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Identifiquei-me
totalmente com a reportagem de capa de VEJA da semana passada. Aliás,
eu e meus amigos. Chegamos a fazer um grupo de solteiros para não
ficarmos sós. Toda a reportagem se encaixa. O que nos torna tão
sozinhos e por vezes insatisfeitos é que gostamos da liberdade
e da privacidade, e fica difícil encontrar alguém que nos
deixe tão livres e seja tão companheiro ("Solidão,
lição de casa: aprender a viver só", 25 de julho).
Sou separado
há doze anos, e desde então optei por morar sozinho. Hoje,
tenho absoluta certeza de que foi a melhor escolha que fiz na vida. Quando
você realiza uma viagem e opta por um pacote, por exemplo, leva
as vantagens e as desvantagens. Com o morar só é a mesma
coisa. Você leva um "pacote", só que as vantagens superam
enormemente as desvantagens. Estar só não significa ser
só. Será
que as pessoas estão dispostas a construir um relacionamento ou
se acostumaram à solidão? Afinal de contas, construir um
relacionamento a dois nem sempre é fácil. É conviver
com as qualidades e os defeitos do outro.
Escrevemos
para cumprimentar VEJA pela oportuna reportagem "Trem contra o caos" (18
de julho). A região metropolitana do Recife abriga hoje cerca de
3,4 milhões de habitantes. Possui o único metrô em
operação no Nordeste, inaugurado há dezesseis anos.
Com 20,5 quilômetros de extensão, dezessete estações,
sessenta linhas de ônibus integradas ao sistema, o Metrorec atende,
além das cidades do Recife e de Jaboatão dos Guararapes,
quase toda a região metropolitana, através do Sistema Estrutural
Integrado (SEI), plano que visa à racionalização
dos transportes coletivos através da integração metrôônibus.
Com a conclusão em 2002 de sua primeira expansão, ora em
andamento, o Metrorec terá a capacidade aumentada para 40 quilômetros
de extensão, 28 estações e 130 linhas integradas
e transportará 400.000 usuários
por dia, o equivalente a 25% da demanda de transporte coletivo da região
metropolitana.
Excelente
o artigo do historiador Luiz Felipe de Alencastro. É uma aula de
sociologia e história. Ganha corpo a velha advertência: no
Brasil impera a incapacidade de convivência com as diferenças
(Ponto de vista, 25 de julho).
As contribuições
de Sérgio Abranches sempre me parecem confiáveis e me estimulam
a refletir. Talvez porque, embora fale de economia, ele permaneça
cientista político e prático , sugerindo que
há espaço para bom pensamento, bom governo, boas alternativas
e... bom jornalismo. Obrigado, Sérgio (Em foco, 25 de julho).
Excelente
artigo, como tantos outros do autor. Concordo com ele e acho que o Brasil
teria certamente outra cara e conceito se a palavra de pessoas simples
e de boa moral fosse ouvida e valorizada em detrimento da de certos homens
de vida pública, que chegam a sua posição através
de falcatruas, ladroagens e mentiras (Ensaio, 25 de julho).
Na falta
de predadores, o homem encontra na indústria de cigarros, de acordo
com o relatório da Philip Morris, o seu inimigo natural. Quem diria?
A indústria do tabaco suprindo uma grande lacuna da natureza! ("Conta
que insulta", 25 de julho)
O desempenho
dos cientistas brasileiros não é pífio. Pelo contrário,
as universidades brasileiras produzem excelentes cientistas, porém
mal aproveitados. Nos países em que se registram muitas patentes,
os cientistas e os engenheiros que desenvolvem tecnologia trabalham em
empresas privadas ou institutos de pesquisa. O que precisa ser analisado
é por que no Brasil isso não acontece. Faltam incentivos?
A taxação sobre as empresas é demasiada? É
mais barato ou mais cômodo pagar royalties? Vejam o bom exemplo
dado pela Fapesp, patrocinando o desenvolvimento tecnológico nas
empresas, e pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo
Cruz na produção de vacinas (Amarelas, 18 de julho).
O Brasil terá mais uma vez a oportunidade de provar que é
um país sério. O senhor Jader Barbalho terá confortáveis
sessenta dias para explicar à nação sua fórmula
econômica de enriquecimento ("Jader cai, mas a mentira fica", 25
de julho)!
Não sou um grande fã da banda. Entretanto, sei do talento
da banda e da integridade ética e musical de seus integrantes.
Assim como sei também que a gravadora Roadrunner não vem
sendo um bom exemplo de empresa musical. A banda não tem um videoclipe
para divulgar o novo disco, coisa fundamental hoje em dia ("Barulho velho",
25 de julho). Não
concordo com VEJA quando diz que o Sepultura está arruinado. Se
eles preferem fazer música de qualidade e não se entregar
a modismos como o "nu metal", concordo com eles.
Hoje em dia, o nome Sepultura é reconhecido mundialmente, colocando
o Brasil em evidência, sem mencionar que tudo que há de novo
no metal mundial se deu graças ao Sepultura.
A leitura atenta da reportagem "Todo mundo fala assim"(25 de julho) revela
um texto sutilmente articulado para alertar o leitor contra os "perigos"
que surgem no trabalho dos cientistas da linguagem, dando ênfase
à posição tradicionalista de um gramático
conservador como Evanildo Bechara. Quem
conhece a obra do professor Bechara sabe que este, apesar de tido como
"gramático tradicional", adota postura bem flexível em relação
à língua. Essa postura não preconceituosa fica evidente
na nova edição de sua gramática, em que ele abre
espaço para a questão da diversidade lingüística,
e em um livro seu intitulado Ensino da Gramática: Opressão?
Liberdade?.
Dizer que o Brasil é grande demais, longe demais, tem muito mosquito
e muito bandido e que seu mar é feio é fazer o jogo dos
países dito "desenvolvidos", assim como dizer que não podemos
investir em tecnologia na área eletrônica ("O nosso fracasso",
25 de julho).
Bastante oportuna a entrevista com o professor Sergio Miceli. Trata-se
de um intelectual de grande independência e de pensamento acurado.
Seguramente, foi um dos melhores professores com quem tive a satisfação
de conviver, como aluno (na FGV) e colega (na USP). A entrevista sobre
"intelectualidade e poder", com a opinião de Miceli, serviu para
enriquecer a edição de VEJA (Amarelas, 25 de julho).
Com relação à menção feita à
WWF na reportagem "Tudo que é sólido se desmancha no ar"
(25 de julho), gostaria de esclarecer que a Rede WWF não faz campanha
antiglobalização nem apóia manifestações
como as de Gênova. A WWF investe todos os seus recursos em programas
ambientais e tem um histórico de quarenta anos de participação
positiva em conferências em que são discutidos tratados e
temas internacionais. Em tais encontros, a Rede WWF sempre apresenta propostas
em defesa do meio ambiente e busca o diálogo, a exemplo da reunião
realizada na última semana em Bonn sobre a ratificação
do Protocolo de Kioto. Ao contrário de grandes corporações
globais, a WWF não está organizada como um conjunto de filiais
que seguem as decisões de uma matriz, mas assemelha-se a uma federação
de entidades autônomas que compartilham a mesma marca e os mesmos
ideais, cada qual atuando segundo suas prioridades e agendas nacionais.
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