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VEJA Recomenda
MONSTROS VS ALIENÍGENAS (Monsters vs. Aliens, Estados Unidos, 2009. Estreia nesta sexta-feira no país) Bem na hora de seu casamento, a doce Susan é atingida por um meteorito e, em questão de minutos, já está da altura de um prédio. O noivo se apavora, os pais não sabem o que fazer e o Exército leva a moça, rebatizada Ginórmica, para uma instalação secreta onde vivem uma massa de gelatina que não tem cérebro e não sente a menor falta dele, um cientista maluco que virou barata, um homem-peixe e um bichinho comedor de insetos que se agigantou até fazer Ginórmica parecer pequena. O destino de Susan e seus amigos é nunca mais sair de sua prisão militar. Quando, porém, a Terra é ameaçada por um invasor alienígena, eles são recrutados como armas especiais, com resultados um bocado irregulares: todos são da maior paz e não têm ideia de como enfrentar um extraterrestre megalomaníaco. Cheio de divertidas referências à ficção científica paranoica dos anos 50 e 60, o desenho está disponível na versão convencional, em 35 milímetros. Mas a farra é mesmo vê-lo nas salas que dispõem do sistema 3D, cada vez mais numerosas no país.
DVD
MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO (Mio Fratello è Figlio Unico, Itália, 2008. PlayArte) Dois irmãos Manrico e o irascível caçula Accio de família operária crescem numa cidadezinha italiana, nos anos 60 e 70, unidos tanto pelo amor profundo quanto pelo calor com que discordam um do outro: Accio, completamente perdido ao largar o seminário católico, se filia ao Partido Fascista, enquanto Manrico é de esquerda; o mais velho é um apoio para os pais, enquanto o mais novo assusta a todos com suas explosões. Contra o cenário das grandes transformações sociais e políticas do período, o diretor Daniele Luchetti desenha uma história original e transbordante de energia sobre dois rapazes que são polos opostos de um mesmo mundo, mas nunca deixam de convergir no seu íntimo.
DISCO
BARE BONES, Madeleine Peyroux (Universal) Madeleine Peyroux é uma cantora de voz pequena e com um timbre que lembra muito o de Billie Holiday. Em seus três primeiros discos, ela recriava, de maneira tímida, sucessos de compositores do porte de Joni Mitchell e Tom Waits. Em seu novo CD, Madeleine finalmente cedeu aos apelos do produtor, Larry Klein (o mesmo do último CD do pianista Herbie Hancock), e se lançou como compositora. As onze faixas apontam um futuro promissor. Madeleine se alterna em temas como amor e solidão, apoiada por uma banda de formação franciscana baixo, bateria, guitarra acústica, teclado, um violino aqui, um mandolim acolá. É mais que suficiente para ressaltar sua interpretação em canções como River of Tears, sobre uma separação, e Love and Treachery, no estilo discursivo do poeta canadense Leonard Cohen.
LIVROS
AS FANTASIAS DE PRONEK, de Aleksandar Hemon (tradução de Roberto Grey; Rocco; 231 páginas; 32,50 reais) Numa passagem de As Fantasias de Pronek, o jovem Jozef Pronek que trocou a Sarajevo natal pelos Estados Unidos em razão da Guerra da Bósnia, em 1992 irrita-se com a mania de uma namorada de corrigir suas frases macarrônicas em inglês. Trata-se de uma ironia autobiográfica: o escritor Aleksandar Hemon mudou-se para os Estados Unidos nas mesmas circunstâncias e passou maus bocados por não falar a língua. Mas isso é passado: o domínio do idioma exibido em seu primeiro livro, o volume de contos E o Bruno?, suscitou até comparações com outros emigrados do Leste Europeu que produziram grandes obras em inglês, como o russo Vladimir Nabokov. O protagonista de As Fantasias de Pronek, que já aparecia no livro anterior, faz uma narrativa algo delirante de sua vida, entre reminiscências da infância na Bósnia e choques culturais no novo país. Leia trecho.
AS FORÇAS ESTRANHAS E CONTOS FATAIS, de Leopoldo Lugones (tradução de André de Oliveira Lima e Maria Paula Gurgel Ribeiro; Globo; 305 páginas; 35 reais)
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