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Edição 1 749 - 1° de maio de 2002
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"João Paulo II parece a figura perfeita para representar o atual momento da Igreja Católica. Um homem velho, doente, corcunda e fraco."
Camilo Jonas da Silva Costa
Pato Branco, PR

 

Igreja Católica

No artigo "O crepúsculo de um papa" (24 de abril), o senhor Mario Sabino se interroga sobre as condições de João Paulo II seguir governando a Igreja, no momento em que surge nova crise. Cita a fragilidade da saúde do papa como principal motivo dessa dúvida. Seria o caso de perguntar se a dúvida não nasce exatamente não da fragilidade, mas da extraordinária fortaleza desse homem de quase 82 anos, alquebrado fisicamente, mas de vigor moral e intelectual ímpar. Nesta época em que os erros pessoais são escondidos sob o disfarce de "conseqüências dos tempos", o papa propõe que saibamos pedir perdão voltando a nos confessar.
Maria Lúcia Rangel de Alckmin
São Paulo, SP

Quando o papa era jovem, resplandecia naturalmente seu vigor físico, sua energia, sua vibração. Agora, no crepúsculo de uma vida santa, plenamente vivida, como resplandece seu vigor espiritual! Concordo com a afirmação: "Não fosse o papa um homem de extraordinária energia física e espiritual, já teria sucumbido (...)". Rezemos por ele!
Vera Lúcia Pinheiro da Silva
São Paulo, SP

Tenho 29 anos, fui coroinha e trabalhei toda a minha infância ao lado de padres. Nunca fui assediado. Ao contrário, fundamento minha formação como homem e como cidadão nessa convivência e em todos os ensinamentos que obtive do testemunho de vida e de fé desses padres.
Francisco de Assis Rocha
Brasília, DF

É lamentável que as principais autoridades da Igreja ainda tentem acobertar as atrocidades que seus sacerdotes cometem ("Uma mancha no coração da Igreja", 24 de abril).
Ezequiel Pedrosa
Rio de Janeiro, RJ

A capa da edição 1748 de VEJA é um marco histórico: pela primeira vez a Igreja Católica, que presidiu durante quase um milênio o mais sinistro tribunal da história humana, ocupa o banco dos réus.
José Luís Sotomaior Karam
Curitiba, PR

Parabéns a VEJA pela seriedade. Nós, católicos que amamos nossa Igreja, embora não devamos concordar, muito menos acobertar fatos tão lamentáveis, cujos autores merecem punição, temos a obrigação de rezar continuamente ao Senhor da messe, para que envie santos sacerdotes. Devemos também pedir a Deus por todos os padres e bispos que se envolveram em atos tão deploráveis, para que eles se arrependam, curem-se de seus males e voltem ao ministério sagrado, se for da vontade de Deus.
Antonio Frederico
Chasseraux Souto Corrêa
Santos, SP

Acredito que a reportagem de capa vem em momento bastante oportuno para trazer às claras o que há por trás do voto de castidade e da instituição chamada Igreja Católica Apostólica Romana, que obriga seu sacerdote a viver abstêmio de sexo, pois o celibato é imposição doutrinária da Igreja de Roma, e não ordenança divina. Lemos na Bíblia que "fiel é esta palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar".
Emivaldo Cardoso Reis
Marabá, PA

Os problemas sexuais dentro da Igreja são antigos. No Sínodo de Nantes, em 658 da era cristã, os próprios bispos já mencionavam ter conhecimento da ocorrência de relações incestuosas entre padres, suas mães e irmãs. É preciso que o Vaticano encare com coragem a questão do celibato imposto a seus padres.
José Maria de Oliveira Garcia
Belém, PA

 

Peter Hakim

Muito interessante a entrevista "Fora do mapa" (Amarelas, 24 de abril). Os países latino-americanos, principalmente o Brasil, não podem mais deixar que sua economia seja prejudicada por medidas protecionistas, salvaguardas e subsídios concedidos pelo governo americano. A formação da Alca será de suma importância para o comércio exterior, desde que todos os países saibam negociar de maneira justa e diplomática.
Jaqueline Celeste Pasqual
Curitiba, PR

Os conhecimentos sobre relações internacionais do conselheiro do Banco Mundial para a América Latina, Peter Hakim, são notáveis. Essencialmente quando afirma que a política americana necessita ter como sustentáculo a economia, com sólido apoio ao fortalecimento das instituições democráticas e livre-comércio. Seus argumentos representam a semente para um futuro promissor na integração entre países.
Hugo Lins B. Coelho
Recife, PE

 

Stephen Kanitz

Tive o prazer de ver divulgado para o Brasil o que eu gostaria de dizer ao mundo. No meu Estado existem algumas santas iguais à sua amiga (irmã Lina), pessoas que vieram a este mundo apenas para dar amor, carinho, vida ("Minha amiga, a irmã Lina", Ponto de vista, 24 de abril).
Marcos Sidney Oliveira Charife
Rio Branco, AC

Muito lúcido e oportuno o artigo de Stephen Kanitz. Pode-se dizer, sem sombra de dúvida, que Kanitz é hoje uma das mentes mais lúcidas quando se fala de voluntariado e de filantropia.
Valter R. Francisco
Santo André, SP

 

Benedita da Silva

A governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, "foi a primeira mulher negra a ser eleita senadora", mas não "a primeira a tomar posse no cargo", cuja primazia coube à médica negra, baiana de nascimento e radicada no Acre, Laélia Alcântara, que, sendo suplente, assumiu sua cadeira em 1981 como representante daquele Estado no Senado ("A saga de uma vencedora", 17 de abril).
Antonio N. Lucio
Peruíbe, SP

 

Radar

Em referência à nota "Caixinha à vista", publicada na coluna Radar (24 de abril), informo que a fonte que transmitiu a informação foi leviana quando procurou envolver o ex-governador Garibaldi Alves Filho nas investigações que estão sendo realizadas pelo Ministério Público, sobre a atuação de uma associação de empresários da construção civil. Os promotores não citaram o nome de agentes públicos e, em reiteradas entrevistas, até os excluem de envolvimento nas supostas irregularidades.
Jose Wilde de Oliveira Cabral
Assessor de imprensa de Garibaldi Alves Filho
Natal, RN

 

Eleições

Muito oportuna a reportagem sobre a ascensão do candidato Luís Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais ("O brilho da estrela", 24 de abril). Os fatos comprovam o amadurecimento não só de Lula, mas do Partido dos Trabalhadores, que, em vez de adotar o discurso do radicalismo, procura apresentar-se à sociedade como uma alternativa ao neoliberalismo do atual governo. O povo está cansado de promessas, cobra ética e transparência e dá mostras de que finalmente chegou a hora do PT.
Fabrício Augusto Souza Gomes
Rio de Janeiro, RJ

Pena que grande parte da população não tem percebido que o eterno candidato do PT está apenas maquiando sua imagem, orientado por marqueteiros profissionais, visando exclusivamente às próximas eleições. Se alçado ao poder, cairia a farsa e teríamos, todos, de engolir o mesmo Lula de sempre: rude, com afeição a atos de violência à propriedade e movido por anacrônicas ideologias, o que certamente colocaria o país na contramão da história por algumas décadas. Ainda há tempo de acordar!
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

 

Venezuela

Não obstante a vitória da democracia, com o retorno de Hugo Chávez ao poder na vizinha Venezuela, espera-se que em nosso país o eleitorado do próximo pleito saiba identificar e boicotar os candidatos de estilos como o do coronel, populacheiros que, interesseiramente, iludem o povo com promessas ("O coronel voltou", 24 de abril).
José de Anchieta Martins dos Santos
Porto Velho, RO

 

China

Sobre a matéria "Preparar, apontar..." (24 de abril), que relata execuções de criminosos na China, acho exagerada a citação de que órgãos como os rins sejam retirados dos presos executados para a venda no mercado negro de transplantes. Esse órgão somente é viável para transplante quando é retirado com técnica apurada e em ambiente cirúrgico, imediatamente após a morte do doador, e logo implantado no receptor. Avaliação clínica prévia do doador é obrigatoriamente feita com o intuito de investigar doenças malignas ou infecciosas. Essas características tornam inverídica, ou no mínimo difícil, a utilização de rins de presos chineses executados, como vemos na reportagem.
Araken Almeida
Recife, PE

Se no Brasil o Poder Judiciário mudasse tudo o que está aí, traficantes, assassinos, ladrões comuns e de colarinho-branco pensariam pelo menos duas vezes antes de cometer crimes. Que a China não se deixe envolver por ONGs demagógicas e pressões de países onde reina a criminalidade (e o nosso é campeão disso). Eu os invejo, pois vocês mostram o que é certo.
Carlos Jose Villela Barboza
Rio de Janeiro, RJ

Como os outros governos preferem não se envolver, nós como seres humanos nunca deveríamos consumir produtos oriundos da China, essa nação bárbara. A partir desta data, nenhum artigo "made in China" será consumido por mim nem por minha família.
Alvaro Lima
Juiz de Fora, MG

 

O ANÔNIMO VENCEU SHAKESPEARE


Na matéria "A celebração da realeza" (17 de abril), VEJA informou que uma das inovações no cerimonial de despedida da rainha-mãe da Inglaterra, Elizabeth, partiu da rainha Elizabeth II, que, podendo se valer de toda a poética de Shakespeare ou de Marlowe para dizer adeus à mãe, preferiu ler um poema anônimo popularizado via internet, intitulado She's Gone (Ela Se Foi). Muitos leitores ficaram curiosos com a citação. Quiseram saber onde a obra pode ser encontrada. O poema está, em inglês, no site da família real britânica (http://www.royal.gov.uk/output/Page1082.asp).

 

HOMEM NÃO É VÍTIMA DE ESTUPRO

Luciano Pires Barbosa, estudante do 5º ano de direito de uma universidade paulistana, foi um dos vinte leitores que observaram um erro no texto-legenda "Um pedófilo com a bênção do cardeal", da reportagem "Uma mancha no coração da Igreja" (24 de abril). VEJA afirmou que Gregory Ford foi estuprado dos 6 aos 12 anos. "Esse termo (estuprado) está empregado incorretamente", alertou Barbosa. O artigo 213 do Código Penal brasileiro sustenta o argumento do leitor. Segundo ele, "Ford foi vítima do crime previsto no artigo 214 do nosso Código Penal – atentado violento ao pudor". Essa questão já rendeu um boxe em Cartas ("O crime é outro", 16 de junho de 1999). Na oportunidade, VEJA esclareceu: "Levados ao pé da letra o Código Penal e os dicionários, o leitor (Pablo Cassiano Santos, que lembrara que um homem não pode ser vítima de estupro) tem razão. Não se trata apenas de formalidade. São crimes diferentes. Mas uma confusão bastante comum, já que se popularizou o uso da expressão para descrever a violência sexual em geral".



 
 
   
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