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Leitor
Crise global Cumprimento VEJA
pela reportagem de capa, principalmente pelo ótimo
gráfico que mostra o PIB do mundo real e a bolha da
especulação. Perfeito! Espero ver em breve algo
sobre o absurdo das bolsas de Mercadorias & Futuros, indexando
por pura especulação os alimentos. Totalmente
absurdo e improdutivo para o mundo real dos simples mortais
consumidores como eu, que no fundo é o que realmente
interessa ("A cavalaria salvou o dia", 24 de setembro). Um dos pilares do
capitalismo moderno, o liberalismo econômico, teorizado
pelo iluminista Adam Smith, defende a não-intervenção
do estado nos assuntos econômicos. Entretanto, o que
vimos nos últimos dias se opõe completamente
a essa fundamental característica de nosso sistema.
Ao injetarem um pacote de recursos para evitar a falência
de instituições, visando a manter o equilíbrio
das bolsas de valores, os Estados Unidos levaram por terra
as idéias apresentadas pelo autor de A Riqueza das
Nações. O governo americano
foi negligente com as operações financeiras
dos bancos de seu país, e boa parte do mundo tem de
pagar a conta. Por mim, a frase seria: "Eu ferrei você!"
Bezerra de Menezes Vocês podem
imaginar nosso contentamento ao ler o comentário sobre
o filme Bezerra de Menezes O Diário de um
Espírito ("Sessão espírita",
24 de setembro). Tivemos notícias, por outras fontes,
sobre o sucesso de bilheteria, mas, quando vimos o comentário
de VEJA, sentimos grande alegria e emoção, não
podendo deixar de expressar aqui nossa admiração
e respeito pela melhor revista do Brasil. É importante,
neste momento em que vivemos mais um processo eleitoral, ter
o exemplo de um cidadão brasileiro que foi médico
e político sem perder de vista os valores humanos e
cristãos. Pena que aqueles que pretendem ser os representantes
do povo não "tenham tempo" para ler reportagem
de tão grande vulto. Certamente o cinema nacional ganhou
mais uma medalha por essa produção. Bons exemplos
devem ser divulgados. Concordo que a pesquisa
devesse ganhar mais profundidade no que diz respeito à
sua atuação no movimento espírita. Todavia,
o filme resgata algo que entendo ser fundamental: mostra-nos
que homens públicos, como o foi o protagonista, não
precisam abrir mão de seus valores morais e religiosos
para exercer as funções para as quais são
eleitos pela sociedade.
Parto sem dor Adorei a reportagem
"A pior dor do mundo? Esqueça" (24 de setembro).
Há oito meses passei por essa experiência. Quando
cheguei ao hospital, estava com apenas 2 centímetros
de dilatação e me aplicaram a anestesia peridural.
Foi um sucesso. Ajudou bastante na dilatação
e realmente foi um alívio porque não senti mais
nenhuma dor e fiquei mais tranqüila. Recomendo essa anestesia
a todas as mulheres que quiserem ter o parto normal. O alívio
da dor é uma premissa básica da anestesiologia.
Mas isso nem sempre é possível, apesar de existirem
há anos métodos, drogas e dispositivos que agem
com eficácia no controle da dor. Com freqüência
esbarramos no medo de pacientes, familiares, em opiniões
distorcidas, aspectos culturais, religiosos e falsos tabus.
Além disso, não é incomum nossa própria
classe médica atrasar ou evitar que a dor seja tratada
nas mais diversas situações, como no pós-operatório,
dor oncológica e trabalho de parto. A anestesiologia
carrega consigo um fardo, ainda pesado demais, no qual o temor
suplanta todo o vasto conhecimento científico adquirido
ao longo dos anos.
Claudio de Moura Castro O artigo "Quem
entendeu a nova avaliação do ensino?" (24
de setembro) consegue resumir alguns dos principais vícios
da mais nova fórmula de avaliação do
ensino superior do MEC. O ranking compara, na mesma escala,
instituições absolutamente diferentes, o que
distorce conclusões e provoca injustiças muitas
vezes irreparáveis. É como se o Ministério
da Saúde divulgasse um ranking dos hospitais brasileiros
com base no índice de mortalidade, colocando em "ordem
de excelência" hospitais, maternidades, postos
de saúde e clínicas, desconsiderando o fato
de que algumas dessas instituições fazem transplantes
cardíacos e outras apenas operações de
miopia e, pior, sem esclarecer isso.
Machado de Assis Maravilhosa a reportagem
de Jerônimo Teixeira a respeito do maior representante
da literatura brasileira ("Machado. Um verdadeiro imortal",
24 de setembro). VEJA provou mais uma vez sua seriedade ao
abordar fatos importantes como é o centenário
da morte de Machado de Assis. Ele foi e continuará
sendo o maior escritor brasileiro.
Profissões Dados adicionais
da pesquisa encomendada pelo Semesp, que deu origem à
reportagem "Voltadas para o mercado" (14 de setembro),
mostram que as empresas recrutaram seus funcionários
em 252 instituições particulares de ensino superior
universo maior do que os 5% das faculdades privadas
mencionadas na matéria.
Itaú e VEJA 40 anos Fiquei maravilhada
e me senti muito importante quando recebi a edição
especial dos 40 anos de VEJA. A homenagem era para mim, pois
VEJA e eu temos a mesma idade, como todos os que tiveram a
felicidade de nascer em 1968. Quando abrimos a revista e vemos
nosso nome impresso sete vezes na capa e na contracapa, sentimo-nos
como se realmente o Banco Itaú estivesse falando com
cada um de nós. Essa parceria foi genial. Obrigada,
VEJA.
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