Edição 1907 . 1° de junho de 2005

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Holofote

Felipe Patury

• UMA ÉTICA PARA CADA DIRETORIA

Bruno Stuckert/Folha Imagem


O apoio do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, ao governo depende também da nomeação de Djalma Rodrigues para a diretoria de exploração da Petrobras. A empresa resiste a atender ao pedido. Um dos episódios mais quentes da negociação foi uma conversa de Severino com o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia. "Não dá para nomear. O Ministério Público está investigando o Djalma", explicou Chinaglia. "Mentira. A Petrobras quer que ele vá para a diretoria de gás. A ética dessa diretoria é diferente da ética da outra?", respondeu Severino.

 

• ELE QUER IR PARA A DASLU

Divulgação


A grife londrina Basso&Brooke tem apenas um ano de vida, mas já vende para 42 lojas de departamento chiques no mundo inteiro. Sua coleção de óculos é a segunda mais vendida na Harrods, um dos templos do consumo dos ricos ingleses. Recentemente, a grife lançou uma linha para casa. Um dos proprietários é o paulista Bruno Basso. A grife estréia no Brasil na São Paulo Fashion Week, em junho. Basso pretende usar o desfile para conseguir uma vaguinha na Daslu.

 

• QUEM DERROTA MEU REI?

Petistas e tucanos baianos querem lançar um só candidato para disputar o governo da Bahia com Paulo Souto, atual governador e afilhado de ACM. O escolhido é o ministro Jaques Wagner, do Conselho de Desenvolvimento Econômico. O problema é que duas pesquisas lhe dão menos de 10% das intenções de voto. O prefeito de Salvador, João Henrique, do PDT, parece ser o único capaz de derrotar Souto. O ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi avisado. A coalizão do PT com o PSDB corre o risco de um aborto espontâneo.

 

• ENTRE AS MAIORES EM 2005

Divulgação


O publicitário Paulo Giovanni acredita que sua agência, a Giovanni, FSB, encerrará 2005 entre as cinco maiores do país. A agência cresceu devagar de 1973, quando foi criada, até 1998, quando se associou à multinacional FSB. De dezembro para cá, conquistou as contas da Pirelli, da Fiat e da Kaiser. Com elas, contabiliza 32 clientes e 200 milhões de reais de faturamento, 10 milhões dos quais com o governo.

 

Foto arquivo pessoal

 


Com reportagem de Camila Antunes, Fábio Portela e Heloisa Joly

 
 
 
 
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