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VEJA
Recomenda
DISCOS
Antonio Milena
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| Silvio
Caldas: um arraso em Maria |
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Ary
Barroso: Ontem e Hoje, vários intérpretes
(BMG) Exceção feita ao nonsense do verso "Ah/
Esse coqueiro que dá coco...", de Aquarela do Brasil,
Ary Barroso (1903-1964) foi um dos maiores letristas da MPB. Ele
retratou brilhantemente os tipos brasileiros em suas músicas
da mulata à baiana, da vida no campo à malandragem
da noite carioca , além de ter criado belas canções
de amor. O mérito desse CD duplo está em mostrar quanto
Barroso permanece atual. O primeiro disco traz gravações
realizadas entre as décadas de 30 e 60 e interpretações
de Carmen Miranda, Aracy de Almeida e Silvio Caldas (que arrasa
em Maria). O segundo CD reúne mais uma leva de sucessos
do compositor, na voz de Paulinho da Viola, Chico Buarque e Gal
Costa, entre outros.
Divulgação
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| Os
Neptunes: de rap a Britney |
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The
Neptunes Present... Clones, Neptunes (BMG) Na música
pop atual, não há produtores mais requisitados do
que os Neptunes. Formada por Pharrell Williams e Chad Hugo, a dupla
arquiteta batidas para rappers de maus bofes, como Snoop Doggy Dogg
e Nelly, e também para astros teen em busca de uma "envenenada"
como Justin Timberlake e Britney Spears, que recorreram aos
Neptunes em seus CDs mais recentes. Eles têm fãs também
entre o jet set internacional. Pharrell teve um breve romance com
Jade Jagger, filha de Mick, e a dispensou sob a alegação
de que ela era "muito chata". Na parte musical, ele não é
menos exigente. Clones reúne os melhores artistas
produzidos pelos Neptunes, entre os quais Nelly (na sacolejante
If) e a cantora Kelis
(em Popular Thug).
LIVROS
O
Último Samurai, de Helen DeWitt (tradução
de Vera Ribeiro; Rocco; 540 páginas; 59,50 reais)
No clássico Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa, um
guerreiro desafia outro para uma luta com espadas de bambu. O derrotado
acha que houve empate, mas o vitorioso retruca: "Se estivéssemos
lutando com espadas de verdade, eu o teria matado". Criado à
base de sessões semanais do filme, pelo qual sua mãe
é obcecada, o pequeno e genial Ludo capaz de ler a
Ilíada em grego já aos 4 anos adota
esse mesmo método quando sai em busca de uma figura paterna.
Usa a mentira que conta para cada um dos eleitos "Eu sou
seu filho" como uma espada de bambu, com a qual testa as
reações e a aptidão deles para o papel. O talento
da prosa da estreante Helen DeWitt (que merecia tradução
mais precisa), somado à sua idéia absolutamente original,
resulta num romance a um só tempo erudito e acessível,
que começa a deixar saudade antes que se chegue ao seu final.
A
Luz no Subsolo, de Lúcio Cardoso (Civilização
Brasileira; 368 páginas; 45 reais) Embora não
esteja entre os nomes mais conhecidos da literatura brasileira do
século XX, o mineiro Lúcio Cardoso (1912-1968) desbravou
um filão importante: o dos romances introspectivos e carregados
de tormento existencial. Numa época em que o regionalismo
reinava absoluto no gosto do público e da crítica,
ele costumava dizer que os melhores livros eram aqueles feitos com
"o desespero e a alma doente do seu autor". Publicado em 1936 (e
fora de catálogo havia quase três décadas),
A Luz no Subsolo é seu terceiro romance. A trama gira
em torno de um casal cuja rotina entra numa espiral de loucura com
a chegada de uma empregada. Trata-se de um belo exemplo da obra
um tanto sombria do autor. Leia
trecho do livro.
DVDs
Divulgação
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| A
Sangue Frio: ainda perturbador
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A Sangue Frio (In Cold Blood, Estados Unidos, 1967.
Columbia) Em 1959, dois rapazes entraram na casa da família
Clutter, na região rural do Estado do Kansas, acreditando
haver ali um cofre. Saíram algumas horas mais tarde, com
43 dólares e tendo cometido quatro assassinatos. Nos seis
anos decorridos entre o crime e a execução dos responsáveis,
Truman Capote pesquisou e escreveu o livro A Sangue Frio,
um dos monumentos do "novo jornalismo". Dois anos depois, o diretor
Richard Brooks adaptou esse "romance não-ficcional" com obsessão
quase mórbida pela fidelidade os assassinatos foram
filmados na casa em que ocorreram de fato. O filme continua perturbador.
Mas enfraquece no final, quando o personagem do jornalista profere
repetidos discursos contra a pena capital quase sempre com
argumentos ingênuos e pouco elaborados. Quem acerta o ponto
nevrálgico da discussão é, ironicamente, um
dos assassinos, ao explicar por que é favorável à
pena de morte: "Sou um sujeito vingativo. E a forca não passa
de uma forma de vingança", diz ele.
Divulgação
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English:
Mr.
Bean se torna espião
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Johnny English (Inglaterra, 2003. Universal) Funcionário
subalterno do serviço secreto britânico, o atrapalhado
Johnny English só ganha uma promoção para agente
porque é o único sobrevivente de uma manobra desastrada
(de sua própria autoria) que matou todo o pessoal do seu
departamento. No exercício do cargo de espião, ele
continuará demonstrando a sua peculiar combinação
de inépcia e ilusões de grandeza atividade
na qual o ator Rowan Atkinson atingiu um patamar próximo
da perfeição, em seus longos anos como o intérprete
de Mr. Bean. Escrito pela mesma dupla de roteiristas dos dois últimos
filmes do agente 007, Johnny English é uma paródia
que fica melhor na tela pequena. Os extras incluem um teste de atenção:
quem passar ganha o direito de assistir às cenas deletadas.
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| Sarita:
olhar flamejante |
La
Violetera (Espanha/Itália, 1958. New Line)
Seu talento como atriz era quase tão delgado quanto sua cintura.
Apesar disso, Sarita Montiel virou um ícone nos países
de língua espanhola (e também no Brasil, onde fez
apresentações) com esse melodrama em que, faça-se
justiça, ela exibe ainda seu olhar flamejante e sua bela
voz. Sarita é uma vendedora de flores que atrai a atenção
de um aristocrata (Raf Vallone) e embarca no que parece ser o romance
perfeito. Até que ele a deixa em nome da circunspecção
exigida por sua carreira diplomática. A vingança dela
é tornar-se cantora de sucesso e atirar violetas em seu ex-amor,
que está na platéia. É camp "no úrtimo",
mas não é que ainda tem seu charme? A distribuidora
avisa, já na capinha do DVD, que a cópia tem alguns
defeitos originários da matriz, hoje uma raridade.
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