Fertilidade
em baixa
Luis Crispino
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Estudo inédito sobre a ovulação feminina,
com base em dados colhidos no Hospital das Clínicas de
Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, comprovou
que até 20% dos casos de infertilidade podem estar associados
ao stress crônico vivido pelas pacientes em decorrência
de atividades profissionais ou físicas. De acordo com um
dos integrantes da equipe de pesquisa, o médico Marcos
Moura, professor de ginecologia e obstetrícia da Faculdade
de Medicina do município, o trabalho começou há
cinco anos e analisou, entre outros fatores, a relação
entre os níveis do hormônio prolactina e o stress.
"Os efeitos do stress são reversíveis com a mudança
dos hábitos de vida", explica.
De
pilequinho e sem camisinha
Liane Neves
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Quando bebe, o jovem esquece a camisinha. Sob a orientação
de dois professores, um aluno do sexto ano de medicina da Universidade
Federal de São Paulo, Danilo Ivankovich, entrevistou 1.175
adolescentes entre 14 e 19 anos. Descobriu que 13% dos que mantêm
relações sexuais após o consumo de bebidas
alcoólicas relaxam no uso do preservativo. Cerca de 42%
disseram ter com freqüência ou já ter tido relações
depois de beber. Quando sóbrios, 74% dos meninos e apenas
57% das meninas afirmaram fazer sempre uso da camisinha. O prazer
dos jovens também é afetado pela bebedeira: 65%
dos garotos afirmaram ter menos prazer, enquanto com 68% das meninas
o efeito é contrário. Segundo a enquete, 83% dos
adolescentes já tiveram algum contato com o álcool.
"As campanhas promovidas pelo governo têm de lembrar que
tudo começa em clima de festa e descontração",
indica Danilo.
Clube
do Bolinha pode render mais
Roberto Loffel
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Os garotos têm um melhor aproveitamento nos estudos quando
não há garotas por perto. Essa foi a conclusão
de uma pesquisa de três psicólogos alemães.
Foram avaliados 140 meninos e 111 meninas de escolas mistas e
140 alunos de uma escola exclusivamente masculina, na Alemanha.
Os resultados indicaram ainda que os garotos têm preferência
por matemática, tecnologia e ciências naturais, com
um correspondente desinteresse das meninas por essas matérias.
Em outra pesquisa, os alunos alemães (83%) se disseram
céticos quanto aos ganhos de adotar turmas exclusivas para
algumas disciplinas.
O
profissional horizontal
Um
aviso de Mario Fleck, presidente da Andersen Consulting no Brasil.
Estão em alta no mercado aqueles profissionais preparados
para uma das mais importantes tendências da atualidade:
a horizontalização dos cargos. Para enfrentar a
concorrência, as empresas vivem agora mudanças organizacionais
e ampliam sua integração. "Ninguém funciona
fechado em silos", diz Fleck. "A organização por
setores está sendo substituída pela organização
por processos." Assim, por exemplo, o novo profissional de atendimento
ao cliente passa a desempenhar funções que, tradicionalmente,
dependiam de várias áreas.
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Perigo
na síndrome do
caminhoneiro
Fabio Mangabeira
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Muitos jovens vestibulandos e mulheres gordinhas costumam
consumir remédios à base de anfetaminas para
esticar o horário de estudo ou perder uns quilinhos.
A experiência dos motoristas de caminhão mostra
que essa é uma rota perigosa. Delírios, alucinações
e dependência são alguns dos efeitos do consumo
regular e descontrolado de drogas similares, usadas pelos
profissionais do volante para enfrentar longos períodos
nas estradas, segundo estudos da bióloga Cláudia
Moreno, da Universidade de São Paulo. Ela constatou
que 83,3% dos pesquisados em uma empresa, que eram obrigados
a trabalhar em horários irregulares, utilizavam anfetaminas
para cumprir a jornada. O consumo individual chegava a cinqüenta
comprimidos por mês. O tratamento indicado é
o mesmo de outras dependências: abstinência
e grupos de apoio do tipo Alcoólicos Anônimos.
BOA
NOTÍCIA
Cirurgia
de resultados
Um método desenvolvido no Brasil para tratamento
do câncer de mama obteve o aval dos resultados numéricos.
O procedimento associa a retirada normal do tumor com a
análise dos tecidos das mamas durante a operação
por um patologista, que verifica a possível presença
de novos focos cancerígenos. Criado pelo médico
José Aristodemo Pinotti, diretor do departamento
de obstetrícia e ginecologia do Hospital das Clínicas
de São Paulo, o método diminuiu nove vezes
a possibilidade de reincidência da doença,
ao mesmo tempo que preservou as mamas. No período
de estudo, 112 mulheres foram operadas com a nova técnica
e apenas 0,8% viram o câncer voltar num prazo de dez
anos.
MÁ
NOTÍCIA
Desequilíbrio
médico
Guga Abreu
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O
Brasil dispõe de um número suficiente de médicos,
mas eles estão mal distribuídos pelo território
nacional. É o que comprovam os dados do Conselho
Federal de Medicina. São catorze profissionais para
cada 10.000 habitantes, número superior aos parâmetros
da Organização Mundial de Saúde. Eles
se concentram nas capitais e nas regiões Sudeste
e Sul. Mais de 1.200 municípios não têm
médicos que ali residam, segundo um levantamento
do Ministério da Saúde, que pretende lançar
campanha para interiorização de profissionais.
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Movido
a quatro rodas
Divulgação
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Levantamento da consultoria Towers Perrin mostra que uma
das vedetes atuais entre os executivos brasileiros é
o "carro designado", nome dado ao veículo que as
empresas põem à disposição dos
funcionários graduados como forma de salário
indireto. Em nada menos que 95% das 131 companhias entrevistadas
está presente a concessão do automóvel
em seus pacotes de benefícios. A concessão
do carro é uma prática quase absoluta para
os níveis de presidência (100%), diretoria
(98%) e gerência de primeira linha (80%) entre as
firmas pesquisadas.
Como
nossos pais
Em
plena era da nova economia, na maior parte dos casais em
que ambos trabalham ainda prevalecem velhas relações,
evidencia estudo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.
Em média, as mulheres disseram gastar 152 minutos
por dia útil nos afazeres domésticos, contra
114 minutos dos homens, e 38% delas acham que o marido deveria
fazer mais pela casa. Ainda assim, 50% das mulheres consideram
o emprego do marido mais importante que o próprio,
contra apenas 15% dos homens que julgam o trabalho da esposa
prioritário.
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Editado
por Cesar Baima.
Com reportagem de Angela Nunes e Fernanda Colavitti
e-mail: parausar@abril.com.br