tempo que preservou as mamas. No período de estudo, 112 mulheres foram operadas com a nova técnica e apenas 0,8% viram o câncer voltar num prazo de dez anos.

MÁ NOTÍCIA

Desequilíbrio médico

Guga Abreu


O Brasil dispõe de um número suficiente de médicos, mas eles estão mal distribuídos pelo território nacional. É o que comprovam os dados do Conselho Federal de Medicina. São catorze profissionais para cada 10.000 habitantes, número superior aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde. Eles se concentram nas capitais e nas regiões Sudeste e Sul. Mais de 1.200 municípios não têm médicos que ali residam, segundo um levantamento do Ministério da Saúde, que pretende lançar campanha para interiorização de profissionais.

Movido a quatro rodas

Divulgação


Levantamento da consultoria Towers Perrin mostra que uma das vedetes atuais entre os executivos brasileiros é o "carro designado", nome dado ao veículo que as empresas põem à disposição dos funcionários graduados como forma de salário indireto. Em nada menos que 95% das 131 companhias entrevistadas está presente a concessão do automóvel em seus pacotes de benefícios. A concessão do carro é uma prática quase absoluta para os níveis de presidência (100%), diretoria (98%) e gerência de primeira linha (80%) entre as firmas pesquisadas.

Como nossos pais

Em plena era da nova economia, na maior parte dos casais em que ambos trabalham ainda prevalecem velhas relações, evidencia estudo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Em média, as mulheres disseram gastar 152 minutos por dia útil nos afazeres domésticos, contra 114 minutos dos homens, e 38% delas acham que o marido deveria fazer mais pela casa. Ainda assim, 50% das mulheres consideram o emprego do marido mais importante que o próprio, contra apenas 15% dos homens que julgam o trabalho da esposa prioritário.

 

 

Editado por Cesar Baima.
Com reportagem de Angela Nunes e Fernanda Colavitti
e-mail: parausar@abril.com.br

 

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco