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Edição 1 711 - 1° de agosto de 2001
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A confiança de volta

Capas de VEJA sobre aposentadoria: frustrações

Em diversas ocasiões, VEJA produziu reportagens de capa sobre as tentativas dos brasileiros de planejar melhor seu futuro financeiro no vácuo deixado pela falência do sistema estatal de previdência. Uma a uma as experiências fracassaram. Nos anos 70, a frustração foi provocada pela constatação de que os montepios, caixas de pecúlio e outras formas de captação de poupança eram arapucas comandadas por espertalhões acima da lei. Nos anos 80, as poupanças privadas mais uma vez atraíram em massa a classe média. Antes que gerassem algum efeito positivo sobre os orçamentos familiares, elas foram devoradas pela inflação. Milhares de pessoas viram seu patrimônio se esfarinhar na selva de índices, legislações conflitantes e na indiferença governamental. Agora, a confiança nesse tipo de poupança está de volta.

A reportagem especial desta edição de VEJA, sobre a crescente adesão dos brasileiros aos planos de aposentadoria privada, retrata um fenômeno tardio do processo de estabilização econômica e da modernização do país. Já são 3,7 milhões os profissionais liberais, empregados e empresários que optaram por planos na previdência aberta. As adesões crescem 40% ao ano. Mais que isso, chama a atenção a faixa etária dos que estão assinando seus contratos de previdência privada. São, na maioria, pessoas entre 30 e 40 anos de idade. Elas estão se sentindo suficientemente confiantes nas instituições às quais entregam suas economias em troca da promessa de uma renda vitalícia quando não mais puderem ou quiserem trabalhar. Com regras transparentes, fiscalização e uma economia com fundamentos menos voláteis, os brasileiros têm agora mais razões para acreditar na saúde atual e futura dos planos de aposentadoria privada. O país mudou para melhor.

 
 
   
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