Edição 1822 . 1° de outubro de 2003

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Cartas

 

"4h41 da manhã (segunda 22). Acabo de ler a maravilhosa reportagem sobre insônia. Obrigada, VEJA, pela companhia em mais uma noite em claro."
Dazilia Maria Ribeiro
Vitória, ES


Insônia

A reportagem "Não perca o sono" (24 de setembro) aliviou o coração e fez fechar os olhos, para uma boa noite de sono, de todos aqueles que, como eu, sofrem as conseqüências da tão agitada e corrida vida moderna. Agora posso fechar os olhos e dormir noites mais tranqüilas ao saber que a medicina dá tanta atenção a essa patologia do sono. Nunca fiz uso de medicamento para dormir. Peno todas as noites em busca de meus quinze minutos de sono, pois não consigo me desligar do dia de trabalho nem dos estudos. Ainda assim, não acho necessário atropelar o mecanismo natural do organismo para apertar a chave que desliga os sentidos. Fico com a velha receita de minha avó: conto carneirinhos!
Daniel Manzoni
daniel.manzoni@bol.com.br

A reportagem sobre insônia estava detalhada e bem estruturada, mas dizer que "os benzodiazepínicos viciam em poucas semanas" complica muito nosso trabalho. É inquestionável que esses medicamentos causam dependência, mas é uma dependência que na grande maioria dos pacientes não traz conseqüências e é facilmente tratável. Os benefícios que eles proporcionam superam em muito o risco de dependência.
Lauro Guirlanda, residente de psiquiatria
Belo Horizonte, MG

Excelente a matéria sobre insônia, problema de saúde pública que afeta a qualidade de vida das pessoas, independentemente de idade, credo, etnia e cultura. Apenas acrescento que ela está presente também, em menor intensidade, nas populações indígenas e nas comunidades rurais isoladas, como temos constatado em nossas pesquisas sobre a prevalência desse distúrbio nesses segmentos, nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Professor-doutor José Carlos Souza
Coordenador do Grupo de Pesquisa do CNPq
"Sono, sonhos e seus distúrbios"
Campo Grande, MS

Nunca fui dependente de tranqüilizantes, muito pelo contrário. Minha maior preocupação, quando entrevistada, foi mostrar ao leitor que existem maneiras naturais e eficientes para combater a insônia. Tentei deixar bem claro que preferia passar noites em claro a começar a tomar qualquer tipo de remédio para dormir; que há três anos busquei alternativas como chás, homeopatia, massagens, mudança nos hábitos alimentares e na rotina de vida. Nesse período em que resolvi cuidar melhor de meu sono, eu vivia uma ascensão profissional (tinha me tornado VJ da MTV) e nunca encarei esse como um momento complicado, mas, sim, agitado.
Sarah Oliveira
São Paulo, SP

 

Milene Domingues

Show de bola a entrevista com Milene (Amarelas, 24 de setembro). Comprova que as mulheres amadurecem mais cedo que os homens. Ela deu de 10 a zero na imprensa e nas atitudes de Ronaldo. Ele deveria ir para a "prorrogação" com ela. Vale a pena!
Ana Cristina Oliver Santos
Salvador, BA

Apesar de ser ainda muito jovem, Milene demonstra sua força de vontade em superar as "pedras no caminho", fazendo o que gosta: jogar futebol. Além disso, revela maturidade e não esconde o jogo do leitor, mostrando com clareza suas dificuldades na vida pessoal. Mesmo assim, não desanima, deixando claro que está decidida e que tem um longo caminho pela frente. Parabéns pelo exemplo, Milene!
José Maurício Roriz de Paiva
Goiânia, GO

A beleza, a simpatia e a sinceridade fazem parte dessa menina-mulher, que diz claramente que o fator financeiro não se sobrepõe ao amor. Magnífica a entrevista das páginas amarelas com Milene Domingues. Cada resposta a mostra como uma mulher madura, apesar de ter apenas 24 anos. Ela trata o casamento e a separação de forma real, sem entrelinhas, revelando que o mais importante é o filho, Ronald. Bola pra frente, Milene!
Kleber Montoril Rocha
Manaus, AM

Parabéns, Milene Domingues, pela entrevista concedida às páginas amarelas. Fica claro o sinal de amadurecimento, aos 24 anos de idade, após tantas críticas e acusações de se mover pelo interesse financeiro quando engravidou do fenômeno Ronaldo.
Alessandro Mazzo
Itapuí, SP

 

Especial VEJA 35 Anos

Incrível, fantástico, extraordinário! VEJA comemora seus 35 anos de vida, mas seus leitores foram privilegiados com o melhor presente (Especial VEJA 35 anos, setembro de 2003). Professores, estudantes, intelectuais e todo cidadão comprometido com a História Universal não podem ficar sem seu exemplar, para futuras consultas. Parabéns pelo alto nível de profissionalismo da equipe da revista.
Rufino Almeida
Belém, PA

Tenho orgulho de ter em minha biblioteca a coleção completa da extraordinária VEJA, toda encadernada, de seis em seis exemplares, totalizando 304 volumes, além das antigas edições extras e encartes. É um dos tesouros que deixarei para meus descendentes.
José Ribamar Soares Afonso
Manaus, AM

Gente, gosto sempre de minha revista VEJA, mas desta vez vocês se superaram! A idéia de colocar 1.823 capas na menina dos olhos foi de uma criatividade fora do comum. É por isso que VEJA é a minha menina dos olhos (desculpem o trocadilho, mas não resisti). Gostei também do anúncio personalizado do Itaú. Um luxo! Orgulho-me de ser assinante.
Noemi Carvalho Neves
Fortaleza, CE

Senti, como muitos assinantes devem ter sentido, certo arrepio ao ver meu nome impresso em três páginas da Edição Especial VEJA 35 anos. Trata-se de um comercial, mas é também o resultado de uma tecnologia avançada que poucos dominam e um bom motivo para guardar o magnífico exemplar.
Benhur Luiz Maieron

Brasília, DF

Surpreso e envaidecido com a personalização da edição comemorativa dos 35 anos de VEJA, louvo sua maneira criativa de comunicar-se com os assinantes. A valorização do cliente poucas vezes foi tão completa em encantamento. Marketing perfeito. Realmente me sinto surpreendido por tal iniciativa.
Walmir Leite Pontes
Quixeramobim, CE

Recebi a revista VEJA no domingo passado, 21 de setembro, exatamente no dia em que fiz 35 anos. E, com os meus amigos e familiares em casa, o assunto não foi outro a tarde inteira. Parecia que a revista tinha sido feita sob encomenda, ainda mais com a capa de dentro e as últimas páginas com a propaganda personalizada do Itaú, dizendo "Silmara...!". Vi nas reportagens marcos que foram também na minha vida. Parabéns a todos nós!
Silmara de Oliveira
São Paulo, SP

CORREÇÃO: O jogador Kaká, do Milan, nasceu em Brasília (DF). Não é, portanto, paulista, como informou a reportagem "Jovem e milionário" (10 de setembro).

 
A Constituição
A reportagem "Para tirar a fera da sala" (3 de setembro) informou que a Constituição brasileira tem 245 artigos. O leitor Claudionor R. Bernardino, de Brasília, escreveu para dizer que "na verdade, a Constituição contém 251 artigos – de 1 a 250 e o Artigo 29A, incluído pela emenda constitucional nº 25, de fevereiro de 2000". Oacir Silva Mascarenhas, acadêmico de direito da Universidade Católica de Salvador, fez observação similar. A versão on-line da Constituição da República Federativa do Brasil, hoje com 251 artigos, pode ser consultada nos sites do Senado Federal (http://www.senado.gov.br) e da Câmara dos Deputados (http://www.camara.gov.br).

 

O Acre, o satélite e o desmatamento
Na semana passada, o governador Jorge Viana, do Acre, pediu – e obteve – a instalação de uma auditoria para revisar as estimativas de desmatamento na Amazônia dos últimos quinze anos, baseadas em imagens de satélite processadas pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Depois da publicação da reportagem "O crime da motosserra", na última edição de VEJA, tratando do aumento da área desmatada verificado a partir de dados coletados pelo Inpe, Viana iniciou uma batalha para corrigir informações que contradizem a política que afirma desenvolver em seu governo. "Nossos números mostram o contrário do que foi publicado", diz o governador. Os valores de desmatamento registrados por VEJA resultam da soma de três imagens críticas do sensoriamento. Duas cobrem também áreas que vão além das divisas do Acre. Por isso, o total publicado, de 1.208 quilômetros quadrados desmatados em 2002, não corresponde ao que aconteceu dentro do Estado. Analisando, porém, apenas a terceira imagem, encontra-se uma evolução de área desmatada ainda mais surpreendente, em termos porcentuais. Pelos dados do Inpe, só nessa região, o ritmo do desflorestamento teria aumentado 600% em um ano. O próprio instituto enviou carta à redação admitindo "indicativos de uma superestimativa" em seus cálculos. Agora, o Inpe vai comparar sua metodologia com a da organização não-governamental Imazon, para um ajuste nesses dados.

 

 
 
 
 
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