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Chacina
na escola
Fenômeno americano se repete
na Alemanha, que tem segunda
matança em dois meses
AP
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| Vítima
é atendida na frente da escola: vingança sangrenta de aluno expulso |
O
fenômeno começou tipicamente americano, mas já se
está repetindo com freqüência assustadora em outros
países. Um jovem ressentido invade o colégio, atira indiscriminadamente
e se entrega à polícia ou acaba se suicidando. Na semana
passada, o roteiro foi seguido à risca numa escola secundária
de Erfurt, cidade de 200.000 habitantes na antiga Alemanha Oriental. Só
que o alvo, dessa vez, era preferencialmente professores. O assassino,
um ex-aluno de 19 anos, cuja identidade era mantida em segredo pelas autoridades,
estava disposto a se vingar pelo fato de ter sido expulso por indisciplina
meses antes. Quando tudo acabou, contavam-se dezoito mortos e o país
estava em choque. O atirador chegou à escola vestido de preto,
incluindo luvas e uma máscara. Carregava uma espingarda de caça
no ombro e uma pistola automática na cintura. Não parecia
procurar ninguém em especial. A passos firmes, descarregou a espingarda
no primeiro professor que cruzou seu caminho no corredor de entrada. O
barulho dos tiros fez com que os alunos saíssem das salas para
ver o que estava acontecendo. O pânico se instalou. Em meio aos
gritos e correria dos estudantes, o assassino entrava nas classes, mirava
no professor, atirava e saía. A polícia demorou quase duas
horas para decidir entrar à força na escola. Quando o fez,
o assassino trancou-se numa sala e disparou contra a própria cabeça.
O horror durou das 11 horas da manhã à 1 da tarde. No fim,
havia sangue e corpos espalhados pelos corredores, pelas salas de aula
e até no banheiro. Além do assassino, morreram treze professores,
um funcionário da secretaria, dois alunos e o primeiro policial
que chegou ao local. Outras seis pessoas ficaram feridas.
AFP
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| Estudantes
em pânico: massacre recorde em número de mortos |
Foi
a segunda matança numa escola do país em apenas dois meses.
Em fevereiro, um desempregado de 22 anos matou o ex-chefe e um ex-colega
na firma em que trabalhava em Munique. Depois, foi de táxi à
escola em que estudou e matou o diretor, antes de cometer suicídio.
Atordoados, os alemães se perguntavam como duas tragédias
dessas proporções poderiam ocorrer em tão pouco tempo.
A chacina de fevereiro já havia provocado um amplo debate sobre
a violência nas escolas. Por coincidência, no mesmo dia em
que o ex-estudante dizimava professores, os deputados alemães aprovavam
uma lei que restringe o porte de armas. Nos Estados Unidos, onde a matança
em colégios adquiriu proporções endêmicas,
os incidentes saltaram de dois por ano no início dos anos 90 para
cinco no fim da década, mas ainda não há explicação
completa para essa explosão de violência. Na maioria dos
casos, os alunos pivôs de tragédias desse tipo querem vingança
por humilhações, reais ou imaginárias, sofridas.
Esse tipo de loucura assassina ocorre com mais freqüência nos
Estados Unidos, mas a chacina da semana passada na Alemanha é a
que mais vítimas fez numa escola em todo o mundo. Em seu recorde
macabro ela se iguala à matança ocorrida em 1996 numa escola
primária na Escócia.
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