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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
 | | Tentação:
jogos de sedução entre quatro amigos inseparáveis |
Tentação
(We Don't Live Here Anymore,
Estados Unidos/Canadá, 2004. Estréia nesta sexta-feira) Jack
(Mark Ruffalo) ama Edith (Naomi Watts), mas não tem força para pedir
a separação de sua mulher (Laura Dern). O que ele faz, então,
é tentar jogá-la nos braços de Hank (Peter Krause), o marido
de Edith um jogo no qual os quatro amigos inseparáveis vão
necessariamente sair-se mal. Adaptado de dois contos do escritor Andre Dubus (1936-1999),
autor também do texto que deu origem a Entre Quatro Paredes, Tentação
é um exemplo de roteiro enxuto e boa escalação de elenco.
E é também um crédito para a sua fonte: a vigorosa corrente
literária americana representada por nomes como John Cheever, John Updike
e o próprio Dubus. Vejas
cenas.
DVD As
Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath,
Estados Unidos, 1940. Fox) Um ex-presidiário e sua família
são expulsos de seu Oklahoma natal pela especulação e pela
pobreza. Apinhados num calhambeque caindo aos pedaços rumo à Califórnia,
descobrem que são considerados pouco mais do que gado pelos patrões,
pelo governo e pelos próprios compatriotas. Baseado no clássico
homônimo de John Steinbeck, As Vinhas da Ira foi dirigido pelo mestre
John Ford quando os Estados Unidos mal-e-mal haviam saído da Depressão.
Daí, talvez, seu tom de libelo. A direção de Ford, a fotografia
superlativa de Gregg Toland e o desempenho de Henry Fonda, porém, elevam
o filme para muito além da idealização real-socialista. LIVROS
Os Meninos da Rua Paulo (tradução
de Paulo Rónai; Cosac & Naify; 256 páginas; 25 reais) e O
Poste de Vapor (tradução de Paulo Schiller; Cosac &
Naify; 88 páginas; 29 reais), de Ferenc Molnár O húngaro
Molnár (1878-1952) é autor de um clássico juvenil, Os
Meninos da Rua Paulo. A divertida história das batalhas entre duas
turmas de garotos por um terreno baldio está de volta às livrarias
numa edição caprichada. A tradução consagrada de Paulo
Rónai foi enriquecida com notas e um posfácio do poeta Nelson Ascher.
Também chega às livrarias uma obra de Molnár inédita
no país. O Poste de Vapor narra, com humor, as aventuras amorosas
de um capitão de hussardos no início do século XX
um retrato dos anos finais do Império Austro-Húngaro. Leia
trechos. A
Cura de Schopenhauer, de Irvin D. Yalom (tradução de Beatriz
Horta; Ediouro; 336 páginas; 44,90 reais) Psicoterapeuta e professor
da Universidade Stanford, o americano Irvin Yalom fez sucesso com Quando Nietzsche
Chorou, romance sobre o encontro fictício entre o filósofo Friedrich
Nietzsche e o médico Josef Breuer, parceiro de Freud nos primórdios
da psicanálise. No novo livro, o protagonista é um terapeuta que
entra em crise ao descobrir-se com uma doença terminal. Ele reencontra
um ex-paciente que tinha compulsão por sexo, e que não foi curado
pela terapia. Para sua surpresa, o sujeito diz ter achado a cura na obra pessimista
do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Leia
trecho. Liane
Neves
 |  | | Verissimo:
classe média em tirinhas | |
Aventuras
da Família Brasil, de Luis Fernando Verissimo (Objetiva; 80 páginas;
14,90 reais) Consagrado como cronista, Luis Fernando Verissimo também
é um mestre nas tiras humorísticas. É o criador das Cobras
série em quadrinhos que ele aposentou em 1999 e da Família
Brasil, cujas aventuras e desventuras agora ganham edição em livro.
O primeiro da série inclui quadrinhos publicados em sua maioria na década
de 80. Com traço econômico e humor impagável, Verissimo retrata
os dilemas cotidianos da classe média. O herói das histórias
é o pai: é ele quem sustenta a família e ainda enfrenta o
neto que cobra viagens à Disney ou o filho que se sai com perguntas
constrangedoras como "Para que é esse tal de Viagra?". DISCOS
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 |  | | Oasis:
surpresa, o CD é bom! | |
Don't
Believe the Truth, Oasis (Sony/ BMG) A banda dos irmãos
Noel (guitarra e vocais) e Liam (vocais) Gallagher ressuscitou o rock britânico
nos anos 90. Desde o fim daquela década, contudo, Noel e Liam pareciam
mais interessados em bravatear e afundar-se no álcool e nas drogas que
em compor. Por isso, Don't Believe the Truth será uma surpresa para
muita gente. Apesar dos problemas na gravação houve troca
de produtores e o antigo baterista foi substituído por Zak Starkey, filho
do ex-beatle Ringo Starr , é seu disco mais arrebatador em anos.
Ao contrário de seus últimos CDs, o Oasis já não soa
repetitivo nem flerta com a eletrônica. Em canções como Lyla
e Love Like a Bomb, eles reencontram seu rock'n'roll melódico
e despojado. Divulgação
 |  | | Audioslave:
rock potente | |
Out of Exile,
Audioslave (Universal) O Audioslave nasceu das cinzas de duas bandas americanas
dos anos 90: o Rage Against the Machine, que fazia uma ponte entre o rock e o
hip hop, e o Soundgarden, cuja inspiração era o som pesado do Black
Sabbath. A junção de forças revelou-se promissora no disco
de estréia do grupo, de 2002. Com Out of Exile, seu segundo álbum,
o Audioslave atinge a maturidade. Em seus melhores momentos, como o blues rock
Number One Zero, chega a lembrar o velho e bom Led Zeppelin dos anos 70.
A potência vocal de Chris Cornell continua intacta e, sabiamente,
ele passa longe das letras politizadas do enfadonho Zack de la Rocha, antigo cantor
do Rage Against the Machine. |