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Felipe Patury
Do fundo do baú Que tal lançar Silvio Santos à Presidência? Sempre que as eleições se aproximam, seu nome volta a freqüentar o imaginário dos caciques políticos. Na semana passada, o deputado paulista Marcos Cintra, do PFL, decidiu arriscar e mandou um convite ao apresentador. Há doze anos, Silvio Santos ficou animado quando seu nome figurou como presidenciável. Acabou tendo a candidatura cassada pela Justiça Eleitoral. Desta vez, agradeceu a lembrança. Mas mandou dizer não. Homem sempreconceitos Quando era deputado e atendia pelo nome de Carlos Massa, Ratinho estava filiado ao PRN, o partido de Fernando Collor. Depois, engraçou-se com o ministro da Saúde, José Serra, e falava em amor tucano. Agora, troca amabilidades com a candidatura de Lula. Há dez dias, almoçou com o presidenciável petista e prometeu colocá-lo no ar nesta semana. "Estou muito interessado em acabar com a miséria, e ele também", esclarece.
Outro prejuízo dos fundos Mais uma vez o governo colocou dinheiro demais numa só empresa. O BNDES e o Banco do Brasil injetaram mais de 400 milhões de reais na Inepar, uma companhia paranaense de tecnologia que vale um quarto desse valor. Não é só. Os fundos de pensão estatais têm 40% de seu capital. Só agora a turma de Brasília decidiu nomear um executivo para tomar conta do pedaço.
A razão é sentimental A diretoria do Banco Central está convencida de que o banqueiro Gastão Vidigal não quer vender o Mercantil Finasa para o Citibank por razões sentimentais. Acredita-se que Vidigal, um fervoroso nacionalista, não quer ver seu banco nas mãos de um estrangeiro.
Atenção, candidatos De 1989 para cá, o eleitorado sofreu grandes transformações. A principal delas é de natureza cultural. Nos últimos doze anos, a parcela com ensino fundamental incompleto caiu pela metade. E o total de universitários dobrou. Para Marcos Coimbra, do Vox Populi, o novo padrão educacional produziu um eleitor mais exigente. Boa nova, na crise O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu uma boa notícia na semana passada. O sociólogo Antônio Lavareda enviou ao Planalto uma pesquisa mostrando que o governo já passou pelo pior momento no que diz respeito à popularidade. A reprovação caiu de 44% para 38% entre 29 de junho e 24 de julho.
A pizza da doutora Regina Lembra-se de Regina Borges, a ex-diretora do Prodasen que provocou a renúncia dos senadores Antonio Carlos Magalhães e José Arruda? A mesa do Senado recebe nesta semana um relatório analisando seu papel na violação do painel. A leitura recomenda demissão imediata. Com medo de transformá-la em mártir, os senadores consideram a possibilidade de suspendê-la por dois ou três meses. Prestígio no Planalto Mesmo depois da renúncia, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães mantém o prestígio no Planalto -- pelo menos no gabinete vizinho ao do presidente Fernando Henrique. O ministro Pedro Parente, da Casa Civil, fez questão de lhe enviar uma carta garantindo que a Bahia continuará recebendo dinheiro federal apesar de sua atitude. ACM agradeceu por escrito. Depois disso, os dois conversaram por telefone.
Telefones clandestinos Já se sabia que a bandidagem usa placa fria, revólver sem registro e celulares clonados. Na semana passada, descobriu-se que pode usar também telefones fixos clandestinos. Pode? A Telemar cancelou 4.000 linhas. Os números eram usados pelo tráfico de drogas e pelo crime organizado.
Em grande estilo Até hoje, Angra dos Reis não esquece a festa que o banqueiro Luís Alberto Rodrigues, do CSFB Garantia, deu para setenta casais no aniversário de Soraya, sua mulher. Quem foi de São Paulo pôde embarcar num dos três aviões postos à disposição. A organização da festa selecionou monitores para entreter os filhos dos convidados. Como serviu almoço e jantar, o banqueiro contratou duas turmas de garçons. Gastou mais de 300.000 reais.
Exemplo de Minas
O presídio de Juiz de Fora se habituou a jogar fora 5.000 quentinhas
por mês porque 40% dos presos recebiam marmita da família.
Agora, essa comida passou a ser doada a asilos e instituições
de caridade.
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