|
|
Ginástica
Meia hora e pronto
Novas academias oferecem circuito em que
a pessoa entra, sua, se alonga e vai embora

Bel Moherdaui
Fotos Claudio Rossi
 |
ossi
 |
| Curves: em cada aparelho ou "estação"
são gastos apenas trinta segundos; com três voltas
inteiras, o treino está feito |
Não faz ginástica por falta de
tempo? Pois saiba que a desculpa está ficando esfarrapada.
Na contramão das grandes academias, que, em troca de uma
mensalidade, oferecem sauna, piscina, quadra poliesportiva, lanchonete
e outros atrativos a quem vai lá para se exercitar, começam
a aterrissar no Brasil, por enquanto exclusivamente para mulheres,
as redes de ginástica expressa: uma seqüência
de meia hora de exercícios quase ininterruptos em torno de
um circuito de aparelhos e plataformas para atividade no chão.
São salas simples, de 150 metros quadrados, acrescidas de
banheiro, vestiário e só. Preço: 100 reais
por mês, em média, contra 250 reais nas megaacademias.
A primeira a chegar foi a gigante americana Curves. Criada na década
de 90, a rede hoje tem mais de 3 milhões de alunas, que freqüentam
8.000 clubes espalhados por dezessete
países é uma das franquias que mais crescem
no mundo. No Brasil, a primeira filial foi aberta no fim de 2003,
em São Paulo. Hoje, são quatro unidades, sendo duas
no Rio de Janeiro e duas em São Paulo, e a previsão
é chegar a dez até o fim do ano.
Vinicius de Oliveira
 |
| Contours, em Fortaleza: plano de chegar a
oitenta unidades no Brasil até o fim de 2005 |
Em todas elas, oito aparelhos hidráulicos
(que funcionam como um exercício na piscina: quanto mais
rápido é feito, mais difícil fica) são
intercalados por plataformas para exercícios sem impacto,
orientados por uma professora. A cada trinta segundos, a música
diminui e uma voz avisa que é hora de trocar de "estação".
São três voltas completas no circuito, com pausas a
cada sete minutos para controle da pulsação e mais
cinco minutos de alongamento. "Nosso objetivo é fazer a aluna
se sentir em casa. Queremos que seja um ambiente aconchegante, que
a incentive a vir treinar", explica Silvia Mankel, proprietária
da filial do bairro de Moema, em São Paulo. Na parede, nada
de espelhos, e desfile de roupinhas de ginástica caprichadas
é raríssimo. Na mesma filosofia trabalha a rede Contours
Express, que fincou sua primeira bandeira em Fortaleza, em junho.
Uma segunda será aberta na cidade nesta semana e, em setembro,
deve ser inaugurada a primeira em São Paulo. "O objetivo
é chegar a oitenta academias no Brasil até o fim de
2005", diz o cearense Cassiano Ximenes, que descobriu a empresa
durante uma temporada de estudos no Canadá. Primeiro filhote
100% nacional, ainda que de inspiração e nome importados,
a 30' InShape, em São Paulo, também trabalha com o
conceito do circuito, sendo que os exercícios são
alternados entre aparelhos e camas elásticas. Ainda no ano
que vem será inaugurada a primeira filial brasileira da recém-criada
Fit Life, que, ao contrário das outras, atende rapazes também.
"Como as empresas aéreas, que baratearam as passagens enxugando
custos e serviços, as academias estão mudando seu
modelo de negócio. Esse novo filão vai revolucionar
nosso mercado", acredita Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil,
empresa de consultoria na área, e representante da Fit Life
no país. Entre as gigantes do ramo, onde o circuito de trinta
minutos até existe mas faz parte do pacote, a Companhia Athletica
foi a primeira a reagir à novidade: abriu no início
do mês em São Paulo a primeira CiaExpress, versão
mais enxuta dos seus tradicionais templos, de até 7.000
metros quadrados. A nova marca terá como padrão espaços
de cerca de 2 000 metros quadrados com sala de ginástica,
musculação e spinning. A mensalidade fica em torno
de 130 reais.
|