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Edição 1 749 - 1° de maio de 2002
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O Canadá quer você

O governo canadense lança
programa para estimular a
entrada de mais imigrantes

Nos últimos anos, vários países criaram regras mais flexíveis para permitir a entrada de estrangeiros em seus territórios. Austrália e Nova Zelândia recentemente lançaram programas que facilitam o ingresso de imigrantes. Antes dos atentados terroristas, os Estados Unidos também estavam flexibilizando as regras de concessão do green card. Agora foi a vez de o Canadá, que já tinha políticas muito liberais nessa área, abrir ainda mais suas fronteiras. Alarmado com as baixas taxas de crescimento populacional, o primeiro-ministro, Jean Chrétien, acaba de criar um plano de incentivo à entrada de mais imigrantes. A burocracia foi reduzida e os processos de seleção, que antes duravam até um ano, podem ser concluídos em seis meses. Ficou menos complicado preencher a papelada, mas isso não quer dizer que as autoridades locais aceitem qualquer um. Trabalhadores braçais e pessoas sem estudo não são bem-vindos. A preferência é para profissionais altamente qualificados, especialmente nas áreas de tecnologia, física e engenharia.

No ano passado, 250.000 estrangeiros entraram legalmente no Canadá. Em 2002, as autoridades esperam o ingresso de pelo menos 300.000 pessoas. A maioria dos imigrantes é da China, da Índia e do Paquistão. Estima-se que 10.000 brasileiros vivam no país, número considerado muito baixo pelo governo canadense – só em 2001, 40.000 chineses ganharam o direito à permanência definitiva no país. "A maior dificuldade dos brasileiros é suportar o frio", afirma Stephane Larue, chefe do departamento de imigração do Consulado do Canadá em São Paulo. No inverno canadense, as temperaturas podem chegar a 30 graus negativos. Por causa do frio excessivo, a vasta região do norte, formada por grandes lagos gelados, mantém-se praticamente inabitada. A maioria dos brasileiros que passam nos programas de seleção vai trabalhar em grandes núcleos urbanos localizados na região sul do país, perto da fronteira com os Estados Unidos. Além da possibilidade de trabalho, cidades como Ottawa, Quebec e Toronto oferecem alta qualidade de vida. Hoje, o Canadá está em terceiro lugar no índice de desenvolvimento humano (IDH). Sua renda per capita é de 22.000 dólares, seis vezes maior que a do Brasil, e o salário mínimo está na casa dos 2.000 reais.

 
 
   
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