Edição 1907 . 1° de junho de 2005

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Henrique Meirelles, Waldomiro Diniz, Romero Jucá,
Orestes Quércia, Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Jefferson e Paulo Maluf, ocasionalmente citados nesta página, são personagens fictícios. Qualquer semelhança com pessoas existentes é mera coincidência.

Os árabes não têm pressa

Os árabes, que já eram o "mundo civilizado" quando o Texas ainda era do México e o México ainda era de Montezuma. E divulgaram os algarismos, claro, arábicos – sem os quais nossas empregadas domésticas estariam dizendo ao telefone: "Aqui fala MIC, MIC, XIXI" –, a goma também arábica e os arabescos. Seriam incapazes de violência tão evidente – e você sabe do que estou falando. Pois têm tecnologia imemorial, com poder inacreditável, que poderia já ter sido usada para destruição total dos inimigos.

Curioso é que os talibãs do mundo ocidental nem percebem isso. Não sabem com quem (não) estão falando.

Os árabes, como já provaram nos séculos em que dominaram a Península Ibérica (ainda é ibérica, pois não?), têm paciência de jóquei. Mas no momento a pressão ocidental sobre eles – sobre o Iraque, o Afeganistão, o Irã, a Síria e a Venezuela (não é árabe? Entra no pacote) – já ameaça a sobrevivência do mundo do Cassius Clay.

 

Foi por temor à violência do Império do Sol – América do Norte – que os árabes, em tempos mais remotos do que os maremotos, se prepararam pra sua autodefesa. "Plantando", no Império sempre agressor, como obras de arte, milhares de lâmpadas de óleo, ricamente decoradas, sagradas e consagradas, que os poderosos infiéis passaram, inadvertidamente, a comprar por altos preços. E conservar como preciosidades e orgulho da decoração de suas mansões.

Dentro de cada uma dessas lâmpadas, muito antes da tecnologia da internet e do Google, profetas e sábios colocaram um Gênio (criação totalmente biológica) com todo o poder conhecido na época e também por inventar. Esse Gênio – por ser super-humano – pode dormir durante séculos.

São todos, em princípio!, gênios do bem. Não há quem não tenha ouvido uma istória em que um desses Gênios sai de sua lâmpada e tonitroa "Faça três pedidos!" e atende a qualquer pedido do cidadão premiado por essa loteca metafísica.

Os cientistas do ocidente, pra se defenderem da própria ignorância, sempre rotularam essa tecnologia como istórias das Mil e Uma Noites. Coisas de Sherazades. E nunca atentaram pra que, e com que, forças cósmicas esses Gênios atuariam, já que estão acima de quaisquer limitações do tempo e da matéria.

 

Pois é. Enquanto isso os Gênios estão dormindo, ignorados, dentro de milhares de casas americanas, não por acaso as mais ricas e prepotentes. E esperam, pra reagirem à agressão e às acusações que recebem, apenas um sinal que, por ironia, pode ser dado pelo inimigo – digamos, uma bomba caindo numa usina nuclear do Irã.

Lâmpadas? Não é só. O Império do Sol ocidental e sua tecnologia militar também aparentemente invencível ignoram, tola e superiormente, o mais maravilhoso meio de transporte aéreo jamais inventado – o tapete mágico. Voa a qualquer altura e velocidade, não necessita combustível – portanto não pode ser acusado de incitar a/à guerra do petróleo – e, em milhares de anos de uso, jamais sofreu uma queda ou falha mecânica nem mostra nenhuma fadiga de material.

O tapete do Rei Salomão – árabe israelense, veja o Corão – era de seda verde. Em viagens o trono do monarca era colocado nele. Cabia? Ora. O tapete era tão grande que nele cabiam todas as forças militares e servidores civis. E, atentem, mais importante do que isso, também todas as forças espirituais.

Os homens e mulheres ficavam à direita do tapete, os espíritos à esquerda. Quando todos estavam a bordo, Salomão apenas indicava aos ventos aonde queria ir e lá ia ele, tapete, à velocidade que o Rei comandasse – a do homem, a do cavalo, a do vento, a do raio. Grandes pássaros, de asas abertas, protegiam todos do sol.

No século X a.C., Salomão, como sempre sabiamente, achou prudente fabricar tapetes para exportação (infiltração!) em países do Mal. E hoje milhares de residências e palácios na Europa e na América do Norte têm, em seus soalhos ou paredes, magníficos, e caríssimos, exemplares de Selçuks, Bokharas, Karachis e Shirazes.

Junto a milhares de lâmpadas com Gênios dormitando dentro delas.

Esperando.

O ataque ao Irã.

Ou à Venezuela.

 
POEMEU
DARWIN, ainda.
O homem veio do símio.
Acho isso lindo.
Mas tem alguns
Quinda estão vindo.

 
 
 
 
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