Edição 1869 . 1° de setembro de 2004

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Ginástica
Meia hora e pronto

Novas academias oferecem circuito em que
a pessoa entra, sua, se alonga e vai embora


Bel Moherdaui


Fotos Claudio Rossi
ossi
Curves: em cada aparelho ou "estação" são gastos apenas trinta segundos; com três voltas inteiras, o treino está feito


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Em Profundidade: Beleza
e Boa Forma

Não faz ginástica por falta de tempo? Pois saiba que a desculpa está ficando esfarrapada. Na contramão das grandes academias, que, em troca de uma mensalidade, oferecem sauna, piscina, quadra poliesportiva, lanchonete e outros atrativos a quem vai lá para se exercitar, começam a aterrissar no Brasil, por enquanto exclusivamente para mulheres, as redes de ginástica expressa: uma seqüência de meia hora de exercícios quase ininterruptos em torno de um circuito de aparelhos e plataformas para atividade no chão. São salas simples, de 150 metros quadrados, acrescidas de banheiro, vestiário e só. Preço: 100 reais por mês, em média, contra 250 reais nas megaacademias. A primeira a chegar foi a gigante americana Curves. Criada na década de 90, a rede hoje tem mais de 3 milhões de alunas, que freqüentam 8.000 clubes espalhados por dezessete países – é uma das franquias que mais crescem no mundo. No Brasil, a primeira filial foi aberta no fim de 2003, em São Paulo. Hoje, são quatro unidades, sendo duas no Rio de Janeiro e duas em São Paulo, e a previsão é chegar a dez até o fim do ano.


Vinicius de Oliveira
Contours, em Fortaleza: plano de chegar a oitenta unidades no Brasil até o fim de 2005

Em todas elas, oito aparelhos hidráulicos (que funcionam como um exercício na piscina: quanto mais rápido é feito, mais difícil fica) são intercalados por plataformas para exercícios sem impacto, orientados por uma professora. A cada trinta segundos, a música diminui e uma voz avisa que é hora de trocar de "estação". São três voltas completas no circuito, com pausas a cada sete minutos para controle da pulsação e mais cinco minutos de alongamento. "Nosso objetivo é fazer a aluna se sentir em casa. Queremos que seja um ambiente aconchegante, que a incentive a vir treinar", explica Silvia Mankel, proprietária da filial do bairro de Moema, em São Paulo. Na parede, nada de espelhos, e desfile de roupinhas de ginástica caprichadas é raríssimo. Na mesma filosofia trabalha a rede Contours Express, que fincou sua primeira bandeira em Fortaleza, em junho. Uma segunda será aberta na cidade nesta semana e, em setembro, deve ser inaugurada a primeira em São Paulo. "O objetivo é chegar a oitenta academias no Brasil até o fim de 2005", diz o cearense Cassiano Ximenes, que descobriu a empresa durante uma temporada de estudos no Canadá. Primeiro filhote 100% nacional, ainda que de inspiração e nome importados, a 30' InShape, em São Paulo, também trabalha com o conceito do circuito, sendo que os exercícios são alternados entre aparelhos e camas elásticas. Ainda no ano que vem será inaugurada a primeira filial brasileira da recém-criada Fit Life, que, ao contrário das outras, atende rapazes também. "Como as empresas aéreas, que baratearam as passagens enxugando custos e serviços, as academias estão mudando seu modelo de negócio. Esse novo filão vai revolucionar nosso mercado", acredita Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil, empresa de consultoria na área, e representante da Fit Life no país. Entre as gigantes do ramo, onde o circuito de trinta minutos até existe mas faz parte do pacote, a Companhia Athletica foi a primeira a reagir à novidade: abriu no início do mês em São Paulo a primeira CiaExpress, versão mais enxuta dos seus tradicionais templos, de até 7.000 metros quadrados. A nova marca terá como padrão espaços de cerca de 2 000 metros quadrados com sala de ginástica, musculação e spinning. A mensalidade fica em torno de 130 reais.

 
 
 
 
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