Edição 1869 . 1° de setembro de 2004

Índice
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Autor-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Se as pessoas aprenderem a não
valorizar futilidades e despertarem para
a importância da busca pela paz interior,
entenderão a essência da vida."

Izolda Maria Rosas Lages
Recife, PE


Poder interior

Nos tempos em que estamos vivendo, cada vez mais agitados e estressantes, buscar uma paz interior por meio da meditação é revigorante, natural, prático e acessível a todos. O incentivo à leitura também é digno de aplausos ("Os donos de si", 25 de agosto).
Christian Moreira da Silva
São Paulo, SP

Conheço bem a janela aberta que ilumina a testa da moça da capa de VEJA. Eu a experimento! A leitura é um dos meus prazeres. A meditação, a corrida na pista de cooper, a ioga, a boa música, a natureza, o convívio saudável. Costumo dizer que não tenho religião, e sim religiosidade – sinto Deus em mim e em todas as coisas que acima citei. Banho-me em espiritualidade numa simples visão de pôr-do-sol. Felicidade existe, sim. Para quem sabe vê-la. Grata pela matéria iluminada.
Karla Celene Campos
Montes Claros, MG

Sócrates, 500 a.C., já disse: "Não há nenhuma doença do corpo que esteja separada da mente". Saúde e qualidade de vida são resultado de paz interior, conquistada através do amor à prática de tudo o que leva ao autoconhecimento a que se refere VEJA. Porém, a busca é pessoal. Parabéns pela reportagem.
Guilherme Carmezini
Ribeirão Bonito, SP

 

Garry Kasparov

Parabéns a VEJA pela brilhante entrevista com o russo Garry Kasparov (Amarelas, 25 de agosto). Na Rússia o xadrez é disciplina obrigatória nas escolas, o que acaba fazendo com que as crianças desenvolvam desde cedo habilidades relacionadas a desafios, vitórias e derrotas que elas vão encontrar durante toda a vida. Sou professor de educação física e confesso que não me animei muito quando meu filho, aos 7 anos, escolheu o xadrez como "esporte". Hoje, passado um ano, posso atestar como ele cresceu emocionalmente depois do xadrez. Como o xadrez, a vida é um jogo, e vence nela aquele que está mais preparado.
Renato Bahia
Natal, RN

Na entrevista com Garry Kasparov, a repórter Monica Weinberg foi tão genial quanto o campeão de xadrez ao elaborar uma seqüência de perguntas a partir das respostas não tão convincentes da celebridade russa. Assim como no jogo de xadrez, VEJA conseguiu enxergar os movimentos do mestre Kasparov.
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão

 

Tales Alvarenga

Genial a comparação que Tales Alvarenga faz entre as baleias e o presidente Lula ("Baleia no Planalto", 25 de agosto). Só que os cetáceos são mais fáceis de desencalhar que o Brasil. Nós estamos encalhados há mais de 500 anos; será que ninguém tem compaixão de nós?
Alcino C. Ribeiro
São Paulo, SP

 

André Petry

O arquivamento do caso do jovem Edison Tsung Chi Hsueh, sem que nada tenha sido devidamente esclarecido, é lamentável ("Quem matou Edison?", 25 de agosto). Como repórter da extinta Folha da Tarde, tive a oportunidade de cobrir a morte do calouro. Naquela ocasião, o silêncio dos estudantes da USP sobre o fato era de causar náuseas. Durante o enterro, como se não bastasse, nós, jornalistas, ainda fomos chamados de "urubus" pela turma do "ninguém sabe, ninguém viu". Tal qual a morte de Edison, a omissão e o desrespeito daqueles alunos de medicina também continuam difíceis de esquecer.
Marcos de Andrade Silva
São Paulo, SP

 

Carta ao leitor

Não sei quem classificou VEJA como "a quarta maior revista semanal de informação do mundo, depois de Time, Newsweek e U.S. News" (Carta ao leitor, 25 de agosto). Eu me sinto muito mais bem e objetivamente informado sobre o mundo (e o Brasil, claro) lendo VEJA toda semana, em vez das três revistas do meu país de origem.
Bill Williamson
Itaguaí, RJ

 

Lya Luft

Num tempo em que a hipocrisia e a mídia, de mãos dadas, ditam nosso modo de agir e pensar, fico muito feliz ao ler o último artigo de Lya Luft ("Baleias não me emocionam", Ponto de vista, 25 de agosto). Nós nos sensibilizamos com aquilo que não nos causa esforço. Como nos sensibilizar com um mendigo na calçada quando poderíamos tê-lo auxiliado? Melhor pensar nas baleias, coitadinhas. Como também são coitadinhos aqueles que passam fome na África, nunca os famintos de nossas ruas. Passo, a partir de hoje, a ler seus textos com outros olhos. A senhora ganhou meu respeito e minha admiração.
Gilberto Carlos Nunes
Brasília, DF

Estou decepcionada com o Ponto de vista escrito por Lya Luft. Não esperava um texto tão frio de uma escritora que havia demonstrado tanta sensibilidade anteriormente. Sou defensora dos animais e acredito que os seres humanos têm uma idéia terrivelmente equivocada de que são prioridade na Terra. Somos apenas elementos que compõem a vida no planeta. Acredito que a humanidade é responsável pelas maiores tragédias do nosso planeta, desde baleias encalhadas até a miséria brasileira de todos os dias.
Frida Frick
Cascais, Portugal

É interessante como certos "intelectuais" brasileiros gastam seu tempo em criticar os defensores de animais. E é sempre o mesmo argumento: a vida da espécie humana é mais importante que a vida de qualquer outra espécie animal. Esse tipo de pensamento Peter Singer definiu como "specisism". Em vez de criticar os que fazem, da próxima vez que uma criança faminta aparecer na janela do seu carrão com ar-condicionado, faça como os protetores de animais: pegue esse ser e leve para sua casa, dê de comer e trate-o com amor e carinho.
Lane Azevedo Clayton
Austin, Texas, EUA

Quando Lya Luft propõe que só voltemos nossa atenção para os direitos animais depois que tivermos resolvido os problemas humanos, ela propõe a negligência perpétua dos animais. Isso porque nunca chegará o dia em que todos os problemas humanos estarão resolvidos.
Regina Rheda
Gainesville, Flórida, EUA

Um estudo feito nos EUA mostra uma relação entre crueldade com seres humanos e com animais – muitos serial killers começaram matando animais. Os adolescentes responsáveis pelos recentes tiroteios em colégios americanos têm em comum um passado de violência contra animais.
Cristina Nishida
Nagano, Japão

 
EXCLUSIVO ON-LINE
Outras opiniões sobre o artigo "Baleias não me emocionam"

 

Caso Ibsen Pinheiro

VEJA é a revista de maior credibilidade do Brasil. VEJA não "vende" reportagens e por isso tem uma coisa que só veículos de comunicação que durante décadas fazem um jornalismo imparcial e democrático podem conquistar: credibilidade. VEJA é sinônimo de democracia, coerência, independência, dinamismo, coragem, competência e patriotismo, mas não ufanismo, e sim compromisso com os cidadãos brasileiros ("Uma farsa chamada IstoÉ", 25 de agosto).
Karlos Eduardo G. Gomes
Fortaleza, CE

A revista VEJA não saiu com a imagem arranhada. Saiu, sim, gozando de muito mais admiração. Muitas podem tentar destruir, mas o maior patrimônio de VEJA poucas vão ter o privilégio de ter: a credibilidade e o respeito do cidadão.
Renato Silva de Almeida
Manaus, AM

VEJA conseguiu, uma vez mais, expor o verdadeiro jornalismo: coerente, imparcial e, acima de tudo, crível. VEJA superou as incredulidades e desconfianças e mostrou que é uma revista competente, ao desvendar o nefasto esquema de difamação empreendido por seus algozes. Estimo que continue sempre assim, expondo os fatos como eles realmente são, sem distorções e fundamentados na verdade.
Jonny Lucas Farias da Silva, 16 anos
Arapiraca, AL

Sugiro ao atual governo que leia a reportagem para ver que não é necessário controle sobre os jornalistas. O controle quem faz é o leitor, quando dá crédito a publicações do nível da revista VEJA. Eu sei que, como todos, VEJA também é passível de erro. Porém, checa muito antes de a informação chegar a nossa casa. Se por acaso comete alguma falha, logo na edição seguinte se retrata. VEJA não precisa de sensacionalismo para sobreviver, aliás ela sobrevive há tanto tempo por não ser sensacionalista.
Maria Clara Rubira Garbin
São Caetano do Sul, SP

 

Diogo Mainardi

O texto "A irmandade chavista" (25 de agosto) me fez despertar. Eu que fui um aguerrido militante do movimento estudantil, que me rendeu uma ficha de quase quatro laudas no antigo SNI, e tinha como ídolos Trotsky, Chico Buarque e Geraldo Vandré, entre outros; e hoje, advogado, quatro filhos, na lida do mercado de trabalho, sinto-me amadurecido para dizer que tudo o que vivi valeu a pena. Especialmente para compreender que a democracia e o livre mercado são as únicas formas de liberar as energias do homem em busca de sua realização plena. É pena que alguns intelectuais, a exemplo dos citados por Mainardi, e idolatrados por toda uma juventude, mumificaram-se, a ponto de na atualidade constituírem entulhos para a democracia.
Valdecir Carlos Trindade
Londrina, PR

 

Roberto Pompeu de Toledo

Quero deixar meu apoio em concordância a Roberto Pompeu de Toledo no Ensaio da edição 1 868 ("Resposta ao direito", 25 de agosto). O senhor Paulo Maluf não deveria nunca ter ganho no TRE o direito de resposta, pois o articulista de VEJA em nenhum momento faltou com a verdade. O relator Pacheco di Franco deveria ser mais sensível nesses julgamentos, pois a população pode acabar sendo influenciada com direitos de resposta infundados. As pessoas têm de saber a verdade. E no caso em questão o senhor Roberto Pompeu de Toledo está com toda a verdade possível.
Gerson Talhateli
Ibiporã, PR

 

VEJA Especial Homem

Fico feliz com a edição especial de agosto (VEJA Homem), pois segui algumas dicas das "15 coisas que ela gostaria que você soubesse" e me saí bem. Minha namorada e algumas meninas (nas quais eu fiz uns testes) tiveram uma reação agradável e positiva. Obrigado não só por essa informação mas por todo o conteúdo da revista. Um beijo especial na Karina, Giuliana, Andreia, Paula e Juliana, que criaram esse mundo de informações. Vocês são lindas!
Jurandir Barbosa
Itabuna, BA

 

CORREÇÕES: O preço médio da moto Harley-Davidson Heritage Classic, citada em VEJA Homem, é de 50.000 reais, e não dólares. As ruínas descobertas há pouco na selva peruana pertenceram provavelmente aos chachapoyas, que antecederam os incas na região (Datas, 25 de agosto). Na reportagem "Adeus à tradição" (25 de agosto), onde se lê 4 e 12 mililitros, o correto é 4 e 12 centilitros. A peça identificada como máquina de sorvete na reportagem "...e que cozinha!" (VEJA Homem) é a batedeira da KitchenAid, distribuída no Brasil pela Brastemp. A foto identificada como sendo do cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda (Gente, 25 de agosto), é na verdade de seu colega de seleção brasileira de hipismo Rodrigo Pessoa. A foto de Doda é a que publicamos abaixo.

Ricardo Correa
Miranda Neto, o Doda

 

OUTRA COPA

Ag. O Globo
Torres divide a Taça Jules Rimet com Médici: Copa do Mundo de 1970


A foto que ilustra a reportagem sobre a participação dos jogadores do Brasil no esforço de reconstrução política do Haiti ("Um gol de placa", 25 de agosto) mostra o presidente Médici faturando um naco da popularidade da Seleção Brasileira de Futebol que acabara de conquistar a Taça Independência, em 1972 (foto menor), e não a Copa do Mundo de 1970, como foi publicado (foto maior, que registra o momento em que Médici divide a Taça Jules Rimet com o capitão da seleção, Carlos Alberto Torres, em 1970).



O PROJETO JÁ EXISTE

A nota "Mercadante e os bancos" (Radar, 18 de agosto) anunciou que o senador Aloizio Mercadante apresentaria "nos próximos dias" um projeto de lei que possibilitaria aos empregados escolher o banco em que gostariam de receber seu salário. O senador Romeu Tuma reivindica a paternidade da idéia. Na semana passada ele encaminhou à redação de VEJA cópia do projeto de lei nº 176, de 2004, de sua autoria, que pretende disciplinar o assunto. O projeto do senador Tuma foi apresentado no dia 3 de junho último e publicado na edição do Diário do Senado Federal do dia seguinte. A matéria encontra-se com a relatoria, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, distribuída ao Senador Leomar Quintanilha, que deverá emitir relatório. A íntegra do projeto está disponível no endereço http://www2.senado.gov.br.



OS VÁRIOS TIPOS DE AZEITE

Para fazer o quadro Sabor com Tradição, da seção Guia de VEJA 1 867 (18 de agosto), a revista baseou-se em cinco reportagens anteriores sobre o assunto publicadas em diversos veículos e consultou dois especialistas, que avalizaram as informações. Apesar desse cuidado, a nota "Os tipos de azeite" descreveu um processo de classificação da qualidade do produto praticamente extinto. "Hoje em dia todos os azeites virgens e extravirgens passam apenas por uma prensagem", explicou o leitor Artur António Rabaçal Aragão, de São Paulo. No processo moderno de produção, a classificação do azeite em extravirgem, virgem e refinado relaciona-se basicamente com o grau de acidez do produto.

 

A DEFESA DE SENNA

A coluna "Ayrton Senna, o banal" (Diogo Mainardi, 18 de agosto) rendeu 95 comentários, o que faz dela um dos artigos que mais mexeram com os leitores de VEJA nos últimos anos. Foi também uma das recordistas em críticas. Setenta e seis leitores escreveram incomodados com o humor de Mainardi, que listou uma série de declarações de Senna classificadas de banais pelo articulista. Inspirado em Bernard Shaw, Mainardi aconselhou os ricos a se preocupar apenas em ganhar dinheiro, deixando a assistência social por conta do governo. "Concordo, em parte, com George Bernard Shaw, para quem as ações sociais privadas desobrigam o governo de cumprir sua função social. Porém, esperar de braços cruzados não resolverá tais problemas, muito pelo contrário", escreveu Alex Cardoso de Melo, diretor-presidente da ONG Projetos Sociais Meu Sonho Não Tem Fim. Viviane Senna, irmã do piloto e presidente do Instituto Ayrton Senna, também escreveu para informar que a ONG "em dez anos de atividades já transformou a realidade de 4 milhões de crianças e jovens". Para ela, "os empresários socialmente responsáveis não dão esmolas, mas investem em saídas concretas para os problemas que temos de vencer se desejarmos deixar às novas gerações um país melhor, menos desigual".

 

 

 
 
 
 
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