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Sociedade Suando
o biquíni Candidatas a miss Universo, o
concurso que sobrevive a tudo, dão duro para promover o turismo
na Tailândia
Reuters  | Armando
Flores/AFP  |
| Beldades no batente: o elefante cai de amores
pela venezuelana Monica e a brasileira Carina se esforça para "melhorar o mundo"
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Quem é que assiste, hoje em dia, a concursos
de miss? A resposta, surpreendente para tantos brasileiros da geração
ligada em modelos, é: um bocado de gente. O concurso de Miss Universo,
pertencente ao americano Donald Trump e à rede de televisão NBC,
é transmitido para 180 países. Segundo os organizadores, a audiência
chega a 1 bilhão de pessoas e é especialmente alta em países
da América Latina. Em alguns deles, como a Venezuela, completamente fanática
por concursos de beleza, bate em inacreditáveis 90%. Para sediá-lo,
é preciso desembolsar uma quantia razoável em geral, são
países da periferia, aspirantes à ascensão econômica
e à visibilidade global, que se candidatam. Precisando desesperadamente
recuperar o movimento turístico derrubado pelo impacto do tsunami de dezembro,
a Tailândia investiu 6,7 milhões de dólares no concurso deste
ano. Disposta a ver um retorno rápido, colocou no batente as 81 beldades.
As meninas estão suando o biquíni e até a coroação
da nova miss Universo, nesta terça-feira 31, terão acumulado três
semanas de programação intensíssima.
Além de promoverem o entendimento entre os povos, contribuírem para
a paz no mundo e atividades correlatas, elas visitaram trinta das 76 províncias
tailandesas. Compadeceram-se de portadores de aids, passearam de elefante e fizeram
dois desfiles de moda. A visita mais chamativa foi às praias de Phuket
e Phi Phi, lugares de fama mundial pela beleza natural, fortemente afetados pelo
tsunami. A mais controversa nem visita foi: era uma sessão de poses para
fotos. Ao fundo, aparecia um conhecido templo budista, o que provocou intensos
protestos na Tailândia do turismo sexual e da prostituição
de meninas vendidas pela família, o budismo tem uma vertente conservadora.
"Eu nem vi o templo", comentou a brasileira Carina Beduschi. Outra interferência
religiosa no concurso, esta muçulmana, obrigou a candidata da Indonésia,
Artika Sari Devi, a trocar o biquíni por um maiô inteiro. Fofocas,
mesmo num ambiente fechado com 81 garotas altamente competitivas, só a
ciumeira geral das atenções constantes sobre a miss Venezuela, Monica
Spear. Candidata natural à coroa pelo histórico de seu país
(quatro vencedoras, 33 finalistas) e pela beleza morena, ela enlouquece os fotógrafos
por onde vai. Mesmo assim, a mística do concurso persiste. "A função
da miss é ajudar a melhorar o mundo e deixar os lugares felizes", afirma,
convicta, a catarinense Carina. |